Notas iniciais
Depois de Séculos, voltei com mais um chapie e adivinhem? Este tem lemon!
Espero que gostem viu? Fiz com um enorme carinho.
Boa Leitura ♥

Twenty

Narrador on.

Hiroto estava mais uma vez nas proximidades do coven de Ryu, esperando poder encontrar mais pistas do que o vampiro estava tentando fazer. Sabia que estava se arriscando muito, mas também sabia que precisava fazer de tudo se quisesse ajudar a derrotar Ryu.

Para ele era muito fácil se misturar com as outras espécies, simplesmente porque parecia ser completamente inofensivo, o que não deixava de ser verdade. Um coiote era quase terreno neutro dentro do mundo em que viviam. Então a maior parte dos shifters de grande porte simplesmente ignoravam a sua presença, o que na verdade era um grande erro.

Hiroto podia não ser o maior shifter, nem o mais forte, ou até mesmo o mais rápido. Mas com certeza figurava entre os mais inteligentes e perspicazes. Era bom em se tornar invisível e ler as coisas nas entrelinhas. Escondia-se na sua aparência praticamente comum para não despertar suspeitas e quem quer o olhasse não veria o grande detetive que era. E na verdade era assim que o pequeno coiote preferia. Ele ganhava quando os outros o subestimavam.

E era assim que ele aparentava no momento, tomando a sua bebida em um bar quase dentro do coven vampiro, parecendo completamente focado em si mesmo quando na verdade observava o ambiente procurando o vampiro que estava seguindo há alguns dias.

O vampiro em questão era um dos escravos mais próximos de Ryu, e, depois de Miyavi, era em quem o mestre do coven mais confiava. E como Miyavi estava em uma missão especial, cabia a ele fazer os serviços sujos de Ryu.

– Como andam as coisas Yuzo? – Ouviu o barman e dono do bar perguntar para a figura que se encostava ao balcão. – Faz um bom tempo desde que você esteve aqui da ultima vez.

– Muito trabalho. – Foi à resposta simples. Yuzo não era muito de conversa, praticamente resmungava monossílabos quando alguém lhe perguntava alguma coisa.

– Imagino, afinal desde que Miyavi saiu para esta missão especial na matilha de lobos, você está fazendo trabalho para os dois não? – O outro vampiro perguntou recebendo um quase grunhido de resposta.

– Ah... Vamos lá Yuzo! Todos sabem que Ryu está tramando algo, então você bem que podia adiantar alguma coisa. – Hiroto teve que se segurar para não rir. Vampiros conseguiam ser piores do que um bando de velhas fofoqueiras.

– Não. – Foi o resmungo audível do vampiro que apesar de ter uma inteligência limitada, não era tão idiota assim. Ryu faria picadinho dele se soubesse que andava falando de seus planos por ai.

– Tudo bem, mas está meio obvio quem te a ver com a matilha de lobos, afinal Miyavi está lá não é? – Persistiu com outra pergunta, mas o vampiro nem se deu ao trabalho de responder, se levantando de onde estava, virando as costas e indo embora.

– Não sei por que você ainda insiste Ed. – Um dos outros clientes do bar opinou, fazendo com que Hiroto que estava prestes a se levantar para ir atrás do vampiro, reconsiderasse, continuando sentado. Seus instintos apitaram o fazendo ver que talvez fosse melhor ficar e escutar o que os vampiros iriam falar. Olhou mais uma vez para a porta vendo os grandes ombros do vampiro passarem por ela, indo em direção ao frio da ruela. – Yuzo nunca diz mais do que o necessário.

– Não custa nada tentar não é mesmo? – O dono do bar respondeu com um dar de ombros. – Eu estou cada vez mais curioso para saber o que Ryu está tramando contra os lobos.

– Pelo que ouvi não só contra os lobos não... – O cliente respondeu. – Contra todo o mundo sobrenatural.

– Mas é pretensão demais achar que ele sozinho irá ganhar uma briga com todo mundo sobrenatural. – Riu outro cliente.

– Ele é um cara esperto afinal e duvido que ele esteja nessa luta sozinho. – O dono bar disse. – Homens como ele não entram em furada. Tudo é planejado nos mínimos detalhes e tenho certeza de que ele sabe manipular direitinho outras pessoas para conseguir o que quer. Aposto com qualquer um de vocês que ele tem vários comparsas em setores bem altos do nosso mundo.

– Mas você acha que ele realmente consegue o que quer? – Hiroto observava a conversa interessado.

