Notas iniciais
Demorei mais cheguei! E com lemon! Perdoem pela demora, mas o motivo é o mesmo de sempre: Falta de tempo para digitar. O capitulo estava completo no caderno, mas só agora consegui terminar de digitar, acreditam?
Ah antes que eu me esqueça gostaram da capa nova?
Aviso que vocês podem se surpreender um pouco com o Taka, mas nada demais. Chega de falar neh? Vamos ao capitulo.
Boa leitura ♥

Mesmo contra todos os meus receios, não havia mais volta depois das palavras ditas. Me surpreendi com o sorriso que via em seus lábios. Ele devia estar com medo. Quem não estaria? Até ontem ele não tinha a mínima idéia de que Shifters existiam e muito menos que era metade de um, então como ele pode estar levando as coisas tão tranquilamente? Balancei a cabeça tentando me focar. Eu precisava reivindicá-lo, mas eu não queria machucá-lo. Resumindo tudo eu não tinha idéia de como fazer isso direito sem traumatizá-lo.

- Pensei ter ouvido você dizer que só tínhamos uma hora. – Afirmou sorrindo e eu rosnei em um quase reflexo.

- Você não devia provocar desse jeito, pequeno. Eu não estava brincando quando te disse que depois de começado o acasalamento eu não iria parar até fazê-lo meu. – Me aproximei, não podendo resistir ao puxar do acasalamento, meu lobo praticamente pulando, me empurrando para deixá-lo governar.

- Eu ouvi essa parte também. – Não sei se sua intenção era parecer sensual, mas isso não alterava que ele ficava lindo pra caramba com esse jeito mais liberal. Acredito que ele era inocente demais, pelo menos naquela época, para ter consciência de como me afetava estar perto dele. Ele puxou a blusa que usava por cima da cabeça expondo para o meu olhar o seu tórax, e eu quase babei. Ele era perfeito.

- Vai ficar parado olhando muito tempo? – Me perguntou e eu pude sentir o seu nervosismo. Demorei alguns segundos para entender que ele estava envergonhado com meu olhar.

- Não. – Respondi me aproximando ainda mais colando nossos peitos juntos enquanto o puxava para beijá-lo. Acho que nunca vou me acostumar com a doçura de seus lábios e como ele se encaixa perfeitamente em meus braços. Minhas presas coçaram para se afundarem em seu pescoço. Um formigamento passou pelo meu corpo parando em meu baixo ventre. Com um gemido o puxei ainda para mais perto querendo me fundir a ele. Meus lábios foram para o seu pescoço, beijando, acariciando, procurando o lugar em que o morderia para concluir o acasalamento.

- Para quem pretende me reivindicar, você está muito vestido não? – Falou a voz saindo ofegante.

- Provocador! – Brinquei mordendo de leve o seu pescoço, quase perdendo todo ar quando ele gemeu.

- Se estiver dando certo... – Previ que iria passar maus bocados com meu companheiro, mas estranhamente eu estava ansioso para isso. Puxou a minha camisa tentando tirá-la com alguma dificuldade, porque eu me recusava a soltá-lo para liberar os meus braços. – Tira.... – Pediu com voz manhosa e eu não tive como não fazer. Rapidamente me liberei da camisa.

- Melhor? – Perguntei e ele simplesmente balançou a cabeça, seu olhar não se distanciando do meu abdômen, me lembrando da cena daquela manhã.

- Bem melhor. – Disse, depois de recuperar a voz. Suas mãos, que estavam em meus braços desceram para me tocarem meu abdômen e só a sensação de tê-las lá já me deu vontade de gemer. Seu toque era leve, quase como se ele estivesse com medo de me tocar. – Você é tão bonito.... – Fiquei sinceramente muito feliz com o elogio. Claro que eu já havia sido elogiado muitas vezes, mas saindo da boca dele o elogio era muito mais doce e bem vindo.

- Obrigada. – Agradeci, tomando seus lábios mais uma vez, com um beijo doce para demonstrar o quanto ele era especial para mim. Desci minhas mãos para a cintura de sua calça, puxando-a levemente para baixo, a necessidade do acasalamento ficando cada vez mais forte. – Desculpe pequeno, mas realmente não vai dar para esperar.... Eu preciso ter você.

