Quem eu sou?
2 Quem pensa que é? (Parte 1)
Continuava a folhar a agenda sendo um modo de se distrair. Pensava se deveria escrever sobre flash que tivera quase agora: – Pensando em um plano para levar as coisas da nossa casa? – Aquelas palavras tiram a garota de seus pensamentos, olha para sua direita e vê Daniel. Estava com braços cruzados e sua cara séria a incomodava.
— Eu já disse, perdi as memórias, não sou uma ladra — retruca, continuando sentada.
— Ta vamos dizer que você perdeu as memórias, não vê que é um incômodo para todos.
— Seu pai me deixou ficar aqui... – levanta irritada – Então acho que não sou um.
— Por favor... – fala num tom debochado, aparecendo um sorriso cínico no canto do seus lábios- Não seja ingênua, eles só não tem coragem de dizer a verdade.
— Me desculpe por ser um incomodo então.
— Você tem que pedir desculpa mesmo, só vai trazer despesas... – aumenta o tom de voz – Por que não vai embora? A porta é ali já que está se sentindo culpada — aponta para a porta.
— Já chega Daniel... — fala Gustavo adentrando a sala — Para de atormentá-la ou vai ser ver comigo.
— Uiui que medo... – ele se vira para a loira — Incomodo – começa a subir as escadas.
— Daniel – exclama Gustavo.
Gustavo tinha achado estranho o irmão se retirar da mesa tão rápido, obviamente era para atormentar a loira. A garota senta-se novamente e agora estava mais preocupada. Se fosse realmente um incomodo? Gustavo olha em sua direção e vendo que o irmão conseguiu o que queria. Anda até o sofá e se senta ao lado da moça.
— Não se preocupe... – põe a mão gentilmente em seu ombro – Daniel é um idiota, apenas ignore tudo que ele fala e pronto você viverá feliz — ela olha para ele fazendo uma cara tipo “Serio?”, Gustavo sorri e assentindo com a cabeça.
Ela sentia-se muito melhor, “Gustavo é muito gentil” pensou. O garoto na verdade também estava bem pensativo, imaginava como seria o a risada da loira, pois as únicas expressões que ela fez até agora foi de tristeza, raiva e esta expressão séria ou um sorriso frouxo: — Falando nisso já escolheu um nome para você? — ela balança a cabeça negativamente – Se Quiser posso pensar em um também – ela assentia, Gustavo sorri( a única coisa que não gosto nele é que vive sorrindo- Autora), o garoto pede licença já que teria que ir ao banheiro.
Realmente nem se lembrava de escolher um nome, nem tendo um em mente. Lena vem correndo pulando em seu colo.
– Socorro – pediu a menina
– O que aconteceu?- pergunta a loira desesperada, Leo aparece furioso segurando um pote de nutella todo raspado.
– Lena eu vou te matar como se atreve a comer a minha preciosa nutella- Elena desce do colo da moça, mostra a língua para o irmão, que fica com mais raiva ainda, ela começa a correr e Leonardo vai atrás.
— Esses dois... – a loira se assusta, vira-se olhando para trás, percebendo que era Thiago – Desculpe devo ter te assustado.
— Não é minha culpa por ser desligada – fala levemente sem graça.
— Já decidiu um nome?
— Não... – diminui seu tom de voz abaixando sua cabeça.
— Entendo... – senta ao lado dela- Ouvi o que Daniel falou para você, Gustavo ficou furioso.
— É, eu sei.
— Daniel é um pé no saco, não ligue para o que ele fala, o verdadeiro incomodo aqui é ele...- levanta – Agora vou parar aqueles dois antes que se machuquem.
Thiago vai até a lavanderia onde estavam Leo e Lena( parece nome de dupla sertaneja – Ajudante)( Quem disse que você pode dar opinião no livro escravo?- Autora), Leonardo dava cascudos na cabeça da irmãzinha que pedia socorro. Thiago respira fundo e separa os dois, continuavam a discutir, mas Thiago ficava no meio para que não se atacassem novamente.
— Já chega Leonardo não tem vergonha de estar discutindo com uma criança?- pergunta Thiago de braços cruzados.
— Mas ela comeu toda minha nutella — aponta para Lena.
— Comi mesmo, troco por ter devorado o meu pedaço de bolo semana passada- fala a menina emburrada.
