Notas iniciais
...

—Oi, você deve ser a Hailey -cara eu tava em outro mundo admirando aquela casa, o que era aquilo, casa não, mansão, eu ia morar numa mansão, é talvez não tenha sido má ideia sair de NY. Não prestei atenção em nada, até minha mãe, delicadamente, me dá um tapa, fazendo com que eu despertasse de meus pensamentos e percebesse que certo alguém tava com a mão estendida pra mim.

Apertei sua mão -Prazer, sua futura filha

—Hailey! -minha mãe repreendeu de novo -Eu avisei sobre ela

—Não sei o que ela falou de mim, mas garanto que sou uma ótima pessoa.

—Imagino que sim, ela me falou muito bem de você. -disse sorrindo, mostrando aqueles dentes reluzentes

—Ah sim -depositou um selinho nela, fiz careta com aquilo e depois um 'tse'

—E também falou que você tinha um filho, e ai cadê o pirralho? -falei com desinteresse

—O Pedro? Ele não é..

—Sch.. -minha mãe interrompeu, achei estranho -Só chame ele

—Okay, Pedro -quase cai pra tras com o susto

—Já vou pai -o garoto respondeu, não dei importância e voltei a falar com Cece no celular, essa garota é maluca. Alguém pigarreou me fazendo olhar pra cima e ver um garoto tipo eu, não que eu seja um garoto, mas tipo adolescente, minha idade e tal, ah vocês entenderam

—Quem é você? -arqueei uma das sobrancelhas

—Pedro, quem é você? -ele repetiu meu gesto

—Pedro? -arregalei os olhos -Ele é seu filho? -os encarei

—Sim -respondeu simples

—Você não é um pirralho, nem se parece com um, vocês mentiram pra mim. -me direcionei aos pilantras

—Não mentimos, você deduziu que ele fosse um pirralho -mamãe rebateu

—Achou que eu fosse um pirralho?

—A culpa não foi minha, ela me fez acreditar nisso -apontei pra sujeita

—Tanto faz -ele revirou os olhos -Pai, eu vou sair com os garotos

—Você está me avisando que vai sair, ou pedindo permissão? -perguntou Walt confuso

—Tô pedindo dinheiro -ele bufou e lhe deu duas notas de 100

—Só ele ganha dinheiro ou eu também tenho direito? -perguntei, aproveitando a oportunidade

—Hailey!

—O que é? Ele é o meu futuro pai, vai me bancar de um jeito ou de outro -

—Aproveitadora -Pedro se intrometeu

—Cala a boca, é conversa entre pai e FILHA -destaquei o filha pra ele se tocar, que garoto metido

Ele revirou os olhos.

—Não fui com a cara dele -falei baixinho

—Óbvio, não tem como você com a minha cara literalmente falando -respondeu sem importância

—Você é um idiota

—E você abusada

—É.. esse encontro não foi como a gente esperava -minha mãe suspirou

—Mãe, onde é meu quarto? — falei emburrada

—Em frente ao dele -bufei

—Que ótimo — subi pisando duro, sério, eu tava a ponto de arrombar o chão, cheguei lá em cima e não sabia qual era meu quarto, tinha duas portas exatamente iguais -Qual é a merda do quarto? — escutei uma gargalhada vinda lá de baixo e cruzei os braços esperando alguém responder

—Esse é seu quarto -ele respondeu e abriu a porta

—Obrigada -falei rindo falsamente, entrei e fechei a porta na cara dele

—Atrevida -ele murmurou através da porta

Peguei meu celular e liguei pra Cece

—O que tu quer coisa?

—Cara, seu amor por mim é impressionante -falei suspirando

—Qual a novidade? Agora fala logo que eu tô ocupada -

—Ta fazendo o que?

—Pintando as unhas -revirei os olhos -Vai fala logo

—Eu não te disse que o noivo da minha mãe tinha um filho?

—Sim, disse um pirralho

—Bom, ele não é tão pirralho assim

—Para tudo, quantos anos ele tem? -podia ver seus olhos arregalados em minha frente

—Eu sei lá, deve ter minha idade -falei

—É gostoso? -senti uma animação em sua voz

—Eu não sei, não reparo em garotos idiotas

—Vish.. Já vi que brigou com ele -como ela me conhece tão bem?

—Não, eu não briguei com ele, ele brigou comigo -só falei verdades

—Ta certo -disse como se acreditasse

—Não acredita em mim? -perguntei incrédula

—Não, mas enfim, ele é bonito? -perguntou, de novo, ela não desiste. Revirei os olhos.

—Esquece esse garoto, eu ein

—Ele é bonito? -revirei os olhos

—Não sei, não reparei -verdade

—Qual o nome? -ela está interessada demais

—Pedro -respondi

—Pega uma foto dele pra mim -Cece não existe

—O que? não -ela está maluca

—Por que? você é uma hacker, não reprima quem você é, aceite e seja feliz -ela insistia nisso

—Eu não posso fazer isso, eu disse que nunca mais ia fazer isso

—Por favor, e eu sei que você não vai resistir por muito tempo -eu tenho a pior amiga do mundo

—Cece, eu fui presa por isso, tenho certeza que não serei feliz dentro de um cela -depois conto a vocês essa minha pequena aventura.

—Por favorzinho.. -eu podia ver o beicinho dela na minha frente

—Ta bom, mas você está me devendo uma -terminei a ligação e peguei meu notebook, em pouco tempo eu estava dentro do dele, achei algumas fotos dele sem camisa, isso é que é amor próprio, enviei todas pra Cece e fiquei olhando, apenas olhando as fotos.

—O que você está fazendo? -fechei rápido o notebook

Merda. Merda. Merda.

Notas finais
...