- Não é como se eu estivesse reclamando. Eu quero ser acasalado com você... Mais do que isso... Eu confio que você não vai me machucar. – Essas palavras se infiltraram mim, mais do que qualquer outra declaração. Não tendo como responder com palavras, eu simplesmente o beijei de novo, e de novo até que respirar era um luxo que nenhum de nós queria ter. Deixando seus lábios, passei pelo seu pescoço, me concentrando em seu tórax. Ele tinha o gosto maravilhoso, quase tanto quanto seu cheiro. Minhas mãos trabalharam por todo o seu corpo, me deliciando com seus gemidos e sons. Infelizmente eu não conseguiria tocá-lo tempo suficiente para apreciar, pois meu lobo tinha pressa de reivindicá-lo. Eu precisava prepará-lo para mim antes que meu lobo se inquietasse. Com muito cuidado tirei a suas calças, o fazendo totalmente nu para mim. E só aquela imagem dele em minha cama proto para me dar o que eu quisesse tomar, quase fez com que eu engolisse minha própria língua.

Era a melhor visão que eu já havia tido. Ajoelhando-me na cama, me desfiz do restante das minhas roupas, adorando ver os seus olhos brilhantes de desejo direcionados para mim. Voltei a beijá-lo me deitando em cima dele, fazendo com que ele envolvesse suas pernas e braços ao meu redor, fazendo alguns movimentos com corpo, nossos baixos ventres se tocando, arrancando um gemido de nossos lábios.

- Eu preciso... Por favor, Reita... – Sua voz saiu suplicante e eu sabia que não poderia segurar meu lobo por muito tempo. Rapidamente pesquei uma garrafa de lubrificante da mesa de cabeceira, não me preocupando em procurar uma camisinha. Como lobo, eu sou imune a qualquer doença humana, Conseqüentemente não poderia transmitir qualquer doença para outra pessoa. Com o maximo de calma que pude reunir, revesti um dedo com lubrificante, o olhando nos olhos enquanto direcionava meu dedo para sua entrada. Inseri o dedo devagar, olhando seu rosto com atenção redobrada. Meu companheiro se encolheu levemente e franziu as sobrancelhas. – Frio... – Murmurou.

- Já, já esquenta amor... –Falei depositando mais um beijo em seus lábios enquanto movimentava o dedo vagarosamente, gemendo só de pensar em como seria a sensação de estar dentro dele. Quando senti que ele estava pronto inseri mais um, minha outra mão se dirigindo par o seu membro, acariciando lentamente, para substituir o desconforto que eu sabia que ele estava sentindo. Fui bem sucedido, pois seus gemidos aumentaram de intensidade e eu o senti arquear o corpo em minha direção. Aproveitando-me do momento inseri o terceiro dedo, procurando o ângulo que iria fazê-lo gritar de prazer.

- Logo eu vou estar aqui dentro... Você me quer Taka? – Confesso que não sou exatamente falante durante o sexo, mas com o Taka é diferente, sempre foi e sempre será diferente de qualquer outro. Ele gemeu em resposta balançando a cabeça. – E então eu irei te morder exatamente aqui... – Beijei o lugar de onde ficaria a minha marca.

- Reita, por favor... – Sussurrou, abrindo os olhos que estavam fechados e eu não pude resistir ao seu pedido. Substitui meus dedos por meu membro, respirando fundo para me acalmar tempo o suficiente para fazer a pergunta.

- Você me aceita como companheiro Matsumoto Takanori? – Perguntei. Apesar de ele já ter aceitado antes, eu ainda precisava ter certeza. Seus olhos se focaram em mim enquanto me respondia.

- Eu te aceito como meu companheiro Suzuki Akira. – Foi o que bastou para eu me afundar em seu interior. Eu me senti com se estivesse no céu. Ele era quente e apertado e era perfeito em torno de mim. Um gemido saiu de sua boca e um quase rugido da minha. Eu estava aonde deveria... Conectado ao meu companheiro. Parei um instante para deixá-lo se acostumar com o desconforto inicial.

- Você está bem amor? – Não pude me impedir de perguntar enquanto beijava o seu rosto. Seus olhos estavam fechados, seu rosto estava corado. Ele era a imagem mais linda que eu já havia visto na minha vida.

- Bem... – Gemeu, me fazendo gemer em reflexo. – Mais Reita, eu preciso de mais. – Pediu. Como eu disse não conseguiria negar nada ao meu amor, então comecei a me mover, vagarosamente, mas logo estávamos nos movimentando juntos, o ritmo aumentando progressivamente.