— Chega vocês dois...- fala Thiago severo – Leo você para de discutir com Lena olha o seu tamanho, e você mocinha não coma as coisas dos outros sem permissão.
— Mas... — dizem os dois em coro.
— Nada de mas, estamos entendidos?
— Também – novamente falam em coro.
Nessa casa Thiago em um dos mais responsáveis, as escala é assim Gustavo, Thiago, Lena (mesmo sendo só uma criança), Frederico, Leonardo e claro por ultimo Daniel, Leo e Lena se olham e depois viram a cara fazendo bico, Thiago olha para o irmão e se pergunta como podem ser gêmeos, eles voltam para sala. Frederico estava conversando com a loira ou melhor ensinando ela a jogar poker.
— Não jogue com ele... – fala Thiago – Ele é um dos maiores caloteiros do mundo.
— Isso é mentira – exclama Frederico.
— É mesmo? E essas cartas atrás de você bem escondidinhas- aponta Leo.
— Isso? É que elas estão sobrando...- ele olha para Lena – Fale para eles que é mentira meu amorzinho.
Ela olha para o pai com uma cara de poker face, levanta seu braço e aponta com indicador – Caloteiro – Aquilo foi um tiro para Frederico, como a filhinha querida dele fala aquilo? Antes ela o defenderia, mas agora, “Será que é porque ela esta crescendo?” pensou “Logo ficara uma adolescente e começara a gostar de garotos ai... ai... Não eu não quero isso” ele põe a mão no coração e abaixa a cabeça, a loira fica preocupada, aproximando-se mais perguntando se está bem.
— Não, não estou bem.
Os filhos já pensam “lá vem drama”, Frederico levanta mantendo uma mão em seu coração e outra na testa, solta duas lagrimas, a garota fica mais preocupada enquanto os filhos fazem uma cara de “serio mesmo?”.
— Vê garota nos cuidamos, damos comida, limpamos o bumbum quando faziam coco na fralda para depois fazerem isso... – ele limpa suas lagrimas de crocodilo- Ho eu lembro que até ontem eu ia ao quarto de Thiago e Leonardo tirar a coberta cheia de xixi da cama de Leo.
— Oque? Eu nunca fiz isso- fala envergonhado, Thiago e Lena riem.
— Tirando o giz de cera de perto de Lena porque ela os comia.
— Eu nunca comi giz- fala a menina indignada.
— Ou quando Thiago... Quando ele... É não tenho nada para falar dele- dá os ombros.
— Como assim nada?- fala Leonardo nervoso.
— Entregou a gente e não vai falar nada dele?- Lena esperneia.
Thiago sempre fez questão de não fazer nada que o pai pudesse usar contra ele no futuro, sabia dez do dia que nasceu que seu pai era um Zoeiro. A loira ficava olhando aquela cena, ela da uma risada travada, mas logo começa a rir sem parar, todos param e olham, suas bochechas ficam mais coradas, alem da sua risada ser tão fofa e calorosa, os garotos ficam de boca aberta, pois já era bonita mas rindo conseguia ficar mais. Os olhos de Lena brilhavam e a cada minuta achava cada vez mais que ela era uma princesa de algum livro.
A moça envolve seus braços em sua barriga, pois doía de tanto rir, ela põe a mão em sua boca para conseguir se conter e depois de uns 3 minutos se acalma, Frederico chega perto dela – Olha só para falar todos meus filhos são solteiros, e como podem ver são bonitos, mas te aconselho o Gustavo ou o Thiago ( mas ele não é dois anos mais novo que ela- ajudante)- a garota fica um pouco corada, Thiago solta um olhar ameaçador para o pai para que parasse.
Frederico faz um enorme bico mas para, da duas palmas e manda todos dormirem já que estava tarde, e avisa Lena para pegar mais uma coberta já que a moça dormiria com ela – Sim senhor – fala a menina correndo para o segundo andar, pede a Thiago que pegue uma blusa e uma bermuda para a loira, já que era magra serviria.
Todos vão para seus quartos, Thiago entrega as roupas para a garota que vai ao banheiro se trocar. Voltando para o quarto, vê Lena que já está deitada dormindo, a loira apaga as luzes e deita do lado da garotinha, mas não consegue dormir. Levanta, caminha até a janela, olhando através dela. Nada passava, nem pessoas ou carros, só se via o céu cheio de estrelas, ela pensava se algum dia antes de perder suas memórias se tirou para ver o céu a noite.
