Quem Matou Paulina Martins?

4 Capítulo 4 - Sem amigas, novamente só


Notas iniciais
Espero que gostem desse capítulo também.

Paulinha dorme tranquilamente ao lado de sua irmã. No dia seguinte, Paulinha coloca seu uniforme, prende seus cabelos, que por sinal eram bem lisos, toma café da manhã, e novamente Esthefanie os leva para a escola.

Paulinha: tchau tia Esthefanie!

Esthefanie: tchau Paulinha, e espero que fique sempre com esse sorriso no rosto!

Paulinha apenas dá um leve sorriso e entra no ginásio da escola. Vai em direção a sua amiga, que estava sentada triste.

Paulinha: Oi Vivi!Como você tá?

Vivi: Estou triste Paulinha, é hoje que vou embora.

Paulinha: Hoje?

Vivi: Sim.

O chão de Paulinha caiu novamente. Quando estava tentando se sentir mais feliz, mais segura, com sorrisos, agora tudo volta a estaca zero. Paulinha passou a manhã inteira triste, calada, na hora da saída...

Paulinha: Vivi, essa é a última vez que iremos nos ver?

Vivi: Sim Paulinha, é a última. Estou triste por causa disso, somos amigas a tanto tempo, não queria ter que deixar essa amizade de lado...

Paulinha: Eu também não amiga, você é minha única amiga, por que isso tem que acontecer com a gente?

Vivi: Eu não sei Paulinha, mas quero que nunca se esqueça de mim, por favor.

Paulinha: Eu jamais iria esquecer da amiga que jamais me deixou de lado, nunca deixou eu sozinha nos recreios, uma amiga tão legal como você.

Vivi: Obrigada Paulinha, agora eu tenho que ir...

Paulinha: Espera! Tenho que te dar uma coisa!

Paulinha retira de seu pescoço uma correntinha com um coração.

Paulinha: toma. Quando se sentir triste, sozinha, veja essa corrente, é uma lembrança de mim.

Vivi: Obrigada Paulinha, eu tenho que te dar uma coisa!

Vivi retira da mochila uma folha dobrada.

Paulinha: O que é isso Vivi?

Vivi: É uma carta. Nela, digo um monte de coisas que passamos juntas nessa escola.

Paulinha: Eu vou ler em casa, assim posso chorar sem ninguém ver! (risos)

Vivi: está bem... (risos) bem, então adeus amiga.

Paulinha: Não Vivi, dizer Adeus é muito triste, vamos dar apenas um tchau.

Vivi: Então tchau amiga, até...

Paulinha: Até nosso próximo encontro!

Vivi: isso, eu vou ir, tchau, você é uma ótima amiga.

E Vivi foi indo, entrou no ônibus escolar e assim nunca mais a viram. Paulinha olhava para a carta fechada, queria abri-la só quando chegasse em casa, e lá no seu quarto, mas daria tempo de abrir ali, então o fez.

Na carta estava escrito:

Oi querida amiga Paulinha:

Eu vou sentir muitas saudades de você, por isso escrevi nessa carta várias situações que passamos juntas!

Lembra quando você se machucou andando de balanço, no segundo ano? Você não queria que contassem para sua mãe, mas acabaram contando, e nós duas se escondendo da diretora!!!

Outra cena que me lembro bastante foi quando o Luis, da outra turma, te pediu em namoro e você deu um chute nele! Foi muito engraçado, ele saiu correndo de medo! Aquela cena eu me lembro até hoje!

Amiga, tem muitas outras lembranças, mas não irão caber nessa carta. Então, obrigada por ser a melhor amiga que eu já tive, obrigada por estar sempre do meu lado, em qualquer situação. Em breve vou mandar outra carta.

De sua amiga, Viviane.

Paulinha soltou uma lágrima de seus olhos, e logo atrás vieram outras, outras, e outras. Ela estava amargurada por dentro, mas com aquela carta, se sentia mais feliz. Vivi foi sua melhor amiga, não queria se separar dela. Só foi se dar conta que tinha chorado quando Raimundo a chamava.

Raimundo: Paulinha, por que está chorando? O que aconteceu?

Paulinha: Não houve nada Raimundo, é bobeira minha.

Raimundo: Bom, mas então vamos, a mamãe está com o carro estacionado ali na frente do portão.

Paulinha: Sim vamos.

Durante a tarde, Paulinha passou bem quieta no jardim. Sentada em um balanço, sozinha, sem amigos, sem ninguém. Olhava para o sol. Queria poder chegar até ele, um lugar diferente, talvez mais feliz. Pensava, tendo acontecido tantos milagres nesse mundo, por que Deus não realizaria o milagre de encontrar sua mãe? Afinal, onde estaria sua mãe? Talvez por ser pequena demais para essas coisas, Paulinha não entendia sobre o "além". Vovó Piedade se aproxima de Paulinha.

Vovó Piedade: Por que não vai brincar com seu primo Paulinha?

Paulinha: Não estou com vontade vovó.

Vovó Piedade: Já entendi, está triste.

Paulinha permanece calada, olhando para o sol.

Vovó Piedade: Você sabia que cada estrela que aparece no céu noturno é uma pessoa que já se foi?

Paulinha: Sério? Igual a mamãe?

Vovó Piedade: Sim Paulinha, igual a sua mãe. Quando as pessoas se vão desse mundo, viram uma estrela.

Paulinha: A mamãe deve ser a estrela mais bonita do céu!

Vovó Piedade: Sim Paulinha, sua mãe era uma pessoa muito boa, igual a você.

Paulinha: Mas vovó, se ela era tão boa assim, por que a tiraram de nós?

Vovó Piedade: Bem Paulinha, não é que tiraram da gente, é a vida. Tem coisas que nem os mais inteligentes desse mundo sabem explicar.

Paulinha e Vovó conversam mais um pouco e depois vovó entra para dentro de casa, e Paulinha continua a olhar para os céus, talvez procurando uma estrela que poderia ser sua mãe.

Notas finais
Gostaram do cap? Espero que comentem bastante!!!