Que Os Jogos Comecem!

4 Uma Proposta a Patrick.


– Quem é a isca que mordeu o anzol dessa vez?

– Como você é curioso.

Subi pro meu quarto.

– Sabe a novata? A Rachel?

– Sei...

– Parece que meu querido Patrick... Você sabe, tá curtindo a novatinha indefesa.

– Eu sei.

– O que você sabe que eu não sei?

– Fiquei sabendo que ele está pensando em pedi-lá em namoro... No baile dessa sexta.

– Perfeito.

– O que foi? Que acaba com a felicidade do casalzinho feliz?

– Você é bem espertinho hein — Ele riu. — Sabe o tão famoso "boa noite, cinderela"?

– E você quer que eu apague a loira?

– Well... Você pegou bem a idéia.

– Pode deixa comigo. — Ele disse e logo desligou. Meu plano tava dando certo até agora, nada pode me deter. Meu celular tocou.

– Alice!

– Hey, Rachel.

– Você é amiga do David, tipo assim, muito tempo né?

– Sim, porque?

– Ah, ele parece que ele tem segundas intenções comigo.

Argh, kill me now.

– Você gosta dele?

– Num sei Alice, ele é um fofo, mas é super estranho, e tem também aquele lance do Patrick.

– Eu sei, mas bota fé, o David é um cara legal.

– Eu acho que o Patrick vai me pedir em namoro sabe, a gente anda tanto junto nesses últimos dias.

– Hum...

– Mas ele é meio lerdinho para perceber que eu to meio que dando em cima dele né? — Falo a girl mas lerda do mundo. — Mas eu ainda acho que ele não gosta de mim. — Ela fez voz de tristeza. Argh, garota asquerosa.

– Jura?

– Uhum, mas agora eu tenho que ir, amanhã a gente se fala, tem que acordar cedo amanhã pra escola né. Beijinhos e até amanhã.

– Até.

Eu desliguei, não suporto essa garota, ARGH. Deitei e dormi.

Acordei, quarta-feira, eu odeio quarta-feira, quer dizer eu odeio todos os dias, me vesti e desci. Nada de Davidzinho again? Ele está se dedicando mesmo a isso hein. Fui direito pra escola, me deparei com o senhor certinho e gostosão no caminho.

– Vai me conta seu joguinho Alice? — Patrick perguntou.

– Talvez, se fosse fosse bonzinho comigo.

– Eu vo reformula a pergunta. — Ele parou na minha frente. — Que jogo está jogando?

– Porque, quer jogar comigo? — Perguntei sorrindo.

– O que você quer para deixar ela em paz? — Ele me cortou.

– O que está insinuando. — Me fingi de idiota, I loved it.– Rachel é super minha amiga, e você sabe, eu adoro fazer amizades, e ela se mostrou muito legal comigo quando precisei.

– Alice!

– Sabe, me subestimar é um grande perigo, mas entra no meu jogo? É suicidio.

– Não faça isso.

– Ok, eu vou falar. Você tem até o baile pra dispensa-lá, se não... Sua querida Rachel estará em apuros na minha mão.

– Você está me ameaçando?

– É Patrick, eu acho que estou sim, e ouse falar alguma palavra do que eu te contei aqui pra queridinha lá, e eu acabo com ela.

– Não provoca.

– Você ouviu querido, até o baile de máscara, se não — passei o dedo no meu pescoço, indicando que "eu cortaria sua cabeça".

– E como eu saberia que você não vai fazer nada até lá, ou depois.

– Se você me conhece tão bem quanto diz, sabe muito bem a regra principal.

– Que seria?

– Don't you remember? No rules.

Eu entrei na escola, e logo a loirinha veio até mim.

– Hey, Alice, você soube do baile dessa sexta?

– Claro, toda sexta tem um, sabe pra descontrair os adolescente, you know, pra fazer o diretor ganhar mais a cada mês, sem as festinhas esses adolescentes tinham saído daqui a muito tempo não acha, essa escola é um saco.

– Enfim, você vai?

