Que Os Jogos Comecem!
3 "Mantenha os amigos perto, e os inimigos + perto."
Notas iniciais
– Caia na real please — Me joguei no sofá de casa — Você não vai conseguir.
– Você não faz ideia do perigo de mexer comigo, não é? — Perguntei.
– Olha, eu até faço sim, mas sempre é bom arriscar, enfrentar o perigo. — Ele riu.
– Por um minuto senti pena de você, mas relaxa já passou.
– Você nem sabe por onde começar, porque tenta?
– Tanto faz. Ah quer saber? — Ele me encarou — Sei exatamente por onde começar.
Ele franziu a testa, eu levantei.
– Aonde tu vai?
– Vou ganhar um jogo meu querido. — Sorri, indo até a porta.
Fui andando pela rua, sorte que ele não me seguia, ninguém precisava ver meu belissimo plano em ação.Comecei a rasgar minhas roupas e bagunçar meu cabelo. Ótimo, agora pareço que fui assaltada, que comece com o plano. Fui até a porta e bati desesperadamente, logo ela abriu a porta.
– O que houve com você? — Ela pergunto com uma vozinha irritante.
– Me ajuda por favor. — Gritei, chorando.
– Calma, vem cá. — Ela me puxo até um sofá na enorme sala. — Agora me conte, o que houve com você.
– Uns caras me assaltaram, acho que queriam me assediar, eles eram tantos, mais com um pouco de sorte eu conseguiu escapar, até chegar aqui, quando você abriu a porta, eles correram. — Imitei uma voz chorosa, parecia que ela tava acreditando.
– Pode deixa vou resolve seu problema — Ela puxou um telefone celular.
– O que está fazendo?
– Ligando pra polícia, isso não pode ficar assim.
– Não, eu não quero que eles me procure depois, eles vão saber que fui eu.
– Ok então, como é seu nome?
- Alice, acho que estudamos na mesma sala.
– Que legal — Ela deu um gritinho agudo, que garota mais chata, pelo amor de Deus.
– Sou Rachel, prazer.
– Prazer. — Menti, não era nenhum prazer conhecer a garota que tirou a atenção de Patrick. Mais pra desfarçar sorri falsadamente.
– Devíamos ser amigas, sabe, você é legal, e é da mesma sala que eu.
– Claro ia adorar — Disse querendo gritar, me tira daqui — Acho melhor eu ir embora, eles podem ter saído já.
– Tem certeza que quer ir?
– Absoluta. — Forcei um sorrisinho, se ela não fosse tão lerda, ela teria percebido que era falso.
– Esse é meu telefone, qualquer coisa que precisa, só ligar. — Ela sorriu.
Eu fui andando até a porta, quando abri, com quem me deparo? Claro tinha que ser o mala do David.
– Você me seguiu? — Perguntei surpresa por ele está ali.
– Acha que é só você que joga? Mas enfim, que história foi essa hein? Vira amiga dela, foi joga baixo, muito baixo por sinal.
– Sabe, conhece aquele ditado: Matenha os amigos perto e os inimigos mais perto ainda, funciona bem.
– Profundo.
Cheguei na minha casa.
– Se manda. — Falei.
– Te vejo amanhã na escola, perdedora.
– Se eu não decidir te matar enquanto dorme.
– Adoro seu senso de humor.
Ele foi embora, entrei em casa esperando um longo banho quente.
– PAI?!
Que ele tava fazendo aqui?
– Tá fazendo o que na minha casa? — Gritei.
– Sua casa? Quem paga o aluguel sou eu, então é a minha casa, o que houve com suas roupas?
– Não te interessa, eu quero saber porque depois de tanto tempo voltou!?!
– Queria visitar minha querida filha, saber se ela não se mato.
– Agora eu vejo da onde eu herdei esse senso de humor lindo.
– Não me venha com essa de senso de humor, você não me engana, eu quero saber o que anda fazendo, ainda amiguinha daquele pervertido do David?
– Limpa a boca pra falar do meu melhor amigo. Pervertido? Não é ele que deixa a filha sozinha, pra ficar vadiando em Londres.
– Como você é ingrata, eu do casa, comida e roupa lavada e é assim que me trata?
– Casa pode até ser, mais roupa lavada? Eu que tenho que lavar minhas próprias roupas, enquanto o meu lindo paizinho fica comendo vadias pela rua, e fodendo com o querido dinheiro dele. Sinceramente, EU.ODEIO.VOCÊ. — Disse pausadamente a ultima parte e fui pro meu quarto, deixando ele lá com cara de taxo.
Tomei meu merecedor banho quente, e fui dormi.
Quando acordei não vi David, troquei de roupa e fui pra escola. Quando cheguei dei de cara com Patrick no corredor. Ele tentou se esquivar mais eu o puxei.
