Queria eu escrever um poema
3 Ela o vê
O dia veio abrindo um novo sol,
Atingido o esguio prédio que nunca reconheci.Ele trás consigo um mar de revelações,Como um cupido a selar novas uniões–A alter-ego segue para o último andar,Sem saber muito bem o que estava a fazer,Guiada pelo sono e princípios da dormênciaEsperando encontrar o que não sabia querer–E então ela o vê, não se sabe se pela primeira vezEstranhamente aquilo termina numa dançaE talvez numa troca de favores que não posso descrever Mas o final de ouro ainda estava por vir– É quando ela o abraça, um gesto poderosoUm abraço de quem diz obrigada, nada rancorosoUm abraço de tristeza, repleto de oculta solidãoUm abraço de desespero, despedida em seu coração–Rápido demais ela diz "Preciso de tu aqui, vá embora não"E ainda neste mesmo verso, outro dia chegaAbre as portas reluzentes, os raios de sol a tocarO que parecia ser apenas água num único lugar –E ali aproveitaria a tarde, o resto da mocidadeO resto eterno a seu lado, como em uma brilhante cançãoE eles aproveitariam o brilhante dia, sem nunca esquecê-losPombinhos apaixonados? Quem sabe num futuro incerto ele iria tê-la
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