Notas iniciais
Mais uma vez demorei seculos para atualizar... Mas depois de muito trabalho e bater a cabeça consegui completar o chapie.
Nesse outro casal irá se encontrar, então espero que gostem.
Beijos e Boa Leitura ♥

Seventeen

Reita on.

Os dias se sucederam rapidamente e quando dei por mim já havia chegado o dia em que eu teria de visitar o coven de Takashima com a comissão de reconhecimento.

Obviamente eu estava nervoso, afinal este movimento era muito arriscado, mas por outro lado não nos restava muitas opções além dessa. Ryu estava com todas as probabilidades a seu favor.

- Você está preocupado. – Senti os braços de meu companheiro envolverem a minha cintura e seu rosto se apoiando em minhas costas.

- Eu não posso evitar. – Respondi com um suspiro. – A segurança dessa matilha está dependendo de mim. – Me virei em seus braços de forma que ficássemos de frente um para o outro, assim pude abraça-lo e sentir o seu cheiro que sempre tinha o poder de me acalmar. – Você está em risco e eu não sobreviveria caso falhasse e te perdesse no processo. – Só a possibilidade de que ele se machucasse de alguma forma, fazia com que meu sangue gelasse.

- Vai dar tudo certo Rei-chan. Eu confio que você com a ajuda de nossos amigos vão conseguir resolver as coisas. – Se levantou nas pontas dos pés para depositar um beijo em meus lábios. – Mas eu não gosto de ver esse olhar preocupado.

- Eu realmente espero que tudo corra bem. – O apertei ainda mais contra mim.

- E então como funciona esse negocio de comissão de reconhecimento? – Ele me perguntou alguns minutos depois.

- Basicamente é uma revista no coven de Takashima. Em um primeiro momento eu entrarei sozinho e ai teremos uma conversa informal. – Como se todo aquele protocolo e burocracia pudesse ser considerado informal. – Depois minhas testemunhas entrarão e dessa vez teremos uma conversa formal onde explicarei o porquê de pedir uma comissão de reconhecimento. Depois ele irá apresentar sua defesa. E por ultimo iremos dar uma volta pelo coven.

- Isso tudo? – Ele arregalou os olhos ao imaginar como a cerimonia seria e eu não pude me impedir de sorrir.

- Nós iremos fazer isso tudo, pelo menos até a hora que as testemunhas entrarem. Mas só até que na sala só haja pessoas de confiança e mesmo assim só pela possibilidade de algum espião estar espiando e contar para o Ryu. – Expliquei.

Para uma comissão de reconhecimento ser valida precisamos de representantes do conselho. Por isso escolhemos a dedo somente pessoas que poderiam ser de alguma ajuda para derrotar Ryu. Tudo seria completamente camuflado e seguro e no final poderíamos sair dali com aliados valiosos, mas para isso a farsa e o teatro teria que se sustentar.

- Quem vai conosco? – A essa altura já estávamos descendo as escadas.

- Da matilha irão alguns guerreiros em quem confio. Tora, Saga, Aoi e Miyavi com seus companheiros. – Finalizei continuando andando, mas ele segurou minha mão ostentando um olhar preocupado.

- Mas o Nao ainda está sendo procurado pelo irmão. Não será muito arriscado leva-lo conosco? – Ele parecia bastante aflito e eu não pude deixar de me orgulhar ao ver o quanto apesar de todas as coisas ele ainda conservava um coração generoso e preocupado com o bem estar dos outros.

- Mais arriscado seria deixa-lo sozinho aqui. Kyoshi pode ser meio estupido e metido, mas não é burro. Quando souber que não estaremos aqui é bem capaz de mandar procurarem o Nao na casa de Kai e se encontra-lo eu temo o que irá fazer.

- Mas como eles farão para tirá-lo da casa sem denunciar o seu paradeiro para Kyoshi? – Ainda estava parado no mesmo lugar.

- Nao está com o cheiro diferente por estar acasalado, não vai ser difícil escondê-lo no carro. – Puxei suas mãos fazendo com que ele se movesse. – Só teremos que ter cuidado para que ninguém do coven o reconheça.