O mundo era estranho, sem passado e nem imagina o que acontecerá no futuro, pensa e se alguém a espera? Se agora está correndo pelas ruas a sua procura? E ela ali sem saber o que sentir, o que pensar, ou ate mesmo dizer, não queria ser um incômodo, mas também não sabe para onde ir, não consegue chorar, pois não sabe pelo o que deveria, se sente vazia como se fosse apenas uma casca.
Ela volta a se deitar, e com seus pensamentos confusos adormece, mas abre seus olhos, e desta vez de estar deitada na cama com Lena ao se lado se vê em pé em uma imensidão escura, onde a única luz se via estava volta dela, como um grande holofote. Mãos negras aparecem e começam a rasgar suas roupas, uma voz masculina excessivamente repetia as palavras eu te amo. As mãos passavam pelo corpo dela inteiro, até lugares que não se pode descrever.
Acorda assustada e toda suada por causa do medo, aquilo poderia ser uma lembrança ou só um infeliz pesadelo? Parecia tão real, uma coisa chamou-lhe atenção, dentro das palavras eu te amo, ela escutou uma palavra que foi dita só uma vez, Irma. Deita sua cabeça no travesseiro novamente e fecha seus olhos, rezando que para que tenha um sono tranqüilo.
No outro dia Segunda 7hrs.
Frederico levanta e faz sua higiene matinal, anda pelo corredor e vai até o quarto de Lena – Meninas acordem – fala baixo e com um tom de voz doce, elas acordam e se espreguiçam, enquanto a loira esfregava os olhos Lena bocejava. A garotinha abre a gaveta do seu criado mudo e pega dois tampões de ouvido, a loira olha aquilo sem entender.
Frederico abre suas mãos entregando-lhe outros dois tampões, a menina fala para que coloque, e só tirasse quando ela tirar, então faz o que pede. Frederico desce para o primeiro andar e pega duas tampas de panela, em seguida sobe e abre todas as porta que são dos quartos dos meninos, começa a bater as tampas uma contra outra fazendo um grande barulho – Vamos acordar cambada- Gritava.
— Bom dia pai – falam Gustavo e Thiago que já estavam acostumados com isso.
— Que droga pai – Leo puxa a coberta para cima de sua cabeça.
— PORRA – grita Daniel raivoso.
Nesse momento Lena tira os tampões e a loira faz o mesmo. Os garotos fazem fila no banheiro, enquanto Lena, junto à moça, vão para o banheiro no quarto do pai, que os deixava muito revoltados, pois só a baixinha podia usar enquanto eles pegam fila. Depois de todos terem feito o que deviam, como se trocar para escola, desceram para tomar café, a loira também se trocou, pôs novamente seu vestido branco que estava já lavado.
Todos saem só restando ela e Frederico. Ele pega as chaves do carro e o retira da garagem, enquanto a loira fecha a porta, se senta no banco da frente e lá vão eles as caminho do consultório.
Frederico é um medico particular então tem seu próprio consultório. Chegando lá eles entram e vem logo Estela, a secretaria de Frederico, que é do tipo fofoqueira. Seu cabelo e castanho amarrado em um coque, tem 33 anos, pele parda, usava uma roupa formal. Percebe a presença de seu chefe e solta um longo sorriso, não por sua chegada e sim pela curiosidade de quem era a senhorita que o acompanhava.
— Doutor, chegou cedo... – ela olha para loira- Quem é a senhorita? – pergunta curiosa
— Acho que isso não é do seu devido respeito (opa – ajudante)( kkk- Autora)– ele faz um sinal para que a garota o acompanhe – Que horas o primeiro paciente chegará?
— 10 horas senhor.
— Ótimo.
Os dois entram na sala, Frederico pede para que se sente. Depois de alguns exames e anotações termina, a moça fica sentada enquanto ele termina de escrever alguma coisa, ela fica ansiosa para saber o que é.
—Hum... Senhor! — fala a garota tentando chamar-lhe a atenção.
— Há sim me desculpe deve estar curiosa, bom... — ele senta- Você tem amnésia psicogênica, que é causada por algum trauma psicológico, normalmente esse tipo passa rapidamente.