– Isso eu não sei, mas posso dizer que ele deva estar apostando bem alto para conseguir. – Ed, o dono do bar respondeu. – Miyavi, que todos sabem ser o braço direito de Ryu, já conseguiu entrar em uma das matilhas mais poderosas.

– Dizem que ele encontrou o seu companheiro por lá. – Alguém que Hiroto não conseguiu ver falou. – Nem Ryu pode ir contra isso.

– Se isso for verdade garanto que ele está se aproveitando e muito deste pretenso acasalamento. – Mais alguém opinou. – Com Miyavi dentro, é mais fácil para espionar.

– Verdade. Mas ele não pode estar somente confiando em Miyavi para ganhar esta briga.

– Sabem o que acho? – O homem que havia começado com a conversa disse depois de alguns minutos somente ouvindo o que os companheiros de bebedeira estavam falando. – Acho que Ryu está contando com pegar cada matilha, coven ou orgulho¹ separados, antes que eles sequer pensem em se juntar. O mundo sobrenatural é quase todo independente. Cada raça se concentra em sua própria e só nos juntamos quando não é possível lutar separados. O nosso grande problema e também a nossa maior fraqueza, é que segregamos demais por raças e todo mundo é orgulhoso e preconceituoso demais para pedir ajuda a um “inimigo”. – Continuou surpreendendo quase todos os presentes, inclusive Hiroto. – E é nisso que Ryu vai apostar. Se eu tivesse que colocar meu dinheiro em uma aposta, diria que a vantagem de Ryu está na desunião do mundo sobrenatural.

O silencio tomou conta do local e Hiroto esperou por alguns momentos antes de se levantar, pagar a conta e sair. Ainda pensava com cuidado nas palavras do homem, reconhecendo ali uma verdade.

Narrador off.

oOo

Tora.

Para mim estava cada vez mais difícil realizar que Saga realmente havia encontrado o seu companheiro e que agora ao precisava mais de mim para cuidar dele. Claro que, hipoteticamente, eu sabia que isso iria acontecer um dia, mas ainda sim este dia parecia estar tão distante que havia me pegado completamente desprevenido que houvesse chegado tão cedo.

Eu sentia uma falta absurda de Saga e ainda não havia se passado nem dois dias desde a reunião no coven. E eu já estava considerando seriamente a opção de sair da matilha. Felinos nem mesmo necessitavam de uma companhia constante como os lobos e antes de encontrar o Saga ferido e precisando de ajuda, eu vivia sozinho e não via nenhum problema particular nisso.

– Tora! – Um dos lobos guerreiros que fazia a segurança na casa do Alpha me chamou, fazendo com que momentaneamente eu me esquecesse de meus pensamentos. – Reita pediu para que você fosse até a casa do Alpha.

– Você sabe o que ele quer? – Perguntei enquanto caminhávamos juntos até a casa principal.

– Ele não disse, só pediu para que eu viesse buscá-lo. – Deu de ombros. Confesso que estava muito intrigado com a chamada. Reita normalmente só me chamava até a casa principal quando precisava de mim para alguma missão.

– Eu soube que Saga encontrou seu companheiro. – O lobo ao meu lado comentou.

– Sim, no coven. – Admiti e ele sorriu.

– Ele foi realmente sortudo por encontrar o seu companheiro destinado. – Falou. – Muitos passam a vida inteira procurando sem sucesso. – Continuou. – Fico realmente feliz pelo baixinho, só é uma pena que agora ele irá morar longe.

– Sim, é realmente uma pena. – Concordei com um murmúrio. Terminamos o restante do caminho sem falar nada e suspirei aliviado quando avistei a porta.

Reita estava no escritório junto com o pai e ambos sustentavam expressões sombrias, o que imediatamente, me deixou em alerta.

– Aconteceu alguma coisa? – Perguntei assim que nos encontramos sozinhos.

– Ainda não, mas achamos que logo deva acontecer. – Reita me respondeu se sentando e indicando uma cadeira para que eu fizesse o mesmo.

– Como assim? – Perguntei.

– Temos indicações de Ryu está prestes a atacar um orgulho de leões. – Reita respondeu.

– Indicações? – Ergui uma sobrancelha com cinismo.

– Não é só Ryu que tem seus contatos. – Alpha disse;

– E foi um de seus contatos quem deu essa informação? – Perguntei um pouco surpreso que em tão pouco tempo já tivessem pessoas pedindo ajuda.

– Um grande amigo de meu pai, que por acaso é o líder do orgulho, ligou dizendo estar desconfiado de que estava sendo espionado. – Reita explicou. – Isso foi antes de nossa reunião.