- Tão bom... Você me faz me sentir tão bem. – Murmurei em seu ouvido, indo mais forte procurando seu ponto doce. Suas mãos passeavam por minhas costas em caricias leves que me fizeram mais louco de desejo do que já estava. Eu precisava mordê-lo. Movi suas pernas da minha cintura para meus ombros, conseguindo ir mais profundamente e acertando sua próstata no processo, pois ele gemeu mais alto, quase gritando. Concentrei-me naquele lugar, minha missão era dar o maximo de prazer que eu conseguisse. – Eu vou te morder agora Taka. – Avisei e ele inclinou a sua cabeça para um lado assinalando sua concordância. Não perdi tempo em afundar meus dentes na junção de seu ombro e pescoço, sentindo o gosto afrodisíaco de seu sangue.

Nesse momento o tempo parou. Pude sentir claramente as linhas da minha vida se desenrolando para se entrelaçarem com a vida dele. A partir desse momento nossos corações passaram a bater no mesmo ritmo, totalmente sincronizados um com o outro. Senti que ele se contorcia sob mim e chegava ao seu ápice. Com cuidado lambi seu pescoço onde havia mordido para selar a ferida. A minha mordida era um ponto de prazer imenso para ele e para mim, pois ao sentir o calor apertado em torno do meu membro também cheguei ao meu ápice. Cai em cima do meu companheiro sentindo o nó que se situava na extremidade do meu pênis se estender se ligando ao interior do meu companheiro. Ainda estava me sentindo no céu, mas pude perceber mais estremecimentos vindos do Ruki.

- Reita... – Gemeu mais uma vez, enquanto eu continuava a me movimentar, sabendo que isso traria ainda mais prazer para ele devido ao nó. – Isso é tão bom.... – Eu ri e me movimentei mais uma vez. – Hummm....

- Você é meu agora. – Falei, lambendo mais uma vez a marca que eu havia deixado, o sentindo estremecer. Para mim era quase surreal ter reivindicado o meu lindo.

- E você é meu. – Anunciou como se estivesse esperando que eu fosse contestar.

- Todo seu. Só seu. – Anunciei, beijando o seu rosto e lábios. – Meu lobinho. – Se eu pudesse ficar conectado a ele para o resto da vida eu ficaria feliz. Mas isso não é possível então senti que o nó diminuía e meu membro amolecia. Ruki soltou um pequeno gemido em protesto ao ter a nossa conexão física quebrada.

- O que foi isso? – Me perguntou corando e eu logo entendi o porque.

- Você quer dizer o nó? – Perguntei rolando para o lado e o puxando para mais perto de mim. – Era para eu ter te explicado antes amor, mas você realmente não me deu tempo. – Falei e ele estremeceu. – Não que eu esteja reclamando.

- Eu só queria que você me reivindicasse logo. – Falou baixinho quase envergonhado. E eu ergui seu rosto.

- Eu não estou reclamando amor, só constando um fato. Eu adorei tudo o que aconteceu entre a nós. –Beijei seus lábios me acomodando melhor. – Voltando à explicação, o que você sentiu dentro de você era o nó. Ele é uma extensão do meu amiguinho aqui. – Falei para descontrair e ele riu. – Basicamente ele se estende conectando-se com sua próstata. Se o companheiro em questão for uma mulher, o nó serve para garantir que nossa semente irá fecundá-la. Mas isso só acontece com um companheiro real.

- Eu gostei dele... – Falou com um sorriso e eu também sorri. – E quanto à mordida?

- É uma marca para todos os lobos, ou shifters saberem que você já está acasalado. – Me inclinei cheirando o seu pescoço. – Eles vão sentir o meu cheiro em você. – Beijei acima da marca e ele estremeceu. – Alem de ser um lugar muito prazeroso para você.

- Eu posso ver isso. – Minhas mãos já passeavam pelo seu corpo de novo, meu membro tomando conhecimento disso. Outra parte boa de ser um Shifter: Recuperação incrivelmente rápida. – Podemos fazer de novo? – Me perguntou quando lambi a sua marca.

- Quantas vezes você quiser, meu amor. – Eu disse que isso poderia ser quase pornográfico, não disse? Febre do acasalamento, lua de mel... Chamem do que quiserem, mas isso não muda o essencial: esse período é extremamente prazeroso.

R ♥♥ R

Hiroto esperava encontrar alguma pista no bar em que estava. Sabia que esse era o território de Ishida Ryu e que era super perigoso estar ali, mas precisava descobrir se suas suspeitas estavam corretas. Mas pelo jeito sua intuição havia falhado dessa vez, pois não havia ouvido nada. Só um ou dois idiotas que achavam que ele estava disponível para uma boa noite de sexo quente. Bufou ao pensar no quanto a vida de sexo ocasional podia ser entediante. Ninguem para chamar de seu, ninguem para se manter seguro... Ninguem para se ter em casa quando precisasse. Seu trabalho como “detetive particular” era a única coisa que lhe dava prazer, provavelmente porque amava a sensação de perigo. Já estava quase desistindo e indo embora quando viu um dos capangas de Ryu entrar no bar. Não um dos capangas, mas o capanga.