— Entendo.
— É melhor eu te levar para casa, pensarei no que faremos para resolver isso ok?
— Sim senhor.
Ele a deixa em casa e volta para seu trabalho. Estava um pouco decepcionada, bate a mão contra a própria testa: — Como fui ingênua- sussurra para si mesma, pesava que tudo iria se resolver, mas cada vez fica mais confuso. Olha em volta, lápis estavam pelo chão, sapatos por todos os lugares, pratos, panelas, copos e talheres na pia, estava tudo uma bagunça dava até medo de saber como estariam os quartos.
Então decide que iria fazer uma limpeza na casa, também como forma de agradecimento. Primeiro vai para cozinha, lavando toda a louça. Corre para lavanderia e pegas produtos de limpeza, lê todas as embalagens e suas funções. Limpa o fogão e depois os balcões. Vai para sala, arruma todos os sapatos, pega os lápis, casacos pelo chão, arruma o sofá e enrola o tapete levando o para fora, o estendendo para depois bater para que saia a poeira.
Limpa todos os moveis, o telefone começa a tocar, corre para atender.
— Alo quem fala?
— Sou eu Gustavo.
— Oi... – disse animada mesmo não sabendo o motivo – O que foi?
— Nada, só queria avisar que chegaremos a 1 hora da tarde ok?
— Sim obrigada por avisar.
— Desculpe deve ser horrível estar sozinha.
— Não tudo bem.
— Bom até daqui a pouco.
— Até.
Põe o telefone de volta no gancho. Olha em direção do relógio que ficava na parede, eram exatamente 11:horas, teria que correr. Sobe e varre o corredor, levando a sujeira de escada abaixo. Arrumou o quarto de Lena tirando os brinquedos do chão e recolhendo a roupa suja que estava no cesto, coloca dentro de um saco de lixo e põe na frente da porta. No quarto de Thiago e Leo, recolhe todas as roupas espalhadas e põe os livros na prateleira.
O quarto de Gustavo e Frederico nem precisou, agora é o de Daniel. Engole seco e respira fundo, abre a porta e se assusta com que vê, pedaços de pizzas, camisinhas usadas encima do criado mudo, roupas em pilhas espalhadas que tinham o cheiro horrível, como se não fossem lavadas a uma semana, sente calafrios de tanto nojo podendo até vomitar, ela decide evitar o quarto. Agora só lhe restava limpar os banheiros (depois do que viu banheiro é a última coisa de que tem nojo- autora), terminar de varrer o chão, encerrar todo, e lavar a roupa.
Ás uma hora da tarde...
Gustavo, Leo, Thiago e Lena chegam da escola cansados (a Lena ta cansada do que? de fazer continha de mais?- ajudante), principalmente Gustavo que morria com a idéia de limpar a casa, eles entram na casa e se surpreendem, tudo arrumado, chão encerrado que podia até se ver o reflexo, um cheiro de rosas pela casa, Thiago pergunta para Gustavo se tinha vindo antes ou uma fada fez aquilo.
— Não foi o Gustavo Thiago Você não entende?...- Leo inspira fundo para sentir o cheiro – Esse brilho, o frescor, só pode ser um toque feminino.
Lena concorda com o irmão. A loira vem correndo da lavanderia com uma bacia cheia de roupas, e é claro a ficha caiu para todos de quem fez tudo aquilo: – Há bem vindos- segurava com dificuldade a bacia que estava pesada. Gustavo corre para ajuda — lá.
— Não precisava fazer tudo isso – fala o garoto.
— Claro que precisava, tinha que agradecer por o que estão fazendo por mim.
Todos decidem que pelo menos irão estender as roupas, os seus olhos a loira era um cachorrinho com a pata ferida então era preocupante ela se esforçar daquele jeito (Gente ela perdeu as memórias não está doente- autora), a força a se sentar no sofá. As crianças estendem a roupa enquanto Gustavo estava preparando o almoço.
Em outro lugar...
Lanchonete Jailson Delicia(desculpa não resisti), Daniel olhava para rua vendo as pessoas passarem, enquanto sua acompanhante tagarelava, simplesmente ignorava tudo, esperava que seu lanche chegasse logo para que pudesse ir embora. Como o mais popular da escola as garotas o chamam para sair e claro que como não é um cavalheiro elas que pagam. A dessa vez era Gina, cabelos ruivos e tamanho médio, olhos castanhos escuros, pele branca, magra.
