Que Viagem!

1 Capítulo 1 Embarcando


Fazer um cruzeiro era um sonho de todos nós, mas ninguém contava com o grande imprevisto. Esperávamos que o sol reinasse durante esses dias, porém só pegamos chuvas e mais chuvas. Tudo era cinza, as nuvens derramavam suas lágrimas frias sobre nós, relâmpagos riscavam o céu e trovões assustadores nos causavam calafrios.

Ao entrarmos no magnífico e gigante navio, ficamos pasmos com sua beleza. Tudo era tão lindo! Em seu interior notamos que tudo era muito detalhado, continha estátuas enfeitando cada espaço, quadros e flores estupendos. Seus móveis eram maravilhosos. Cada espaço trazia um entretenimento diferente.

Abundávamos-nos de comidas deliciosas, íamos aos teatros diários e dançávamos até altas horas nas baladas da vida, pena que não podíamos usufruir da beleza do mar, observando-o do exterior do navio, pois a chuva era intensa e gelada. Temíamos sair para a área externa e cair na água pela força do vento.

As maravilhosas piscinas não puderam ser usadas por ninguém. Divertíamos-nos apenas com as atividades do seu interior. As cabines eram freqüentadas mais para dormir. Em cada uma delas havia uma confortável cama de casal e um beliche. O banheiro não era lá grande coisa, mas seus detalhes nos impressionavam.

Certa noite, enquanto curtíamos a festa, o navio não parava de balançar. Após a festança cada um de nós se dirigiu para sua cabine; eu estava com sede e peguei um copo de água, deixei-o no balcão e ele acabou caindo, por causa de um tremor. Tentei chamar o serviço de quarto, mas a linha não atendia. Liguei para os meus primos e marcamos de nos encontrar no segundo andar, lá no teatro.

Chegando lá, fiquei esperando mais de vinte minutos e meus primos não chegavam. Dez minutos se passaram e eu estava indo embora, quando eles apareceram. Perguntei o porquê da demora e me disseram que o navio havia encalhado num banco de areia.

(Por isso aquele tremor...). Pensei.

Um alarme soou avisando para nos abrigarmos em nossas cabines e nos prevenirmos trajando os coletes salva-vidas. Informaram-nos que os botes não poderiam sair por causa das grandes ondas. Saímos correndo de tanto pânico.

- Usar os elevadores não seria uma boa agora. – Avisei meus primos. – Vamos de escada!

Subimos correndo até o último andar. Marcos, um de meus primos, enquanto corria desesperado, acabou escorregando e...

Fim do 1º Capítulo.

Notas finais
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