Quem sou eu?

4 Capítulo Quatro


Notas iniciais
Cara, fui fazer a Amethyst no The Sims 4 e ela ficou lindamente diva! E quando fui fazer o Evan? Saiu um coiso! Ai, ai, ai, ai.... Vocês nem irão querer saber como ele ficou... Vamos deixar o papo furado e ler logo este capítulo!

Talvez teria sido melhor se eu não tivesse falado nada para James, muito menos para Shailenne.

– Você vai em um encontro com ele, então? — Perguntou James, pegando um pouco do cookie de Shailenne — O Evan não é muito de sair...

– Verdade. Convencer ele á ir no cinema foi ainda mais difícil do que você — Disse Shailenne — Ele deve ter gostado de você mesmo, hein...

Se controle, Amethyst. Se você der um soco nela você vai para a diretoria, pensei.

– É melhor ele ter mesmo gostado de mim, não quero que ele vá lá por pena ou algo assim — Falei, enfiando o garfo na salada — Afinal, como vocês o subornaram ele pra ir lá?

– Cem pratas — Falou James, ele parecia calmo para uma quantia assim tão enorme, pelo menos para ir no cinema — O cara é bem exigente... Ainda mais, já que você vai ve-lo hoje, dá isso pra ele.

Ele me deu duas notas de cinquenta dólares.

– E vê se dá pra ele, hein — Disse Shailenne — Senão ele nos mata.

Enfiei a nota no bolso da calça.

– Ok, então — Falei, mesmo que eu quisesse ver o Evan estrangulando os dois.

O sinal tocou. Fim de almoço e papo.

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Acabou a aula, eu caminhava até o ponto de ônibus com James. Shailenne havia ido hoje embora mais cedo, a maldita sortuda tinha que ir para o dentista. Mas, onde já se viu? A mãe dela marcou consulta em dia de aula! Que droga, eu queria que a minha também fosse assim.

– Que maldita — Disse James — Eu queria também ir no dentista assim.

É, é por isso que sou amiga dele. Me entende.

Não respondi, vi uma certa pessoa na entrada do colégio. É, é quem você está pensando, é, sim, sim é ele sim. É Evan Ammons que está sentado em um banco na frente do muro do colégio.

– Amethyst, você está bem? — Perguntou James.

– Tô, tô bem....- Falei ainda olhando Evan — Eu só... Acho que esqueci o meu celular na sala... Já volto.

– Tá... Vou estar aqui — Falou ele meio confuso.

Entrei de novo no prédio do colégio, saí pela outra saída e vi que James havia se aproximado de Evan, os dois conversavam.

Decidi ignorá-los e deixa-los ali. Me sentei no banco do ponto de ônibus.

– Ei! Aquela ali não parece a Amethyst? — Perguntou Evan se referindo á mim.

Peguei o celular da bolsa, ignore, ignore, o jogo de cubinhos é mais importante que eles... Ignore...

– Putz — Falou James — É verdade! Não é que ela tem o mesmo nariz de bruxa?

Nariz de bruxa? Eu não tenho nariz de bruxa, meu nariz é totalmente normal.

– É! E é gorda também, né? — Falou Evan.

Dava para perceber que eles realmente tinham visto que era eu e só me provocavam, falavam alto para eu escutar.

– É mesmo! — Afirmou James.

Okay, agora eles haviam passado dos limites. Gorda? Não, eu sou magra? Okay? Magra.

Me levantei do banco, e me dirigi á um grupo de quatro caras de minha idade, estavam encostados no muro, eram aqueles caras que adoram bater em pessoas que não são de seu tamanho, sabe?

– Ei, caras, querem cem dólares? — Perguntei, mostrando as duas notas de cinquenta.

Um deles pegou as notas lentamente, desconfiado. Colocou a nota sobre o Sol para ver se era verdadeira. Ao verem que realmente era, se olharam e começaram a brigar pelas duas notas. Deixei os quatro se matarem.