- E porque os vampiros saberiam a identidade do Nao? – Franziu o cenho, mas logo compreensão iluminou seu rosto. – Você acha que Kyoshi tem alguma coisa a ver com Ryu?

- Eu não tenho certeza, mas não quero arriscar. – Falei. As atitudes de Kyoshi eram muito suspeitas. Ele vivia mais como um lobo solitário e não se misturava muito com os outros lobos. Fazia uma oposição velada a meu pai, mas parecia covarde demais para tentar algo direto. Seus olhos eram frios e insensíveis e davam a impressão de crueldade. Eu não podia de deixar de sentir que havia falhado com Nao ao não perceber o que estava acontecendo em minha própria matilha e sabia que meu pai carregava o mesmo sentimento.

Mesmo agora eu podia ver que havia alguma coisa errada. Já faziam dias que Nao havia sumido e mesmo assim ele não havia comunicado nada a meu pai. Suas buscas eram feitas com intensidade, mas só eram feitas por seus capangas.

Com um suspiro o puxei para o carro. Teríamos de lidar com um problema de cada vez, Kyoshi teria que esperar outra hora.

Reita off.

R♥♥R

Saga on.

Eu estava quase eufórico. Minha primeira missão de reconhecimento e eu estava super orgulhoso pelo Reita ter me achado digno o suficiente para acompanha-lo.

- Dá para parar de pular? – Revirei os olhos ao ouvir o tom mal-humorado de meu amigo. Tora é muito especial, mas até que as pessoas conseguissem passar por cima de seu temperamento ele as colocava para correr. Mas acho que ele só se acostumou a ser solitário e por isso não sabe muito bem como agir em torno de outras pessoas.

- Deixa de ser aborrecido! – Falei para ele com minha melhor expressão de aborrecimento. – Eu só estou feliz.

- Feliz em se meter em perigo? – Eu sei que ele queria se certificar de que eu sempre estivesse seguro.

Desde que nos conhecemos, desde que ele salvou a minha vida, Tora foi igual a um irmão mais velho para mim. A família que eu queria ter tido. Ele cuida do meu bem estar e faz de tudo para me ver feliz e eu realmente gosto disso. O que me aborrece é o fato de que às vezes eu me sinto como uma criança que precisa de supervisão o tempo inteiro.

Tudo bem que eu sou meio desastrado, hiperativo e que falo demais, mas... Eu sou um homem! Custa me dar um pouco de credito? Posso ser meio inconsequente, mas não sou burro, não vou me meter em encrenca.

- Não Tora, eu estou feliz porque sinto que estou retribuindo a ajuda que recebi. – Eu não sei bem o que me deu para responder daquela forma, mas eu já estava cansado de ser tratado como se fosse uma criança. – Será que é muito difícil para você me tratar pelo menos uma vez como um adulto e não como uma criança de cinco anos de idade? – Tora arregalou os olhos por um momento parecendo meio chocado com minha resposta atravessada, afinal eu nuca havia falado com ele dessa forma. Mas logo sua expressão suavizou-se ele passou a mão pelos meus cabelos.

- Me desculpe baixinho... Eu às vezes me esqueço de que você pode ser virar sozinho, mas não é por mal. – Fechei os olhos minha irritação completamente esquecida ao ouvir o seu pedido de desculpas. – Você é meu amigo Saga e meu primeiro instinto é te proteger, mas isso não quer dizer que te acho incapaz.

- Tudo bem Tora, mas eu não posso evitar me sentir como uma criança que precisa ser cuidada às vezes. – Respondi, ele abriu a boca para falar alguma coisa, mas Reita chegou e o assunto morreu para dar espaço a coisas mais importantes no momento.

Respirei fundo tentando prestar atenção, mas minha mente estava às voltas com a conversa com Tora. Mesmo que ele não demonstrasse, eu sei que sua vida se resumia em cuidar de mim como irmão mais velho. Mas como ele iria reagir quando eu encontrasse meu companheiro?

Essa era uma pergunta que só o tempo poderia responder.

