Quem eu sou?
1 Capítulo 1 - Desconhecida.
Notas iniciais
O quão forte é nossa mente e coração? Nossos traumas corroem a gente por dentro fazendo chegamos ao ponto de suplicarmos para esquecer.
Uma garoa fina caia do céu, lavando as calçadas e ruas. No meio desse cenário estava nossa pequena Lena, chutava com suas galochas cor de rosa as possas d’águas em seu caminho de raiva. Consigo levava uma sacola, que dentro tinha duas tortas de morango, as mesmas eram o motivo de estar tão irritada.
Foram seus irmãos que a forçaram buscar os doces: – Eu ainda não acredito que me fizeram fazer isso – resmungava a garotinha – Perai o que é aquilo? – a menina olha com atenção e vê que é uma pessoa. Corre em direção, estava jogada no chão. Era uma garota, a forma do seu rosto era triangular, mas não exagerada, seu nariz era longo e fino, cabelos loiros que pareciam tão sedosos e perfeitos, sua pele é clara, mas um pouco rosada. Usava um vestido branco que ia até um pouco acima dos joelhos, calçava sandálias gladiadora douradas.
A moça aparentava não estar machucada só ensopada. “Parece uma princesa” foi o que Lena pensou. Olha em volta, e não avistava ninguém. Não poderia deixar aquela desconhecida ali, mas também não teria força para carrega – lá:- Já sei – estalou os dedos. A menininha pega no bolso seu celular.
Tempo depois...
P.o.v Desconhecida
Já não sinto mais frio, agora sinto em minha pele a sensação de algo fofinho por todo meu corpo, está quente e aconchegante, mas não consigo me mover de cansaço, que também não sei o motivo de estar tão cansada. Abro meus olhos, minha visão está embaçada, mas logo se ajeita, onde estou?
Fim do P.o.v
A moça acorda e se vê deitada em uma cama. Sobre ela tinha um lençol branco com flores vermelhas. As paredes do quarto onde estava eram totalmente rosa, como todo quarto em questão, tinha brinquedos espalhados pelo chão, um tapete felpudo, um armário que ficava em frente à cama, ao lado direito uma janela que dava visão a rua, e ao lado esquerdo uma porta contendo um pôster.
A porta começa a abrir e a garota olha fixamente para ver quem está entrando. Era uma menininha, tinha cabelos castanhos curtos, seus olhos eram arredondados e verdes, sua pele era clara, estava segurando uma bandeja que continha leite e biscoitos. Põe a bandeja encima do criado mudo, sorridente ela senta do lado da moça na ponta da cama.
— Que bom que acordou... – a loira fica em silencio, apenas fitando a garotinha – Eu sou Elena, mas pode me chamar de Lena, todos me chamam assim, tenho 7 anos, e você?
— Eu... E... Eu... – a garota percebe que nada passava por sua cabeça, era como um grande vazio em sua mente, ela força, mas doía só de fazer isso – Eu não sei – fala surpresa com sua própria situação.
— Não sabe?! – pergunta Lena surpresa. A loira balança a cabeça negativamente, olhando a menina fixamente com seus olhos azuis – Nome? De onde veio? Idade?
— E... Eu... Acho que 16 é a única coisa que eu lembro – dizia com dificuldade.
A porta se abre novamente, dela aparecem dois garotos, que são idênticos um ao outro, cabelos negros, olhos verdes, mas escuros, pele parda, a única diferença é que estava um com uma camisa azul e o outro camisa branca. A moça esfregou os olhos para ver se não estava vendo dobrado.
— Que maravilha ela acordou, você está bem senhorita? – o de camisa azul pega a mão da garota, dando um beijo gentilmente como comprimento.
— Quem é você? – Fala o de camisa branca, franzindo as sobrancelhas, mostrando não ser muito solicito.
— Ela não sabe... – diz Lena – Esses são meus irmãos, Leonardo... – aponta para o de azul – Thiago... – agora para o de branco – Como pode ver eles são gêmeos, ambos tem 14 anos.
