Quem eu sou?
5 Um idiota... Mil flores...
Depois de comer, a loira corre para o banheiro no segundo andar. Começando a checar se não aconteceu nenhuma anomalia no seu corpo depois que comeu aquele bolo: – Ufa nada de diferente- fala soltando um suspiro aliviado. Sai do banheiro, no corredor estava Daniel, que mexia no celular.
— Passou mal?- pergunta curioso.
— Eu deveria? — fala desconfiada, arqueando a sobrancelha, dando um passo para trás.
— Para que tanta desconfiança...- ele guarda o celular no bolso, com um sorriso arqueado para o lado – Só te dei um bolo, isso não vai te matar.
— Talvez.
— Que isso... – ele pega uma mecha do cabelo da garota e beija – Você não devia ficar tão na defensiva.
— Dês de quando está tão gentil? — a loira sentia que Daniel estava bonzinho demais, estando cada vez mais desconfiada – Acredito que não tenhamos virado amigos.
Daniel larga a mecha do cabelo da garota, afastando alguns centímetros, “Realmente ela é uma garota interessante” pensa. Sua expressão com um sorrisso cínico e um olhar malicioso incomodava Agatha, afastando-se cada vez mais. Daniel por sua vez vai para cima da garota, pressionando seu corpo contra parede.
— Sim nos não viramos amiguinhos...- fala com um tom de voz tenebroso mostrando uma expressão seria – Não ache que só porque te agradeci por ter cuidado de mim que agora vou ser legal com você.
— Melhor se afastar de mim ou teremos dois ovos a menos nessa casa- diz seriamente. Daniel volta sorrir, afastando-se dela.
Agatha franze suas sobrancelhas, estava irritada, pois tinha pensado que Daniel poderia realmente ter ficado um pouco mais legal, mas só era uma mentira. Sentia-se uma idiota e não gostava daquilo. Vira-se indo em direção as escadas, enquanto Daniel a fitava ainda com aquele sorriso IDIOTA NA CARA (desculpem eu me descontrolei, AI EU ODEIO O DANIEL- autora) (você é idiota? Quem é mesmo que está escrevendo a historia? — ajudante) (CALA BOCA – autora). Desce as escadas com a veia da sua cabeça estourando de tão irritada.
Thiago se retira da mesa, indo direto para sala, Agatha estava sentada no sofá, com as pernas cruzadas e mordia os próprios lábios. Percebia que estava nervosa. Senta ao seu lado.
— Ei...- chama a atenção dela – Gosta de flores?
— Realmente não sei.
— Bom meu pai quer falar com você depois que ele tomar café, porque não vamos á algum lugar depois disso?
— Acho melhor não – falava hesitante, a ideia de sair a deixava assustada.
— Há vamos... – começa a fazer um olhar pidão – Vai ser divertido.
Agatha olhava para Thiago que estava realmente muito fofo, tão fofo ao ponto de ser impossível dizer não: — Está bem vamos- Thiago transforma seu olhar pidão em um sorriso. Agatha achava estranho aparência dos gêmeos, não estranho tipo escroto, sim do tipo como? COMO ter 14 anos e parecerem rapazes um pouco mais velhos e continuar com uma face infantil.
— Sabe...
— O que? — pergunta Thiago curioso.
— Eu devia ter recusado um pouco mais, sua cara de cachorro pidão é tão fofo – solta um riso espontâneo, bagunçando os cabelos do garoto.
Thiago fica corado, ao perceber isso a garota solta mais uma risada: – Fica mais fofo quando está corado- agora o menino virou um pimentão de tão vermelho, ele vira tentando esconder seu rosto, Agatha ri porque parecia uma criança. Thiago volta a olhar em sua direção com um bico enorme.
— Por favor, pare de rir da minha cara – pede, mostrando estar incomodado.
— Mas você está tão lindo Thiago – acaricia sua cabeça, soltando outro riso.
— Sabe... – segura a mão com qual a garota bagunçava seu cabelo e beija- Você também fica muito linda corada.
De uma incrível mudança de uma expressão infantil de Thiago para uma mais adulta faz o coração da loira palpitar um pouco a deixando corada (contra ataque bem sucedido- autora): — Amor jovem é tão lindo- os dois se assustam, olham para trás, vendo Leonardo, Lena e Frederico ( PORRAA CORTARAM O CLIMA – ajudante). Ambos ficam mais vermelhos ao verem os três que os mesmo continham a risada.
— Que isso continuem não se incomode com a gente, crianças vamos deixá-los sozinhos- diz Frederico fazendo um gesto, com um sorriso malicioso no rosto.
— Sim – falam Leo e Lena em coro.
