NÃO

PRIMEIRO ANO DE NAMORO

—Boa noite, querida.

—Hum — murmurou Julie, rolando para o lado contrário do dele. — Tanto faz.

—Você vai cair dessa cama se rolar mais um pouco — comentou Ash.

—E você está torcendo para que isso aconteça.

—Um pouco — confessou ele. — Pelo que te conheço, se você cair não levanta.

— Asher, baby...

—Baby? — repetiu ele. Era a primeira vez que ouvia e já odiava.

—Se eu cair — começou Julie — toda vez que cair, eu me levantarei.

—Não dessa cama — objetou.

Julie girou de volta, olhando com brilhantes olhos azuis que Asher apostava que brilhava ainda mais agora, no escuro.

—Quer apostar?

—Eu aposto que você se levanta. Se cair dessa cama.

Julie sorriu, girou mais um pouco, caiu de cara no colchão e girou mais um pouco até estar pressionada contra Asher.

—Oi.

—Oi.

—Eu acho que estou com muito sono para me levantar agora — disse Julie. — Então eu ganho. A aposta.

—Hum-hum — concordou Asher. — Parabéns.

—Você deveria estar mais triste por ter perdido — murmurou Julie.

—Talvez mais tarde. Quando você estiver roubando meu lençol.

—Quem precisa de um lençol quando me tem? Um cobertor natural e aquecido.

—Você é um gelo — discordou Asher. — Você parece estar morta. Uma vampira.

—Cuidado para eu não sugar seu sangue — sussurrou Julie, sonolenta.

—Julie.

—Hum?

—Eu não me importaria.