Saga off.

~O~

Shou on.

O coven estava em polvorosa com a iminente chegada do comitê de reconhecimento. A maioria dos vampiros estava apreensiva, afinal o nosso coven é relativamente pequeno e no final das contas ninguem no mundo sobrenatural queria ter a matilha Suzuki como possível inimigo.

- Está tudo preparado? – Uruha me perguntou. Ele andava um pouco mal-humorado, mas isso se devia ao fato de ter passado a noite longe de seu companheiro.

- Sim, agora só falta seus convidados de honra chegarem. – Dei de ombros não totalmente confortável com aquele teatro. Claro que entendia, mas me causava certo mal estar não poder confiar plenamente nos membros do coven.

- Eu quero sua opinião sincera Shou... Você acha que isso irá dar certo? – ele me perguntou antes de se sentar em sua mesa. Seu semblante mostrava toda a sua preocupação.

- Sinceramente? Eu não estou cem por cento certo, mas concordo com o lobo que nós não temos alternativas aqui. Precisamos de aliados, mas temos que desconfiar de todos. Essa realmente parece ser a melhor alternativa. – Respondi e ele balançou a cabeça concordando.

- Então parece que teremos um teatro e tanto aqui... Só espero que tudo dê certo e que consigamos pelo menos algum aliado.

- Eu também espero. – E esperava mesmo. Nossas vidas haviam se tornado uma bagunça total desde que tudo aquilo havia começado. É claro que algumas coisas boas aconteceram como Uruha ter encontrado o seu afilhado e também seu companheiro. Mas as coisas ruins também aconteceram tão depressa que tiveram a capacidade de me deixar tonto.

~O~

Logo a casa principal do coven estava cheia de pessoas. Algumas eram do nosso próprio coven que haviam sido convidadas como parte do protocolo a ser seguido pela comissão de reconhecimento, mas a maioria vinha da matilha de lobos Suzuki e também alguns membros do conselho e alphas de matilhas menores.

Eu circulei por um momento tentando encontrar alguem com alguma atitude suspeita. Reita e Uruha haviam entrado para o escritório cumprindo a primeira parte do plano. De onde estava eu podia ver o lobo negro, companheiro de Uruha encostado na parede com cara de poucos amigos. Ao lado dele estavam alguns guardas protegendo o companheiro do filho do Alpha que estava com um garoto bochechudo que eu não conhecia.

- Tora! Deixa de ser exagerado, eu só e afastei por um momento! – Ouvi uma voz e instintivamente me virei em sua direção. Vi um homem alto acompanhado por um mais baixo que ostentava um bico de descontentamento. O mais alto não parecia ser um lobo, mas mesmo com o meu olfato mais apurado não consegui distinguir o seu cheiro, mesmo porque o ambiente estava saturado. O homem menor chamou a minha atenção totalmente, desde os seus cabelos loiros, o rosto harmonioso. Meus olhos foram atraídos por sua boca que ainda ostentava um bico que particularmente achei adoravel.

Não percebi que o estava encarando sem piscar até que o homem mais alto olhou diretamente para mim estreitando os olhos como se soubesse que eu estava tendo pensamentos nada castos com seu acompanhante. Encarei por um momento, mas depois desviei o olhar, afinal eles poderiam ser namorados ou algo parecido. Sendo assim continuei o meu caminho, mas não consegui esquecer a imagem daquele homem.

Shou off.

~O~

Saga On.

Tora estava me enervando. Eu não podia dar um passo sem que ele estivesse atrás de mim. Quando perguntei o que estava acontecendo ele apenas disse que seu tigre estava sentindo algum tipo de ansiedade e que ele não queria me perder de vista. Apesar de eu ter revirado os olhos diante da explicação, meu lobo estava estranhamente inquieto e eu pressentia que algo estava para acontecer, mas não conseguia saber exatamente como agir.

- Você está bem Saga? – Ruki me perguntou parecendo preocupado.

- Eu não sei bem... Tem alguma coisa agitando o meu lobo e eu não sei dizer o que é. – Expliquei.

