Notas iniciais
ahhhhhh que saudades de vocês! sinto muito pela demora gente, é por que a escola ta consumindo todo meu tempo, nem o final de semana eu tenho livre para postar pra vocês!
Mas enfim, eu consegui postar, e espero que gostem...

Kisses! Nos vemos la embaixo! o

Toc,toc,toc. Elena parou de escrever em seu caderno azul, ao escutar alguém bater na porta, mas antes que pudesse levantar da cama onde estava, um trovão ecoou pela janela, assustando Elena, fazendo com que ela se escondesse entre as cobertas, tremendo de medo. O barulho estrondoso invadiu pelas janelas novamente, Elena gritou exaltada, cobrindo a sua cabeça com a coberta na qual estava encolhida.

_ Elena, está tudo bem? – Elena escutou Damon bater na porta – Me deixa entrar...

_ ENTRA! – seu grito saiu abafado embaixo das cobertas.

Elena escutou Damon abrir e fechar a porta, em seguida os barulhos dos seus passos mascarados pelo som que da chuva. O colchão afundou, e ela deduziu que Damon havia se sentado ao seu lado. Os raios, relâmpagos e trovões não davam um intervalo, e logo outro ecoou pela janela fazendo Elena se encolher mais ainda em sua cama, fechando os olhos, apavorada.

_Shhh... – Damon tocou o braço de Elena e a acariciou tentando acalma-la – Elena, você está tremendo...

Damon puxou o coberto lentamente para ver o rosto de Elena. Pela sua expressão, ele percebeu quão aterrorizada ela estava. Elena estava em posição fetal, ela mantinha seus olhos fechados com força e nem quando Damon tirou o coberto que cobria seu rosto ela os abriu.

_ Lena... – Ele colocou o cabelo de Elena atrás da orelha dela – Se acalma, Lena...

_ Não consigo...

_ Do que tem tanto medo? – ele ainda acariciava o rosto de Elena – Me diz, Lena!

_ Eu tenho ceraunofobia...

_ Ceraunoquê? – ele olhou confuso – o que é isso?

Antes que Elena pudesse responder a Damon, um raio caiu próximo a janela de Elena, fazendo um estrondo tão grande que fez as paredes do quarto tremerem. Elena agarrou o rapaz ao seu lado pelo pescoço, o puxando em um aperto de urso, pegando Damon de surpresa. Ele tentou se desfazer do abraço esmagador de Elena, mas os músculos dos braços dela estavam travados ao redor do pescoço de Damon, era como se ela jamais fosse soltar.

_ Elena, você esta me sufocando... – Damon já estava ficando sem ar – Elena...

_ Desculpa... – Ela soltou o pescoço de Damon, mas não deixou ele se afastar – me desculpe Damon.

Elena olhou no fundo dos olhos azuis de Damon, ele percebeu o quanto estava assustada, as lagrimas surgiram aos olhos de Elena, ela estava prestes a chorar. Damon a puxou para um abraço, não tão esmagador quanto o dela a poucos segundos, não queria machuca-la, queria acalenta-la.

_Shhhh... Não chore Lena... – Ele alisava as costas de Elena – Eu estou aqui com você, não precisa ter medo, se acalma... Eu já entendi você tem medo de trovão...

Elena apenas gesticulou com a cabeça afirmando, ele a apertou mais ainda em seu peito. O calor vindo de Damon era reconfortante. Elena sentia o coração de Damon bater próximo a ela, fazendo ela se recompor e se acalmar. Ela colocou a mão em seu peitoral, sentindo o coração de Damon bater irregular ao seu toque. Damon subia e descia os dedos por sua coluna, a fazendo tremer, poderem não de frio.

_ Se acalme eu estou aqui, não precisa ficar com medo...

Elena se aconchegou mais nos braços ao seu redor, ele apertou o seu abraço ao redor dela. Um som saia de sua garganta, uma melodia, e logo ele estava cantarolando algo baixinho nos ouvidos da garota em seus braços. Elena fechou os olhos, deixando os músculos relaxarem, enquanto inspirava e expirava profundamente, sentindo cheiro de Damon, e em um instante ela estava novamente na clareira, podia ver os carvalhos brancos ao nosso redor, sentir o vento no meu rosto carregado com aquela fragrância amadeirado, e assim como no sonho de Elena, um calor invadiu o seu corpo, como se lava quente irradiasse por suas veias. Ela abriu os olhos abruptamente, lembrando-se da sensação que sentiu antes de dormir, como se alguém tivesse ao seu lado, embalando seus sonhos.