— Como assim não sabe? – Fala Thiago indignado, continuando com cara fechada.
— O idiota ela deve ter perdido a memória... – vira novamente para loira – Meu irmão é meio burro não se incomode com ele.
Thiago da um soco na cabeça de Leonardo: – Quem é burro? Seu galanteador barato – Fala com os punhos cerrados, Leonardo desconta no braço do seu irmão, eles começam a discutir. A pequena Lena tenta acamá-los para que isso não incomode a moça, a mesma estava olhando para outro lado nem se importando com que estava acontecendo.
Ela via os pingos de chuva escorrerem pelo vidro da janela, pensava o que iria fazer, não se lembrava de nada, para onde iria? Quem a espera? Ela volta a sua atenção aos garotos que puxavam orelhas e bochechas um do outro.
— VOCES NÃO NOTAM QUE TEMOS COISAS MAIS IMPORTANTES PARA FAZER – grita menininha irritada.
— Você tem razão – fala Leonardo recompondo-se.
— É... – Thiago faz o mesmo – Mas o que diremos para os mais velhos? Que pegamos uma mulher desconhecida na rua que estava jogada no chão e trazemos aqui para casa.
— Vocês não... – Lena diz interrompendo o irmão. Desce da cama – Fui eu que encontrei, alem do mais por causa que vocês me mandaram andar em um temporal.
— E por causa disso você achou um anjo caído no meio da rua... – Leonardo volta sua atenção para loira, segurando sua mão novamente – Tenho certeza que não lembra de nada por causa do impacto de ter caído do céu.
— Para de paquerar ela, a garota deve estar confusa não precisa de você atormentando ela... – Thiago cruza os braços – De qualquer forma seria desumano lagar ela na rua, bom o papai e Gustavo sabemos que vão querer ajudar, mas o problema é Daniel.
— Provavelmente ele vai falar “não sejam burros ela esta querendo passar a perna na gente” – Leo imita seu irmão como se fosse um velho ranzinza.
— É bem assim mesmo – Lena e Thiago dão risada.
— Passos... – fala a moça de rosto angelical.
— O que? – falam os três em coro.
— Escuto passos – olha diretamente para eles.
O desespero começa, e se fosse Daniel? Thiago para e pensa, alguém teria que ir lá confirmar. Os três fazem uma rodinha, e tiram dois ou um para ver quem iria. Leo perde e sai do quarto enquanto Thiago e Lena pensam onde esconderiam a moça caso fosse Daniel.
Leonardo anda pelo corredor passando por todos os quartos, não vendo ninguém. Desce de fininho pelas escadas até o primeiro andar, olha a sala e nada, começando a achar que a loira estava enganada. Escuta o som de panelas, ele vai em direção a cozinha sem fazer o mínimo de barulho.
Encosta perto da porta e olha, respira fundo era Gustavo, estava fazendo miojo de tanta fome. Gustavo é do tipo gentil, tem cabelos pretos e olhos também pretos, forma do rosto quadrado, ele é moreno, simplesmente um gato (n/a: to me animando demais). Já calmo Leonardo volta seu caminho em silencio.
Ele começa a subir os degraus mas um dele range, no entanto, aparente Gusta não escuto, só que por ordem do destino quando pisa no próximo degrau acontece o mesmo “porque?” pensa o garoto paralisado. Gustavo dessa vez escuta e vai para sala deixando as panelas sozinhas, se depara com o irmão paralisado que nem pedra no meio da escada, ele acha estranho, mas ao mesmo tempo engraçado.
— O que foi Leonardo para estar desse jeito? – fala soltando uma leve risada.
— Nada Gustavão... – Leonardo fala sem graça, descendo – só estou morrendo de fome, então minhas energias acabaram.
— Entendo, se quiser eu faço o jantar só vai demorar um pouco (Ajudante-mencionei que ele cozinha?).
— Claro, claro, bom eu tenho que subir – fala já pondo o pé no primeiro degrau.