– E... – Dei indicação para que ele continuasse.

– Bom, ontem tivemos a noticias de que houve uma briga interna, onde um de seus sobrinhos havia lhe desafiado pela posição de líder e depois disso nada. – Reita continuou dizendo. – Estávamos um pouco preocupados, mas achamos que não havia ocorrido nada de ruim.

– Até que um dos nossos contatos, na verdade um detetive que Aoi conheceu quando estava fazendo a investigação da matilha Watanabe, me ligou mais cedo dizendo que ouviu uma teoria muito interessante em um bar ontem à noite. – Reita explicou.

– Que teoria?

– Que Ryu se aproveitaria de nosso orgulho e incapacidade de pedir ajuda ao próximo. – Falou. – Ele iria nos atacar em silencio, aproveitando-se do fato de que a maioria dos shifters tem alguma animosidade entre si e por isso relutam em pedir ajuda a um inimigo.

– Vocês estão supondo que ele vai começara atacando o orgulho. – Deduzi e Reita balançou a cabeça concordando. – Porque com leões?

– Felinos costumam ser mais solitários só confiando em pessoas muito próximas. – Reita explicou parecendo meio sem jeito, talvez por estar falando com um felino. – Sinto que Ryu está contando de que eles tentarão lutar sozinhos.

– Mas e o desafio pela liderança? – Perguntei. – Talvez o leão líder tenha perdido para o sobrinho.

– Muito pouco provável que isso aconteça. – O alpha disse. – Tenho a sensação que esta briga foi calculada para deixar o orgulho vulnerável a uma invasão.

– Vocês querem que eu vá até lá? – Mais afirmei do que perguntei.

– Será mais fácil para que, se o orgulho realmente foi tomado, um dos leões confie em outro felino do que em um lobo. – Reita disse. – Você irá principalmente sondar o local e ver o que está ocorrendo.

– E se o orgulho realmente estiver tomado? – Perguntei. – Se eu entrar, não irão me deixar sair, então não poderei avisar nada a vocês.

– Eu não vou te mandar lá sozinho Tora. – Reita disse me olhando como se eu tivesse louco só em pensar na possibilidade que ele me mandaria sozinho para lá. – Você é da matilha, e eu não deixo ninguém da minha família desprotegido. – Me aqueceu um pouco por ele pensar que eu era da família. – Você só entrará sozinho porque leões não ficariam a vontade com um lobo, mas uma parte de nossos guerreiros irá contigo e ficarão escondidos na floresta. Se você demorar muito para sair e não entrar em contato conosco, eles irão entrar.

– Tudo bem, mas como vamos coordenar isso? – Me inclinei na cadeira enquanto escutava o que o outro planejava. Decidi naquele momento que não iria embora enquanto não saíssemos dessa enrascada.

Tora off.

oOo

Kyoshi on.

Eu estava furioso! Alias, mais do que isso, possesso de raiva.

– Incompetentes! Quero o meu irmão de volta e quero o mais rápido possível, estão me ouvindo? – Gritei com os pretensos seguranças que deveriam vigiar o meu irmão, mas que haviam falhado na única tarefa que tinham. – Se eu não encontrar o Nao logo, vocês irão sofrer as consequências e vou logo avisando que elas não serão nada boas. – Tive o prazer de ver cada homem presente tremer. Eles sabiam que não deveriam mexer comigo, não deveriam me deixar irritado.

Dispensei todos com um simples acenar de cabeça, me sentando e tentando controlar a minha raiva. Nao era meu! Ninguém poderia tê-lo alem de mim. Minhas mãos se fecharam na madeira da mesa enquanto eu pensava em quem poderia estar com meu irmão.

De repente imagens de Nao sendo acariciado, beijado e acarinhado por outras mãos invadiram o meu cérebro, fazendo com que eu trincasse os dentes com força e a meus dedos, agora transformados em garras, escavarem a madeira da escrivaninha enquanto minha raiva chegava ao seu limite. Com um movimento joguei cada objeto que podia alcançar contra a parede, quebrando os moveis e adereços da sala.

Quem quer que tenha tomado o meu irmão de mim iria pagara caro. Ninguém tocaria no que é meu, sem sofrer graves consequências depois. Me acalmei um pouco quando evoquei a imagem de Nao amarrado para o meu prazer.

– Você irá se arrepender amargamente por ter fugido de mim irmãozinho, porque irei te encontrar e quando encontrar irei te ensinar uma lição que você não irá esquecer. – Falei para mim mesmo, esquecendo-me do ataque, alias nem me importando com a bagunça. Estava quase feliz enquanto planejava todos os detalhes do castigo do meu querido irmãozinho.

