Quem Tem Medo do Lobo Mau?
18 Eighteen
Notas iniciais
Espero que alguém ainda leia!
Boa Leitura ♥
Eighteen
Saga on.
O meu primeiro pensamento foi: Eu vou matar o Tora! E por isso me virei com toda a disposição de fazer exatamente isso.
- O que você acha que está acontecendo? – Perguntei sarcástico tendo o prazer de vê-lo arregalar os olhos surpreso com minha resposta atravessada.
- Eu sabia que não deveria ter te deixado sozinho! – Ele logo se recuperou da surpresa, demonstrando alguma coisa bem perto da raiva enquanto se aproximava e segurava o meu braço.
- Qual é Tora! Eu não sou nenhuma criancinha que precisa de supervisão! – Comecei a reclamar, mas um rosnado baixo vindo do homem atrás de mim me fez parar. Olhei para o meu companheiro que tinha uma expressão raivosa no rosto. Suas presas haviam descido e seus olhos brilhavam com uma intensidade que me deixou arrepiado.
- Se você quer se manter inteiro acho melhor soltar o meu companheiro, antes que eu arranque seu braço fora. – Meu corpo que já estava arrepiado, se arrepiou ainda mais ao ouvir o tom de sua voz que parecia ficar mais profunda quando ele estava com raiva.
- Companheiros? ! – Acho que essa foi à única palavra que se ficou a cabeça de meu amigo que olhava de um para o outro parecendo estar em completo choque.
- Sim companheiros. – Afirmei, não podendo impedir que um sorriso adornasse meus lábios apenas em pensar na palavra.
- Isso é... Repentino. – Falou bobamente como se ainda fosse difícil para que ele acreditasse que era mesmo verdade.
- Vejo que vocês precisam conversar. – Ouvi meu companheiro dizer, antes de se virar para mim, fazendo um leve carinho em meu rosto. – Eu deixar você conversar com seu amigo, mas não estarei longe ok?
Assenti com a cabeça tentando controlar meu lobo que rosnou quando o meu companheiro se afastou.
- Isso de companheiros é realmente verdade? – Tora perguntou assim que nos encontramos sozinhos.
- Claro que é! Ou você acha que eu brincaria com uma coisa como essa? – Perguntei.
- Claro que não... Mas... – Respirou fundo, parecendo estar procurando palavras. – Eu só não esperava isso Saga.
- Sabíamos que isso iria acontecer um dia, Tora. Mais do que isso, todos os shifters rezam para que esse dia chegue. – Falei. – É o acontecimento que mais esperamos desde que temos idade o suficiente para entender o que significa.
- Eu sei. – Me olhou com uma expressão resignada e talvez um pouco triste. – Desculpe pela minha reação, não queria te envergonhar... Acho que só fiquei surpreso. – Explicou. – Estou realmente muito feliz por você baixinho. – Passou a mão em meus cabelos. – Só... Certifique-se de que ele cuide de você ok? E se precisar de qualquer coisa...
- Tora, não é como se não fossemos nos ver nunca mais. – Protestei quando percebi que ele estava agindo como se fosse uma despedida. – Eu ainda nem sei como vai funcionar o meu acasalamento. – Admiti meio envergonhado. A ultima coisa que havia me passado pela cabeça era os detalhes práticos, como: Iriamos morar juntos? Se sim, onde moraríamos, no coven ou na matilha? Tremi enquanto mais e mais perguntas enchiam minha mente.
- Saga! Não comece a surtar ou sofrer por antecipação. – Tora segurava os meus ombros. Pelo jeito meus pensamentos estavam transparecendo em meu rosto. – É melhor conversar com seu companheiro antes de começar a imaginar coisas, certo? – Me puxou para um abraço. – Me prometa que irá ficar bem.
- Eu prometo. – Minha voz estava tremula quando respondi. Senti o cheiro do meu companheiro e meu lobo ganiu.
- Está tudo bem? – Ouvi a voz dele e meu lobo imediatamente se acalmou um pouco.
- Está sim. – Tora respondeu antes que eu pudesse. – Saga, será que você poderia me deixar falar com seu companheiro? – Gelei um pouco com esse pedido.
- Você já está falando com ele. – Falei estreitando os olhos.
- Você entendeu baixinho. – Tora sorriu. – Eu prometo que não farei nada, se é isso que te preocupa. Eu só quero conversar.