— Ok, há sim, e Thiago e Lena?
— Estão no quarto da mesma.
— Brincando? – fala intrigado.
— Sim, de boneca – sobe correndo.
Gustavo fica desconfiado, por causo do jeito estranho que o irmão agiu, ele e Thiago brincando de boneca com Lena e ainda no quarto dela, “estão aprontando algo” pensou, mas ignora completamente seu pensamento e vai até a cozinha para fazer o jantar.
NO andar de cima...
— Então quem era? – pergunta Lena curiosa.
— Gustavo – fala Leonardo.
— Ta e por que não o trouxe com você? – pergunta Thiago confuso.
— Hã podia trazer ele? – Thiago e Lena batem as mãos contra suas testas. Thiago caminha até Leo, pondo suas mãos em volta do pescoço do irmão.
— Seu imbecil é claro que pode contar para ele, a gente tinha falado que o problema é o Daniel... – diz irritado apertando o pescoço de Leonardo – Você merece morrer de tanta burrice – os dois começam a brigar novamente.
— Gustavo? – pergunta a moça desconfiada.
— Sim, nosso segundo irmão mais velho, ele tem a mesma idade que você – Lena responde rapidamente.
Thiago chuta Leo para fora do quarto para que volte e chame Gustavo. Leonardo desce resmungando, como antes passa pela sala indo em direção da cozinha. Já tinham três panelas no fogo e Gustavo vigiava para que nada queimasse, Leo começa a puxar seu braço, dizendo que eles tem que ir para o quarto de Lena.
— Mas eu tenho que olhar as panelas. – fala Gustavo.
— Você tem que ir lá em cima – Leo puxa com mais força.
— Por que? Me diz Leonardo você está estranho o que aconteceu? – pergunta preocupado.
— Ta Gustavo vou ser verdadeiro com você, nos achamos um gatinha, e se trouxermos aqui para baixo e o Daniel chegar provavelmente vai jogar ela na rua, e a gatinha está tão assustada.
— Você tem razão, mas por que eu tenho que ir lá em cima?
— Você só vai saber se subir.
Gustavo pensa e pensa, mas a curiosidade é maior, ele acompanha Leo. Chegando à frente do quarto da pequena Elena, Leonardo fala para Gustavo entrar primeiro, põe a mão na maçaneta e a gira, vai abrindo a porta devagar e fica encantado com que vê.
— Realmente você acharam uma ga... Que... Quero dizer quem é ela? – pergunta surpreso apontando para garota.
— Nessa família só tem lobos... – resmunga Thiago – Não sabemos parece que ela perdeu a memória.
— O que?
Eles explicam toda a historia, Lena aproveita e entrega seus irmão falando que obrigaram a sair na chuva, também pedem a opinião de Gustavo sobre isso: – Bom eu concordo seria desumano largá-la na rua, faremos assim vocês vão manter ela aqui no quarto até o pai chegar com a aprovação dele Daniel não poderá falar nada – todos concordam. Gustavo desce novamente para retirar comida para a desconhecida, pensava que a “convidada” estaria morrendo de fome.
Thiago e Leo ficariam na sala para não armar suspeitas, logo Daniel chegaria e ficaria desconfiado com eles dois no quarto de Lena. A menina fica conversando com a moça até que Gustavo volta com um prato cheio de comida. A jovem pega e põe em seu colo, a cada colherada sente o sabor, que é delicioso, comia com gosto e Gustavo sentia-se feliz por isso.
— Gostou? – pergunta sorrindo.
— Sim, obrigada – retribui o sorriso.
— Parece que está melhor, agora consegue falar duas palavras sem fazer pausa... – fala Thiago entrando no quarto- Gustavo você se esqueceu de trazer o suco – ele põe o copo em cima do criado mudo.
Os dois saem do quarto e Thiago leva com sigo a bandeja onde estavam os biscoitos e o copo de leite, que já tinham sido consumidos, mas não pela garota e sim pelas crianças, incluindo ele.