– Hey, nada de bom dia? Cadê seus modos com uma dama? — Perguntei sendo ironica.
– Não tenho modos com pessoas como você.
– Eu fiz algo de errado pra você me tratar assim?
– Não, só não gosto de você. — Ele disse me encarando.
– Isso seria um problema, porque eu gosto de você, muito.
– Alice eu conheço você, sei exatamente que eu devo só fazer parte de mais alguns dos seus joguinhos, eu tenho ouvidos sabia?
– Ah muito legal, você acredita em boatos de adolescentes que não tem nada pra fazer, e que ficam batendo punheta enquanto pensa nas 10 mulheres mais gostosa da televisão.
– Talvez, mas como você mesma diz: "Não é do seu interesse".
Ele saiu andando, ai que odio desse gostoso, da vontade de agarrar ele aqui mesmo. Pena que eu não posso fazer isso, não ainda. Fui pra sala pisando forte.
– Ui que selvagem — me virei e vi David me encarando.
– O que esta armando caro David?
– Só jogando Alice, só jogando.
Nos sentamos juntos — infelizmente -. Não demoro muito pra Barbie Chiqui Chiqui chegar. No intervalo fui procura ela. Achei ela sentada num banco, Michele e Clare estavam avançando nela, fiz o mesmo.
– Hey Rachel, posso me senta contigo? — Perguntei sorrindo.
– Claro. — Logo a duplinha de marias mijonas chegaram. — Ah, Clare essa é a Alice.
– Eu sei quem ela é. — Ela disse secamente.
– Nossa eu fiz algo de errado?
– Não, mas vocês são amigas? — Ela fez cara de nojo.
– Somos, a Alice é um amor.
Michele só sorria pra mim tentando se encaixar no "grupo", Clare com uma cara "O que você tá aprontando" e Rachel com a cara de " Eu amo vocês." ALGUÉM ME TIRE DAQUI, POR FAVOR.
– Hey meninas.
– David? — Rachel perguntou.
David sempre aparecendo pra estragar meu dia, que ótimo.
– Meninas esse é o...
– Eu sei quem é ele ta? — Clare gritou indo pro banheiro, e Michele sua capacho foi junta.
– Hum, tem alguém de TPM ou o que? — David perguntou.
O encarei com um olhar assasino, ele só sorriu com aquele sorriso de matar.
– Então, posso almoçar com vocês?
– Rachel! — Patrick apareceu, abraçando a Barbie — ótimo, muito legal isso. -
– Alice. — E depois olhou para o outro lado. — E… David.
Ele me encarou. Ótimo, agora ele desconfiava de tudo.
– Eu te vejo depois. — Patrick foi embora, Rachel abriu um sorriso enorme.
– Ele é um cara legal, não é?
– Discordo. — David adiantou, eu dei um sorriso forçado.
– Ta gostando dele, Rachel?
– O que? Não, eu só achei ele fofo.
– Uhum, e eu sou virgem. — Disse rindo.
Eu, Rachel e David almoçando juntos. Que cena linda de se ver, olhando assim até parece que realmente somos felizes. David não parava de jogar indiretas mas ela parecia não notar nenhuma. É muito idiota mesmo.
Na saída David me acompanhou.
– É parece que ela ta pouco se fodendo pra tu.
– Por enquanto. — Ele sorriu. — Mas também parece que seu plano não ta dando certo.
– Engano seu meu caro, ta saindo como que quero.
– Transou com ele já?
– Ainda não, mas todos nós sabiamos que não seria fácil num é?
– E porque ainda tenta?
– Porque se tudo fosse fácil, bebê não nascia chorando, se fosse fácil não tinha tanta graça.
Chegamos na minha casa.
– Agora conte-me, onde estava de manhã que não invadiu meu quarto?
– Saí por ai.
– Tava com a patricinha né, haha.
– Eu tenho uma meta a comprir.
– Qual? E aonde essa caixinha preta entra no meio. — apontei pra caixinha preta na mão dele.
– Um presente.
– Ui pra nossa queridissima amiga? Que fofo, você dando um presente pra ela.
– Tchau Alice. — ele foi até a porta.
– Poxa, mas já — ironizei — a claro, a caixinha e sua patricinha, que fofo David, já falei o quão fofo você é? — Ri.
– Tchau perdedora.
– Tchau drácula.
Deitei no sofá, tinha que começa a atacar agora, nada de joga na defensiva, peguei meu celular.
– Nick?
– Alice... Quanto tempo. — Ele atendeu.
– Pula essa parte.
– Tá estressadinha, é? — Ele riu. — Mas fala aí, quer que eu suje as mãos com quem dessa vez?
– Digamos que a nossa nova amiguinha. Vou explicar tudo relaxa.
– O que foi?
– Preciso que faça um servicinho.
– Estou as suas ordens.
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