Notas iniciais
Oi pessoas.
Capitulo atrasado*pra variar*. Era para ter sido postado ontem , mas como sempre minha net resolveu travar em uma hora muito pouco propicia. Me desculpem ok?
Este é narrado pelo Aoi, mas tem uma pequena parte no final narrada pelo Uru. Espero que gostem.
Boa Leitura ♥

Meu nome é Shiroyama Yuu e hoje vou contar a minha historia. A historia de como passei de lobo solitario a companheiro de um vampiro.

Minha vida não foi um mar de rosas, mas que vida é? Nenhuma. E se alguém disser que sim é um tremendo mentiroso. Eu vivi tempo o suficiente para saber que podemos sempre nos surpreender. Não há bem que sempre dure, e nem mal que nunca acabe. Essa frase define muito bem a vida de muitas pessoas, inclusive a minha.

Ser um lobo é.... Não tenho uma explicação racional para isso, mas como nunca fui nada diferente, eu sou meio suspeito para falar com imparcialidade. Tem lados bons e lados ruins, como qualquer outra coisa.

Eu amo poder correr em minha forma de lobo, da mesma forma que eu amo ser mais forte do que um humano normal, mas ao mesmo tempo odeio ter que esconder quem sou. Concordo que os humanos não entenderiam de que somos feitos e se apavorariam, mas é muito frustrante não poder me assumir nem para aqueles que me são queridos. É mais frustrante ainda viver centenas de anos sozinho.

É claro que eu tive a matilha, e tive o Reita também, por um tempo. Não me entendam mal, o Reita é meu melhor amigo e eu daria a vida por ele sem nem piscar, mas por muito tempo ansiei por algo que ele não pôde me dar. Amor. Não de um jeito amigável, não carinho, não compaixão, não paixão. – Tudo isso ele me deu. Ele me amou como amigo, ele me deu carinho e me deu paixão. Mas amor... Amor estava guardado para o companheiro, que ele sempre teve certeza que chegaria. Alguém para que ele pudesse cuidar e proteger.

Confesso que nunca acreditei realmente nessa historia de companheiro para a vida toda, afinal, um companheiro era para dar continuidade a raça certo? Não é isso que pregam aqueles que abominam os gays? Que é errado porque não podemos dar continuidade nenhuma a nossa espécie?

Pois então, eu sou um gay e, portanto não tenho direito a um companheiro. Essa lógica fazia todo o sentido para mim e eu achava que Reita era ingênuo por acreditar que encontraria o dele. Isso funcionou até encontrarmos o Ruki. Vi os olhos dele se iluminarem como há muito tempo não brilhavam, e ali eu soube sem sombras de duvidas que qualquer esperança que eu pudesse ter de que o Reita me visse como mais que uma amigo de foda, caiu por terra. Não vou dizer que não fiquei chocado, mas embora muitos possam duvidar, eu fiquei feliz. Feliz por que meu amigo havia encontrado a sua felicidade em um pequeno garoto, e feliz porque pela primeira vez eu tive esperança. Esperança de que encontraria o meu companheiro, aquele me olharia com a mesma confiança e adoração que eu via nos olhos do pequenino naquele dia.

A questão é que, com todos os problemas que estávamos enfrentando, não me sobrou nenhuma oportunidade para procurar. Não estou reclamando, faço qualquer coisa pelo Reita, não só porque ele é meu próximo Alpha, mas porque acima de tudo ele é o meu melhor amigo. E agora há também o Ruki.

Companheiros, como vocês já devem ter notado, são difíceis de encontrar. Já vi lobos procurarem por toda a vida e ainda sim morreram sem ter esperança. Mas o fato é que por serem “raros”, eles tendem a ser superprotegidos. Nossos companheiros são nossa maior força, mas ao mesmo tempo nossa maior fraqueza. Tornamos-nos mais fortes para protegê-los, mas se alguém os tira de nós... Tornamos-nos fracos. Depois do acasalamento a conexão é muito forte para ser quebrada, tanto que se formos obrigados a ficar longe deles, corremos o risco de enlouquecer e morrer... Não é um pensamento reconfortante.

