Quase Sem Querer
1 Capítulo 1
Notas iniciais
—Mãe eu não acredito que você vai se casar de novo -minha mãe é muito sem noção, quase quarenta anos de idade e vai se casar
—Filha eu não posso fazer nada eu me apaixonei
—"Eu me apaixonei"—imitei a voz dela -Mãe nem eu me apaixono, como isso pode acontecer com a senhora?
—O amor me pegou -ela disse sorrindo
Revirei os olhos
—Mãe para com isso, é sério ta me assustando
—Então vai ajeitar suas coisas
—Quando que a gente se muda? -perguntei com tédio
—Hoje -disse sorridente e batendo palminhas, meu Deus, ela parece mesmo uma adolescente.
—Quê? -caí da cama -Ai, a senhora andou bebendo foi? -levantei
—Bora, você tem uma hora -e jogou o travesseiro em mim
—O que eu fiz pra merecer isso? -fiz drama, sou ótima nisso, talvez até ela mude de..
—Deixa de ser dramática garota -ou não
—Urgh -fui pro meu quarto pisando duro, arrumei minhas TODAS as minhas coisas, esvaziei meu closet -Legal ter que abrir mão de tudo porque minha mãe ta sofrendo uma paixonite, meu Deus, interna, senhor, interna. -resmunguei, peguei meu hamster e desci
Mais tarde minhas malas já estavam prontas e eu as joguei na sala até que um carro chegou pra nos buscar, legal agora eu tenho um motorista
—Pelo menos tem dinheiro né? -minha mãe me repreendeu e mandou eu entrar no carro calada e entrou em seguida
—Pensei que tinha se livrado desse negócio -disse com desdém
—Nunca, Bilbo é minha paixão -choraminguei -É o único com quem eu posso conversar -e lá estava ele brincando em sua rodinha -Mãe qual o nome do carinha lá?
—Walt Miller -ela disse suspirando. Revirei os olhos de novo.
—Nunca ouvi falar -dei de ombros
—É porque ele trabalha na Europa, querida
—Ótimo, assim posso passar as férias em Paris -bati palminhas
—Nada disso, você vai ficar em casa com o filho dele
—Ele tem um filho? Ah mais é claro que ele tem um filho, um pirralho pra me infernizar -era só o que me faltava
—Com certeza é -ela riu, não entendi porque, mas riu. O motorista chegou no aeroporto, fizemos o check-in e embarcamos pra Califórnia, depois de umas 3 horas chegamos na casa do tal Walt Miller, que por sinal é enorme de grande, entrei enquanto falava com Cece pelo celular ~ela é minha melhor amiga~ o clima da Califórnia é tão diferente de NY, terei que montar um novo guarda-roupa pra mim, e a escola? eu não conheço ninguém e ainda vou ter que pagar de babá pro filho do homezinho, desliguei o telefone e a Cece começou a me mandar mensagens. Ela não para.
Entramos na casa eu tava rindo com as mensagens da Cece, mas minha mãe chamou minha atenção e eu direcionei meu olhar pra frente e vi o gostosão na minha frente, acho que ele é o Walt, se for, caramba minha mãe se deu bem. Homão da porra ele.
—Filha esse é o Walt -ele é alto, bem alto, um metro e oitenta mais ou menos, olhos azuis, sim, azuis, cabelo preto, meio bagunçado e bonito, minha mãe realmente deu sorte, ele é um gato, imagina o filho dele quando crescer, mas esquece.
—Se deu bem ein mãe -cutuquei o braço dela.
—Hailey! -ela me repreendeu
—Tudo bem Jenny, estou acostumado a elogios
—Sem graça -ela bateu nele
É o dia vei ser longo...
Fale com o autor