Quase Sem Querer...
11 Ódio justificado
Notas iniciais
Bom, perdoem os meus erros, e nos vemos nas notas finais!
Beijos
O caminho até a casa de praia se fez mais longo quando a chuva engrossou, impedindo a visibilidade de Damon e o forçando a parar em algum lugar na cidade antes que ficassem atolados ou algo pior acontecesse. Os três estavam em uma lanchonete simples, mas aconchegante, sentados em um banco único, um meio circulo de couro sintético preto, de frente para uma mesa redonda de madeira. Damon estava com o braço erguido com o celular na mão, procurando por um misero sinal, enquanto Stefan e Elena se ocupavam em tomar suas xícaras cheias de café preto e quente.
_ Droga... – Damon jogou o celular em cima da mesa exaltado – Nada de sinal, não tem como avisar a John que estamos esperando a chuva passa para irmos...
_ Você poderia perguntar pra garçonete se tem algum telefone fixo que possamos usar... – Stefan disse dando de ombros de um jeito sarcástico, Elena prendeu uma risada.
Damon lançou um olhar furioso para o irmão, que ergueu os ombros e perguntou um “o que foi?” silencioso, como se ele não soubesse, o que fez Damon ficar mais furioso ainda. Elena observou Damon se levantar sem dizer absolutamente nada e ir até o balcão falando com a garçonete que tinham atendido eles mais cedo. Damon sorriu simpático para a garçonete, logo depois acompanhou a garçonete para os fundos da loja.
_ Por que você faz isso? — Elena virou-se para Stefan assim que viu Damon desaparecer do seu campo de vista.
_ Faz o que, Elenita? – Stefan se fez de desentendido.
_ Fica pirraçando o Damon desse jeito... – Ela deu um gole em seu café, sentindo o liquido aquecer suas entranhas – Da pra notar o quão ele fica raivoso com isso.
_ Isso? Não é nada demais – Stefan deu de ombros com um sorriso encantador em seus lábios. – Nos sempre fomos assim, um pirraçando com o outro, é como dizer “te amo irmão” só que de um jeito mais divertido...
_ Ah, entendo... Posso te perguntar uma coisa? – Elena esperou Stefan assentir antes de finalmente perguntar – Qual a sua historia com a Katherine? Por que vocês não “se bicam”?
_ Ah, muito simples, eu gostava de Katherine... Jurava que a amava – Stefan disse com um sorriso verdadeiro em seu rosto, como se aquilo não o afetasse – Por que essa cara de espanto Elenita?
_ Nada... Prossiga.
_ Quando meus pais decidiram se mudar para esse país, eu estava com uns quinze anos e Damon tinha dezessete. Assim que as férias verão acabaram, nossas aulas começaram, eu era da mesma turma de primeiro ano do ensino médio que Katherine. De inicio nem nos falávamos, mas do nada ela começou a conversar comigo... Não posso negar mesmo com seus quatorze anos Katherine era muito bonita... – Ele deu de ombros e continuou — Aos poucos ela foi me conquistando. Ficamos muito amigos em pouco tempo, e logo ela frequentava minha casa e ela acabou se tornando amiga de Damon também...
Stefan deu uma boa golada em seu café, terminando com o liquido dentro da xícara, acenou para a garçonete que veio a mesa, e enquanto ela completava as xícaras com café, Stefan continuou a sua historia:
_ Algumas semanas se passaram, e eu pude sentir Katherine se distanciando da minha pessoa, e a cada dia mais ela perguntava sobre Damon, eu não suspeitava de nada, pois estava cego de amores por ela. Uma bela manha de domingo, eu acordei disposto a contar dos meus sentimentos para Katherine, ela iria à minha casa para estudarmos, e eu aproveitaria a deixa. Depois de algumas horas de estudos, ela me disse que estava com sede, eu fui até a cozinha e quando voltei, ela não estava mais na sala, mas ela não tinha ido embora pois suas coisas ainda estavam na mesa onde estamos estudando. Subi as escadas, e acabei por encontra-la, no quarto do meu irmão, o beijando...
Stefan mantinha o seu sorriso verdadeiro e cheio de dentes, e em nenhum momento ele pareceu nostálgico, ou triste ao relembrar tal historia. Elena o olhava confuso, pois o sorriso no rosto do rapaz a sua frente não se encaixava no contexto. Stefan tinha uma historia igual a dos filmes que Elena assistia com a sua tia, aqueles romance, drama, tragédia, onde o garoto ama uma garota, e ele acaba pegando ela entregando seus lábios para outro.
