Que Droga, Cas!

5 Eu Desisto Okay?


Notas iniciais
Eu curti escrever esse capítulo! Pude expressar mais os pensamentos do Dean. E teve outro beijo o/ Um pequeno spoiler não mata ninguém rçrçr

Dean saiu cedo do quarto de hotel, sem acordar ninguém — Castiel estava dormindo??? E seguiu a procura de um lugar mais calmo para colocar os pensamentos em dia. Rodou alguns minutos até achar um pequeno lago centralizado num parque um pouco longe do hotel. Por ser 6h00 A.M. não havia ninguém por ali. Nem pássaros direito tinham. Apenas aquele orvalho fino que repousava em cima das folhas da grama recém aparadas. Dava até para sentir aquele cheiro de grama recém-cortada. Encontrou um lugar onde os primeiros raios de sol batiam e sentou ali. Sem se preocupar se o orvalho molharia sua calça. Ali daria um bom lugar para aquietar os pensamentos que corriam em sua cabeça como animais selvagens num vasto campo. Parece um pouco exagerado, mas, quando se trata de Dean Winchester e sua cabeça de cima – geralmente a mais inteligente, nada daquilo era demais. Uma vez por mês, por ai, ele precisava de um lugar mais quieto para refletir. E geralmente isso acontecia num quarto barato de motel. Por isso ele apreciava essa mudança.

Agora, as duvidas que martelavam em sua cabeça, acabavam por remeter a Castiel.

O anjo conseguira foder a sua cabeça por completo. Não culpava o anjo, e sim a si mesmo por não aguentar uma barra como essa.

Ele tinha dificuldade de começar a pensar. Se ele começasse de um ponto errado, travava seus pensamentos e o frustrava mais ainda. Demorava a ele finalmente achar um ponto onde seus pensamentos começassem a fluir naturalmente. Então começou pela duvida que mais afetasse os dois.

Ser caçador.

Ser caçador por si só, já era arriscado demais. Mas quando se tem alguém por quem se preocupar, acaba virando uma arma nas mãos das criaturas que insistem em perturbar a paz alheia. Quando ele só tinha a Sammy, já era difícil. Quer acertar Dean Winchester? Ameace seu irmão. Esse devia ser o primeiro mandamentos dos monstros. Não haveria dedos nas mãos para contar quantas vezes alguém já usou seu irmão para atingir o Winchester. Todos sabiam que não importasse o que fosse ele iria atrás do irmão. Agora imagine ter mais alguém por quem se arriscaria a própria pele? Nessa vida de caçador, cada pessoa que você ame, é uma arma. Quer ser caçador? Ótimo. Esqueça cada membro de sua família. Não mantenha contado com ninguém e de preferencia coloque-os no primeiro voo para o Brasil. Lá os monstros não se atrevem ir. Dean uma vez escutou que isso era por causa de algum anjo. Mas não se lembra de muito bem.

Agora ter mais alguém na sua lista de ‘’devo me preocupar’’?! Isso não daria certo e certamente acabaria mal. Tudo bem que Castiel é um anjo, mas tantas criaturas são fortes o bastante para travar um anjo. Eve por exemplo, ninguém nunca ouviu falar na dita-cuja, mas bastou um estalar de dedos e Castiel virou um bebê de sobretudo. Ele não daria ao luxo de arriscar a vida das pessoas que amam pela simples ‘profissão’ que seu pai deixou-o encarregado. O negocio da família. A pergunta é: que família? Não sobrou quase ninguém! E ele estava disposto a salvar o que sobrou dela a todo custo. Mesmo isso significando que iria deixar para trás a vida de caçador.

Outra coisa que insistia por atenção na cabeça dele, era o fato de o que aconteceu ontem à noite? O que significaria aquilo num futuro próximo? Mesmo essa questão não ser tão relevante quando a anterior, ainda merecia atenção dele.

