Quem Matou Paulina Martins?
3 Capítulo 3 - Por que minha vida é assim?
Notas iniciais
No meio da noite, eram cerca de duas da madrugada, Paulinha dormia profundamente, quando teve um pesadelo:
Estava no meio de uma floresta, era de tardezinha, os pássaros cantavam ao meu redor, os animais a rodeavam com alegra, as borboletas voavam por aquela natureza. Tudo estava na mais perfeita ordem, até que uma nuvem de poeira e sombras invade a floresta, deixando tudo vazio, até o sol some, tudo muito escuro, vozes diziam no ouvido de Paulinha que ela era a pior garota do mundo, a mais feia, a culpada por não ter sua mãe viva, a única menina que não mereçe ser feliz.
Paulinha acorda gritando, chorava muito, estava desesperada, jamais havia se sentido igual, tão decaída. A família acorda e vai ver o que é.
Esthefanie: O que aconteceu Paulinha? O que você teve agora?
Paulinha: Ai tia!!! Foi um sonho horrível... Vozes diziam que eu era a pior menina do mundo, ninguém gostava de mim, era eu a culpada de tudo...
Carlos Daniel: Não filha, você não tem culpa de nada do que aconteceu com sua mãe, o culpado foi o assassino, ele sim tem que ficar muitos anos atrás das grades, esse canalha...
Vovó Piedade: Acalme-se meu neto, não se exalte!
Carlos Daniel: Lizete e Carlinhos, por favor fiquem um pouco com Paulinha, vovó e Esthefanie, preciso conversar com vocês.
Vovó Piedade: Está bem então.
Vovó, Esthefanie e Carlos Daniel vão até a sala.
Carlos Daniel: Estou cansado de todo esse sofrimento que passamos! Olhem a Paulinha, é a que mais sofre pela mãe, tudo por causa de um bandido que ao invéz de estar preso numa cela, está por aí, no mais bom da vida, como se nada tivesse ocorrido! Essa menina vai ficar doente se continuar assim! Isso não é vida para uma criança!
Esthefanie: Você tem razão Carlos Daniel, Paulinha acabou de completar oito anos, isso não é idade para sofrer tanto! Nem um adulto mereçe viver sem ter mãe, eu sei disso muito bem...
Vovó Piedade: Então temos que tomar alguma providência, esse bandido tem que ser achado, não podemos mais continuar vivendo assim, já basta de sofrimentos na nossa família! Eu pensava que após a morte de Paola nós iríamos ser felizes, mas tudo piorou, Paulina era o que nos deixava contentes, a alegria de nossas vida, nossa casa sem ela virou um inferno, temos que ter uma conversinha com esse delegado incompetente!
Esthefanie: Acalme-se vovó, nós iremos amanhã mesmo para a delegacia, temos que resolver esse caso, não dá mais para continuar assim! Eu no início briguei tanto com a Paulina, mas depois nos tornamos amigas aqui na casa, depois que ela morreu, a vida da família não tinha mais alegria, felicidade, somente tristezas!
Carlos Daniel: Verdade Esthefanie, mas o que precisamos agora é de justiça! JUSTIÇA!!!
Esthefanie, vovó e Carlos Daniel voltam para o quarto de Paulinha, que estava abraçada ao seu irmão, Carlinhos.
Carlos Daniel se aproxima da pequena e fala:
Carlos Daniel: Não tenha medo filha, tudo vai se resolver.
Paulinha: Mas como papai? A mamãe não vai voltar, nossa vida vai continuar um desastre!
Esthefanie: Paulinha, pare de pensar essas coisas, isso faz mal para você mesma!
Raimundo: É verdade prima, vi isso na tv, você pode ficar doente!
Paulinha: É muito difícil não ter uma mãe ao seu lado, é dolorido pra mim ver os filhos abraçando suas mães, fico muito brava quando vejo na tv, filhos que matam suas mães, isso me tá raiva e ódio, vocês não sabem o quando...
Lizete: Está bem mocinha, mas eu acho que está na hora de você ir dormir...
Paulinha: Ai não gente, eu tenho medo que esse pesadelo volte, deixem eu dormir com vocês...
Carlinhos: Ahhh não Lizete, dorme você com ela, eu tenho prova amanhã e tenho que estudar de manhã.
Lizete: Está bem Paulinha, eu fico aqui com você.
Paulinha: Ai, obrigada mesmo irmã! — a abraça — assim eu durmo!
Carlos Daniel, Carlinhos, vovó, Raimundo e Esthefanie dão boa noite a elas e vão para seus quartos dormir.
Lizete: Agora está mais calma Paulinha?
Paulinha: Claro mana, com você ao meu lado eu me sinto mais segura!
Paulinha necessita muito de se sentir protegida. Isso faz muita falta quando não se tem uma mãe, como já disse, é algo necessário para uma criança.
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