Kyoshi off.

oOo

Nao on.

Senti a presença de meu companheiro antes mesmo que ele chegasse à porta do quarto que eles haviam reservado para que eu pintasse.

– Eu juro que logo irei descer Miyvs, só preciso terminar este detalhe e... – Comecei a explicar assim que ele entrou, mas sua voz me interrompeu.

– Eu sei que você ama pintar amor, e definitivamente sei que eu amo ver o sorriso em seu rosto quando está aqui, mas você precisa comer também. – Apesar de ser uma bronca sua voz saiu suave. – Namorar um pouquinho também não seria de todo mal. – Se aproximou por trás me envolvendo em seus braços depositando um beijo em minha nuca. Gemi inconscientemente.

– Sei que você só está interessado na parte do namoro. – Tentei parecer chateado, mas seus beijos em meu pescoço, e a pequena mordida em uma de minhas marcas de acasalamento fizeram com que minha voz falhasse miseravelmente no final, denunciando o meu desejo.

Eu estava cada vez mais maravilhado com meu acasalamento. Miyavi e Kai eram companheiros simplesmente perfeitos para mim. Só a presença dos dois me acalmava e ao mesmo tempo colocava fogo em minhas veias.

– Estou interessado em te ver saudável. – Me virou de frente para si, sorrindo quando de uma boa olhada para meu rosto que devia estar mostrando todos os sinais de minha excitação. E é claro que seu olfato super apurado também ajudava. – E sexo é uma atividade muuuito saudável. – Deu ênfase no muito enquanto se abaixava para beijar meu rosto.

– Muito saudável. – Ecoei sua fala, enlaçando o seu pescoço com meus braços. Ficando na ponta dos pés para oferecer meus lábios a sua vontade. Gemi um pouco quando fui erguido e colocado sentado em cima da mesa onde minutos antes estava trabalhando. Meus pés como que por vontade própria foram se acomodar em volta de sua cintura.

Apesar de estarmos acasalados há pouco tempo, o que significa que estávamos ligados e excitados a maior parte do dia, os últimos acontecimentos haviam pesado e na maior parte das vezes somente nos aconchegávamos para dormir.

As mãos de Miyavi foram para dentro da minha blusa, acariciando e marcando minha pele com um rastro de fogo e calor. Meu membro já estava dolorido no confinamento das calças e cuecas e tudo no que eu poderia pensar era em como me sentiria ao sentir suas mãos me acariciando. Gemi em sua boca, deixando que minhas mãos escorregassem de seu pescoço para suas costas, arranhando sobre a camisa e desejando que estivéssemos nus.

– Não acredito que vocês começaram sem mim. – Nos soltamos um do outro, virando para a porta ao mesmo tempo. Kai estava parado com os braços cruzados sustentando uma expressão falsamente aborrecida. Seus olhos brilhavam de desejo contido.

– Desculpe amor... Não consegui resistir ao nosso inocente companheiro. – Miyavi respondeu, me puxando para perto novamente, dessa vez me mantendo virado para Kai de costas para ele. Não demorou e senti seus lábios em meu pescoço enquanto suas mãos passeavam por meu tronco. Um gemido baixo escapou de meus lábios e vi os olhos de Kai escurecerem. Com dois passos largos, ele estava a poucos centímetros de mim, tomando meus lábios em um beijo intenso e cheio de um desejo ardente que aqueceu meu sangue de uma forma que só os dois sabiam como.

De repente eu não tinha mais controle do meu corpo, das minhas ações... nada. Mal percebi quando começaram a retirar a minha roupa, a única coisa que me preocupava era sentir. Sentir os lábios de Kai sob os meus e os lábios de Miyavi sobre cada pedaço de pele exposta que ele podia alcançar. Sentir as mãos de ambos me tocarem por todo o lado. Sentir-me amado de uma forma que nunca havia sido me permitida.

Em uma nevoa de luxuria vi ambos se afastarem de mim, trocando um beijo intenso entre sim enquanto retiravam as próprias roupas com a pressa latente que os amantes têm para conseguir um ao outro nu. Quando estávamos livres das roupas incomodas, eles se aproximaram de novo de mim, me mantendo aquecido.

