Quem sou eu?
6 Capítulo Seis
Notas iniciais
Evan me arrastou até um outro ponto de ônibus vazio, eram já quatro horas da tarde. Shailenne estava no ponto e observava eu lutando contra Evan para me soltar e voltar para dar um soco na ruivinha.
Ele me colocou sentada no banco.
– Mas o que diabos aconteceu lá? — Perguntou Shailenne.
– Amethyst arrumou briga com a ruiva — Disse Evan.
Os dois me olharam com uma expressão de desaprovação.
– Tá, certo que eu queria que você meio que se livra-se dos dois — Disse Shailenne — Mas, não havia o porque de dar briga!
Suspirei alto, os dois agora pareciam meus pais.
– Ai, que droga, Amethyst — Continuou Shailenne — O que o James vai pensar? Ele vai achar que eu mandei você fazer aquilo!
– James não sabe de nada, ele nem suspeita que você gosta dele — Falou Evan.
– Tá, tá — Falou Shailenne, ela estava nervosa — Agora o que vai falar para ele na escola?
– Vou esperar ele vir se desculpar pela namorada — Eu disse.
Simples.
– E você acha que ele vai fazer isso? Os dois parecem aqueles casaisinhos idiotas melosos — Disse Evan — O cara vai te ignorar a vida toda, e provavelmente Shailenne também.
– Ainda mais como você foi ficar assim tão nervosa? — Perguntou Shailenne, quase tendo um chilique.
– Ah, sei lá — Eu disse — Veio do nada, deveria ser a ruivinha chata — Resmunguei.
– Por que você odeia tanto aquela garota? Oh meu Deus! — Disse Shailenne.
– Ela era totalmente... Sei lá, falsa — Falei — A garota ficava fazendo caras e bocas de Oh, ai meu Deus! O que está acontecendo? E aquele sotaque dela não ajudava.
– Você odeia britânicos? — Perguntou Evan rindo.
Shailenne deu um soco no braço dele.
– Que? Só estou perguntando — Ele disse.
– Agora não é hora de rir, ok? — Shailenne estava explodindo.
– Ok, estressadinha — Disse Evan.
Shailenne olhou para ele com uma expressão de O que você disse seu filhote de lagarto?
Evan levantou as mãos mostrando que estava desarmado.
Os dois começaram a discutir, Que se matem, pensei.
Do nada a raiva voltou em mim, mas não por causa da ruivinha idiota, mas sim por James. Comecei a ficar brava por ele ter sido assim tão cego o tempo inteiro e não percebeu porque eu e Shailenne não queríamos falar com ele e eu ter ficado com raiva da namorada. Também fiquei com raiva de Shailenne por ter se apaixonado por um idiota cego que fica com uma ruivinha patricinha e nunca ter se confessado.
Gastei a raiva no macaron amarelo que ainda estava na minha mão depois de tudo, o macaron se despedaçava nas minhas mãos, como o coração de Shailenne, pois eu sabia que James nunca mais falaria com ela, e era tudo por causa de mim.
Me senti culpada e percebi que Evan e Shailenne estavam certos. Logo, eles pararam de brigar e o ônibus chegou, Shailenne decidiu chamar um táxi, então o resto do caminho foi apenas entre eu e Evan. Em silêncio.
O ônibus parou perto de minha casa, me levantei, Evan segurou o meu braço.
– Eu tenho que ir, se eu ficar mais meus pais vão brigar muito mais do que irião brigar — Falei — Ainda mais não almocei e dois macarons não bastão.
– Tá, diz que o motivo de você chegar tarde em casa é por causa de um garoto, mas é sério, eu quero te mostrar uma coisa — Evan disse.
Me sentei novamente.
Depois de passarmos por sete pontos de ônibus, descemos dele.
– Tá, ok — Começei — O que você queria me mostrar?
– Na verdade, eu não queria te mostrar nada, eu só queria mesmo era ficar mais um tempo com você — Disse Evan.
– Hãn — Falei — Tá, né.
– E vamos ter um pouquinho de diversão — Disse Evan, ele agarrou minha mão e começou a caminhar rápido.
Chegamos em um parque de diversões.
– Eu não me lembrava desse parque — Falei.
– Ele é novo, vou testar ele com você — Evan disse, já entrando no parque.
O parque era um grande praça com vários brinquedos em volta, estava com pouca gente, deveria ser porque era novo e não era muitos que conheciam o parque. Evan me puxou para a casa mal-assombrada. Valeu, só para me ferrar, né?
– Primeiro as damas — Falou ele.
– Espero que você morra queimado — Disse, ele riu. Entramos na casa.
Estava escuro e tudo qualquer lado havia teias de aranha falsas na parede.
Começamos a andar, Evan se divertia com o meu medo.
Depois de andarmos pelos corredores vimos uma sala, entramos lá. Era uma sala de estar com dois sofás velhos e claro, com teias de aranhas e uma mesa de vidro entre as duas.
– Evan — Falei, olhei em volta. Sem sinal dele.
Continuei a andar sem ele.
– Ok, ok... Está escuro, apenas escuro... — Falei comigo mesma — Se eu andar mais rápido eu vou sair daqui mais cedo... Ok, ok...
Evan colocou as mãos nos meus ombros e levei um susto, senti os meu cabelos se arrepiarem.
– Seu idiota, desgraçado — Falei, ele ria — Vai morrer no inferno!
– Ainda não, mas, sério, isso foi muita engraçado, admita — Eu queria lhe dar-le um soco.
– Nem um pouquinho — Falei, me virando de volta para frente e só para mais me ferrar, um esqueleto de plástico fez um barulho de grito e Evan e eu levamos um susto — Que saco! Vamos logo!
Puxei o braço de Evan e saímos da casa mal-assombrada.
– Agora vamos embora — Falei.
– Não dá para a gente ir pelo menos na montanha russa? — Perguntou ele.
– Você quer que eu morra, né? — Perguntei.
– Tá, vamos — Disse Evan.
Saímos do parque e fomos caminhando até o ponto de ônibus, nos sentamos no banco dele e peguei o celular, eram seis horas da tarde, a verdadeira hora que eu deveria ter encontrado Evan.
– Evan — Disse.
– O que? — Ele perguntou.
– Por que hoje você estava na minha escola — Perguntei.
– Fui buscar a minha irmã — Evan disse — Mas, ela acabou indo para casa sozinha por causa que fui correr atrás de uma certa menina de cabelos escuros que deu meus cem doláres para manés.
– Desculpa se eu causei tanto problema para você hoje — Falei, me lembrando de Shailenne.
– Tudo bem, no final acabou sendo divertido — Evan disse, ele sorria.
– Como você é otimista, Evan Ammons — Falei.
– Obrigado pelo elogio — Ele disse.
Sorri e ficamos lá sentados como dois bobocas se encarando.
Fale com o autor