Por isso a proteção deles é tão importante. Se alguém pegar o Ruki, essa pessoa terá o Reita em suas mãos e muita gente quer isso. Então vocês podem entender o porquê de eu não ir imediatamente à procura do meu companheiro. A matilha precisava da minha ajuda e enquanto tudo isso não passasse eu não poderia me afastar.

Cheguei à casa do Alpha com o intuito de pedir autorização para ir a uma investigação mais perto do coven de vampiros. Meu instinto dizia que algum vampiro tinha a ver com essa historia. Ao chegar à porta da casa fui avisado de que o Alpha tinha visitas. Foi ali que senti um leve cheiro que fez cócegas em meu nariz, porem estava fraco demais para distinguir.

Entrei e o cheiro veio com força total, me deixando momentaneamente tonto. Era o cheiro mais gostoso que eu havia sentido em toda a minha longa vida. Um rosnado se construiu no fundo do meu peito e meus olhos trocaram.

Eu sou o único que mantenho os olhos da cor natural ao me transformar, ou quase. Meus olhos continuam negros, mas adquirem um brilho quase dourado, como se um fogo estivesse queimando lentamente no fundo deles. Alguns dizem ser assustador, então a custo me controlei o bastante para voltar ao normal, porque se o cheiro significava o que eu achava, eu estava prestes a encontrar o meu companheiro e não queria assustá-lo.

Dirigi-me vagarosamente para dentro do escritório hesitando na porta. E se ele não gostasse de mim? Balancei a cabeça deixando a insegurança de lado abri a porta. Vi que haviam duas pessoas sentadas de costas para mim, segundos antes que uma delas se virasse. Engoli em seco, ele era mais lindo do que eu havia imaginado. Seus olhos eram castanhos, sua pele muito branca, seus traços delicados, mas o que me chamou a atenção foi às presas. Meu companheiro era um vampiro e eu não sabia o que fazer com isso.

A & U

Sei que vocês vão me achar um idiota, mas a guerra contra os vampiros já durava muito tempo e o preconceito contra eles também. Foi um choque descobrir que eu havia sido ensinado a odiar, justo a raça do meu companheiro. Para entender, vocês precisam saber da minha historia.

Meu pai sempre foi um idiota. Desde quando eu tenho um entendimento razoável das coisas a minha volta, com seis anos de idade eu soube disso. Minha mãe não era a sua companheira. Ele só a tomou para sua proteção por te-la engravidado e a tratava como se estivesse lhe fazendo um favor. Mas de qualquer forma ele ainda era meu pai e ela me ensinou que era bem mais fácil obedecê-lo do que ir contra ele. O problema é que ele tinha o preconceito bem enraizado dentro dele, então mesmo que o pai do Reita não aprovasse essa visão, ele não escondia seu ódio para com qualquer outra raça de shifter. Para ele só os lobos mereciam respeito e qualquer que fosse diferente não merecia a sua atenção.

Eu fui criado para creditar que qualquer outra espécie de shifter, não merecia sequer um pensamento. Confesso que nunca dei muita idéia para o que meu pai dizia, mesmo porque eu passava muito do tempo na casa do Alpha brincando com o meu novo amigo e como eu já disse antes o pai do Reita sempre foi muito sábio e não tolerava quaisquer tipos de preconceitos. Lá era permitida a entrada de qualquer shifter.

Mas vampiros eram diferentes, vampiros me assustavam. Eles são muito rápidos, mais rápidos do que lobos. São quase tão fortes quanto nós e podem ser extremamente traiçoeiros. A guerra contra eles estava em seu auge quando eu era criança e meu pai fez questão de que eu soubesse de tudo o que eles faziam com suas vitimas. Imagine o que é para uma criança de dez anos ouvir as atrocidades cometidas em uma guerra que não tem nem motivo definido.

Claro que depois de adulto eu pude entender melhor o que estava acontecendo, mas as palavras do meu pai estavam enraizadas em mim, então eu me sentia desconfortável perto de vampiros. E desconfiado também.

Descobrir que o companheiro que eu tanto esperava era um vampiro me assustou imensamente. Mas mesmo incerto do que fazer eu sentia o puxar para ele e sabia que ele também sentia a mesma coisa, porque ele foi se aproximando vagarosamente, como se testasse território.