— Ai ela disse que me cabelo era todo cheio de pontas duplas, Dá para acreditar?
— Hum...
— Daniel você está me ouvindo?
— Não.
— Sabia – ela cruza os braços – Ei Daniel – ele olha para ela – depois de almoçamos por que não vamos à minha casa brincar? — fala num tom de voz malicioso.
Ele ri – Desculpa não gosto de figurinha repitida- Agarota fica sem reação, não esperava ser rejeitada nenhum garoto atreveu a fazer isso. A garçonete traz os hambúrgueres, Daniel pisca para ela que fica vermelha, Gina olha aquilo e a deixa muito mais irritada. Daniel pega seu lanche, levanta e põe suas mochila nas costas: – Pera você já vai embora? — pergunta Gina, ele nem se importa em responder começa a andar saindo da lanchonete. A garota joga o dinheiro encima da mesa para pagar tudo e sai correndo atrás dele.
— Espera se você acha que vai sair assim está muito enganado – diz irritada
— Você já me encheu cai fora Gina.
— Mas Daniel...
— Cala boca, se quiser sair comigo novamente é melhor cair fora.
Ela vai embora chorando, claro que Daniel não se importa, ela é uma vadia mesmo, alem do mais ele já tinha outro cordeiro em mente, decide voltar para casa.
Em casa...
Ele vê roupas estendidas no varal, também dava para sentir o cheiro da comida junto com cheiro de rosas. Entra em casa, todos estavam sentados comendo, pigarreia para chamar-lhes a atenção, se viram, mas não ficam com uma expressão muito boa por causa de sua chegada.
— Como a casa está limpa, quem foi que fez isso?- pergunta.
— Foi à moça... – fala Lena- Sozinha ainda.
— Então foi à chatinha que fez tudo isso? — ele olha em volta- Com certeza será uma ótima esposa cordeirinha.
— Nunca mais chame ela assim – Gustavo levanta furioso, deixando seu prato encima do sofá.
Quando Daniel chama uma garota de cordeiro ou cordeirinha quer dizer que será sua próxima investida, todas da escola sabiam disso e sonhavam com o dia que seria sua vez (tudo garota que não se dá o próprio valor- autora), e Gustavo sabia disso. Para Daniel a loira não tinha mais nenhuma utilidade do que na cama, pode até não gostar dela mas também não quer dizer que não a ache bonita, ele é do tipo que só se importa com o prazer.
— Não se preocupe Gustavo tenho certeza de que ela vai gostar.
— Cala boca Daniel... — Gustavo olha para trás – Vocês quatro vão lá para cima, preciso falar com Daniel.
Todos sobem e se juntam no quarto de Lena, estavam preocupados, é raro Gustavo se tirar para conversar com Daniel e quando isso acontece eles acabam brigando, e os dois saem bem machucados. As crianças ficam sem saber o que fazer, a loira também estava bastante preocupada, ela não sabia o que Daniel quis dizer, mas sabia que Gustavo estava defendendo-a. Pede para as crianças ficarem em silencio para que escutassem.
— Realmente você é nojento, a garota está com amnésia, confusa e tu pensa em fazer sexo com ela?
— Por que tanta raiva Gustavo? Será que é você que quer fazer isso com ela?
— Cala boca não sou igual a você.
— Vamos lá admita, ela é super gata já deve ter passado por sua cabeça isso, diferente de você eu não escondo.
— Cala boca Daniel.
Gustavo agarra a gola da blusa do irmão, Daniel faz o mesmo. Depois de verem que tudo ficou em silencio a tesão bateu mais, primeiro o silencio depois o sangue, a loira não podia ficar ali esperando algo acontecer. Sai do quarto, as crianças tentam impedi-la, mas consegue ser mais rápida. Desce as escadas correndo.
— Por favor parem – pede desesperada.
Ainda segurando a gola um do outro olham para ela, Gustavo se acalma, mas Daniel ignora seu pedido e empurra o irmão que estava distraído, já deferindo um chute contra ele. A garota não deixaria isso acontecer, principalmente pelo fato de Daniel só ter conseguido derrubar Gustavo porque o mesmo estava prestando atenção nela, mas para impedi-lo teria que...
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