- Tudo bem meu lobinho. – Meu companheiro também sorriu. – Porque você não volta para o lado de seus amigos? Logo estarei lá com você.
Olhei desconfiado para os dois, mas vi que independente da minha vontade, eles teriam que conversar uma hora e quanto mais cedo melhor.
A contragosto voltei para o lado de dentro olhando algumas vezes para trás tentando me certificar de que eles não brigariam, mas como se prevendo o que eu faria, os dois simplesmente me observaram sem fazer nenhum movimento um para o outro até que eu não podia mais vê-los. Com um suspiro, voltei para o lado de Nao e de Takanori.
- Onde você foi Saga? – Taka me perguntou assim que cheguei ao seu lado, fiz um gesto vago ainda olhando para o lado de fora. – Está tudo bem?
- Sim. – Respondi ainda distraído. – Porque pergunta?
- Porque você está mais distraído do que o normal. – Foi Nao que comentou também me olhando com curiosidade. – E porque não para de olhar para o lado de fora.
- Eu estou... – Hesitei por um momento. Eu estava super eufórico e morrendo de vontade de falar para os meus novos amigos que havia encontrado o meu companheiro. Mas mesmo assim o clima não estava exatamente propicio para isso. – Tudo bem... Eu acabei de encontrar meu companheiro. – As palavras escaparam da minha boca antes até que meu cérebro registrasse. Imediatamente fui envolvido por um abraço.
- Mas isso é maravilhoso Saga! Quem é o felizardo? – Ruki perguntou ainda com os braços a minha volta.
- Eu meio que não estava preocupado em perguntar o seu nome. –Admiti envergonhado. Eu nem sequer consegui me lembrar do meu nome quando o encontrei, e sinceramente meu lobo não estava se atendo a detalhes. Tudo o que ele queria era o seu companheiro.
- Eu entendo bem como é isso. – Nao falou timidamente. – Quando senti o cheiro dos meus companheiros tudo o que menos me importava eram seus nomes.
- Mas porque ele não esta aqui? – Taka me perguntou. – Quero dizer, pelo que Rei-chan me falou vocês não conseguem ficar muito tempo longe um do outro, ainda mais quando acabam de se encontrar.
- Eu sei, mas... O Tora acabou nos encontrando juntos e agora eles estão lá fora conversando. – Falei nervoso.
- Fica calmo Saga, o Tora nunca iria fazer nada para te ferir, ainda mais dessa forma, machucando o seu companheiro. – Takanori me acalmou.
- Eu realmente espero que não Taka.
Saga off.
oOo
Tora on.
Observei Saga ir embora a passos lentos e parecendo preocupado. Suspirei ainda surpreso com o quão repentino tudo havia acontecido. É logico que eu sabia conscientemente que esse dia chegaria... Mas saber de uma coisa não significa que estejamos preparados para ela.
Eu não havia mentido para o Saga, pois estava realmente feliz por ele. Mas isso significava que eu estaria mais uma vez sozinho.
- Eu acho que lhe devo um pedido de desculpas. – Pedi primeiramente. – Principalmente pela minha cena de agora há pouco.
- Tudo bem. – Me respondeu. – Você realmente se importa com ele não é?
- Ele é minha única família. – Expliquei. – Então sim, eu me sinto no dever de protegê-lo. Sei que às vezes exagero, mas não posso lutar contra o instinto de proteção do meu tigre.
- Eu entendo. Mas saiba que eu não quero machucá-lo e que a partir do momento em que o reconheci como meu companheiro, ele se tornou a pessoa mais importante da minha vida. – Falou firme.
- Eu realmente espero que isso seja verdade. Quero que o Saga seja feliz, mas saiba de uma coisa. – Me aproximei levemente. – Se você o machucar uma única vez... Eu te caçarei até o inferno se for preciso e quando encontrar... – Deixei a ameaça no ar por um instante.
- Se alguma vez eu o machucar você não precisará me caçar, pois eu mesmo irei ao seu encontro. – Assenti satisfeito que tínhamos nos entendido.
oOo
Voltamos para o lado de dentro bem a tempo de ver que finalmente Reita e Takashima haviam saído da sala, com expressões sombrias e sérias. Finalmente a primeira parte do plano havia sido concretizada.
