Quem sou eu?

3 Capítulo Três


Notas iniciais
Ai meu coração! Uma pessoa favoritou! ;D

Saí do cinema sem acreditar no que Evan disse.

Gostou de eu ser viciada naquilo? Só poderia ser realmente um sonho. Ninguém nunca havia achado aquilo de mim, parecia ser piada.

– Ainda com medo do filme? — Ele perguntou já se despedindo de todo mundo do grupo.

– Um pouco, realmente — Falei, me despedindo de Shailenne e James acenando — Você está?

Evan deu uma risada curta.

– Na verdade aquele filme foi um pouco tosco pro meu gosto.

Logo percebi que já estávamos descendo as escadas rolantes até a saída do shopping. Evan iria pelo mesmo lado ou iria me levar até em casa? Ou até mesmo me sequestrar ou matar? Não, não se preoucupe, Amethyst. Coincidências acontecem.

– Por que? — Perguntei, preocupada em relação ao que minha mãe havia dito sobre sequestros e assassinatos.

– Ah, sei lá — Evan respondeu meio avoado — Era muito previsível o que iria acontecer.

– Entendi — Falei, estávamos na saída do shopping.

Decidi evitar qualquer coisa. Droga! Eu estava ficando como minha mãe!

– Tá — Disse ainda preocupada — Foi bom te conhecer Evan Ammons.

Deixei Evan na saída do shopping sem deixa-lo se despedir, infelizmente ele me seguiu até o ponto de ônibus.

– Nossa, você é bem restrita — Ele disse.

Tá, agora eu estava com medo.

– Só estou me previnindo de sequestradores ou assassinos, sei lá — Falei, torcendo para o ônibus chegar logo.

Ele sorriu do tipo Sério?

– Tá dizendo que sou um sequestrador ou assassino? — Evan parecia indignado.

Não pude evitar de rir pelo menos um pouco. Se eu morrer pelo menos morro rindo, pensei.

– Posso estar — Falei ainda rindo — Algum problema?

– Claro — Evan estava engraçado daquele jeito — Eu só queria te acompanhar até em casa e você me interpreta desse jeito...

Agora eu estava segura.

Tá eu já estava segura desde o momento que ele começou a ficar indignado, o que posso fazer? Eu gostava de zoar um pouco as pessoas...

– Tudo bem — Disse — Você pode me acompanhar até em casa, sem me sequestrar nem assassinar.

Evan parecia aliviado. Sorriu.

– Como você quiser, donzela delicada — Ele falou.

Corei.

Ah, droga. Não aquilo, não aquilo! Para que corar? Pra que? Ele só estava zoando, se ele tivesse me elogiado ou algo assim, eu entenderia, mas ele estava zoando! Por que não veio um botão de Anti- Bochechas Avermelhadas junto com o pacote?

Evan percebeu a minha expressão de Droga, droga, DROGA! Corei! e riu.

– Por que tá assim? — Ele perguntou, ainda rindo um pouco.

Cruzei os braços ainda mais corada.

– Não é nada, só estava sei lá, pensando em outra coisa — Respondi, nervosa procurando uma desculpa.

– No que estava pensando? — Ele perguntou, rindo.

Agora Evan havia me pegado. Por fim, o meu ônibus chegou.

– Ééé — Falei já me direcionando para o ônibus — O meu ônibus chegou...

Ao subir no ônibus percebi uma idosa nos encarando meio que Esses jovens de hoje em dia... ao perceber a expressão dela parti de dar risada, Evan também ria, parecia ter também percebido a idosa.

Sentamos em um banco da janela direita uns quatro assentos depois do último. O ônibus saiu e não dava mais para enxergar o ponto de ônibus.

– Você percebeu a cara dela? — Perguntei, ainda rindo.

Evan estava rindo também, pelo menos eu não era a única louca naquele ônibus vazio.

– Nós somos realmente estranhos — Disse Evan ainda rindo, mas se acalmando.

Parei de rir, mas eu sorria.

– No bom sentido? — Perguntei.

Ele sorriu.

– Bem... — Começou ele — Depende...

Nós dois demos uma risada curta.

O ônibus parou.

– É a minha rua — Falei.

Eu e Evan nos levantamos e saímos do ônibus em silêncio.

Seguimos o rumo até a minha casa ainda em silêncio, não sei o que havia feito nós dois nos calarmos assim de repente. Teria sido eu?

Paramos em frente de minha casa.

– Bem — Comecei — Agora no momento certo: Foi bom te conhecer Evan Ammons.

Evan sorriu de novo.

– Igualmente — Ele disse — Posso te ver de novo?

– Sim — Eu respondi, tirando um pequeno papel do bolso de meu jeans com o meu número escrito — Nem me pergunte por que eu tinha um papel com meu número dentro do bolso da calça.

Evan pegou o papel.

– Quando posso te ver? — Ele perguntou.

– Nossa, como você é apressado — Falei.

– Posso ser — Ele disse — Mas, só estou sendo organizado. Tenho muitos compromissos...

– Compromissos com outras garotas? — Perguntei.

– Não — Ele respondeu, olhando o papel e depois voltando a cabeça para mim — Acho que só com você. Pode ser segunda ás seis no parque?

– Mas que parque? — Perguntei — Existem vários parque nesta cidade.

– No que a gente passou antes de chegar na sua casa, umas quatro quadras daqui mais ou menos.

– Ok — Até segunda.

– Até — Ele respondeu, depois foi embora.

Observei ele ir embora até sua imagem ficar minúscula e não poder mais ve-lo.

Peguei a chave de casa e entrei.

Era óbvio que meus pais estavam já dormindo, eram quase meia-noite e pode se dizer que eles eram bem coxinhas.

Subi as escadas com calma e entrei em meu quarto, estava com as luzes apagadas, acendi o abajur ao lado de minha cama.

Só foi deitar que ouvi meu celular tocar.

– Oi? — Falei, seria Evan já?

– Oi! É a Shailenne — Tinha que ser ela — Vi que você foi embora com o Ammons, e aí?

Decidi fazer uma pequena brincadeira.

– E aí?! Aquele cara era louco quando a gente estava já indo para a minha casa ele pegou uma faca e tentou me matar! — Falei nervosa, Shailenne parecia cair na minha pegadinha — Eu só to em casa por que eu consegui correr!

– Vo.. você ligou para a polícia?! — Ela perguntou assustada.

– Não — Falei.

– Por que?! — Ela agora parecia brava.

– Eu só estava brincando, ele não tentou me matar coisa nenhuma — Falei, Shailenne parecia estar aliviada — Ele até que é um cara legal, vou ver ele segunda.

– Hum... Sério? — Ela falou — O Evan que te pediu?

O tom dela de safadinha era assustador e suspeito.

– Sim — Respondi.

– Garota... Ele gostou de você e te pediu pra ir em um encontro... Isso significa algo...

Só a Shailenne mesmo.

– Nós só somos amigos, tá? — Falei — Agora vou ter que desligar, eu to com sono. Tchau.

Desliguei sem deixar ela se despedir.

Mas, mesmo assim fiquei pensando... Evan gostou de mim ou só vai se encontrar comigo para não me deixar triste ou algo assim?

Ok... Não importa se ele não tivesse gostado de mim nem teria me acompanhado até em casa, né?

Coloquei o pijama e dormi, de luz apagada. Evan estava certo, aquele filme de terror era tosco.

Notas finais
Evan está in-dig-na-do! xD Não pude parar de pensar nisso quando escrevi isso! E aí? Gostou?