Tempo depois...
Gustavo, Leonardo e Thiago estavam sentados no sofá, assistindo. A porta se abre e dela vem Daniel. Sua camisa branca estava quase transparente por causa da água da chuva, dava para ver bem seu abdômen definido por estar aperta, suas calças pretas estavam encharcadas também, do seus cabelos castanhos escuros pingavam gotas de água que escorriam pelo seu rosto ( Ajudante: agora misturem isso com um deus grego, é esse resultado mesmo), seus olhos cor de mel estavam fundos de sono. Thiago e Leo olhavam aquela cena enojados, como o chato do irmão deles pode ser daquele jeito e eles não?
— Abotoe a camisa, você sabe que temos uma menina em casa – fala Gustavo com a boca cheia ainda olhando a TV.
— Falando nela onde está? — pergunta com sua voz rouca que dava até arrepios.
— No quarto dela, pediu para não incomodar.
— Por que disso? – pergunta confuso.
— Sei lá, deve ser porque está virando uma mocinha.
— Espero que ela não comece com essas graças de pré adolescente e fica chata que nem esses dois – aponta para os gêmeos.
— Chato é seu nariz – Leonardo retruca levemente irritado.
— esse é o que tem? “Chato é seu nariz”? — fala debochando.
— Você sabe muito bem que não podemos falar palavrão enquanto Lena esta em casa esperto.
— Tanto faz – dá os ombros, mostrando no seu tom de voz pouco se importar.
Ele sobe para ir tomar um banho, depois de um tempo volta à sala, de calça moletom e uma blusa azul de manga comprida, com a toalha encima da sua cabeça para poder secar seu cabelo. Olha em direção a porta e vem entre os sapatos que ficavam no canto sandálias de mulher – Ei de quem são aquelas sandálias? – aponta, todos engolem seco a comida que estava em suas bocas, o gêmeos lembram que tinham esquecido de tira-las dali, Gustavo não deixa Daniel pensar e responde:
— São de uma amiga minha – (n/a: pode se disser que é mesmo).
— Hum o bonzinho do Gustavo trazendo mulheres aqui em casa quando estava só – Daniel falanum tom rude.
— Não se preocupe viemos para fazer um projeto... — Gustavo pega o copo cheio suco – Não sou o tipo de cara que tranza com uma garota no próprio quarto da irmãzinha – toma um gole enquanto olhava diretamente para Daniel.
— E porque não levou embora? – muda de assunto.
— Essa sandália machucou o pé dela, então emprestei o meu tênis, amanha eu devolvo.
“Que bom ator” pensam os gêmeos. Se escuta um grande barulho que vem de lá de cima, junto ao barulho se escuta uma voz feminina: – Cuidado! – grita, Daniel percebe que aquela voz não é de Lena mesmo sendo de garota. Sobe, mas Gustavo o segura pelo braço, Daniel nem pensa duas vezes e dando um chuta contra o peito do irmão que cai os poucos degraus abaixo, os gêmeos vão ajudá-lo.
Gustavo estava jogado no chão, Leonardo e Thiago ajudam a se levantar, e os três já sabiam não tinha mais como deter Daniel. O mesmo andava pelo corredor com velocidade indo em direção ao quarto da irmãzinha. Abre a porta e vê Lena sentada no chão choramingando, a loira enxugava as lagrimas com suas mãos, e dá um beijo na testa da garotinha, estava tão preocupada com a menina que nem tinha notado a presença sombria e assustadora na porta. Ela pega a pequenina no colo que chorava em seu ombro, faz um carinho na cabeça da menina fazendo-a se acalmar.
— Quem é você? Amiga do Gustavo? – Daniel franze as sobrancelhas.
— Há... Hum... – pensa ela que não sabia o que dizer.
