Quem eu sou?
7 Ciumes?
Agatha acorda. Senta na maca esfregando seus olhos, já era de manhã, o dia estava muito bonito, porem isso não interessava para loira. Olha para a maca ao seu lado onde deveria estar Lena, mas a menina não estava lá, que a deixou um pouco preocupada. A porta começa se abrir.
— Olá... – era uma das enfermeiras. Segurava uma bandeja onde continha pão com manteiga e leite- Que bom você acordou, está bem?
— Sim, muito obrigado por perguntar... – respira um pouco – E a menina que estava aqui do lado?
— Elena já foi para casa... — A enfermeira põe a bandeja encima da maca- Você parece se preocupar muito com ela até a salvou.
— Ela me salvou também era o mínimo que poderia fazer- Agatha morde o pão.
— Todos estavam preocupados com você também.... – a garota fica em silencio – Então... – fala sem graça, aquele silencio era a causa — Coma que logo você receberá alta e virão ter buscar.
A enfermeira sai do quarto. Agatha levanta, sentindo o chão gelado com as pontas dos dedos. Estava pensativa, por causa do sonho que tivera. Chovia, olhava para suas mãos que estavam tão pequeninas como de uma criança, sujas de terra. Um garoto corria em sua direção, parecia ser um pouco mais novo que os gêmeos. Vinha preocupado segurando um guarda chuva.
Era loiro de olhos castanhos, se abaixou e abraçou Agatha com força depois disso o sonho acabou. Deduz que seja uma lembrança de infância, mas o que adiantava? Se não dizia nada de importante, e se for mesmo uma memória de infância, com certeza aquele garoto deve estar diferente. Fica olhando para o nada até que dão duas batidas na porta.
— Pode entrar.
— AGATHA- os gêmeos entram gritando junto com Frederico, um enfermeiro que estava passando pelo corredor pede para ficarem em silencio.
— Oi pessoal- olha em direção da porta, Lena estava toda encolhida- Oi Lena- sorri.
— Oi- fala tristonha.
— Venha aqui- faz um sinal pedindo para que se aproximasse.
A menina vai se aproximando, estava um pouco nervosa, desviando do olhar de Agatha: – Você não sabe como eu fico feliz em te ver bem- ela abre os braços, Lena pula e abraçando-a chorando, também ficava feliz em vê-la bem. Os garotos só observavam.
— Por que está chorando Lena? — a loira pergunta enquanto acariciava sua cabeça.
— Porque foi minha culpa- fala chorosa.
— Que eu saiba não foi você que botou fogo no shopping.
— Mesmo assim- faz um bico.
Depois de um tempo voltam para casa. Gustavo estava na cozinha fazendo um café da manhã caprichado para chegada da loira. Parecia que ela tinha ficado um mês fora. Escuta abrirem a porta. Quando vê Agatha corre para abraçá-la, todos estavam famintos, mas a loira preferiria tomar um banho primeiro, pois estava cheirando a hospital.
— Infelizmente no incêndio perdemos tudo que compramos- fala a garota decepcionada.
— Perdemos não, o shopping reembolsou tudo- explica Gustavo- Esta tudo no quarto de Lena.
— E não se preocupe não mexemos em nada- Thiago tranquilizando-a.
— Eu mexi... – Leo fica pensativo- Entendi porque você não engorda, tudo vai para outro lugar.
— Leonardo! – Gustavo e Thiago exclama em coro repreensivos.
— O que? Vocês também concordaram na hora.
A loira ignora seus comentários. Pergunta a Frederico se podia tomar banho no seu banheiro, obviamente ele concorda. Agatha sobe. Entra no quarto de Lena, onde estavam às sacolas com suas roupas e outras coisas, pega uma regata soltinha vermelha, junto com um short branco, chinelo preto, roupa intima bege, depois sua toalha, sabonete, shampoo e condicionador.
Sai do quarto e vai direto para o quarto de Frederico, entra no banheiro, abre a torneira de água quente da banheira, enquanto enche ela começa a se despir. Fecha a torneira e entra na banheira, depois de lavar seu cabelos, fica deitada na banheira pensativa.
Estava tentando relacionar tudo, o pesadelo, o sonho antes de desmaiar no hospital e antes de acordar, talvez aquele menino possa ser seu irmão, que tentou salva-lá de algo, mas de quem seria o sorriso gentil? Quem falou que cuidaria dela? Levanta o braço, o som dos pingos eram parecidos com o som da chuva no sonho, começam a bater na porta.
— Moça você ta bem?- era Lena.
— Sim.
— É que você ta demorando pensamos que você tinha desmaiado.
— Desculpa, já estou saindo.