Ele e Castiel assumiram amor um pelo outro. Houve beijo e tudo mais. E agora? Dean deveria pedi-lo em namoro ou seguir em frente como se não houvesse acontecido? Mesmo ele não conseguindo fazer isso? Parte do seu coração dizia para esquecer todos os problemas, e beija-lo o máximo possível. O outro dizia para esquecê-lo e seguir com a vida de caçador. A parte mais romântica estava ganhando – sorte? Ele não via uma vida pela frente com Castiel numa casinha com cerca branca e um cachorro chamado Rex. Na vida que foi criado, aquilo só era possível em sonhos ou em filmes que aparecem a ‘’família perfeita’’. Onde todos riem em volta da tv assistindo um filme, com os filhos no colo dos pais e o cachorro deitado ao lado ou todos reunidos numa mesa, comendo, felizes e falando os fatos que aconteceram no dia-a-dia de cada um como se fosse a historia mais legal que já ouviram na vida. Sem monstros. Sem medo. Sem perigos. Apenas uma família normal. Uma coisa inatingível na vida de um Winchester.

Inatingível por falta de vontade? O que impede Dean de largar todas as armas de sal, todas as laminas de prata e seguir para um bairro chato, com vizinhos perfeitos, crianças na rua e tudo mais com Castiel? Uma casinha a uns quarteirões da de Sam? O que impedia ele de entrar naquele quarto de hotel meia boca e dizer tudo isso para Castiel? O que impede ele de fazer a maior declaração de amor que já fizera na vida?

Era isso que fazia ele ter vontade de socar a si mesmo. Nada o impedia. Talvez apenas o medo. Mas medo de que? Outra vez o nada. Não tinha o que temer! Não era de assustar crianças tacando ovos na sua casa no Halloween. Não era de assustar seu vizinho fazer uma torta de maçã como boas-vindas. Não era de assustar ter que fazer compras todos os meses por uma vida inteira. Ou ter que varrer a casa. Sabe quando Dean pegou numa vassoura para limpar alguma coisa? Nunca!

Ele não via uma vida assim com Castiel, mas era tudo o que ele queria. Quantas vezes teve vontade apenas sentar a bunda no sofá e assistir a um jogo de futebol? Ou reclamar de não ter nada na geladeira para comer, mesmo estando cheia? Ele queria tudo aquilo! Depois de ter permitido que famílias tivessem essas coisas, estava na hora dele mesmo ter essas coisas. Como na vez em que eles salvaram a família na sua antiga casa em Lawrence. Ele permitiu que a família tivesse todos aqueles momentos. Já estava na hora dele ter também.

Dean, depois de ter pensado bastante nas coisas que fodiam sua mente, voltou para o quarto de hotel e surpreendeu a todos que já estavam acordados.

– Eu desisto okay? Desisto dessa vida de merda. Desisto de tentar enfrentar essas malditas criaturas que só querem ferrar nossa vida! Desisto de todos os meus medos e de qualquer duvida que eu tivesse sobre uma vida normal. Eu só quero poder acordar e decidir se eu quero suco de laranja ou de abacaxi e não se devo atirar na cabeça ou botar fogo. Eu quero uma vida assim... E eu vou ter... – Sam e Castiel assistiam a explosão de Dean com os olhos arregalados e espantados pelas palavras do caçador. Quando finalmente ele parou de falar e olhou nos olhos dos outros dois, foi que Sam tentou falar alguma coisa.

– Você ter certeza sobre isso? Pensou bastante?

– Com certeza pensei. – Foi até Castiel e o beijou. Sem ter vergonha ou medo. Apenas beijou do jeito que queria fazer a tempos. Separado o beijo, abraçou o anjo com toda a força que pode. Como se tivesse medo de perdê-lo(de novo).

– Você vem comigo?

Notas finais
Comentem ai gente!!! Quem sabe eu posso esticar essa fic mais uns 3 ou 4 capítulos? Não é mendigagem de coments u.u Apenas um troca justa com os leitores -q Até mais galerinha do mau/mal