Quem eu sou?
3 Quem pensa que é? (Parte 2)
Notas iniciais
Receber o chute. Corre e põe sua perna na frente, sentindo uma dor que poderia quebrar seus ossos, não chora ou pede socorro, só se desequilibra e fica de joelhos no chão. Gustavo, ao ver aquilo, levanta e dá um soco bem na cara do irmão que cai para trás. As crianças descem. Todos ficam preocupados ao ver hematoma na perna da loira, começam a brigar com Daniel junto a Gustavo.
Por causa dessa confusão toda, Thiago foi o único a se lembrar da coisa mais importante, ajudar a garota (Porque porra a menina ta lá jogada no chão com um baita hematoma e querem ficar puxando orelha do Daniel- autora)( verdade- ajudante). Ela tremia um pouco por causa da dor, mas não era nada serio, Thiago vê sua perna, perguntando se estava bem( avá- ajudante)( não ela só levou um chute- autora), a garota assentia com a cabeça.
Nada mais era tão desconfortável que a raiva que sentia de Daniel, se não chegasse a ódio. Além de atormenta-la, falar coisas realmente idiotas, ela não entende o porquê disso, ou sabe, deve ser porquê... “ele é um imbecil” pensou. Não queria deixar todo esse sentimento irritante sair, porque mesmo ele sendo um idiota ela está casa dele, seria uma falta de respeito, mas parece que os céus não estavam ajudando.
— Eu não tenho culpa que ela quis dar uma de super heroína — fala Daniel ainda no chão com sua mão onde o irmão socou.
— Sabe o que acabou de fazer?! — pergunta Leonardo indignado – Bater em uma garota.
— O papai vai ficar sabendo disso- diz Lena emburrada cruzando os braços.
— Conta to nem ai... – Daniel dá os ombros. Levanta – Pelo amor de deus se estivesse doendo ela estaria chorando, essa garota...- aponta para loira- Não é coitadinha, limpando a casa, dando uma de super herói, é só para por na cabeça de todos que ela é boazinha, pois bem para mim ela ta enganando os trouxas como uma verdadeira vadia, para mim ela esqueceu porra nenhuma das memórias, só esta aqui para ganhar a confiança de todos e menos quando esperarmos bum cadê as coisas da nossa casa?
Pronto o único fio de paciência de todos exclusivamente da loira rompeu. Todos começam a gritar com Daniel: — Por favor parem de gritar – pedia a garota porque faziam a sua cabeça doer, pedia excessivamente mas ninguém escutava, então ela soca a mão contra o chão fazendo um barulho alto. Todos se assustam e olham em sua direção surpresos. Levanta com dificuldade, Thiago corre para ajudá-la. Já de pé a garota anda em direção de Daniel.
— Daniel...- ela pensa um pouco- O imbecil...- todos sentiram a forte raiva em sua voz que se afastaram – QUEM VOCE PENSA QUE É?
— O que? – pergunta confuso, deixando-a mais irritada. Com a perna que está boa ela o chuta.
— QUEM VOÇÊ É VOÇÊ PARA DIZER COMO EU SOU? QUE SOU UMA VADIA QUE QUERO ENGANAR A TODOS, COMO VOCE PODE SABER TANTO SOBRE MIM? SE... Se...- ela cerra os dentes e fecha os olhos pressionando as pálpebras, pois tinha vontade de chorar – SE NEM EU MESMA SEI QUEM SOU.
Sai correndo para porta, abre-a correndo para qualquer direção, não se importava com a dor de sua perna, só desejava ficar sozinha. Gustavo queria ir atrás dela, mas Thiago o impediu, dizendo que como era o mais velho, depois de Daniel, era ele que tinha que dar a “bronca”, também pedindo para Lena e Leo para que ele fosse sozinho, muitas pessoas incomodariam a moça. Concordam, então Thiago vai atrás da loira.