- Será que é alguma coisa grave? – Nao que até agora estava calado perguntou, a voz saindo tão baixa que se fossemos humanos provavelmente não ouviríamos direito. Ele era uma pessoa extremamente tímida, e seus companheiros tinham a esperança de que comigo e com Ruki ele se soltasse um pouco, mas ao invés disso o ambiente e a situação estava deixando todos tensos. A seriedade da coisa deixando a todos com um gosto amargo na boca.

- Eu acho que não. Provavelmente ele só está reagindo a toda a tensão que estamos emanando. – Tentei acreditar na minha própria explicação, mas não obtive muito êxito. Alguma coisa estava me incomodando, mas eu não conseguia distinguir o que era. Eu só esperava que nada de ruim acontecesse.

Saga off.

~~O~~

Tora on

Vasculhei o lugar com o olhar ainda meio desconfortável naquele ambiente onde só haviam lobos e vampiros. Tigres como regra geral são mais solitários do que as outras espécies e talvez por isso eu não conseguisse verdadeiramente me encaixar em lugar algum. Eu me sentia relativamente bem na matilha Suzuki, mas... A sensação de que algo faltava deixava meu peito cada vez mais pesado.

Claro que eu havia feito amigos por lá e isso me deixava feliz e também havia o Saga que é de longe a única pessoa que posso chamar de família por um longo tempo. Meus olhos procuraram o baixinho quase que por vontade própria para certificar-me de que ele estava bem.

Sei que ele odeia quando eu o superprotejo, mas não posso evitar. Ele não é frágil e conscientemente sei que ele pode se defender. Mas isso não significa que irei deixa-lo desprotegido. Eu o amo como irmão e apesar da minha aparente frieza me importo com seus sentimentos e quero que ele esteja feliz mesmo que ele me enlouqueça com sua mania de falar muito e ser hiperativo. Essa é mais uma característica dos tigres que são bem leais a aqueles que conquistam o seu respeito e aprovação.

Saga estava conversando com Nao e com Ruki então suspirei aliviado. Ele poderia ser bastante teimoso e curioso, uma combinação bem perigosa se tratando do baixinho loiro.

Avistei novamente o vampiro loiro que estava observando o Saga mais cedo... Franzi o cenho ao perceber que o vampiro não me era estranho. Só me toquei realmente quem era ao perceber que este se aproximava do Aoi.

Franzi as sobrancelhas. Ele havia olhado para o Saga de um forma muito estranha e eu de repente estava bastante curioso do motivo. Vampiros eram conhecidos em todo reino sobrenatural como criaturas sensuais e eu diria mesquinhas, do tipo pegava o que queria, usava e jogava fora. E se a olhada dele para o meu pequeno amigo mais cedo significava alguma coisa, tenho certeza de que eu não iria gostar nada disso.

Com firmeza me aproximei dos dois tentando parecer o menos intimidador possível, mas acho que falhei, pois Aoi me deu uma olhada estranha enquanto o vampiro permanecia com uma expressão impassível.

- Aconteceu alguma coisa Tora? – Aoi perguntou assim que cheguei perto o suficiente.

- Não, meu tigre só está um pouco tenso. – Respondi olhando para o vampiro com que eu esperava parecer curiosidade.

- Entendo, mas acho que todos na sala estão se sentindo tensos. – Aoi me respondeu. Depois de um momento pareceu se tocar que ainda não havia me apresentado para o seu amigo. – Desculpem, acho que estou mesmo muito nervoso, nem apresentei vocês dois: Tora este é o Shou, amigo e conselheiro de Uruha. – Nos encaramos por um momento. Tentei ler em seu olhar ou em seus gestos, tentando pegar alguma má vibração. Não consegui nada, mas ainda estava desconfiado.

Tora off.

~~O~~

Shou on.

Depois de alguma conversa com Aoi descobri algumas coisas sobre o homem que havia chamado a minha atenção de uma forma que meus olhos o procuravam antes que meu cérebro sequer processasse a ordem. E isso me deixou curioso, sendo assim procurei por Aoi e o perguntei sobre o garoto.