- Que merda está acontecendo aqui? – Ouvi alguém perguntar, mas não me dei ao trabalho de olhar quem, meus olhos não se desviavam nem um segundo dos olhos do meu companheiro.

- Acredito que seu amigo acaba de encontrar seu companheiro. – Reconheci a voz do Alpha. E isso me fez sair parcialmente do transe.

- Desculpe o mau jeito alpha. – Declarei, me recompondo e olhando para o meu alpha que sustentava um sorriso divertido.

- Eu compreendo filho.... Aposto que vocês tem muita coisa para conversar não é? – Perguntou e eu olhei de novo para o meu companheiro sem saber o que responder. Ele já estava recomposto, as presas não estavam mais a vista, mas pude ver que ele estava tendo dificuldades em se manter calmo.

- Acho que precisamos sim. – Ele respondeu e eu concordei com a cabeça.

- Meu jovem, acho melhor nós darmos uma passeada pelas terras da matilha. – Alpha falou, se dirigindo ao outro homem presente.

- Claro. – Respondeu calmamente, dirigindo um sorriso para meu companheiro. Imediatamente meu lobo o viu como uma ameaça e uivou, me fazendo grunhir.

- É melhor não ficar muito perto dele agora Shou, como seu mestre bem disse, lobo são meio territorialistas. – O rapaz assentiu saindo da sala com um ultimo olhar para meu companheiro.

- Como você se.... – Falamos juntos, e eu fiz um gesto mostrando que ele poderia falar primeiro.

- Takashima Kouyou. – Se apresentou e sua voz me causou um arrepio de excitação. Meu lobo exigindo menos conversa e mais sexo. Ignorei.

- Shiroyama Yuu. – Falei e o silencio invadiu o cômodo me deixando nervoso. Isso se estendeu por vários minutos. Ele fez um som de impaciência e se aproximou rapidamente.

- Se não vamos conversar, podemos pelo menos fazer o que ambos estamos com vontade desde que você abriu a porta. – Arregalei os olhos ao sentir seus lábios nos meus. De repente nada mais importava, nem o fato de ele ser um Vampiro, nem o fato de eu não saber a sua origem. Era o meu companheiro, Porra! O único para mim e eu não podia e nem queria que ele se afastasse. Segurei seu rosto enquanto aprofundava o beijo, mapeando sua boca engolindo o seu gemido.

- Por Kami! Você tem um gosto tão bom. – Murmurou, assim que apartou o beijo para cheirar o meu pescoço, enfiando seu rosto na curva do meu ombro me fazendo gemer. – Quase tão bom quanto seu cheiro. – Não respondi, puxei seu rosto mais uma vez em direção ao meu, precisando beijá-lo, mais do que eu precisava respirar. Meu lobo rosnou querendo o controle e eu não me impedi. Meus olhos trocaram e em um rompante o empurrei em direção à porta, o prensado contra ela, tomando tudo o que precisava. Seus gemidos eram combustíveis suficientes para o meu desejo. Minhas mãos foram em direção a sua camisa arrancando, não me preocupando em abrir os botões, me sentindo satisfeito com o barulho de tecido rasgando.

- Um quarto seria mais apropriado. – Falou ofegante, tentando se desvencilhar dos meus braços. Mas me recusei, usando a vantagem de ser levemente mais forte para mantê-lo aonde eu queria.

- Não sei se consigo chegar até lá. – Ofeguei contra o seu pescoço, chupando e mordendo levemente, não forte o suficiente para perfurar, mas forte o bastante para deixar marca.

- Você não quer me reivindicar no escritório do seu Alpha quer? – Sua voz era divertida e eu amaldiçoei enquanto o soltava lentamente reconhecendo que ele tinha razão.

- Vamos subir... – O puxei em direção ao quarto que eu ocupava no momento na casa do Alpha. Aos tropeços, porque me recusava a soltá-lo para andar corretamente. Cheguei ao quarto sem fôlego, mas não me impedi de encostá-lo de novo na parede do quarto enquanto o beijava mais uma vez.