_ E o que aconteceu depois? – Elena enfim perguntou curiosa com o final da historia de Stefan.
_ Assim que vi os dois juntos, minha fixa caiu, e eu percebi que ela só se aproximou de mim para chegar ao meu irmão, tudo fazia parte do plano maligno de Katherine. Eu me tranquei no meu quarto, e assim que meus pais chegaram do trabalho disse que queria voltar para a Itália, viver com minha nonna. Meus pais não entenderam, mas eu disse que não tinha me acostumado ali, e queria voltar para minha terra natal, eles aceitaram, e no dia seguinte estava voando para a Europa. Meu irmão não entendeu o porquê, e até hoje não o disse, eu não quero que se sinta culpado, pois sei que se sentiria. E também não o culpo, pois se ele soubesse dos meus sentimentos jamais teria ficado com ela, tudo foi um jogo de Katherine, e ele foi o premio que ela ganhou quando chegou a linha de chegada.
_ Stefan... – Elena não sabia o que dizer, as palavras sumiram da sua boca – Sinto muito, não queria tocar em um assunto tão delicado...
_ Não Elena, não é delicado... Eu não tenho sequelas disso, superei, e devo agradecer especialmente a todas as belíssimas garotas que existem na Itália. – Stefan gargalhou, e Elena não pode evitar a risada que se formou em sua garganta, depois de alguns minutos rindo ele completou – No fim, eu acabei por descobrir que nunca amei Katherine, eram só os hormônios de um garoto de 15 anos o controlando. A única coisa que penso agora é, Katherine jamais me mereceu, e ela não merece Damon também...
_ Ela ama o seu irmão, e ele parece ama-la também...
_ Vou te contar um segredo, mas é só entre nos – ele chamou Elena com o dedo indicador para que se aproximasse – Eu não acredito que ele a ame, quando Damon foi a Itália me visitar da ultima vez, ele me confessou que jamais disse “eu te amo” para Katherine. Eu acho que o que há entre eles dois, é só forçação de barra da Katherine, você sabe como ela é, se ela quer uma coisa, ela fará de tudo para conseguir, e enquanto não enjoar, ou achar um brinquedinho novo, ela não vai largar.
_ Quer dizer que Kath e Damon estão juntos há cinco anos, por que Katherine não abriu mão de Damon? – Stefan assentiu enquanto bebia o café em sua xícara – Isso parece meio doentio, não acha?
_ Totalmente, mas isso esta por um fim, e sabe por quê?
_ Não... – Elena negou confusa com a revelação de Stefan – Por que você acha isso?
_ Por que Damon finalmente encontrou alguém para dizer “eu te amo” — Elena arregalou os olhos e Stefan deu um sorriso de lado em resposta – Katherine nem imagina, mas dia após dia, o coração de Damon é cada vez mais preenchido por essa pessoa, e em um futuro, próximo, ele será dominado por seus sentimentos pela mesma, e vai chegar em um ponto ele não poderá mais negar a si mesmo, o que sente, e Katherine como castigo, perderá Damon pra sempre...
_ Como pode saber disso? Quem é essa pessoa?
Stefan estava prestes a responder, mas Damon surgiu em meio ao restaurante, se aproximando da mesa onde estava, fazendo com que o assunto dos dois fossem enterrados. Elena sentia uma agonia subir por seu esôfago se fixando em seu peito. Tomou um gole de seu café, tentando fazer o nó em seu esôfago voltar para onde ele veio, mas foi em vão. Ela não sabia o porquê daquele nó ter se formado, mas algo a indicava que tinha algo haver com a premonição de Stefan.
Não entendia porque, mas toda vez que pensava em Damon com outra pessoa, o nó em seu peito se fazia mais presente, a deixando com uma sensação desconfortável. E o olhar de Stefan para ela so fazia tudo piorar, ele tinha um olhar brilhante, como se sua previsão fosse correta e logo Damon agarraria alguma garota e diria que a amava em seus ouvidos e a beijaria ternamente. Elena tratou de expulsar esses pensamentos da cabeça antes que começasse a chorar, mesmo não sabendo o porque.
_ Consegui falar com John, expliquei a nossa situação, e disse a nossa localização, e que assim que essa tempestade passar, nos voltamos pra casa.
_ Va bene... – Steff respondeu em seu italiano nato. – Por que não comemos algo, eu já mais aguento mais tomar café!
* * *
_ Grazie, Dio mio! Finalmente chegamos!