A garota corria, o mais rápido que podia, então para de cansaço. Se apoia no vidro da vitrine de alguma loja, duas ou três lagrimas escorreram por seu rosto. Olha para vitrine, tinha varias pedrinhas ou joias, ela não sabia identificar. Cada uma tinha seu nome, mas te chamou a atenção as que se chamavam ágata. Tinha varias, de fogo, azul, dendrita, lilás, musgo, rosa, verde.
Ela olhava fixamente para elas, até que se sente uma mão em seu ombro. Se assusta e da um passo para o lado, olhando para trás. Era um senhor de cabelos grisalhos, moreno, de olhos castanhos. Ele sorri.
— Gostou das ágatas? – pergunta curioso.
— Ágatas?- ela lembra que é o nome das pedras- A sim são lindas – sorri.
— É raro um adolescente gostar – percebe o hematoma na perna da garota, surpreendendo-se — O que houve com você?
— Nada eu só cai... – ele olha torto para ela – Aconteceu algo e acabou nisso.
— Acredito que não quer me contar?
— Não senhor.
— Bom então quer uma delas?- ele aponta para vitrine.
— Serio?
— Sim, estão tanto tempo na vitrine sendo só decoração para comprarem outra que eu pensei que elas deveriam também ter uma “dona”.
Ela fica em duvida, pois teria que escolher uma só – aquela – aponta para Ágata azul. O senhor sorri, entra na loja e pega a pedra. Antes de entregar para a menina, pega um cordão preto e amarra envolta pedra fazendo um tipo de colar. Ela pega e coloca em seu pescoço.
— Boa escolha a Ágata azul indica proteção, amizade, justiça e calmante, alem de trazer sensações de bem-estar, paz e felicidade protegendo seu usuário de tudo o que é ruim.
— É disso que estou precisando, muito obrigada.
— Foi nada parece mais feliz agora... – a loira sorri- Falando nisso qual seu nome? – a garota pensa não pode dizer que tem amnésia, então ela tem uma idéia.
— Ágata.
— Serio, com gh ou th?- pensa novamente.
— Th.
— Igual ao nome de minha esposa, parece que a pedra e você foram feitas uma para outra.
Ela concorda, o senhor se despede e entra na loja. A menina volta seu caminho. Sentia-se bem melhor, além de ganhar um presente, conseguiu decidir seu nome “Agatha nada mau” pensou, também pensou que aquele homem poderia ser um mágico ou um anjo que apareceu para ajudá-la. Encontra Thiago que estava todo vermelho de tanto correr, soava excessivamente.
— Você está bem?- pergunta.
— Sim.
— O que deu em você para correr daquele jeito... – ele se apoia na parede, estava ofegante- E como corre em.
— Desculpe por preocupar você.
— Desculpe eu, meu irmão ele... — Agatha tampa sua boca com o dedo indicador, não deixando-o completar.
— Deixa para lá, o Sr. Imbecil que fique achando o que quiser- Thiago ri.
— Vou adorar chamá-lo assim, bom depois de tudo que aconteceu, parece feliz.
— Por causa disso – ela aponta para a pedra.
Thiago pergunta onde ela tinha arrumado, a garota prefere deixar isso como um segredo, o seu segredo. Voltam para casa, todos menos Daniel, que estava em seu quarto, estavam sentados no sofá da sala, Lena ao ver Agatha corre e pula em seu colo, Leonardo e Gustavo também se levantam e vão saudar a chegada dos dois. Eles estavam um pouco bravos com a garota, por ter saído correndo tão de repente.
— Não faça isso de novo mocinha- fala Leo repreensivo.
— Claro – ela ri.
Gustavo fica um pouco corado, já que era primeira vez que via o sorriso alegre da loira, que é fofo e lindo. Leonardo nota e chega perto do irmão: — Está com febre? — sussurra em seu ouvido, balança a cabeça negativamente pondo suas mãos nos bolsos. Agatha também nota que estava corado, pelo o que não sabia, mas ele estava muito fofo. Ri um pouco da situação, fazendo Gustavo ficar vais envergonhado.