Agatha sai da banheira; Se seca e envolve a toalha no seu cabelo, se veste e sai do banheiro. Enquanto descia as escadas secava seus cabelos. Não tinha ninguém na sala, ninguém que lhe interessasse, pois Daniel estava lá. Estava jogado no sofá assistindo TV. Agatha começa a caminha em direção a cozinha: – Ei – Daniel chama sua atenção, vira-se para trás, Daniel faz um sinal para que se aproxime, mas fica parada.
Levanta, aproximando-se dela. Entrega uma caixa para Agatha que parecia ser de bombons, a loira olha para ele e depois para caixa que estava em suas mãos, “o que isso um pedido de desculpa?” pensou a garota, estava com muita raiva, não iria cair na mesma historia.
— Fica para você- devolve a caixa.
— Não fica com ela e desculpa...
— Desculpa?- ela o interrompe – Se quer mesmo se desculpar nunca mais olhe e nem dirija uma palavra a mim – dizia indignada, segurando-se para não dar um tapa na cara do rapaz.
Vira-se e vai para cozinha. Para Agatha a existência de Daniel naquele momento não era mais nada que um incômodo (E quando não é? — autora). Pede para sentar-se no lugar de Thiago, pois não queria se sentar no lugar do imbecil. O menino levanta deixando que sentasse. Todos conversavam, mas Agatha fica em silencio, pois estava cansada, cansada de ter sonhos que dizem algo ao mesmo tempo nada, cansada de ser uma coitada sem passado.
Emersa em seus pensamentos a garota é interrompida por Lena que dava leves puxes na sua blusa para chamar sua atenção: – Você está bem?- a menininha pergunta com os olhos cheios de preocupação, Agatha sorri e põe a mão em sua cabeça acariciando: – Você está bem?- com uma voz serena faz a mesma pergunta que Lena, a menina assentia com a cabeça: – Então eu também estou bem- Lena mostra um sorriso alegre, cada vez a loira representava uma figura materna para menina, que é um problema, pois quando Agatha for embora isso pode mudar.
Quem também estava preocupado com a loira era Thiago, achando que a garota estava quieta demais (Ownt Thiago sempre se preocupando com ela- Ajudante) (Realmente é muito fofo *-* — autora). Ele há observa um pouco depois volta a comer. Passam-se alguns minutos e todos se retiram da mesa. Lena puxa a loira para cima para que pudessem arrumar as coisas. Gustavo e Frederico vão lavar a louça. Os gêmeos vão para sala e Daniel já subiu pro quarto, ou saiu para algum ******* (não quis colocar a palavra para o bem dos seus olhos, mas aposto que já imaginam qual é- autora).
— Ei você não acha que a Agatha está meio quieta?- Thiago comenta.
— Sim... – Leonardo pensa um pouco- Porque não fazemos o jogo com ela? E também descobrimos se ela nos conhece.
— Aquele jogo idiota? — Leo assentia com a cabeça- Sei lá, não acho que vá anima – lá, muito menos que vá conseguir.
— Também acho que ela não conseguirá, nem nosso pai conseguiu, mas pode ser divertido.
— Ok, vamos logo antes que eu mude de idéia.
Os dois sobem e trocam de roupa ficando mais idênticos que são, pegam dois bonés que também são iguais, vão para o quarto das meninas.
— Loira temos um desafio para você- fala Leo já colocando o boné.
— Desafio?- pergunta confusa.
— Sim você terá que descobrir quem é quem, como ninguém conseguiu até hoje faremos o que você quiser como o premio- fala Thiago também colocando o boné.
— Parece interessante aceito o desafio.
Como as vozes dos gêmeos também eram praticamente idênticas não teria problema falarem, mandam à loira fechar os olhos para que pudessem se misturar. Lena também para não trapacear. Os meninos se misturam. Dão permissão para olharem – Agora que é o Leonardo e quem é o Thiago? — falam juntos para confundi-las. Agatha os fitava e, diferente de muitas pessoas, olhava diretamente em seus olhos.
— Acho que o da direita é Thi e o da esquerda é Leo- diz Lena incerta.
— Pelo contrário, o da direita é Leonardo e o da esquerda que é o Thiago tenho certeza- Agatha fala com certeza na voz.
— Tem tanta certeza Loira? — falam juntos, a garota assentia com a cabeça- Pois está errada- falam juntos novamente.
— Não, não, estou certa, por favor não mintam, isso é feio.
Os gêmeos surpreendam-se, ela realmente estava certa, fizeram aquilo como um teste para ver se não mudava de opinião, mas a garota insistiu: – Parabéns você acertou- falam sem acreditar, Lena pula de alegria abraçando a moça: – Eu não acredito que você acertou nem papai consegui, vou contar isso agora para ele- a menina sai correndo, os gêmeos perguntam como sabia essa façanha, a garota levanta e simplesmente dizendo:
— Eu só sei.