Stefan levantou as mãos para o alto exclamando, Damon revirou os olhos para a reação exagerada do irmão, mas não podia culpa-lo, passaram quase três horas naquela lanchonete, esperando que a tempestade amenizasse pelo menos um pouco para que pudessem ir para casa, e agora, depois de todo esse tempo, estar a menos de cem metros daquela casa era motivo para agradecer e comemorar.
_ Mais alguns minutinhos e estaremos todos aquecidos diante de uma lareira com xícaras cheias de chocolate quente com mini marshmallows.
Elena disse já imaginando o liquido doce e quente descendo pela sua garganta. Todos naquele carro tiveram a mesma visão, e Damon pisou um pouco mais fundo no pedal do acelerador querendo chegar mais do que nunca em casa. Ainda chovia quando eles chegaram a casa de praia, Damon estacionou o cadilac preto o mais próximo possível, teriam que ser rápidos para não se molharem demais.
_ Lena, espera um pouquinho... — Damon tirou sua camisa de flanela xadrez vermelha com preto, ficando apenas com a regata branca de tecido fino que usava por baixo. Saiu e contornou o carro, chegando até a porta do passageiro onde estava Elena, a abrindo logo em seguida – Vem...
Ele passou a camisa por cima da cabeça de Elena, a protegendo da chuva, e saiu correndo para a entrada da casa, com Stefan em seu encalço. Damon não ligava se ficaria encharcado da cabeça aos pes, so pensava em leva-la o mais breve possível para dentro de casa, onde ela estaria segura da tempestade. Damon escancarou a porta e os três entraram porta adentro. Elena era a menos molhada, graças aos esforços de Damon, já o mesmo estava totalmente molhado, juntamente com Stefan.
_ Você esta todo encharcado Damon...
El ena passou seu olhar por todo o corpo de Damon, e se fixou no peitoral, onde a regata branca estava totalmente colada em sua pele, revelando seu corpo malhado. Seus cabelos estavam tão pretos, realçando o azul perfeito dos seus olhos, o seu nariz e suas bochechas estavam levemente rosados por causa do frio, o deixando mais perfeito.Gotículas de água desciam por seu rosto, indo diretamente para seus lábios cheios e também avermelhados.
Elena sentiu uma vontade enorme de sugar aquelas gotas de seus lábios. Ela subiu o seu olhar encontrando com o de Damon. Ele tinha visto e acompanhado todo o caminho que os olhos de Elena havia feito em seu corpo, praticamente o comendo com os olhos. As bochechas de Elena queimaram de vergonha, ainda mais quando viu Damon morder o lábio inferior desejavelmente.
_ Eu... eu vou trocar de roupa... – Elena dificilmente conseguiu desviar os olhos daqueles lábios – A gente se ver daqui a pouco, foi um prazer te conhecer Stefan...
_ O prazer foi todo meu, Elena... – Stefan sorriu de lado.
_Ah, Stefan... – A voz de Katherine soou no topo da escada chamando a atenção de todos para si – Que saudade do seu charme italiano...
_ Sabe o que é engraçado Katerina, eu não senti nenhuma falta do seu jeito piranha de ser
Ele respondeu sarcástico depois deu o seu melhor sorriso, fazendo Elena prender uma risada em sua garganta. Katherine ficou vermelhar, roxa, azul... ela estava furiosa, olhava para Damon, esperando uma reação da parte dele, mas ele não brigou com o irmão, ele apenas deu de ombros, o que fez Katherine ficar mais raivosa. Elena viu Katherine bufar de ódio, e logo depois ela saiu batendo os pes como uma criança birrenta que não ganhou o que queria.
_ Stefan... – Damon o olhou repreendendo, ele jamais faria isso com irmão na frente de Katherine, seria como dar o brinquedo para a criança que fez birra. – Cara, se controla, você está na casa do John, e ele é casado com a mãe de Katherine, eles ficarão furiosos se ela contar a eles, e te mandaram no embora no mesmo passo que chegou...
_ Olha, eu não vi Stefan fazer nada demais – Elena disse seria – A única coisa que eu vi, foi Katherine dizer que sentiu falta de Stefan, e ele respondeu como um legitimo cavalheiro italiano...
_ Foi exatamente isso que aconteceu... – Elena piscou como um gesto de cumplicidade para Stefan que piscou em resposta.
_ Agora se me derem licença, irei tomar um banho e vestir alguma roupa quente, sugiro que façam o mesmo... Buon pomeriggio, Stefan.
Notas finais
Me digam, o que acharam, deixem seus reviews, comentarios, mensagens, depoimentos, deixem o que quiserem!
Beiiijinhos da Mel!
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