— Eu... Eu...- gaguejava de nervosismo — Vou ti... tirar a comida, já que ninguém conseguiu comer por preocupação.
Ela vai para cozinha:- Fiz algo de errado? — a garota pergunta confusa, Leo ri e põe sua mão no ombro dela: – Só ter muita beleza, vamos dizer que a sua deveria ser considerada um crime- mesmo achando engraçado Thiago da um soco na cabeça do irmão para que pare. Puxa a moça para cuidarem da sua perna.
Vão ao segundo andar, no quarto de Frederico, onde tinha uma caixa de primeiros socorros: — Pode ir no banheiro e lavar esse hematoma com água fria- a garota levanta e vai direto para o banheiro. Thiago vasculha o guarda-roupa até achar a caixa dos primeiros socorros. Pega uma pomada arcania. Agatha volta, sentando-se novamente na cama, Thiago passa a pomada em suas mãos e massageia a perna da garota.
Ela pressiona suas pálpebras por causa da pequena dor que sentia, Thiago termina e coloca a caixa de volta para seu lugar. Saem do quarto, se ouvia o assobio de Daniel que cada vez ficava mais alto. Ele sai do seu quarto e franze suas sobrancelhas ao ver a garota, a mesma retribui o olhar, Thiago a puxa pelo braço, não deixando trocarem uma palavra.
Não tinha ninguém na sala, todos estavam na cozinha sentados a mesa. Thiago senta-se, Agatha também a seu lado. Por ordem do destino (ou desgraça) ela senta justo na cadeira de Daniel, o mesmo desce as escadas e vai direto para cozinha pois estava com sede, então ele vê a garota sentada em seu lugar. Um sentimento de ter sido substituído, para ser mais especifico, ciúmes, brota no seu coração de pedra.
Abre a geladeira e pega uma jarra, enche o copo que pegou no pequeno armário que fica na parede. Encosta no balcão do lado da pia. Fitava a garota de cabelos dourados, que estava começando a se incomodar muito com aquilo.
— Gostou? Tira uma foto- fala Agatha já caminhando mais uma colher cheia de comida para boca.
— Onde você ouviu essa?- pergunta Leo que está sentado a sua frente.
— Na rua enquanto estava correndo- ela responde.
— Eu acho incrível...- Daniel desencosta do balcão – Vocês deixarem uma desconhecida sentar a mesa da família.
— Não me diga que está com ciúmes só porque ela está sentada no seu lugar? — pergunta Gustavo arqueando a sobrancelha com um sorriso no rosto.
— Ownt que bonitinho – falam Leo,Thiago e Lena fingindo estar comovidos.
— O QUE? Até parece- fala revirando os olhos, a loira olha para ele.
— Daniel eu não sabia desse seu lado — a loira põe a mão no peito fingindo estar comovida também.
Todos dão risada, claro menos Daniel: — Vão para o inferno – sai da cozinha soltando fumaça pelos ouvidos de raiva. Voltam a comer, depois de todos terminarem se retiram na mesa. Os gêmeos estão esticados no sofá, Gustavo lê um livro sentado no chão, enquanto a loira está no segundo andar brincando com Lena em seu quarto.
Leonardo fica entediado, então convence os irmãos a fazerem um tipo de show de piadas. Chamam as meninas, que descem curiosas, explicam a brincadeira, as garotas sentam no sofá enquanto os meninos no chão.
— Tá eu primeiro – fala Leonardo – O que o pastor e o martelo tem em comum?- ninguém responde- Os dois pregam- riem de tão ruim que é a piada.
— Agora eu- pede Lena- Que dança o Bebe faz enquanto esta na barriga da mãe?- novamente ninguém sabe- Dança do ventre- Todos dão risada.
— Beleza eu agora- Thiago levanta a mão – O que aconteceu com o policial que se olhou no espelho?- nenhuma resposta – O policial civil.
Depois de muitas piadas maravilhosas, jogos entre outras coisas o tempo passa e chega a noite, Daniel não desceu do seu quarto nenhuma vez nesse período.
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