Fomos chamados para dentro da sala, para a segunda etapa do circo e logo, quando todos que poderiam ajudar já estavam dentro, a porta foi trancada e Reita revelou o real motivo da visita. Enquanto o futuro alpha da matilha Suzuki revelava o que estava acontecendo bem debaixo do nariz do conselho, aproveitei para analisar as expressões das pessoas da sala a procura de alguma atitude suspeita.
A maioria dos shifters sustentavam expressões de choque, surpresa, indignação e raiva. Não vi nada suspeito, mas ainda me mantive em alerta.
- Você tem certeza disso meu rapaz? – Um dos shifters mais velhos que julguei ser um dos conselheiros, perguntou.
- Eu não brincaria com um assunto desses. – Reita respondeu serio. – E nem perderia meu tempo em fazer isso tudo. Nossa comunidade está ameaçada senhores e está mais do que na hora de tomarmos uma atitude.
- Eu posso afirmar que Ryu é um homem perigoso. – Foi à vez de Uruha tomar a palavra. – Ele acredita firmemente que o mundo, shifter e humano, deve se curvar á ele e todos sabem como isso pode ser perigoso. – Olhou para todos na sala, com firmeza. – Sei que posição do conselho é não interferir em como os chefes de matilhas, covens, e orgulhos¹ administram o seu povo, mas o que acontece naquele coven deve ser examinado de mais perto.
- Porque você diz isso? – O mesmo homem perguntou.
- Eu já tive o desprazer de fazer parte do coven de Ryu, então acredito que eu tenha passado tempo suficiente com ele para saber o que se passa por lá. Então acredite quando te digo que quando Ryu quer, ele consegue.
De repente a sala veio abaixo. Todos queriam falar ao mesmo tempo e por isso logo tudo havia virado uma enorme discussão. Mas isso não durou muito tempo, pois logo Reita colocava um fim na bagunça.
- Estamos aqui não para brigar, mas sim para resolver o que fazer, mas não vai funcionar se todos falarem de uma só vez. – Falou alto o suficiente para que todos ouvissem e se calassem. – Se ainda duvidam de minha palavra e da de Takashima, nós temos mais testemunhas do que Ryu pode fazer.
- Não é uma questão de duvidar, mas sim de saber com certeza o que está acontecendo. – Outro conselheiro disse parecendo ser mais ponderado do que o anterior. – Afinal vocês não esperam que nós simplesmente desafiemos um coven que está entre os clãs mais poderosos do mundo sobrenatural. Precisamos sim investigar, mas não podemos aceitar somente a palavra de vocês.
- Sabemos muito bem qual é o tamanho do coven de Ryu e é por isso que armamos tudo isso. Ele está vigiando tanto na matilha Suzuki, quanto no meu coven. Ele está ciente de cada passo que damos e isso está nos colocando em desvantagem. Se nos fosse possível resolver tudo sem que envolvêssemos o conselho ou outras matilhas, faríamos. Mas Ryu tem muitos aliados e tem condições sim de armar uma grande briga. – Uruha disse. – Creio que todos se lembrem do que passamos na ultima grande guerra. Alguém sinceramente acredita que nosso mundo sobreviva a mais uma? – Sussurros foram ouvidos por toda a sala. – Se não o impedirmos agora, isso é exatamente o que vai acontecer.
- Sejamos racionais! – Dessa vez foi uma mulher que falou e pelo cheiro que pude sentir era uma loba, pelo jeito alpha de alguma matilha. – Do que exatamente vocês estão acusando Ryu?
- São tantas as acusações que sinceramente nem sei por onde começar. — Uruha sorriu amargo. – Isso pode começar pelas transgressões mais recentes ou podem começar quando virei um dos preferidos de Ryu. Não vou entrar em detalhes nessa parte até porque não teríamos tempo para a minha historias, mas podemos começar pelo Taka. – Olhei para o outro lado da sala onde Takanori parecia estar uma pilha de nervos. – Ele é humano, ou pelo menos costumava ser.
- Não sentimos cheiro de humano nenhum aqui hoje – Alguem disse, mas eu não consegui distinguir quem.
- Isso porque Ryu está fazendo experiências com humanos. – Dessa vez um murmúrio de choque pode ser ouvido. – Ele quer criar shifters quimicamente em quem não tem estrutura física e nem psicológica para enfrentar as mudanças que enfrentamos quando mudamos.
