Quem é você?

1 Capítulo 1 - O começo de tudo


Dezembro de 2013;

Aqui estou eu no meio de tanta gente estranha, me chamo Victória, estou no auge da minha juventude, nos meus dezoito anos, estou nesse exato momento olhando para aquela senhorinha, do qual conheço a 12 anos, a diretora do meu colégio, ela olha para todos os alunos com uma certa alegria, acho que ela está aliviada de se livrar de tantos adolescentes de uma só vez, é, você já percebeu, estou me formando, finalmente me livrei do tão temido Ensino Médio. Junto com a minha turma, que tem 20 pessoas, estão outras 8 turmas, ou seja, 160 alunos enfrentando a mesma jornada que a minha.

— Emily Victória Stuart — UGH, odeio o meu nome completo, sério mãe? Emily? Por que fez isso comigo? Esse ser na minha frente é a Senhora Mercedes, minha diretora — Muito bem minha querida, parabéns por essa conquista! — estava tentando ao máximo não rir, a Senhora Mercedes tem a mania de usar roupas 2 números abaixo do real, imaginem a cena: uma senhorinha vestida com um terninho rosa pink super apertado parecendo um salame amarrado.

Peguei aquele canudo azul na mão, ergui para os céus, acabou o pesadelo, mas e a felicidade plena de ter acabado a agonia do Ensino Médio? Pra onde ela foi?

*

Janeiro de 2014;

Mas que merda, lá vou eu, ter que fazer mais uma dessas provas imbecis pra ter que estudar pra conseguir mais um papel que vai ficar estocado no meu armário, isso me irrita, mas o que eu posso fazer?

— Oi filha — essa é a minha mãe, linda ela né? A desculpa, vocês não podem ver, isso é uma história, não um filme — Como se saiu?

— Não sei, acho que não sei — típica frase minha.

Corri para o meu cafofo, bati a porta com força, por que não me sinto bem? Por que eu quero chorar? Não faço parte desse mundo. Prestei vestibular para direito, sonho do meu pai, nunca foi meu, admito, mas tenho a obrigação de agrada-los, que mundo frio, cruel, por que eu não posso somente ser eu? Estava presa no meu cafofo chorando ouvindo Cry Baby da Melanie Martinez quando alguém bate na porta. Será que eu serei aprovada?

— Não quero comer mãe, não to com fome.

— Não sou a sua mãe — essa voz deliciosa, essa voz me deixa derretida.

— Entra Guilherme — disse indo até a porta, abrindo a fechadura e limpando as lágrimas na manga da blusa.

— Oi meu amor — ele me deu um beijo — Por que essa carinha vermelha? Não está se sentindo bem?

— Tô sim, é uma alergia chata a essa porra desse pó que sai dessa obra nojenta aqui do lado.

— Deixa e cuidar de você então sua pirralha.

Que sorte a minha ter esse garoto como meu namorado, ele é tudo de bom, mas apesar de ele estar aqui comigo, por que não me sinto feliz? Por que essas malditas lágrimas ainda querem cair dos meus olhos? Afundei meu rosto no peito do Guilherme e ficamos assim, abraçados até que pegamos no sono.

* Continua *

Notas finais
Bom, essa é a minha primeira história postada em um site, sempre escrevi no word, mas quando voltava a ler, achava um horror e deletava, me digam o que acham, por favor?