_ Damon... – Elena disse contra o peito de Damon – pode parecer estranho, mas...

Elena se desprendeu dos braços de Damon, o olhando nos olhos. Um erro tremendo, pois assim que fitou aquele mar azul a sua frente, sem ao menos perceber, já estava afundando no oceano que era os olhos de Damon..

_ Lena... – Ele incentivou Elena a continuar, no entanto ela ainda estava perdida na imensidão do mar – Está tudo bem, Lena?

_ Uhum... – um murmurar afirmativo foi a única coisa que Elena conseguiu emitir por sua garganta.

_ Tem certeza, Lena?

Damon levou a sua mão não machucada a testa da garota a sua frente, seus dedos escorregaram pela bochecha de Elena, chegando até seu pescoço, onde ali permaneceu. Abaixo da mão de Damon, seus nervos mandavam mensagens na forma de leves choques até a sua coluna, depois para o resto do corpo, que respondia com um calor que se espalhou tão rápido quanto se formou, fazendo o coração de Elena.

_ O que você ia dizendo, Lena? – a voz de Damon estava diferente, era um sussurro rouco embargado em, algo que Elena classificou como, sensualidade.

_ É que eu... Eu – Damon a mantinha presa em seu olhar hipnotizante – Eu sonhei com você...

_ Serio? – um sorriso maravilhoso surgiu em seus lábios.

_ Na verdade, antes de dormir, eu senti uma presença, um perfume invadiu meu quarto, eu tentei abrir os olhos, mas estava muito sonolenta, então, quando eu finalmente me entreguei ao mundo dos sonhos, lá estava você, nós dois, em um bosque de carvalhos brancos...

_ Uma presença? — Damon deixou sua mão cair em seu colo, olhando temeroso para Elena – Tipo um espírito?

_ De inicio foi o que pensei, mas depois eu... – ela hesitou antes de finalmente dizer – sei lá, deve ter sido o efeito do sono... O que me intriga é que...

_ O que? – Damon parecia nervoso.

_ É que parecia mesmo que tinha alguém comigo, e também por que meu subconsciente assimilou o cheiro amadeirado com...

_ Comigo... – Damon abaixou o olhar, como se escondesse algo.

_ Por que estava aqui? – Elena perguntou.

_ Como assim? – Damon olhou confuso para a garota a sua frente.

_ Você sabe... – Elena deu de ombros Omo se fosse a coisa mais obvia o que estava dizendo — Você bateu na porta agora a pouco, você deve querer alguma coisa não?

_ Eu... – Ele respirou fundo, aliviado, antes de completar sua resposta – Eu queria saber se você gostaria de ir comigo buscar meu irmão comigo, então eu escutei você gritando...

_ Não sabia que você tinha um irmão... – Elena sorriu confusa.

_ Bom, é obviu, você não sabe por que não te contei... – Damon falou abertamente – Ele tem a sua idade, é claro, ele não é tão bonito, ou inteligente, nem tem os meus olhos azuis magníficos...

_ Ah sim... – Elena prendia uma risada – Com certeza não!

_ Qual é Lena... – Damon sorriu de lado. – Vamos?


_ Por que não chama a Katherine ou o Jeremy? – Elena perguntou curiosa por Damon não querer levar a própria namorada.

_ Jeremy esta na praia, Kath esta dormindo, e pra falar a verdade... – Ele deu de ombros confessando – Meu irmão não vai muito com a cara dela, não sei por que...

_ O entendo completamente... – Elena já sentia uma simpatia pelo irmão de Damon mesmo sem o conhecer – Eu vou trocar de roupa, te encontro lá embaixo.


* * *


Eles estavam no Cadilac preto do pai de Elena há quase uma hora, o caminho até o aeroporto não era muito longo, porem a chuva não dava trégua e alongava o pequeno trecho em alguns minutos a mais. Elena e Damon não se preocupavam muito com o tempo de demoraria a viagem, aliás, a conversa variada e divertida sempre estava ali presente para passar o tempo.