- Você tem algum fetiche com paredes neh?- Me provocou, mordiscando o meu pescoço. Gemi.

- A primeira vez vai ser rápida. Não consigo pensar em outra coisa a não ser estar dentro de você. – Falei e ele gemeu em resposta. Fiquei agradavelmente surpreso ao perceber que ele gostava de sexo falado. – Você gosta? De ouvir o que eu quero fazer com você? – Perguntei, mordiscando a sua orelha recebendo outro gemido em resposta.

- Sim. – Foi o que bastou para que eu me tornasse frenético. Em tempo recorde tirei minhas roupas e me concentrei em tirar o restante das dele. Imediatamente o tomei de novo em meus braços procurando seus lábios para um novo beijo, enquanto minhas mãos desciam acariciando cada parte do seu corpo que alcançavam, desenhando o seu corpo que parecia ter sido feita sob medida para mim. Gemi mais uma vez.

- Você é perfeito. – Murmurei procurando com minha boca o mesmo caminho feito por minhas mãos. Beijei seu pescoço descendo para o seu peito, mas antes que eu pudesse encontrar os seus mamilos ele puxou a minha cabeça para cima.

- Eu também quero tocar... – Choramingou sem fôlego.

- Depois. – Falei firme. Se ele me tocasse agora eu não seria capaz de me segurar e gozaria rapidamente e eu queria que isso acontecesse quando estivesse dentro dele.

- Por favor... – Gemeu e eu quase cedi. Quase.

- Não. – Falei de novo direcionando minha mão para o seu membro, sabendo que iria distraí-lo. Sua respiração parou, quando tomei seu membro em minhas mãos acariciando lentamente até que ele impulsionava o quadril em minha direção.

- Achei ter ouvido você dizer que seria rápido, mas até agora você está só me torturando. – Gemeu e eu rosnei em resposta. Sei que as coisas estavam indo rápido demais, mas eu não conseguia me segurar. Meu lobo estava totalmente no controle, e eu de repente adquiri um novo respeito por meu amigo. Ele deve ter tido quase um colapso para se impedir de reivindicar o Ruki assim que o encontrou e eu também me dei conta de que não conseguiria. Eu precisava do meu companheiro e precisava naquela hora. Nem um minuto a menos.

- Cama agora. – Rosnei de novo o puxando em direção à cama. Por mais que uma vozinha em minha cabeça me dissesse que deveríamos conversar primeiro, eu a refutei. Podíamos conversar depois. Fiz com que ele se deitasse me acomodando por cima dele, de novo reivindicando sua boca para mim. Os beijos eram urgentes e eu me sentia quente, quase como se estivesse com febre, uma febre que não se acalmava. Nossos corpos se encaixavam perfeitamente. Era impossível não me emocionar com isso. Meu companheiro estava ali comigo e eu estava prestes a reivindicá-lo.

- Se você não fazer isso depressa eu vou acabar desistindo. – Provocou com um sorriso.

- Que companheiro mal-criado eu fui arrumar hein? – Mesmo quase entrando em combustão eu resolvi torturá-lo mais um pouco.

- Muito mal-criado. – Ele concordou me puxando, tentando me beijar, coisa que não deixei. Tomei suas mãos e as prendi em cima da sua cabeça sem dar chance para que ele desvencilha-se. Comecei beijando-lhe o pescoço, descendo por seu peito, enquanto ele se contorcia sob mim.

- Eu não gosto de má-criação. – sussurrei de encontro a sua pele.

- Eu preciso.... – O ouvi ofegar. Depositei um ultimo beijo em seu estomago antes de subir para poder ver seu rosto.

- Eu sei do que você precisa. – Sussurrei em sua boca enquanto levantava dois de meus dedos até sua boca. Não me lembrava de nenhum lubrificante ali perto então precisávamos achar um jeito. Ele entendeu o recado e começou a sugar o meu dedo gemendo e eu tive certeza de que ele iria me matar. Senti uma fisgada em meu baixo ventre ao imaginar aqueles lábios em volta do meu membro. Quando eu achei ser o suficiente abaixei meus dedos para sua entrada rodeando o lugar onde logo estaria.