Um silencio pesado se formou na sala. Usar humanos era totalmente contra regras.
- E não é só essa regra que Ryu está quebrando.
O restante da reunião correu mais tranquila depois do um primeiro momento tenso. A maioria das pessoas presentes se calaram enquanto Uruha explicava o que mais o vampiro mestre estava tramando. Miyavi também se pronunciou dizendo tudo o que estava acontecendo no coven recentemente. Quando todos falaram e não havia mais nada a ser dito, prendi a respiração por um momento esperando a reação dos convidados.
- O que podemos fazer para ajudar? – A mesma loba que havia questionado antes se pronunciou ostentando uma expressão firme. – Como vamos acabar com esse filho da puta?
Tora off.
oOo
Shou on.
Depois da conversa com o tigre, voltei para o lado do meu companheiro o mais rápido que pude. Minha vontade era de pegá-lo e levar para longe dali, para um lugar menos perigoso. Claro que não faria isso, primeiro porque tinha a impressão de que ele não iria a lugar nenhum se isso queria dizer que teria que deixar seus amigos para enfrentar o perigo sozinhos e segundo porque eu também não deixaria o Uru sozinho.
Suspirei cansado. Meus músculos estavam tensos tanto pela tensão do ambiente quanto pela energia sexual reprimida. Ter o meu companheiro tão perto sem poder fazer nada estava acabando comigo. Inspirei profundamente me arrependendo quando o cheiro doce de meu companheiro fez com que meu penis se interessasse. Gemi baixinho quase sem a intenção.
- Está tudo bem? – Meu companheiro perguntou me olhando curioso.
- Sim, só estou meio tenso por causa da energia. – Respondi depois de pigarrear na tentativa de que minha voz se tornasse menos rouca.
- Eu sei como se sente, meu lobo não para de ganir querendo um pouco de ar fresco. – Choramingou um pouco se recostando mais em mim. Engoli outro gemido.
- Só mais um pouco meu lobinho. – Olhei para onde Uruha e Reita estavam. Varias ideias para encurralar Ryu haviam sido dadas, mas a maioria não tinha nenhum curso de ação.
- Sinceramente acho que o melhor curso é agir com cautela. Vamos nos mobilizar, mas deixar Ryu acreditar que estamos desconfiados de Takashima – A voz de Reita se sobressaiu. – Todos aqui devem ter alguem de confiança a quem podem pedir ajuda e por enquanto e assim que vamos agir. A melhor estratégia nesse caso é deixar que Ryu se sinta confiante da vitória o suficiente para tropeçar e quando isso acontecer... Vamos pegar o desgraçado.
- Então a proposta é continuar a enrolar o vampiro enquanto armamos uma emboscada para ele? – Um dos conselheiros perguntou.
- Essa é exatamente a minha proposta. – Reita sorriu. – Nós vamos ganhar essa guerra e vamos conseguir isso nos apoiando em seus erros.
oOo
Finalmente havia acabado. E Graças a Kami havia dado tudo certo.
- Reita tinha razão, essa reunião era a melhor coisa a fazer. – Uruha comentou se sentando em uma das cadeiras da sala. A matilha Suzuki havia ido embora horas atrás para manter as aparências, assim como o restante dos convidados. Mas algumas pessoas não haviam ido embora. Na verdade duas pessoas da matilha Suzuki ainda estavam no coven: Aoi e Saga.
- Vocês conduziram a reunião bem. – Estávamos sozinhos, pois Aoi e Saga haviam saído para correr um pouco depois de toda a tensão que seus lobos haviam passado. – Considerando toda tensão que a sala continha.
- Nunca foi fácil lidar com tantos shifters de uma só vez. Mas o que importa é que saímos dessa reunião com alguns aliados. – Uruha se permitiu o primeiro sorriso do dia. – Agora é levar as coisas com cautela, porque Ryu não pode nem sonhar com o que estamos fazendo.
- Como você vai faze com o Aoi? – Perguntei curioso. – Quero dizer Ryu não vai demorar a descobrir que vocês são companheiros.
- Ao que parece Miyavi já meio que resolveu isso. – Revelou. – Da ultima vez que ele foi dar o seu relatório para Ryu, ele revelou que eu havia encontrado o meu companheiro, mas que ainda estávamos separados.
