O dia veio abrindo um novo sol,

Atingido o esguio prédio que nunca reconheci.

Ele trás consigo um mar de revelações,

Como um cupido a selar novas uniões

–

A alter-ego segue para o último andar,

Sem saber muito bem o que estava a fazer,

Guiada pelo sono e princípios da dormência

Esperando encontrar o que não sabia querer

–

E então ela o vê, não se sabe se pela primeira vez

Estranhamente aquilo termina numa dança

E talvez numa troca de favores que não posso descrever

Mas o final de ouro ainda estava por vir

–

É quando ela o abraça, um gesto poderoso

Um abraço de quem diz obrigada, nada rancoroso

Um abraço de tristeza, repleto de oculta solidão

Um abraço de desespero, despedida em seu coração

–

Rápido demais ela diz "Preciso de tu aqui, vá embora não"

E ainda neste mesmo verso, outro dia chega

Abre as portas reluzentes, os raios de sol a tocar

O que parecia ser apenas água num único lugar

–

E ali aproveitaria a tarde, o resto da mocidade

O resto eterno a seu lado, como em uma brilhante canção

E eles aproveitariam o brilhante dia, sem nunca esquecê-los

Pombinhos apaixonados? Quem sabe num futuro incerto ele iria tê-la