Querida Emely

3 A verdade de Emely


Muitas coisas aconteciam na família, mas eu tinha uma pergunta: Por que Emely era tão solitária? Queria descobrir até que numa noite deram a resposta.

Uma noite por volta de 21:34 eu estava andando pela casa até descobrir uma parede com uma cortina, no momento pensei que era uma janela, mas não, era uma porta que nunca tinha visto antes durante esse tempo, eu percebi que a porta estava destrancada então entrei, entrando percebi que era uma sala grande que tinha uma mesa antiga, um piano, um armário e duas cadeira, uma para o piano e outra para a grande janela que lá tinha, era uma sala totalmente sem vida apenas um quadro de um cemitério com anjos de pedra tinha mais cores vivas. Olhando o quadro nem percebi que já era 22:30, estava me afastando do quadro até que ouço uma voz:

– Devia ter te avisado que não era para entrar aqui, mas vejo que é tarde demais...

Era German, ele entrou e se sentou na cadeira perto da janela e suspirou, estava curiosa sobre o quadro e então resolvi perguntar:

– Estava olhando o quadro e qual cemitério é aquele?

Ele se virou e apontou pela janela, me aproximei e vi o cemitério pintando no quadro mas não tinha mais vida e os anjos de pedra não estava lá e perguntei confusa:

– O que aconteceu?

Ele suspirou e começou a falar:

– O nome atual do cemitério é anjos de gelo, mas antigamente era sussurros dos anjos.

Eu senti uma pontada de pena na voz dele e falei:

– Acho que eles resolveram se calar de vez...

German me olhou com compreensão e começou:

– Eu ia pra lá antigamente para fugir das obrigações familiares, eu tinha a sensação que os anjos falavam comigo e isso me deixava alegre e sempre me dava vontade de sorrir, mas eu recebi uma noticia que me abalou, minha mãe estava doente e iria morrer logo, meu pai, um homem severo, não demonstrou tristeza, mas sabia que por dentro ele estava chorando e falando pra si mesmo: "Não chore, ela vai estar em um lugar melhor", dias se passaram, até que eu estava voltando da aula de piano e cheguei em casa e vi meu pai com os olhos inchados ele se agachou e sussurrou no meu ouvido: "Os anjos vieram buscar ela", aquilo me fez me entalar meu soluço em minha garganta, não sabia o que dizem nem o que fazer apenas chorar e justo no dia que eu ia tocar Michael Nyman — The heart asks the pleasure first, mas era tarde demais. Depois disso uma noite encontrei meu pai enforcado numa arvore dentro do cemitério e naquela noite sussurrei: "Os anjos vieram outra vez", passei a odiar anjos, pensava que eles sempre vinha pra tirar quem mais amamos, mas não era assim, então tirei essa ideia da minha mente .

Pelo visto German sofreu, eu não sabia o que era ter uma mãe, porque minha mãe verdadeira morreu ao me dar a luz então não entendo muito isso, mas não entendia uma coisa:

– Desculpe perguntar, mas porque que sempre brincam com a Emely, você e a Sra.Kolvenik batem em Richard e no Lorenzo, mesmo que a ela leve também na brincadeira?

Alguns segundo depois ele começou a chorar e falou lamentando:

– Não gosto que eles falem dela e com ela, parece que os dias estão passando depressa...Mas a verdade...A mesma doença que levou minha mãe...Está levando Emely também.

Ele começou a chorar, eu senti uma dor que parecia que ia explodir, mas entendi, German odiava os anjos porque eles estavam tirando pessoas amadas de sua família e agora eles estão chegando perto de Emely mas ainda não tocaram nela. Agora mais um sentimento foi formado no meu outro lado da alma: o sentimento da dor da perda.