Quem sou eu?
7 Capítulo Sete
Notas iniciais
Não vi Evan Ammons por cinco dias desde segunda-feira, ele não havia mais me ligado e quando eu tentava lhe ligar o celular estava desligado, cheguei a até pensar que ele não queria mais me ver.
Eu estava sentada na grama com Shailenne na escola, era intervalo. Não havíamos falado com James durante esses cinco dias que também não falei com Evan.
– Shailenne? — Perguntei — Você sabe o que aconteceu com o Evan?
Eu sabia que ela iria zuar comigo.
– Interessada nele? — Eu estava certa — Tentei falar com ele nos últimos dias mas, ele não respondia mensagens, o celular estava desligado e tal...
– Sabe o que pode ter acontecido?
– Deve ter sido a prima dele — Ela disse — A garota deve ter morrido...
– Morrido? — Perguntei — Como assim?
– Sei lá, é uma hipótese — Ela disse — A garota é como uma irmã para ele, se ela morresse ele poderia ficar realmente, mas realmente mesmo, triste.
Não imagino Evan daquele jeito.
– Shailenne, se ela ter morrido, vou começar a ter medo de você, sério — Disse, eu não estava brincando.
– Calma, é só uma hipótese. Afinal, porque fariam mal á uma garota como ela? — Falou Shailenne.
– A prima dele era bondosa ou algo assim? — Perguntei.
– Era uma garotinha de seis anos, na verdade é, se ela não estiver morta — Shailenne fez uma pausa para tomar água — Ela era bem bondosa e doce, pode se dizer que ela é, ou era, uma santinha.
– Ah — Falei, pensando em como meus primos pequenos poderiam aprender com ela.
Passei o resto do dia pensando nisso, sei lá, não pensando na prima de Evan, mas pensando se alguma coisa ruim havia acontecido com Evan e ele não quisesse falar com ninguém.
Eu estava curiosa demais para aquilo fiquei perto do muro depois da aula, observando se Evan buscaria a irmã na escola hoje.
Nada de Evan ali, mas vi uma garota loira de olho azul, ela estava vestida de preto e parecia ter oito anos, quando ela saiu da escola, a garota olhou o banco vazio que Evan estava sentado outro dia, e de repente ficou triste e foi embora. Seria a irmã dele? Mas, ela era loira de olho azul, enquanto Evan tinha cabelos castanhos escuros e olhos castanhos claros, a garota não parecia nada com ele, se ela fosse sua irmã, ela seria adotada, ou Evan tem a genética de um lado da família enquanto sua irmã tem de outro? Só havia um jeito de descobrir.
Corri até a garota, encostei a mão em seu ombro, ela se virou, eu me agachei um pouco para ficar do tamanho dela, não que eu queresse passar a impressão de que ela era pequenina e tal, mas eu penso desde pequena, que quando uma pessoa muito mais alta te olha e não agacha, dá uma impressão de Eu sou seu superior, agora faça o que eu disser!
– Oi, é, qual o seu nome? — Perguntei.
– Annie — Ela respondeu.
– Annie de que? — Perguntei de novo.
– Ammons — Ela respondeu de novo.
Xeque mate! Ou não... Ammons pode se dizer que era um sobrenome bem comum, como Johns, Sullivan e tal... Decidi ter um precaução.
– É... Annie, você tem um irmão mais velho? — Perguntei.
Ela assentiu com a cabeça.
– Qual o nome dele? — Perguntei.
– O nome dele é Evan, sim ele tem dezessete anos, e não vem dizer que quer conhece-lo porque o meu irmão já tem namorada, e ele não é do tipo que trai — A garota era determinada e ia direto ao ponto, eu gostei daquilo, facilitou as coisas, mas eu queria perguntar mais uma coisa a ela.
– É?... E qual o nome da namorada dele? — Perguntei, ah, fala sério, eu queria saber!
– Amethyst! — Annie disse, e eu dei um pulo.
– É, que sabe, né... Eu sou Amethyst... — Eu disse.
– Ah, sério? Até que você é parecida de como ele falou... — Annie comentou — Tá, mas o que é que você quer?
Eu ainda estava chocada, sério.
– Eu... Meio que queria saber se o Evan estava bem, sei lá. Ele não anda falando comigo e sempre está com o celular desligado — Eu estava com medo do que ela iria responder, talvez ela disesse Talvez seja porque ele queira terminar com você, não é?
– A nossa prima, tia e tio morreram em um acidente de carro há uns quatro dias atrás... — Ela disse — E ele era bem próximo da prima, até mais do que eu, aquele chato!
– Será que dá para você me levar até a sua casa? Talvez eu consiga falar com ele... — Perguntei, ai meu Deus, aquela menina tinha que ser a irmã dele, não poderia ser conscidência!
– Tá bom, então. Vem me segue — Ela disse.
Me levantei e comecei a segui-la.
Foi em silêncio ( exceto pela música que Annie ficava cantando baixinho), eu não sabia o que falar, ainda mais porque eu não era a namorada dele, se ele tivesse falado que eu era para a sua família... Aí, ele ia levar uma surra.
Eu fiquei o caminho inteiro andando com a cabeça para baixo, não que eu estivesse triste, eu estava com inveja da mochila da garota! A mochila tinha um desenho de coruja e parecia que ela carregava uma nas costas, enquanto eu tinha oito anos e tinha uma mala da Hello Kitty, que não era nada legal comparada á mochila de Annie.
– Annie — Falei — Você não parece estar tão triste com a morte de seus tios e prima.
Nós continuávamos a andar.
– Eu estou triste, só acho que eu não preciso mostrar que eu estou triste — Ela disse, fiquei impressionada com o que ela falou, eu com oito anos ficava chorando por causa que meu picolé caiu no chão, mas quem não fica assim? — Como por exemplo chorar. Chorar significa que você foi derrotado pelas suas emoções.
– Aonde aprendeu isso? — Perguntei.
– Comigo mesma — Ela disse — Tá, chegamos.
Era uma casa branca, tinha um jardim longo e bonito e um muro branco também, não era pichado, e o portão era bem... Majestoso.
Annie abriu o portão, depois passamos pelo jardim, e ela abriu a porta de entrada.
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