_ Como está a sua mão? – Elena perguntou em meio a uma conversa sobre como filhotes são mais fofos que bebês.

_ Ah... – Ele fechou e abriu a mão repetidas vezes – Esta bem, eu acho.

_ Me deixa ver...

Elena puxou a mão de Damon do volante, tirou o curativo que ela fez na noite passada. Tinha uma linha avermelhada em sua mão, o corte não havia sido tão fundo e cicatrizaria rapidamente. Elena pressionou o dedo onde estava cortado na palma da mão levemente para testar se estava dolorido.

_ Ta doendo? – Ela perguntou ainda apertando o ferimento.

_ Não muito, incomoda um pouco – Elena apertou mais forte um ponto onde o vermelho era mais intenso — Aí!

_ Perdão, perdão... – Elena levou a mão de Damon até seus lábios, beijando as costas depois acariciando com os polegares tentando amenizar a dor – Quando você casar passa.

_ Ah claro... – Damon riu alto, olhando de lado para Elena – Então vai demorar um pouco pra curar então!

_ Você já esta um tempo com a Katherine... – Elena fixou seu olhar na mão de Damon apoiada nas pernas dela junto com as suas. – Logo vocês ficaram noivos, e depois se casaram...

Damon pigarreou sem graça, mantendo seu olhar fixo na estrada. Elena percebeu que o assunto era um pouco peculiar para Damon, e se sentiu mal por ter tocado no assunto, mas algo martelava em sua cabeça, por qual motivo isso o chateava, assim quando ela afirmou no caminho de carro até a casa de praia, que ele amava Katherine, ele hesitou assim como havia feito agora. Apostou consigo mesmo que logo ele desconversaria.

_ Já estamos quase chegando... – Damon disse, assim como Elena previu, desconversando

_ Tudo bem...

Elena soltou a mão de Damon, que logo retornou para o volante, e se reencostou no bando do carro. O ar ficou meio denso depois do ultimo tópico da conversa. Elena não queria tocar no assunto, também tinha medo de que qualquer coisa que falasse piorasse as coisas mais do já estavam, resolveu então deixar apenas que o som que saia dos altos falantes soasse na cabine, se manteria calada até chegarem ao aeroporto

_ Chegamos Lena...

Eles estavam se aproximando do aeroporto de paredes transparentes e com detalhes brancos. Não era grande mas era de tamanho considerável para aquela cidade isolada. Damon estacionou rente ao meio fio, e Elena ficou olhando ao redor procurando por um rapaz, ao menos parecido com Damon. Pelas paredes de vidro, Elena visualizou a personificação da beleza descendo as escadas rolantes, de calça e camiseta escuras e jaqueta de couro preta, com uma mochila da mesma cor nas costas. Damon acenou na direção das escadas rolantes, e Elena arregalou os olhos, não acreditando no que estava diante de si.

_ Aquele – disse Elena enfatizando — é seu irmão?

Damon assentiu, afirmando que o rapaz de cabelos castanhos e olhos verdes, que em nada se parecia com Damon e seus cabelos negros e olhos azuis. O rapaz sorriu para o irmão, e Elena finalmente encontrou algo que os dois tinham em comum, um sorriso encantador. A personificação da beleza, assim como classificado por Elena, abriu a porta do passageiro atrás de Damon.

_ E aí maninho... – disse o irmão de Damon, com um leve sotaque italiano, batendo no ombro do irmão o cumprimentando, depois dirigiu suas esmeraldas para Elena – Fico muito feliz em te ver em melhor companhia! Oi, sou Stefan Salvatore...

_ Elena Gilbert... – ela estendeu sua mão, cumprimentando Stefan – É um prazer conhecer você.

_ O prazer, sem duvida alguma, é todo meu, cara mia.

Stefan cumprimentou Elena, com um singelo beijo em sua mão, e enquanto fazia tal gesto, jamais desviou seus olhos dos de Elena, fazendo com que ela ruborizasse em resposta. Damon acompanhava tudo pelo retrovisor, incapaz de olhar diretamente.