- Você me quer? – Perguntei em tom de provocação, na medida em que inseria um digito e o movimentava. Ele somente gemeu enquanto mexia os quadris como se me pedisse mais. – Responde.

- Sim. – O recompensei colocando mais um digito, o abrindo para mim.

- Chega disso... – Pediu puxando o meu rosto até que eu estava olhando no fundo dos seus olhos. – Eu quero você dentro de mim. Agora.

- Seu desejo é uma ordem. – Eu já estava quase louco de vontade, e juro que se ficasse mais um segundo daquele jeito gozaria só com os seus gemidos. Respirei fundo enquanto posicionava o meu membro em sua entrada. – Você me aceita como seu companheiro Takashima Kouyou?

- Aceito Shiroyama Yuu. — Me afundei em seu corpo com a seu corpo e me senti em casa, pela primeira vez em muito tempo. Encontramos nosso ritmo e logo nos movíamos em sincronia perfeita e eu comecei a acaricia-lo no mesmo ritmo das minhas estocadas. Senti lagrimas vindo aos meus olhos, mas as reprimi a custo. Sua imagem naquele momento iria ficar gravada em meu pensamento.

Ele estava lindo, ele é lindo de uma forma tão doce quanto se possa imaginar. E é meu. Nossos movimentos foram ficando frenéticos até que não aguentando mais o mordi, seu gosto doce me fazendo chegar ao meu ápice no mesmo momento em que ele chegava ao dele. Senti os fios da minha vida se entrelaçando com os da vida dele, a conexão sendo muito forte. O nó saiu de mim se conectando a sua próstata, o fazendo gritar com mais um orgasmo. Ofereci meu pescoço sabendo que ele teria de me morder para o acasalamento ser completado. Nada me preparou para sua mordida. Doeu no começo, mas de repente uma onda de prazer varreu meu corpo enquanto ele selava o lugar. Caímos exaustos demais para sequer mexer

- Isso foi incrível. – Externou os seus pensamentos depois de alguns minutos e eu só pude concordar.

- Totalmente. – Dei um beijo em sua testa. – Acho que agora estou pensando o suficiente para podermos nos conhecer. – Falei arrancando uma risada de seus lábios.

- Achei que estávamos nos conhecendo... – Sussurrou beijando o lugar onde havia me mordido, e eu estremeci. Mordidas de acasalamento se tornavam zonas erógenas para nós.

- Se você continuar fazendo isso, vamos acabar começando tudo outra vez e eu ainda quero conhecer você melhor. – Falei e ele soltou um resmungo, mas se afastou.

- Tudo bem, mas desde já vou avisando que você não irá gostar de muita coisa que irá ouvir.... – Seu rosto ficou sombrio à medida que me contava como foi a sua vida...

A & U

Estávamos na sala esperando até que o Reita voltasse com o pequeno. Ainda sentia dificuldades para controlar minha raiva contra esse Ryu. Como ele ousava machucar meu companheiro desse jeito? Estava fervendo e nem o fato de que ele segurava a minha mão me acalmava.

- Tudo passou Yuu, você precisa ficar calmo. – Sussurrou para mim, enquanto apertava a minha mão. – De nervoso já basta eu.

- Desculpe. – Respondi beijando sua mão para passar força. Havia me esquecido de que ele iria se encontrar com o seu afilhado. Ouvimos o barulho da porta se abrindo. O Reita entrou primeiro, seguido pelo baixinho. Prendi a respiração.

A & U

Uruha P. O. V

Senti que Yuu ficava tenso ao meu lado e não pude me impedir de também ficar, em reflexo. Não pude acreditar em meus olhos. Eu estava vendo o meu amigo. O mesmo formato do rosto, a mesma inocência que parecia se expandir para fora dele. Os mesmos olhos bondosos, e nesse momento eu soube que eu faria de tudo para conseguir que ele me aceitasse. Tentei me aproximar, mas o loiro da faixa rapidamente o colocou para trás dele tomando posição de ataque enquanto rosnava para mim.

— Porque tem um vampiro aqui? – Perguntou. Mal percebi que meu lobo também tomava posição de ataque.

Notas finais
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