Ishihara Takamasa, era o braço direito do vampiro. Conhecido por muitos como sendo executor do coven. Quer dizer que ele se livrava de todos os que Ryu não gostava. Era muito bonito também, meio exótico, mas não menos bonito por isso. Alias cada particularidade só o fazia mais bonito. Suspirou e revirou os olhos para si mesmo. Estava mesmo precisando de uma boa foda. Primeiro o Shou mais cedo e agora Takamasa. Devia ser o longo período de abstinência sexual... Ou o fato de gostar de homens altos. Apurou os ouvidos tentando ouvir qualquer coisa que pudesse ajudar a desvendar o mistério do paradeiro do afilhado de Uruha-san.

- Você por aqui Ishihara? – Ouviu o barman perguntar quando o vampiro moreno se sentou. – Fazia um bom tempo que não te via.

- Trabalho. Você sabe como Ryu pode ser um pé no saco de vez em quando. – Ouviu a voz do outro responder.

- Só você para falar do grande homem dessa maneira. – O barman comentou balançando a cabeça. – Se fosse qualquer outro, teria perdido a cabeça.

- Eu tenho minhas vantagens sobre os outros. – Sorriu piscando. – E então como andam as coisas por aqui?

- Nada aconteceu enquanto você esteve fora... – Falou.

- Mas? – Ishihara perguntou arqueando as sobrancelhas. – Quando você fala assim sempre tem um “mas”

- Você não viu o mestre? – Desconversou.

- Ele estava ocupado quando eu cheguei então me dispensou. Eu realmente não tive a oportunidade de me inteirar das coisas. – Se inclinou em direção ao barman. – O que está acontecendo?

- Há alguns boatos sobre o mestre querer... – fez um suspense ridículo, na opinião de Hiroto. – O Uruha de volta.

- Ah, claro o que foi embora. – Perguntou se endireitando na cadeira. Para qualquer um pareceria totalmente desinteressado, mas Hiroto tinha anos de pratica em ler a linguagem corporal das pessoas. Ele parecia meio nervoso, o que deixou Hiroto curioso.

- Ele foi o único que conseguiu... Mas pagou um preço bem alto por isso. – O Barman falou. – Ele serviu como exemplo para muitas pessoas. Ninguem vai contra o mestre sem perder a vida ou alguém muito importante.

- Claro... Ele se foi antes que eu chegasse, mas ouvi algumas coisas. – Ishihara comentou, bebericando do sangue com Vodka que havia pedido. Afinal de contas ainda era um bar vampiro, apesar de alguns outros tipos de shifters frequentarem o lugar.

- O preferido. Ele era o troféu de ouro do mestre, mas o que passou, passou e parece que agora ele é líder em outro coven. Acredito que o mestre não deve estar gostando nada disso. – Deu de ombros. – Mas não é como se fosse da minha conta mesmo.

- E o garoto? – Hiroto que estava para se levantar e ir embora congelou no lugar ao ouvir a frase de Ishihara. – Quando sai em missão corria um boato de que um novo troféu estava vindo.

- Nenhuma novidade nesse sentido. Não se viu nenhum garoto novo chegar. – Ouviu o barman responder e rezou internamente para que eles falassem onde o garoto se encontrava.

- Talvez ele tenha descoberto que o garoto não valia a pena e resolveu jogá-lo aos cães. – Ishihara comentou fazendo o outro rir, mas deixando Hiroto confuso. Jogá-lo aos cães? A que isso se referia? Nesse momento o celular do tatuado tocou e ele se levantou para atender. Aproveitando a oportunidade Hiroto se levantou, pagou e saiu. Não dando tempo para que Miyavi voltasse e o visse saindo. Precisava tomar cuidado com quem o via, pois teria muitos problemas se alguém o reconhecesse depois.

Com a pressa não viu que o tatuado o seguia com os olhos sorrindo.

R ♥♥ R

Uruha estava inquieto. Ao contrario do que muitos acreditavam os vampiros dormiam sim, apesar de preferirem a noite ao dia, o sol não os queimava. Claro que não era aconselhável deixar um vampiro no sol muito tempo, mas ninguem virava pó no sol. Ele só era um pouco incomodo, mas a maioria dos vampiros podia sair de dia sem problema algum.