– Talvez, e você vai?

– Claro, mas sabe eu queria mesmo é ir com o Patrick, mas eu acho que ele não vai me convidar.

– A que isso, eu tenho certeza que ele vai te convidar sim. — Menti.

– Acha mesmo? Ele nem falo comigo hoje. — Fez cara triste.

– Claro que acho.

– David foi lá em casa ontem, depois que eu desliguei o telefone. — Entramos na sala de aula. — Ele quer ir no baile comigo, mas eu num sei se vou com ele.

– Hum... Ah você que sabe, afinal quem vai acompanha ele é você, não eu, você que tem que se decidir.

– Eu sei, mas enfim, porque a Clare não gosta de você?

O que acontece comigo e com a Clare é que, ano passado quando ela entrou no colégio, realmente achou que eu era amiga dela, mas fazer o que né, ela só fez parte do meu lindo jogo com o David.

– Não sei... Acho que ela realmente acredita nos boatos, você já ouviu o que esse povo fala de mim? São coisas terriveis.

– Ah mas não fique assim, eu não acredito tá legal? — Ela perguntou feliz.

– Obrigada!

Eu sentei ao lado da Barbie. Ela não parava de tagarelar sobre mil coisas idiotas, eu só balançava a cabeça e sorria. Garota chata.

~

No intervalo, a Rachel foi chama o Patrick, ele olhou pra ela e saiu da sala. Sorri com a atitude dele.

– O que houve com ele? — Ela perguntou.

– Sei lá. — Menti, ai como eu to amando isso.

– Michele! — Ela gritou com aquela voz de taquara rachada, logo a Michele e sua amiguinha fútil Clare veio até nós.

– Hey Rachel. — Clare disse ignorando totalmente a minha presença.

– Vocês vão ao baile dessa sexta?

– Claro que eu vou — Clare disse toda felizinha, odeio ela — Eu vou ser a rainha com certeza.

Quantos anos essa garota acha que tem? Seis? Quanta modestia.

– Eu também vou, mas tudo que eu queria é que o Patrick me convida-se não o David.

– Como assim você quer que o Patrick te convide? — Ela gritou. A Rachel olho pra ela com uma cara confusa, mais muito engraçada. — Desculpa, eu vou indo.

Ela e sua capacho saiu andando pra sei lá onde. Ótimo, agora vou ter que agüentar a loira sozinha.

No final da aula fui me encontra com David.

– Quer uma carona lady?

– Claro belo senhor.

Nos entreolhamos e rimos. Entramos no carro, eu encarei ele.

– Sabe que esse seu papinho com a barbie não tá colando né?

– Não deu muito certo, ela tentou me atacar o travesseiro, e arrancar minha cabeça com um abajur.

– Você é muito patético sabia? Mas é aí, agora vocês estão "amiguinhos", é?

– Pelo visto, acho que sim.

– E o cordãozinho?

– Ela gosto tá legal? — Ele deu um sorrisinho.

– É uma pena eu estou te ajudando de certa forma.

– Como assim?

– Tirando Patrick do caminho, você ganha pontos com isso.

– Mas se eu tirar Rachel do caminho, talvez possa me ajudar também. — Sorri.

Ele não disse nada.

– Eu to falando serio ok?

– Acredito em você. — Eu sabia que ele esta me desafiando.

– Não sabe do que eu sou capaz querido.

– Acho que quero correr o risco, afinal não foi você que disse que correr riscos pra você é moleza? Pra mim também é querida.

– Você não vai querer… — Passei a mão em seu rosto. — Perder o prêmio.

– Assim você tira totalmente minha concentração na pista.

– Bom, pelo menos você morreria com o amiguinho contente. — Eu ri, e me joguei no banco.

– Engraçadinha.

– Fiquei sabendo que convidou a loira de farmácia pro baile, não perde tempo né?

– Claro que não.

– Talvez você nem encontre-a lá.

– Como assim?

– Nada David, nada.

Ele me olhou desconfiado.

– Eu só vou parar de jogar na defensiva agora.