_ Tá Steff, por favor... – Damon bufou revirando os olhos – Da pra parar de jogar seu charme italiano em cima de Elena, é desconfortável...

_ Fratello mio – Stefan soltou a mão de Elena, mas continuou a fita-la – Por que esta se consumindo em ciúmes se já tem sua ragazza.

_ Não estou com ciúmes – Damon revirou os olhos quando fitou a expressão de “tá bom, vou fingir que acredito” no rosto do seu irmão pelo retrovisor – Vamos embora antes que te largue aqui com uma passagem só de ida pra lugar nenhum.

Damon ligou o carro, indo na direção da casa de praia. Elena virou-se para janela disfarçando uma risada, e pelo retrovisor do seu lado podia ver Stefan tentando fazer o mesmo, só que sem tanto sucesso. Segundos depois os três estavam gargalhando.

_ Então Elena Gilbert... – Stefan se posicionou entre os bancos de couro branco do cadilac – Você é a filha ribelle de John Gilbert...

_ Rebelde? Porque acha que eu sou rebelde?

_ Pelo o que fiquei sabendo, você decidiu ir morar com a sua tia quando descobriu que seu pai se casaria de novo.

_ Não foi bem isso – Elena deu de ombros – Eu tinha meus motivos...

_ Posso saber quais? – Stefan a olhou curioso.

_ Foi apenas um na verdade, e ele tem nome... Katherine!

_ Come? Como assim? – Stefan olhou surpreso para Elena – Explica isso tudo pra mim...

Elena revirou os olhos nas orbitas, já estava cansada de tanto repetir o mesmo falatório de sempre. Sem mais delongas, disse toda a parte da sua historia em que Katherine estava relacionada. Stefan apenas prestava atenção nos relatos de Elena, e Damon se mantinha dirigindo, com os olhos fixos na estrada.

_ Eu entendi tudo em absoluto, também compartilho uma aversão a ragazza do meu maninho – Stefan colocou a mão no queixo pensativo – Somente uma coisa me perturba...

_ O que? – Elena olhava confusa para o rapaz entre ela e Damon.

_ Por que diabos você veio para essa viagem — Stefan estava praticamente gritando enquanto falava — se hospedar na mesma casa onde esta Katerina esta?

_ Eu sinceramente não sei – ela deu de ombros – eu vim por causa do meu pai, e so por ele não fui embora hoje pela manhã.

_ E o que aconteceu para querer ir embora tão cedo? – Perguntou Stefan, atento a todas as respostas de Elena.

_ Bom... Katherine e eu, tivemos uma pequena discussão...

_ Pequena? – Damon finalmente falou, depois de minutos em silencio – Ela te chamou de comedora de carniça, xingou a sua mãe, e você desceu um tapa tão forte que até eu fiquei surpreso!

_ O QUE? – Stefan disse exaltado, quase pulando para o banco da frente – Você deu um tapa em Katerina?

_ Sim... – Elena afirmou dando de ombros – mas eu não queria...

_ Tu sei la mia eroina! – Ele puxou Elena do banco, mesmo presa pelo cinto de segurança, abraçando Elena – Você é minha heroína! Tem minha total e absoluta amizade e admiração!

_ Tá Stefan... – Elena não podia deixar de rir com a empolgação de Stefan, conseguiu se soltar dos braços do rapaz voltando ao seu lugar – Eu não gostei do que fiz, mas jamais deixaria alguém falar daquele jeito da minha mãe, muito mesmo ela.

_ Com toda razão! Mãe é uma coisa sagrada, jamais deixe que falem da sua de modo ofensivo!

_ Sabe Stefan... – Elena se virou para trás para encara-lo – Estou achando que seremos bons amigos.



Notas finais
FINALMENTE! consegui encaixar o querido Stefan na história, deu pra perceber que ele também não gosta muito da Katerina!
Eu sei que é meio chato ele ficar falando algumas palavras em italiano, mas eu achei um charme... Ele veio da Itália passar as ferias com Damon... e ele e Elena serão grandes amigos, como ela mesma disse!
E ae? o que me dizem? gostarem? Espero que sim...
outra coisa, deixem seus reviews, senti falta de algumas pessoas no capitulo passado...

Beijos!