- Vocês não vão conseguir ficar realmente separados, então como vão fazer para esconder isso dele? – Perguntei novamente curioso.
- Não seria o primeiro caso de companheiros que não se suportam, mas que mesmo assim não conseguem se manter distantes um do outro. – Deu de ombros. – E de qualquer forma não posso me preocupar com isso agora. Se acontecer alguma eventualidade iremos lidar com ela... Quando acontecer. – Seu olhar se tornou curioso e seu sorriso mais malicioso do que o normal e eu soube que a conversa se voltaria para mim. – Mas e você?
- O que tem eu? – Perguntei de volta me fazendo de inocente. Ele revirou os olhos.
- Não se faça de desentendido! – Ralhou. – Você e o Saga?
- Não tem nada demais. Nos encontramos e nos descobrimos companheiros e só. – Resumi, mas ele estreitou os olhos.
- Só isso? Como assim? Você encontrou seus companheiros e me diz “só isso”?
- O que você quer saber? – Perguntei. – Eu perdi o ar, fiquei surpreso e logo depois excitado como o inferno e quando o beijei senti que estava no céu. Satisfeito agora?
- O Uru eu não sei, mas aposto que o Saga está. – Ouvi a resposta detrás de mim. Me virei e vi um Aoi escondendo um sorriso divertido e um Saga vermelho de vergonha.
- Ah... Mas eu também fiquei bastante satisfeito com a resposta. – Foi a minha vez de revirar os olhos diante da resposta maliciosa do meu líder.
- Agora que vocês terminaram de se divertir com isso, será que poderiam me deixar a sós com meu companheiro?
- Tudo bem... Vamos Uru, deixar que os companheiros se acertem de vez. – Aoi falou estendendo os braços para o seu companheiro que rapidamente se levantou e foi em direção a ele. – Ok meninos, estamos indo, mas se comportem. – Recomendou antes de sair. Aposto que iriam começar a se agarrar assim que saíssem de nossas vistas.
- Eles são sempre assim? – Saga me perguntou assim que os dois saíram. – Quero dizer... Aoi sempre foi brincalhão, mas de alguma forma ele parecia ser muito tenso. É a primeira vez que vejo ele dessa forma mais solta.
- Ele e o Uruha se tornaram mais engraçadinhos depois que se encontraram. – Estendi meus próprios braços o chamando para perto. Fazendo com que ele se sentasse em meu colo e acariciei seus cabelos. – Seu lobo está mais tranquilo depois da corrida?
- Sim, mas ao mesmo tempo estava preocupado. –Sussurrou contra o meu pescoço. – Ele não gosta de ficar longe de você.
- Isso é bom, pois eu não fico muito confortável quando você está longe. – Confessei.
- Sabe que percebi mais cedo que eu não sei o seu nome? – Perguntou depois de alguns minutos em silencio. – Quero dizer quando nos encontramos a ultima coisa que pensei foi em te perguntar.
- Tudo bem, acho que se eu não tivesse perguntado para o Aoi antes de sentir seu cheiro, nem eu saberia o seu. – Me senti no dever de acalmá-lo, pois ele parecia meio nervoso. – Todos me chamam de Shou.
- Eu gosto. – Seu rosto estava apoiado em meu ombro e sua respiração batia em meu pescoço fazendo com que minha pele se arrepiasse. Segurei um gemido quando ele depositou um beijo ali. – Eu também gosto do seu cheiro. – Falou bem perto do meu ouvido. – Da sua voz.... – Os beijos passaram do meu pescoço para a linha do meu maxilar e logo para o meu rosto.
- Você tem certeza do que está fazendo Saga? – Eu já estava excitado ao maximo só com aqueles leves carinhos e não demoraria nada para que eu soltasse o meu instinto de vampiro. – Nós não precisamos apressar nada.
- E se eu quiser apressar as coisas? – Mudou de posição no meu colo, ficando de frente para mim, depositando um beijo suave em minha boca. Não respondi, não verbalmente pelo menos. Tomei seus lábios nos meus em um beijo intenso e apaixonado. Meu coração estava acelerado e tê-lo ali, daquele jeito era como estar em outra dimensão.
Uma dimensão muito, muito bonita e que poderia ser muito prazerosa também.
Notas finais
E então quem quer lemon no próximo?
Sei que não estou merecendo... Mas... Reviews? *cara de pedinte*
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