[Olhos]

Perseguem-me em todo lugar
Em cada sombra que me escondo
Cada caminho que eu encontrar

[Olhos]
Tingidos a qualquer maneira
Rubros e plastificados p
Maliciosos em uma centelha

[Olhos]
Pertencentes ao inocente cortês
Dominante brutal que persegue
Homem desconhecido que vês

[Olhos]
Partes de uma única face
Que em minha ânsia e desejo
Nunca tencionei encontrar

[Olhos]
Desmemoriados são
Estes olhos que gritam
Fascinam
E explicam
"Minha
Inevitavelmente és"

[Olhos]
Me fazem querer responder
Uma única vez na vida
Quem é o dono de meus próprios olhos?
–
(Esta é, talvez, uma de minhas poesias mais intímas, ao ponto de ficar incerta em publica-la. Mas, como nem tudo que reluz é ouro, e por isso o contrário também se aplica, aqui está)