Voltei para o ponto de ônibus, onde o meu já havia chegado. Enquanto eu subia as escadas do ônibus, olhei os dois com um sorriso maléfico, James estava boqui-aberta e Evan parecia que iria chorar por causa de seus cem dólares perdidos.

Evan correu até o ônibus, subiu as escadas e veio correndo até o banco que eu estava sentada.

– Cara, você tem muita sorte em eu não bater em mulher — Falou sentando ao meu lado.

Comecei á rir.

– Você não sabia que se você falar mal algo de uma garota ou mulher, principalmente se você chama ela de gorda, ela vai tornar a sua vida um inferno?

– Nunca disseram isso, pelo menos não para mim — Disse ele.

– Agora você sabe — Eu disse.

– E você vai tornar a minha vida um inferno? — Perguntou ele.

– Talvez, você escolhe — Eu disse, abrindo a janela do ônibus, por estar muito cheio eu estava tendo um treco, sabe né? Claustrofobia. E para piorar ela estava meio emperrada.

– Eu não quero que você torne minha vida um inferno — Ele disse, me observando eu me esforçando a abrir a janela.

– Não? Então me ajuda a abrir essa maldita janela — Eu disse, ele se esticou e abriu a janela com facilidade.

Evan sorriu vitorioso.

– Meio fora de forma? — Ele perguntou.

– Cala a boca, vai — Eu disse, brava.

Evan não protestou.

– Ok... Que tal a gente adiantar o nosso encontro? — Ele perguntou.

Fiz uma cara de O que?

Era mesmo um encontro então?

– Agora? — Perguntei.

– É.

– A minha mãe me mata algum dia — Eu disse.

– Ok, vamos descer no próximo ponto.

Não demorou muito para chegarmos no próximo ponto, descemos em silêncio.

Nós demos de cara para um parque, era grande e vazio. Nós nos sentamos na sombra de uma árvore.

– Amethyst Walker, então me diga. Qual a grande pergunta e complicada que faz para todos.

– Quem eu sou — Falei calma e séria.

– Então a grande pergunta é essa? — Evan perguntou.

Não é assim tão fácil, Evan.

– É — Respondi.

– Hãn — Falou ele — Ok. Quem é você?

– Como assim? — Falei — Quem está perguntando sou eu.

– Apenas fale, o que você responde quando lhe fazem essa pergunta? — Ele disse.

– Hãn, eu sou Amethyst Walker...? — Falei, em dúvida.

– Tá continue — Ele falou.

Aquilo parecia estranho para mim.

– Eu tenho dezessete anos... Moro em São Francisco... — Eu ainda estava em dúvida não sei porque.

– Amethyst, você acabou de falar sua indentidade, idade e onde mora. Não quem é você — Evan disse.

– Eu sou uma.. humana? — Falei.

– Agora você falou o que você é, a sua espécie. Não quem é você — Ele disse.

– Que droga, como quer que eu fale então? — Eu perguntei brava.

Evan sorriu.

– A verdade é que não tem como você responder — Ele disse — Pelo menos, até você realmente achar quem você é.

– Então isso acabou em nada — Eu disse.

– É, mais ou menos. Respondemos a metade da pergunta.

– Evan Ammons. Seu... Imprevísivel maldito — Eu disse brava, sem um boa razão para isso.

Ele deu um sorriso maroto.

– Tá, me diz aí. Vai parar de perguntar isso? — Evan perguntou.

– James e Shailenne te pagaram pra isso? — Perguntei, bem que poderiam ter pagado, mas uma quantia realmente boa.

– Não — Ele respondeu.

– Também não — Eu disse — Não vou parar até achar uma resposta.

– Como você é objetiva — Evan falou.

– Obrigada pelo elogio — Eu disse.

Nós dois rimos.

– Eu gostei de você, Amethyst — Ele disse — Realmente. Muito.

Droga, pensei. Adivinha só o que aconteceu? Corei para variar, cara eu poderia dar um soco nele ou beijá-lo naquele mesmo momento.

Notas finais
Hehe! Tá aqui! Gostou?, beijá-lo ou socá-lo? xD