– Eu acho que tenho uma promessa a pagar não? – A voz de Miyavi rouca invadiu meus ouvidos, fazendo com que um arrepio passasse por todo o meu corpo. Eu sabia bem sobre o que ele estava falando e na verdade estava esperando desde a ultima vez em que tocamos no assunto: Ter Miyavi dentro de mim, assim como tive Kai. Gemi só em pensar na possibilidade. – Vejo que se lembrou bem do que prometi não é lobinho? – Perguntou em meu ouvido, uma de suas mãos indo parar em meu membro, me fazendo gemer mais alto enquanto ele me acariciava com vagareza calculada. Remexi os quadris, incapaz de me manter parado enquanto era acariciado, ganhando uma mordida leve por isso. – Shh... Se você se manter quietinho, logo te darei o que quer. – Prometeu com voz baixa. – Kai venha aqui. – Chamou, fazendo com que Kai imediatamente se colocasse a sua frente. Miyavi inclinou-se pegando nosso companheiro pelos cabelos, o beijando firme e de forma quase selvagem. Kai gemeu também levando suas mãos imediatamente até o pescoço de Miyavi o abraçando forte. Gemi, espalmando minha ereção que já estava mais do que dolorida somente com a visão dos dois se beijando. Para mim, aquilo era um show a parte e só a imagem dos dois daquela forma já poderia me fazer gozar sem nenhum esforço.

Eles ainda se beijaram por alguns minutos antes que Miyavi terminasse o beijo.

– Nao venha aqui. – Me chamou dessa vez, e meus pés se moveram sem que eu precisasse sequer pensar sobre isso. Fui puxado para o meio dos dois novamente, beijado e acariciado até que somente lamurias e gemidos saiam de meus lábios. Senti-me ser erguido e depositado novamente em minha mesa de trabalho. – Vire-se em suas mãos e joelhos. – Obedeci me sentindo exposto, mas ao mesmo tempo excitado com aquela posição. – Tão lindo.... – Kai observou e eu estremeci de prazer. Senti um par de mãos afastarem as bochechas de minha bunda e logo um cainho úmido era deixado em minha entrada. Gemi alto quando as caricias, beijos e lambidas passaram a ser mais intensas. Logo um dedo acompanhou a língua que ainda me acariciava rodeando minha entrada, me abrindo para a invasão que logo se seguiria. Gemi com a leve sensação de ardência quando um segundo dedo seguiu o primeiro, mas logo fui distraído, pois parado á minha frente estava Kai, seu membro bem ao meu alcance. Lambi meus lábios uma vez antes de abrir a boca e deixar que ele se afundasse ali. O gosto de meu companheiro era o melhor do mundo para mim e logo o meu desconforto pela penetração foi esquecido diante da sensação magnifica de tê-lo em minha boca. Lambi, chupei aproveitando-me cada vez mais de minha “árdua tarefa”.

– Pronto para mim Nao? – Ouvi Miyavi perguntar e fiz o meu melhor para responder sem parar de chupara Kai para isso. Felizmente ele entendeu, pois logo, algo maior e mais grosso pressionava minha entrada.

Redobrei meu emprenho em chupar Kai, gemendo na medida em que Miyavi entrava em mim. Era sublime, melhor do que eu havia imaginado. Meu lobo estava subjugado diante de tanto prazer. Miyavi grunhiu e Kai gemeu me deixando cada vez mais satisfeito ao saber que eu estava fazendo os meus homens felizes.

Nossos movimentos foram ficando cada vez mais sincronizados e rápidos, buscando o prazer mutuo acima de tudo. Gemi quando Miyavi acertou minha próstata com uma estocada, mexendo os quadris querendo aquele prazer todo de novo. Grunhi ao perceber que meu orgasmo se aproximava, parecia tão cedo e ao mesmo tempo tão necessário.

– Venha para mim companheiro. – Miyavi sussurrou e eu choraminguei. O membro de Kai engrossou em minha boca e eu gemi chupando com mais força amando o gemido que arranquei de meu companheiro. – Gozem para mim. Os dois. – Miyavi ordenou e então eu não precisava de mais nada, meu corpo escolheu sozinho seguir a ordem de meu companheiro. Senti a liberação de Kai em minha boca, pouco antes do meu orgasmo bater com força total. Ainda tive tempo de sentir que Miyavi também chegava ao seu ápice, antes de ser tragado pela escuridão bem vinda do prazer de meu orgasmo.


oOo


Notas finais
¹ Orgulho seria a mesma coisa que Matilha só que de leões. (Não sei se existe uma palavra para coletivo de leões, então resolvi deixar orgulho porque era assim que denominavam uma família de leões em um livro que Li ok?)
Gostaram do lemon? Esperem que no próximo tem mais.
Reviews?