Que Droga, Cas!
4 Sem Pornô Dessa Vez!
Notas iniciais
– Vai ficar ai me encarando? Eu acabei de falar a coisa mais gay da minha vida e você não vai falar nada?
– Eu não sei o que dizer Dean... – O Anjo parecia estar drogado ou algo do tipo. Lento e com o olhar meio divagado. Dean foi até a geladeira e pegou uma cerveja e a matou em segundos.
– Eu não sei o que vocês anjos pensam sobre am... Esses sentimentos entre dois homens ou o que seja, mas uma opinião sua seria legal aqui.
– Ao contrario de alguns por aí, não somos contra. Tivemos vários exemplos na bíblia como o caso de...
– Eu não quero ouvir historinhas de discípulos não valeu? Só quero que você esqueça o que eu disse e pronto. Vamos viver as nossas vidas em paz.
– Por que eu faria isso Dean? – isso desconsertou Dean por um momento.
– Ã... Porque você não me corresponda? Ou pelo fato de você ser um anjo? Escolha um.
– Ao longo desses anos com vocês aqui, eu aprendi o que é ter uma família de verdade e o que vocês humanos chamam de amor. Amor... No começo eu achei que era somente o fato de você ser o primeiro humano com que falo há milhares de anos, mas, os anos se passaram e eu pude ver o contrario. Como vocês humanos falam também, eu estou caidinho por você Dean... Falei certo? -Dean cuspiu sua segunda cerveja ao ouvir isso. Encarou Castiel com sua maior cara de surpresa.
– Eu ouvi bem? Um anjo está caidinho por mim?
– Eu disse errado? – Uma sensação preencheu o loiro. Uma sensação que fazia tempo que não sentia. Sua ultima vez foi no 4th de julho de 96, quando soltava fogos com Sam. A sensação de viver apenas o momento sem ligar para o futuro. Poder prolongar aquilo pela eternidade. Era uma coisa que ele queria fazer com esse momento. Uma parte porque estava assustado com o que vinha depois disso, outra por aquele momento ser um dos mais alegres que tivera em sua vida. Claro, ele se sentiu bobo por estar pensando como uma adolescente, mas fazer o que?
– Não... Mas não é todo dia que eu recebo uma declaração de um anjo sabia? – Castiel sorriu meio sem jeito. Silencio entre os dois. Ninguém sabia o que fazer agora. Castiel não era expert no assunto, Dean estava constrangido o bastante para não saber se devia ir beija-lo ou ligar a TV. Ficou um clima estranho entre eles. Não de um jeito ruim, apenas o desconforto dos dois perante aquela situação. Eles declaram amor ali, algo devia acontecer sem serem olhares de desejo e vergonha.
Dean finalmente tomou um pouco de coragem e pulou para a cama da frente, ficando ao lado de Castiel. A poucos centímetros do anjo, pôde sentir o cheiro de pós-barba. Aumentando a vontade de agarra-lo ali mesmo. Tomou um pouco mais de coragem e colocou sua mão junto à do anjo. – que corou instantaneamente. Dean estava se sentindo idiota por parecer com uma adolescente virgem. Já fizera coisa que deixaria um simples toque de mão comendo poeira. Mas era diferente dessa vez. Ele estava com Castiel. O que já é uma explicação plausível. Castiel voltou o olhar para Dean, deixando os dois se encarando a poucos centímetros um rosto do outro. Dando para sentir cada respiração ofegante dos dois. Dean trincou o maxilar mais uma vez. – aquilo era uma mania.
A porta se abre e Sam entra, fazendo Dean correr para a sua cama de frente ao anjo e agir o mais natural possível. Por sorte, Sam não pareceu notar o que houve ali, ou então fingiu não ter visto.
– Espero que estejam com fome! Trouxe Cheese Bacon pro Dean, hambúrguer pro Cass e um Triplo Cheese para mim! – disse ele entregando o lanche para cada um deles.
– Sam eu aprecio seu gesto, mas eu não como, lembra? Sinto sabor de moléculas e não do lanche como um todo.
– Não tem problema Cass, tenho certeza que o Dean come por você... – Dean engasgou um pouquinho ao ouvir aquilo e sua mente poluída distorcer algumas palavras.
Todos comeram, viram um pouco de tv, discutiram alguns assuntos de caçadores até Sam finalmente se deixar vencer pelo cansaço. Deixando apenas Dean e Castiel de novo ‘sozinhos’. Porém, agora tinha Sam na cama ao lado. Que qualquer barulho o faria acordar. Caçador.
– Cass, vou tomar um banho, fica aí vendo tv. Mas sem pornô dessa vez!
– Acredito que a essa altura, a babá já tenha aprendido. – Dean sorriu com a inocência do anjo e fechou a porta do banheiro.
Minutos mais tarde, ele sai do chuveiro já vestido e vai em direção a sua cama. Que só percebendo agora, Sam deitara na cama da direita, forçando Castiel dormir na cama ao lado da dele.
– Castiel, vai ficar vendo tv, ou eu já posso desligar?
– Pode sim Dean, não tem nada pra ver mesmo. E como eu disse a babá já aprendeu a lição. Porem dessa vez, quem deve ter errado foi alguma professora por que...
– Eu disse sem pornô não disse?
– Desculpa, eu passei pelos canais e vi. Não foi de proposito se é o que você esta pensando.
– Tarado mesmo... – Riu Dean. – vai querer a do meio ou a da esquerda?
– Esquerda. Mas eu não durmo.
– Bom pra você, pois eu durmo e estou cansado.
Se dirigiram para cada um em sua cama. Mesmo Castiel não dormindo, ele deitou e ficou pensando e repassando sua vida. Ele também iria ficar de guarda caso alguma coisa aparecesse, mas, ele lembra que Dean não gosta da ideia dele ficar observando ele dormindo.
– Boa noite Castiel.
– Boa noite Dean. – Dean queria dormir logo que deitasse sua cabeça no travesseiro, porem não conseguiu. Ficou pensando na situação de horas atrás que não conseguira cumprir. Como se fosse um virgem de 35 anos. E se tinha uma coisa que Dean não gostava de pensar era que ele agia igual a um virgem.
– Se liga Castiel. – Dean deitou-se sobre o anjo, colocou a mão atrás da cabeça do mesmo, do jeito que pode e beijo-o. Um beijo meio desengonçado por parte de Castiel, mas ainda sim foi um beijo com língua e tudo. Castiel até tentou colocar a mão atrás da cabeça de Dean.
– Eu não sou um virgem. Amanhã terá mais Castiel. – Deitou-se de novo na sua cama.
– Até que enfim! – disse Sam do outro lado do quarto.
Fale com o autor