— Não e... E... Es... Esperem – gagueja a garota que estendia a mão fazendo um sinal de pare.
— Pai... – Thiago levanta – Você não tinha que falar com a loira? – fala sério, tentando mudar de assunto.
— Verdade, mas não quero interromper se quiser...
— Não está interrompendo nada – Thiago o corta, aumentando levemente seu tom de voz.
Thiago senta novamente, porem longe da garota. Frederico manda o resto se sentar, Gustavo ainda na cozinha estava perguntando para si o que estaria acontecendo lá na sala para tanto alvoroço. Seu pai o chama, o garoto lava as mãos, pois estavam cheias de sabão já que estava lavando a louça. Vai para sala, com “todos” já reunidos.
— Bom como ontem teve uma grande confusão não deu para eu falar sobre o que andei pensando, já que agora sabemos que tem amnésia psicogênica e que é do tipo que normalmente passa rápido então decidi que passará uma semana aqui em casa, caso suas memórias não retornem nesse período a levarei para delegacia para fazermos um boletim de ocorrência ok?
— Sim – assentiu.
— Para te ajudar...-entrega um papel para loira- Preencha essa folha recolhendo um pouco de informação pode te ajudar a lembrar.
Começa a lê, tinha varias coisas para preencher, Nome, idade, Bandas favoritas, Idolos, Alimentos que gosta Alimentos que não gosta, gêneros de musica, gostos de roupa, fetiche entre outras coisas.
— Perai fetiche?- pergunta, pois achava aquilo estranho.
— Sim, por exemplo, ter fetiche por garotos de 14 anos que tem cara de serem mais velhos...- olha para Thiago — Bom vamos mudar um pouco de assunto, já que daqui 2 dias vai ser o aniversário de vocês meus filhos... – olha para os gêmeos- Tem que decidir logo para onde iremos para comemorar, claro que Thiago iremos entender se você quiser levar a Agatha para algum lugar especial.
— O que? — fala Gustavo confuso com a situação.
— Nada Gustavo é só que o pai é cheio de gracinhas- diz Thiago irônico, bufando.
Menos Thiago e Agatha, todos saem da sala para fazerem o que bem entenderem: — Thiago – olha para ela- acho que não vai dar para sairmos, meu vestido está todo sujo alem de estar cheirando a álcool- o garoto tem uma ideia. Pede para que fique parada ali, sobe as escadas indo até seu quarto. Pega uma de suas blusas e depois vai direto para o quarto de Daniel.
Começa a vasculhar o armário do irmão, Daniel estava no banheiro. O menino lembrou-se da sua vez de lavar a roupa, que foi a quatro dias. Lavou um short de uma das peguetes de Daniel e pôs dentro do armário do irmão. Vocês devem estar se perguntando por que o short está ai? A garota saiu pelada por acaso? Não pequenos gafanhotos, vou explicar.
Senhor Frederico não queria saber de Daniel pegando mulher dentro de casa por causa de Lena, mas como um garoto Rebelde ele nem se importou, levou uma garota para seu quarto e fez o que vocês estão imaginando (lembrando que essa é a 58º também conhecida como Gina), ai o papai chegou e no desespero a garota saiu correndo com a Bermuda de Daniel e ficou o short no quarto até hoje.
O encontra, checa para ver se continuava limpo. Sai do quarto dando de cara com Daniel, ele vai perguntar o porquê seu irmão estava em seu quarto, mas o menino passa reto. Thiago desce as escadas, entrega as roupas para garota, vai para lavanderia para se trocar, já que estava com preguiça de subir para o segundo andar.
Tira o vestido e o põe para lavar, veste a camisa e o short, volta para sala. Thiago já tinha pegado suas chaves para eles irem. Saem, Thiago abre o pequeno portão dando passagem para moça. Caminha na frente dela para que o siga, a garota estava super curiosa para saber onde iriam, depois de andar um pouco e virar algumas esquinas chegam em seu destino.
Thiago aponta para um beco estreito e escuro que teriam de passar, do lado desse beco tinha uma casa velha, que também estava totalmente escura. A garota não sabia se deveria ficar com medo ou com nojo.
— Damas primeiro.
— Que cavalheiro... – fala sarcástica. Olha para o beco – Você acha que vou entrar ai? — aponta.
— Ta com medinho? — arqueia a sobrancelha, com um sorriso travesso no rosto.
— Medo? — ela ri – Eu não sei o que é isso.
— Então vai logo – fala a empurrando levemente.
Engole seco e reúne toda sua coragem, na verdade estava mais com nojo que com medo. O musgo entre as paredes, as teias de aranha nos cantos, e alguns insetos mostos despertavam sua vontade de vomitar.