Mas o motivo de inquietação de Uruha não era o sol e sim o sonho que o havia acordado. Há anos só tinha um pesadelo que se repetia todas as vezes que ele dormia. O dia em que havia perdido o seu melhor amigo e a sua incapacidade de ajudar o único que importava depois dele: Takanori. Ele sonhava com o afilhado.

Mas há alguns meses seus sonhos haviam mudado. Agora sonhava com olhos. Olhos negros que o observavam com carinho e preocupação. E uma voz que o acalentava, dizia que tudo ficaria bem. Uma voz que lhe causava arrepios de excitação, que o fazia se sentir seguro. E fazia tanto tempo que não se sentia seguro... Suspirou e se levantou. Precisava de sangue. Nem se preocupou em se vestir saindo para o corredor nu. Apesar de haverem outros vampiros na casa, todos deviam estar dormindo e se não estivessem... Que tapassem os olhos para não ver.

- Que bela visão para se ter de manhã... – Ouviu a voz do seu amigo e braço direito.

- Aproveite, porque olhar é a única coisa que você vai fazer... – Riu ao ver o bico do amigo. Shou era serio na maior parte do tempo, mas sabia fazer um bico como ninguem.

- Chato. – Resmungou de brincadeira. Tudo não passava de uma brincadeira entre os dois. Eram só amigos.

- Claro que sim... – Falou de volta continuando o seu caminho até a cozinha. Tirando uma bolsa de sangue da geladeira e colocando para esquentar no micro-ondas. Nada de sangue gelado.

- Faz tempo que você não bebe o sangue de uma pessoa diretamente. – Shou comentou e Uruha bufou.

- Eu ultimamente não estou conseguindo me concentrar na caçada... – Mentiu... Nem em mil anos iria confessar que não conseguia caçar porque todo garoto que encontrava não tinha os olhos negros que queria e muito menos a voz que fazia com que saísse do prumo.

- Você sabe que não me engana não sabe? – Shou perguntou e Uruha quase se engasgou com o sangue que bebia.

- Não sei do que está falando. – Tentou parecer frio. Não queria demonstrar nenhuma fraqueza. Ele era forte. Tinha que ser não podia se dar ao luxo de ter sonhos românticos com quem quer que fosse o dono dos olhos que o atormentavam, pois vidas dependiam dele. Muitas.

- Você não precisa me falar Uru, mas não tenta mentir para mim. Eu vou ficar sabendo de um jeito ou de outro. – Shou falou sorrindo. – Muito tempo de convivência me faz saber o que está sentindo.

- Eu estou bem assim Shou e antes que você me invente de tentar me empurrar um escravo de sangue, e vou te dizer que tenho tudo o que preciso ali. – Apontou a geladeira. – E quando acabar eu tenho dinheiro o suficiente para comprar mais. – Shou só revirou os olhos e ficou em silencio um tempo.

- Você teve uma ligação ontem, logo depois que você saiu do escritório. – Shou informou, obtendo a atenção do outro.

- Quem era? – Perguntou, não se lembrando de ter de receber ligação de alguém.

- Você conhece o Suzuki — san não é?- Perguntou.

- O pai ou o filho? – Perguntou. Os Suzuki tinha muita influencia no mundo shifter e no mundo humano. Não tinha nada contra eles, mas vampiros e lobisomens não tinha um histórico muito cordial.

- O pai. Ele queria saber se poderia marcar uma reunião com você. – Completou. Uruha pensou por um momento, e concordou com a cabeça.

- Já está mais do que na hora de vampiros e lobos começarem a conversar. Essa guerra sem sentido já durou demais. – Falou. Uma guerra nunca terminava bem e normalmente começava por motivos bem estúpidos. No caso dessa guerra em particular Uruha nem se lembrava do motivo para começá-la.

- Ele deixou o telefone e pediu para você retornar assim que você pudesse e agradeceu muito suavemente. – Shou parecia divertido. – Achei que lobos são conhecidos por serem grossos.

- E vampiros são conhecidos por serem frescos. Não somos tão diferentes assim – Uruha apontou. — Vai ser uma boa conversar com o Alpha. Talvez possamos firmar uma trégua.

- Talvez. – Shou concordou. – Vai ser bom ter o apoio da maior matilha de hoje.

- Ajuda adicional para encontrar o Taka. – Uruha falou. Sentia uma euforia estranha, como se fosse encontrar alguma coisa importante. Mas por quê? Não sabia. Só sentia que devia fazer de tudo para conseguir o apoio do lobo.

Notas finais
Reviews? Por favorzinho?