Que Os Jogos Comecem!
17 Será?
- E como você voltou pra cá? O que aconteceu com ele?
- Eu fugi.
- Como assim fugiu?
- Eu não aguentava mais, fica longe da minha família foi difícil, ele abusava de mim todos os dias, me ameaçava e ameaçava você e ao seu pai, eu tive que fugir, eu só estava pensando em você minha filha, por favor eu te peço me perdoe, eu sei que agir de má vontade, eu pudia ter explicador naquela carta mais eu fiquei com medo dele descobrir que eu contei e fazer alguma coisa com vocês. Eu não queria que nada disso acontece-se, mas foi inevitável.
- Você não acha que pode vim aqui e pedir desculpa e achar que eu vou te perdoar e que vai volta a ser tudo o que era antes?
- Não, eu sei que não, mas eu esperava que você pelo menos me perdoa-se, eu não fiz por mal, eu só estava pensando em você.
- Você sabia que meu pai te traia? Que ele mantinha uma outra família, e que tem uma filha rebelde que mora comigo agora? E que depois que você fugiu ele se casou com ela?
- Sim, eu sabia, ele me contou que tinha uma outra filha e que dava dinheiro a mulher que ele engravidou pra cuida da menina, isso foi na época que tivemos uma briga e ele saiu de casa, eu tava grávida de você.
- Alice, eu e o David já estamos indo né David? — Patrick perguntou olhando pra mim.
- Serio isso? Vai me deixar sozinha com ela? — Apontei pra minha mãe.
- Vocês precisam de um tempo pra se entender.
- Não temos nada pra "entender", eu não vou perdoar e pronto. Ela podia ter muito bem chamado a policia.
- Não é tão simples quanto parece.
- Você podia ter deixado bem claro na carta o motivo, ai chamaríamos a policia e meu pai não tinha se casado com aquela mulher, eu não teria sido abandonada e nos seriamos uma família ainda.
- Você não sabe como eu me senti, como eu fiquei machucada, magoada em te deixar.
- Como você se sentiu? Você só pensa em você né? Sabe como eu me senti? Me senti traída, traída pela minha própria mãe, a pessoa que eu mais respeitava na vida.
- Me desculpa, eu sinto muito, muito mesmo, eu queria que tudo isso fosse mais fácil.
- Eu te perdoo, mas não pense que vai ficar tudo bem, e também não pense que você vai morar aqui comigo.
~
- Como foi com a sua mãe? Vocês se acertaram? — David perguntou.
- Desde quando se importa David? E nossa muito obrigado, vocês pensa que eu não vi vocês saindo de fininho lá de casa? Me deixaram sozinha com o monstro chamado Mamãe.
- Foi mal Alice, mas vocês precisavam de um tempo sozinha, se entenderem .
- Eu já me entendi com ela.
- Já? E como foi?
- Normal, eu a perdoei, só deixei a condição que ela não irá mora na minha casa.
- Você não acha que ta sendo injusta?
- Não.
- Alice. — Rachel apareceu gritando meu nome.
- Hey Rachel.
- A gente nem ta conversando tanto né? Se num aparece lá no quarto, não para em casa.
- Pois é, eu estou sempre fazendo alguma coisa importante. Mas e você como anda o coração?
- Vai bem na medida do possível.
- Que bom que já se sente melhor. — Ultimamente eu estou agindo estranho com ela, como se fossemos amigas, estranho, muito estranho.
- Pois é, eu vou indo ta? Depois a gente se fala.
- Claro.
Sexta-feira.
- Baile hoje, tu vai né Rachel?
- Claro, e olha meu olho está melhor. — disse apontando pro próprio olho — só uma maquiagem e resolve.
- Hoje o dia promete, concorda?
- Claro.
- David te chamou pra ser a parceira dele né?
- Sim, nós estamos nos dando bem ultimamente.
- Acho isso bom, quem sabe ele não faz você esquecer o Patrick?
- É, quem sabe...
~
- Esse baile tá ótimo. — Rachel disse meia bêbada, sabia que o David ia usa esse truque com ela, ainda mais que ela é tão ingenua.
Rachel POV.
Confesso que estava meia bêbada sim e dançava sensualmente com o David, se eu estivesse no meu estado normal, eu nunca faria isso, mas uma vez na vida a iludida tem que se divertir.
~
- David aonde vamos? — perguntei pela decima vez.
- Vamos nos divertir Rachel, relaxa.
Estávamos indo pra parte de trás da quadra do colégio, no qual sempre acontecia os bailes de sexta.
Quando chegamos vi uma cena que eu nunca queria ter visto, mas sabia que veria algum dia. Alice e Patrick se beijando, que dizer se comendo.
- David a gente tem que ficar aqui mesmo? Vamos lá pra dentro, tá bem melhor do que aqui vendo essa cena. — sussurrei pra ele.
- Tudo bem. — ele sussurrou de volta. Saímos de lá — Olha eu sei que e difícil, mais uma hora ou outra você tem que enfrentar. Afinal é sua amiga e seu ex-namorado.
- Isso ai, eu vou mudar, não preciso ficar abalada por um caso que não deu certo, afinal ele num tava apaixonada por ela? Eu não vou deixar nenhum homem me iludir, ou não me chamo Rachel Thompson.
- E assim que se fala. Não vale a pena sofrer por homem nenhum. Sabe eu te entendo, eu realmente gosto da Alice.
- Serio?
- Sim, desde que nós começamos a ficar e tudo mais, mas ela nunca sentiu o mesmo e provavelmente nunca vai sentir.
- Amar é difícil, ainda mais quando não somos correspondido, ai sofremos mais do que o esperado.
- Verdade.
~
- David o que esta fazendo? — perguntei assim que ele começou a beijar o meu pescoço.
- SHHH!, só relaxe e aproveite. — dito isso comecei a sentir sensações maravilhosas.
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