Descobri que seu nome é Sakamoto Takashi, mas que ele preferia ser chamado de Saga. Descobri também que o homem que eu havia visto ao lado dele, não era seu namorado e sim seu amigo super protetor. Só essa informação já me deu bastante alivio, afinal está bem claro que o garoto me interessou. Só desconfiei um pouco quando o tigre resolveu se aproximar, de alguma forma senti que estava sendo sondado.

Balancei a cabeça tentando não ficar encarando o Saga, mesmo que meus olhos teimassem em lhe procurar. Ali não era o lugar para que eu flertasse com alguem. Eu poderia buscar alguma paciência ate mesmo para não assustar o garoto. Olhei para a porta do escritório do Uruha, ele e Reita estavam ali há bastante tempo.

- Acho que eu preciso de um pouco de ar... – Falei para Aoi que ainda estava ao meu lado quase nunca desviando os olhos da porta. Ele estava sofrendo bastante por ter que ficar distante do Uru quando este obviamente precisava dele perto.

- Se meu lobo estivesse disposto a ficar mais distante do Uru, eu faria a mesma coisa. O ar daqui não pode ficar mais saturado do que já está. – Concordei me dirigindo para o lado de fora.

Respirei um pouco assim que atingi o jardim. O ar ali infinitamente mais limpo do que do lado de dentro. Fechei os olhos aproveitando um pouco mais da sensação de frescor até que o melhor cheiro que já senti em minha vida bateu sobre mim e antes que eu pudesse impedir, minhas presas desceram.

Virei-me para direção do cheiro e quase cai para trás ao reconhecer o pequeno lobo que havia chamado tanto a minha atenção.

Shou off

~~O~~

Saga on.

Kami! Meu companheiro! Eu havia encontrado meu companheiro. Meu lobo saltou exigindo que eu desse um passo para mais perto do meu companheiro. Quando percebi já havia dado este passo... E mais outro... E outro... Até que me joguei com tudo em cima de meu companheiro sexy. A ultima coisa que consegui sentir foram seus lábios nos meus, seus braços em volta de mim. Gemi ao sentir o beijo se tornar cada vez mais necessitado e mais apaixonado. Quando o beijo terminou pela falta de ar, senti meu rosto esquentar ao perceber o que havia feito.

- Céus eu não acredito que fiz isso! – Falei. – Me desculpe por te atacar dessa forma, mas eu juro que não consegui me parar. Você cheira tão gostoso e... – Eu sei que estava divagando, mas isso acontecia sempre que eu estava nervoso e era quase impossível de parar. -.... Meu lobo exigiu que estivesse mais perto e... – Me surpreendi ao sentir os seus lábios nos meus novamente e quase engasguei com a torrente de palavras que ainda queriam sair, mas foi só ele me abraçar novamente que as palavras sumiram e meu cérebro virou mingau.

- Vá com calma lobinho.... Se não eu não consigo te compreender direito. – Pediu o que obviamente fez com que eu ficasse com ainda mais vergonha.

- Desculpe-me, mas quando começo, não consigo parar e... – Fui calado novamente por seus lábios nos meus, dessa vez só selinho.

- Não precisa se desculpar por isso, além do mais eu sei o jeito certo de te calar quando você começar a divagar. – Sorriu e eu me perdi por um momento. Ele era tão lindo que me custava para acreditar que era realmente o meu companheiro para a vida inteira. Me coloquei na ponta dos pés e o beijei novamente, incapaz de resistir a seus lábios que eram tão macios e gostosos. Ele gemeu abafado e seus braços foram em minha volta me erguendo levemente. Meu lobo ganiu em aprovação, meu corpo sendo tomado pelo calor. Foi minha vez de gemer. Meu lobo queria reivindicar e queria naquele momento.

- O que está acontecendo aqui? – Agora não, por favor, que não seja comigo... Rezei internamente, mas a voz de meu amigo era inconfundível. Só uma coisa passou pela minha cabeça enquanto o meu companheiro me soltava devagar e segurava minha mão. Eu iria matar o Tora.

Notas finais
E ai mereço reviews?