Quem sou eu?
5 Capítulo Cinco
Notas iniciais
Fiquei sem palavras, o que ele poderia dizer com aquilo? Não me diga que... Não, só nos conhecemos á dois ou três dias, isso é impossível, depois de uma semana eu entenderia mas... Olha, não vem me encher o saco, pois sei que o que você está pensando é bobeira... Ok?
Ouvimos um barulho de celular tocar.
– Não é o meu — Disse Evan, olhando para o seu celular.
Peguei o meu, na tela dele dizia que era Shailenne e embaixo de seu nome havia o seu número de celular.
– Deve ser ela fazendo seus dramas — Disse ele.
– É... — Falei, me levantando da grama e me afastando um pouco, Evan continuou sentado.
– Shailenne? — Disse.
– A- Amethyst? — Deu para perceber que ela estava triste — Você lembra da cafeteria que um dia a gente foi perto da ponte Golden Gate?
– Hãn — Disse, tentando lembrar do lugar — O que a gente se perdeu um dia?
– É... — Ela disse — Você pode vir aqui? Na cafeteria?
Olhei para Evan, ele me olhava com uma expressão de O que Shailenne aprontou dessa vez?
– Shailenne, eu estou com o Evan aqui... — Falei, tentando descobrir o motivo de ela estar assim.
– Por favor...- Shailenne estava quase implorando — Eu preciso de você aqui...
Coloquei a mão na tela do celular e tirei-o de meu ouvido.
– Deixa eu adivinhar — Evan começou — Ela precisa te encontrar, não é?
– É... — Eu disse, meio noiada.
– Vai lá — Evan disse.
Coloquei o celular no ouvido de novo.
– Eu to indo aí — Desliguei o celular.
Guardei o celular no bolso.
– Você precisa ir aonde? — Ele perguntou.
– Em uma cafeteria perto da Golden Gate.
– Precisa de um guia? — Evan se levantou.
Me lembrei que da última vez eu me perdi lá.
– É... Sim — Falei.
Saímos do parque e passamos reto por dois pontos de ônibus. Paramos em um na frente de uma loja de carpintaria.
– O que aconteceu com ela? — Evan não parecia se importar muito, queria mesmo era não ficar em silêncio.
– Sei lá — Falei — Shailenne disse que precisava de mim lá... Já estou quase sabendo...
Não sei se já te falei mas... Shailenne tem uma paixãozinha por James, só que... O James já tem uma meio que... Ficante, eu já apostava comigo mesma que era alguma coisa que envolvesse James e tal..
– Não sei se você já percebeu mas, a Shailenne tem uma paixãozinha por...
– Já sei — Ele me interrompeu — Ela viu ele com a ficante e ficou triste e agora quer a amiguinha para consolar ela. Acho que todos sabem que Shailenne gosta do James, menos o James. O cara é realmente cego.
Ah, droga. Shailenne por que foi cair no buraco negro do amor? pensei. Se passaram quinze minutos de silêncio e o ônibus chegou.
Evan decidiu ficar quieto pelo resto da viagem, ele realmente entendia que aquela hora não era para conversar, eu precisava pensar em o que dizer para Shailenne, a garota era muito sensível. E pode-se ver que eu não sou muito assim.
Descemos do ônibus uma meia hora depois, caminhamos até a cafeteria. Me perguntava como Evan sabia aonde exatamente era o lugar.
– Shailenne deve estar lá dentro, obrigada por me levar até aqui — Disse.
– Não foi nada, agora vai ajudar a sua amiga, vou estar aqui fora se precisar de mim.
– Tá — Falei, já indo para dentro da cafeteria.
O lugar era realmente pequeno, tinha dois andares. Sem sinal de Shailenne no primeiro, subi as escadas espiral até o segundo.
Deu para perceber Shailenne enfiando na boca vários macarons de várias cores sentada em uma mesa de dois encostada na janela. Me aproximei e me sentei na frente dela.
– Olha pela janela — Ela disse.
Virei a cabeça para ver o que tinha na janela, eu e Evan estávamos certos. Dava para ver James e uma garota ruiva de olhos castanhos sentados em um banco juntos conversando, sinceramente eles pareciam apenas amigos, até eu ver os dois se aproximarem e se beijarem.
– E vai ficar aí se empanturrando de macaron? — Perguntei.
– Acho que é a melhor escolha — Disse ela olhando para os macarons — Ainda mais eles são muito bons.
Nós duas rimos, peguei um macaron verde limão coloquei na boca e senti um gosto dos deuses.
– Não é que é bom mesmo? — Falei, pegando mais dois, um roxo e outro amarelo.
– Mas, é sério. Você não deveria ficar aqui triste engordando com essas coisinhas dos deuses, se você tivesse falado com ele antes, talvez vocês estariam juntos e todos felizes — Falei, colocando o macaron roxo na boca.
– É que... — Ela parou de falar.
Percebi James e a ruivinha sentados no outro lado da cafeteria.
– Acho que é o grande momento de sairmos, né? — Ela falou.
– É — Falei, colocando uma nota de dez doláres na mesa e nós duas nos levantamos.
Tentamos passar por James e a ruivinha sem dar muita atenção, o único grande problema foi que James nos viu.
James nos chamou mas, ignoramos os dois se levantaram, a ruivinha estava com uma expressão de Oh, o que está acontecendo? e ia simplesmente seguindo James.
– Vai indo — Falei para Shailenne, ela continuou a andar e virei, os dois pararam na minha frente.
– Que isso, Amethyst. Normalmente vocês não são tão ignorantes — Falou James.
– É? — Disse brava, nem me pergunte como fui ficar daquele jeito de um momento para outro — Normalmente você não é tão idiota.
A ruivinha olhou para mim de um jeito de Nossa, quanta audácia!
– Você não deveria falar desse jeito com meu namorado — Disse a ruivinha com um sotaque britânico — A gente só queria conversar com vocês duas e...
– Cala a boca sua ruivinha mediocre — Eu disse, ela ficou brava.
– Olha, vocês duas... — James falou mas, não demos ouvidos.
– Se você acha que — Ela começou.
– Se eu acho que eu deveria discutir com uma garota de nível mental mais abaixo que o meu? Você que — Eu estava pronta para dar soco na garota quando Evan me pegou pelos ombros e me levou para longe de James e a ruivinha.
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