Lá em baixo...
— Papai, Papai – Lena entra na cozinha animada
— O que foi?- Frederico fala secando as mãos.
— A Agatha, ela passou no jogo dos gêmeos.
— Não acredito... — Gustavo diz surpreso- Explica isso melhor.
— Ela falou quem era quem, ai os meninos falaram que estava errada, mas Agatha insistiu e ela realmente estava certa.
— Nossa quem diria, nós que os conhecemos há anos nunca acertamos naquele jogo mesmo nas inúmeras tentativas que fizemos.
— Tem pessoas que são especiais, mas eu não aceito vamos refazer o teste – Frederico chama os três.
Descem. Frederico elogia Agatha, mas queria refazer o teste para ver se os gêmeos não mentiram. A loira tampa os olhos a espera dos gêmeos se misturarem, fala novamente que o da direita é Leonardo e o da esquerda que é o Thiago, os meninos falam que acertou.
— Não, não acertei, pois o Leo esta na esquerda e o Thiago na direita acharam que iam me enganar?
— Você acertou novamente – falam em couro.
— Eu não acredito – Frederico fala boquiaberto.
— Como você disse tem pessoas que são especiais- Gustavo com um sorriso no rosto.
— Sabia que você ia acertar- Lena pula achando incrível.
— Não é nada de mais – Agatha fala humildemente.
— Nada de mais? Quando os gêmeos eram bebes eu tinha que por uma fita no pulso deles para saber quem é quem- diz Frederico.
— Era mais fácil por roupas diferentes?- fala Gustavo.
— Claro que não, ele eram bebes e gêmeos as garotas adoravam- diz como um velho pervertido.
— Depois não pergunte o porquê Daniel é um galinha- fala Thiago apático, com os olhos semiabertos.
Começam a “discutir” sobre isso, fazendo o resto rir. Agatha mesmo se divertindo vai para sala assistir TV, fica pensando o que ia pedir para os gêmeos: – Até que uma foto deles bebes seria legal- cochicha para si mesma, fica imaginando-os com bochechas rosadas, olhinhos arredondados e verdes, vestindo pijamas azul de pezinho, mordendo algum brinquedo. Acaba soltando uma risada.
— Está rindo do que? — Diz Thiago que cansou de discutir com seu pai.
— Nada de mais, bom já tenho idéia do que quero.
— O que?
— Uma foto de vocês bebes.
— Por que? — fala um pouco corado.
— Porque quero muito vê-los assim, mas se te incomodar não precisa.
— Não tudo bem vou lá buscar.
Thiago sobe as escadas e vai direto para o quarto do pai. Na gaveta de baixo do guarda roupa pega um álbum. Entrega para loira, começa a folhear se divertindo com as fotos. Vê uma achando muito encantadora, estava escrito em baixo que era Thiago, tinha exatamente 5 anos de idade, estava sentado no chão corado.
— Eu quero essa — ela aponta pra foto.
— Logo a minha?
— É.
Olha de canto para ela, mas a garota insiste. Thiago destaca a foto do álbum e entrega para loira: – Agora tenho que subir para terminar de arrumar as coisas – sobe as escadas indo em direção do quarto de Lena, ainda tinha algumas sacolas para arrumar, que a deixa com preguiça. Agatha pega a foto que colocou em seu bolso, olha e se sente alegre.
— Realmente é muito fofo.... – olha para bagunça denovo – Bom vamos arrumar isso.
Põe a foto de volta no bolso, se Thiago queria anima — lá conseguiu.
Lá em baixo...
— Cheguei- fala Daniel tirando seus sapatos.
— Nem vi que tinha saído – fala Thiago assistindo.
— Nem era para ver... – Daniel vê o álbum na mão de Thiago – Des de quando gosta de ver fotos antigas? – pergunta confuso e curiosos
— Não gosto, só a Agatha que pediu uma foto minha e do Leo.... – levanta – Acabou pegando uma só minha- murmura.
— Você e ela são bem amiguinhos
— Ciúmes? – insinua. Arqueia a sobrancelha.
— Não sinto ciúmes de garotas, elas que sentem por mim.
— Mas Agatha não é qualquer garota, é a garota que você não pode ter.
— Está insinuando que gosto dela?
— Entenda como quiser- fala Thiago já subindo a escada.
— Pense Thiago você acha que ela iria preferir quem Um Homem ou um pirralho de 14 anos? (Isso vai dar treta- ajudante) (Na certa – autora)
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