Andava rapidamente enquanto Thiago vinha atrás dela, pouco a pouco ela vai vendo uma luz, chegando até o final, ela fica encantada com que vê. Um tipo de mundo mágico, a grama era verde vivo, as poucas arvores estavam com suas folhas verdes e totalmente floridas, a luz do sol batia perfeitamente na estufa de vidro que continha dentro varias flores lindas e borboletas voavam sobre elas.
— Isso é...
— Um segredo encantador – completa Thiago, sorrindo harmoniosamente.
— Realmente.
— Vem... — ele segura a mão da garota – Vamos para dentro da estufa.
Thiago a puxa para dentro, ficam andando pela estufa sentindo o cheiro das flores. Era quente e aconchegante lá dentro. Thiago mostrava as flores e explicava seus significados, os dois estavam se divertindo tanto com isso que nem notaram que ainda estavam de mãos dadas. Escuta-se um latido fino e alegre, os dois olham para baixo e vem um filhotinho de Beagle. Corria todo atrapalhado, com seu rabinho balançando e língua de fora.
Ele se apóia na perna da loira, a garota não resiste solta a mão de Thiago e pega o filhote o aproximando de seu rosto, o cachorrinho lambe a ponta de seu nariz: – Parece que se deram bem – entra na estufa um senhor moreno de cabelos grisalhos, Agatha se lembra dele. Era o mesmo senhor que deu Ágata para ela. Corre para abraçá-lo feliz por poder ter o encontrado de novo.
— Vocês já se conhecem? — pergunta Thiago curioso.
— Sim, sim... – ele põe a mão na cabeça da garota e começa a bagunçar seu cabelo – Achei essa mocinha chorando na frente da minha loja – diz sorrindo.
— Não estava exatamente chorando, eu o conheci ontem quando sai correndo- fala enquanto fazia carinho no filhote.
— Bem que eu pensei que já tinha visto essa pedra em seu colar.
— Vamos deixar isso de lado... – Wilson fica do lado de Thiago– Fico surpreso de ter logo encontrado sua namorada- os dois coram.
— O que? Ela não é minha namorada- fala sem graça.
— Sim isso mesmo, somos só amigos.
— Sério? — fala desconfiado – Então porque estavam de mãos dadas?
Eles tentam se explicar, mas acabam complicando um mais pouco a situação. Então Senhor Wilson decide parar de caçoar das crianças. Começa a ensinar para loira como se cuidava das plantas, também conta como conheceu Thiago. O cachorrinho que por acaso o nome é bob, era a alegria da festa, depois de se divertirem bastante já era hora de irem embora.
Eles voltam para casa quando já era quase hora do almoço, “Todos” (novamente aspas porque Daniel não estava presente) estavam sentados. Ao verem os dois entrando olham para eles como se tivessem chegado a meia noite, bêbados e drogados.
— Onde estavam para sair às 9 horas e chegar às uma da tarde? — pergunta Frederico com um ar sério.
— Nenhum lugar de interessante- responde Thiago apático.
Frederico levanta e vai até os dois, para bem em frente a Thiago, olha diretamente em seus olhos repetindo sua pergunta e o garoto responde a mesma coisa, agora a vez da loira “O que é isso um interrogatório?” pensa a garota, Frederico faz a mesma pergunta e a garota responde...
— Desculpe Senhor, mas não tem o porquê responder se você já sabe a resposta, nós não fomos a nenhum lugar de interessante.
— Serio? Mas para ficarem 4 horas fora de casa deve ter sido um lugar legal não?
— Senhor Frederico... – ela começa a fazer um olhar pidão- Você não acredita em mim?
— O que?
— O senhor não acredita em mim?- ela põe a mão no coração como se estivesse realmente magoada.
— Meu Deus se você me chamar de papai eu paro nesse instante.
A loira ainda com a mão no coração, fazia o possível para que seus olhos parecessem estar prestes a estarem cheios de lagrimas: – O senhor não acredita em mim papai? — fala num tom de voz mais meigo, todos os homens ali presente quase tiveram uma hemorragia nasal depois disso, por causa da fofura e beleza da garota.
Mudam de assunto, Lena não tinha entendido, mas tudo bem ela ignora isso: – Assim acabei esquecendo de agradecer por ter limpado a casa, com certeza será uma ótima esposa – todos lembram que foi praticamente o que Daniel tinha dito antes, olham torto para o pai, o mesmo se assusta não sabendo o porque disso.
— Perai já que a loira vai ficar uma semana aqui ela não precisa de roupas?- pergunta Leonardo.
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