Capítulo 2 – O Achado

...para não se machucar, se apoiou na parede do navio e fez um rombo na mesma, assustados se afastam dela e ficam parados por um bom tempo apenas observando. Marcos, o mais inteligente disse com muita certeza de que aquilo era uma parede falsa e mais calma eles olham o que havia dentro do buraco.

- Não da pra ver nada. – Eu disse enquanto espichava o pescoço para tentar enxergar algo. – Está muito escuro!

Como Eduardo é o mais cuidadoso e prevenido, ele lembrou que em sua mala havia um kit sobrevivência de 100 utilidades, sendo uma delas era uma lanterna, e foi buscar enquanto Marcos e eu ficamos vigiando o buraco para que ninguém veja. Por sorte aquele corredor não passava muita gente, Marcos dizia que talvez por isso tenham feito aquela parede falsa ali.

Eduardo chegava da cabine com sua “caixinha” que ele mal conseguia carregar, e quando a abriu, todos se impressionaram com o tanto de coisas que ele trazia lá. Dudu pegou a lanterna e me deu para eu poder ver o que havia dentro do buraco feito na parede. Com cuidado olhei e vi que bem no fundo havia um mapinha amarrado a uma caixinha, enfiei a mão no interior do arrombo e retirei os objetos, e com cuidado levamos para a cabine do meu primo Dudu.

Chegamos na cabine dele e tentamos abrir a caixinha, mas não conseguimos, então abrimos o mapa, que coisa ele tem apenas números, parece até um código, bem estranhos por sinal. Tentamos de diversas vezes diferentes decifrar os códigos, mas não deu certo.

Soa um sinal no alto falante e uma voz diz para que todos compareçam ao restaurante, fomos para lá. Encontramos nossos pais que nos deram uma bronquinha por sumirmos nesse tempo, e inventamos que estávamos procurando eles, meio desconfiados eles acreditaram em nós.

O comandante do navio Luigi Beneditto, informou que como o navio havia encalhado num banco de areia eles iriam permanecer alguns dias a mais ali até chegar o resgate. Eles teriam que rebocaro navio e para isso deveriam haver no mínimo uns três barcos rebocadores.

Minha tia, mãe do Marcos conseguiu falar com o capitão e descobriu que ele tinha uma filha de 14 anos, a nossa idade, e nos apresentou a ela. A menina se chamava Bárbara, nós a convidamos para um passeio no navio. Fomos andando e conversando, Eduardo, no meio da conversa, perguntou onde estava a mãe de Bárbara. Ela parou e nos levou a um salão com lugares para sentar e nos disse que sua mãe havia morrido em seu parto, e continuou falando.

Fim do 2° Capítulo.

Notas finais
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