Daniel arranca a menina do colo da moça, depois segura com força os punhos da garota. Começou a puxa-la, mas a mesma o travava, algum tipo de flash passa na sua mente, mal deu para ver só que a sensação depois daquilo era aterrorizante como se algo parecido tivesse acontecido antes, automático ela dá um tapa na cara de Daniel, que a solta, pela surpresa daquela garota de aparência tão frágil ser forte.
— Ora sua... – fala Daniel irritado.
— Desculpa – agora a moça desesperada que sente que fez algo que não devia.
— Deixa ela Dan – Lena esperneia e bate em Daniel para que a coloca se no chão.
— Para Lena – reclama Daniel.
— Me coloca no chão – exige a menina.
— Pois bem – ele solta a garota que cai de bunda no chão.
A menina volta a chorar, lembrando que Daniel é alto então doeu, a moça fica com raiva daquilo. Ele segura novamente o seu pulso, dessa vez com a mão que estava livre deu um soco na cara dele e depois uma joelhada nas partes baixas do garoto, também foi automático, seu corpo fez aquilo sozinho, mas estava satisfeita com o resultado. Daniel se contorcia de dor, a menininha levanta, olha para o irmão e mostra sua língua, Gustavo aparece preocupado, mas fica sem reação com que vê.
— Eu prefiro nem perguntar o que aconteceu aqui.
— Essa louca me agrediu... – Daniel senta no chão – Afinal quem é ela?
— Não chama ela assim, depois só te deu o que mereceu – diz Lena mostrando a língua novamente.
— Eu chamo essa... Essa vaca como eu quiser.
— Cala boca Daniel – fala Gustavo.
— Posso saber o que está acontecendo? – uma nova voz aparece na conversa.
Todos olham para trás na direção da porta, estava Gustavo, Leo e um senhor, que era nada mais e menos que o pai. O senhor, Frederico Lorenzo, cabelos pretos um pouco grisalhos, de jaleco branco, uma camisa social por dentro bege e uma gravata azul escuro, calça preta, e sapato de couro, pele parda, 40 aninhos uma pessoa que mostra que tem que ter respeito.
Depois de muita explicação...
— Então é isso – fala Frederico.
Batia um clima de tensão, Frederico estava sentado em sua poltrona, Daniel encostado na parede, enquanto o resto está sentado no sofá, ele pensa e pensa, Daniel começa a se irritar.
— Então não concorda comigo que essa desconhecida tem que ir embora? – fala.
— Não me apresse, estou pensando- ele volta a pensar que deixa Daniel mais irritado.
— Fala logo para de pensar.
O senhor levanta de sua poltrona e vai em direção de seu filho, Poe sua mão no ombro de Daniel: – Tanto Mau humor faz mal Niniel – todos seguram a risada menos a loira que não entende a piada, Daniel não gosta ou melhor odeia ser chamado desse jeito, por isso é engraçado, Frederico volta a sentar em sua poltrona ( vamos arrumar isso).
— Bom eu concordo dela ficar aqui... – todos se animam, menos Daniel- Amanha levarei ela para o consultório, você parece não estar machucada ou que tenha levado uma pancada forte, então te examinarei para ver o motivo de ter essa perca de memória.
— Obrigada – fala a garota.
— Não agradeça...- ele mexe em seu bolso e tira uma agenda – De qualquer forma se tiver um sonho que se pareça com uma memória escreva aqui.
— Sim senhor.
Ela pega a agenda: – Há claro, por enquanto pense em algum nome que goste para chamarmos você assim – ela assentia, todos ficam felizes com isso menos Daniel, que olhava para garota com desprezo. Menos ela, todos foram para cozinha para sentar se a mesa e jantar, ela fica ali pensando enquanto folheava a agenda que não tinha nada escrito.
P.o.v Desconhecida.
É estranho, está tudo acontecendo tão rápido, primeiro estava jogada no chão, então acordo em uma cama com uma menina olhando para mim, depois dois garotos gêmeos, conheço outro garoto, ai outro, que acho que me odeia depois um senhor, e... E... Para piorar tudo não me lembro de nada, a pergunta que fica mesmo é quem eu sou?
Fale com o autor