Querida Emely

2 Vivendo com os Kolvenik


Depois de um tempo vivendo com os Kolvenik poderia definir a personalidade de cada um dos membros da família.

German Kolvenik era um homem de 50 anos, alto, pele pálida, olhos castanhos claros e cabelos grisalhos. Um homem fechado para amigos e familiares, era frio, irônico e nunca sorria, mesmo se fosse algo bom para ele, parecia não se importar.

Eva Kolvenik era mulher de 44 anos, estatura mediana, pele clara, olhos de duas cores: direito verde e esquerdo azul e cabelos ruivos. Era uma bela mulher, dava para se duvidar de sua idade, pela aparência daria no máximo 27, era fechada, mas extremamente doce e gentil, seu único defeito era a indecisão.

Richard Kolvenik era o filho mais velho com 16 anos, alto, pele branca, olhos azuis e cabelos castanhos claros. Ele tinha um jeito malandro, sempre levando tudo na brincadeira, mas sempre alegrando quem está em sua volta.

Lorenzo Kolvenik era o mais novo com 6 anos, baixo, pele pálida, olhos verdes e cabelos ruivos. Ele era quieto e sensível tinha que tomar cuidado com as palavras, porque conforme elas ele poderia se desabar em lagrimas.

Emely Kolvenik era a filha do meio com 10 anos, mediana, pele clara, olhos verdes e cabelos pretos. Eu demorei um pouco para definir ela, era como tentar ver através do escuro, mas depois descobri que ela tinha a personalidade de seu pai German, menos a compreensão.

Comecei a viver com eles, aprendi muitas coisas, mas era totalmente estranhos. Uma vez num jantar todos estavam reunidos, German na ponta da mesa, Eva na outra, Richard ao lado da mesa com German, Lorenzo no outro lado de German, Emely no lado de Eva e eu no outro lado de Eva, durante o jantar Richard olhou para Emely que parecia que não estava com vontade de jantar e falou em tom de brincadeira:

– É Emely, aproveite antes que acabe.

Nessa hora German se levantou e soltou a mão na cara de Richard bruscamente, me assustei quando vi sangue na boca de Richard, mas ele apenas se sentou e voltou a comer depois de limpar seu próprio sangue, German se sentou e voltou a comer normalmente, percebi que apenas eu estava assustadas os outros apenas olharam e voltaram a comer. Depois de jantar nós fomos dormi, Richard estava no banheiro e corri perguntar:

– Está muito machucado?

Ele olhou para mim e sorriu e disse:

– Não se preocupe, isso sempre acontece. Boa noite maninha

Ele riu e me deu um beijo na testa e foi para quarto, fiquei pasma, então ele aguenta isso todo dia?

Subi as escadas e vi Emely na janela do corredor, não liguei e quando girei a maçaneta ouvi a voz dela:

– Desculpe pelo susto no jantar, mas se acostume, você nem viu a metade do acontece por aqui.

Ela disse e saiu da janela e foi para o quarto, depois disso fiquei pensando, onde foi parar minha visão de família perfeita?

Outra vez foi num passei, Lorenzo não queria ir, enquanto eu descia as escada Eva subia raivosa, minutos depois ouvi gritos agoniantes, subi correndo entrei no quarto de Lorenzo e o vi com as pernas cortada com facão e ele tentando se levantar, mas no final ele desmaiou, mas quando fui pegar ele Eva me segurou e disse:

– Não se preocupe, ele está bem.

Ela disse e sorriu docemente, a noite Lorenzo estava subindo as escadas me parrou e disse:

– Não se precisava se preocupar, já estou acostumado, nas próxima vez não entre no meu quarto.

Ele disse rindo e continuou subindo, eu estava começando a ficar com medo, será que eu seria a próxima? Não sabia, mas agora tinha um sentimento que se formou numa parte da minha alma, o sentimento do inexistente amor perfeito fraterno.