Notas iniciais
Primeiramente, eu gostaria de agradecer imensamente pelas duas primeiras, espero que não as únicas nem as últimas,recomendações da fic.
Obrigada Isabela Thatcher e Anna Salvatore, eu agradeço muitíssimo pela recomendação de vocês, e o capítulo de hoje eu dedico a vocês duas.
O capítulo é um pouco curtinho, mas assim que eu revisar, e concluir, eu posto o próximo, eu espero que vocês realmente gostem desse...
Ps: Leitores fantasmas, saiam de seus esconderijos e mostrem que tem opinião!
Beijooos!
Até as notas finais!

[Pov. Elena]

O dia mal começou e eu já estou aqui escrevendo... a verdade é que eu não consegui voltar a dormir, graças aos recentes acontecimentos e ao meu mais novo e inusitado sonho, então vamos aos relatos:

Você, querido e ouvinte diário, mais do que ninguém sabe por tudo que eu passei nas mãos de Katherine quando mais nova, aliás, você esta comigo desde meus tempos de escola, e já utilizei muitas de suas folhas para desabar quando se tratava das implicâncias de Katherine... E agora, por causa da minha incrível e insensata decisão de vir nessa viagem, temo correr o risco de ter sair por aqui, e comprar algumas folhas para você, muitas folhas, talvez uma resma... isso me custará muito dinheiro.

Voltando... Sabe o quanto eu lutei para não ter que utilizar meus fabulosos conhecimentos das artes marciais nela, e quanto me controlei para não me igualar a ela e as suas birras, mas ontem, em uma simples noite, todo meu autocontrole se esvaiu pelas minhas mãos, sendo depositados diretamente na face de Katherine.

Eu sei, eu sei... O que fiz não foi bonito, e o rosto dela provavelmente também não. Acho que ficará vermelho por um ou dois dias, talvez um pouco inchado... Não me repreenda, ainda não lhe disse o que ela fez, espere e me dará razão:

Katherine xingou a minha mãe.

Isso mesmo que você entendeu, absorveu, leu, ou sei lá, ela simplesmente abriu aquela boca imunda dela para difama a minha pobre mãe, e eu não aceitei isso muito bem, o rosto de Kath é a prova disso... Porém, tenho alguns simples motivos, que listarei abaixo :

1º — Ela não conheceu a minha mãe, ( nem eu a conheci), para vim falar de minha mãe;

2º — Minha mãe não estava presente (em corpo) para se defender;

3º — Ela não é ninguém, (repito, ninguém) para falar da minha mãe; e por ultimo, mas não menos importante...

4º — Ela não é, e continua sendo, ninguém para falar da minha mãe.

São motivos meio falhos, mas são meus motivos, minha mãe, e ela não tinha esse direito, alguém tem que explicar que mãe é algo sagrado, não é pra ficar xingando por ai... Alguém manda um memorando pra ela, por favor, acho que ela deve ter faltado nesse dia.

Pois é, depois do lindo e bem dado tapa que referir em Katherine, e uma pequenina ameaça, me veio o remorso... Sim, remorso. Eu acabei me martirizando pelo o que fiz, por mais que tenha sido merecido, foi um ato impensado de minha parte, e isso foi o que eu considerei um erro. Não um erro, mas sim um deslize, pois o que Alaric sempre me ensinou, era não usar de força quando o assunto não fosse de urgência, talvez ele me castigue com alguns pesos, e corridas extensas.

Bem, eu passei um bom tempo chorando e pedindo perdão a minha mãe pelo o que fiz, e quando o sono pesava em minhas pestanas, um perfume insuportavelmente atraente e inebriante invadiu todo meu quarto, e um peso afundou o colchão do meu lado. Podia senti alguém acariciar meus cabelos, eu tentei abrir os olhos e fitar a pessoa que me adulava mas, o sono se fez maior em minhas pálpebras as fechando definitivamente, no entanto minha mente continuou alerta durante alguns poucos segundos.

Em algum momento, nesses poucos segundos, antes de finalmente me entregar a dormência do sono, eu pensei que talvez fosse minha mãe a me aninhar, mas pensando bem agora, não seria... Não que e não acredite que ela esteja sempre do meu lado, olhando e me acariciando enquanto durmo, foi por causa do perfume, geralmente associo a “presença” de minha mãe a um cheiro doce e floral, delicado e calmante. A fragrância que dominou as minhas narinas, era calmante, mas não vindo de flores, nem doce, nem delicado, era um perfume amadeirado bem leve, mas era bem presente, também era fresco, no entanto, eu podia sentir o calor subir pelo meu corpo somente de sentir aquela fragrância.

Aquele simples e complexo perfume invadiu meu quarto, meus pensamentos e meus sonhos... sim, meus sonhos. Enquanto aquela pessoa acariciava meus cabelos, seu perfume invadiu todo meu ser, me levando diretamente a uma campina ensolarada, rodeada por um bosque, onde carvalhos brancos predominavam na paisagem. Eu estava sentada na grama rente e molhada, sendo acalentada por algo, ou melhor, por alguém, e esse alguém emana um cheiro deliciosamente atrativo, como o perfume em meu quarto.

Olhei para cima, procurando ver quem era, acabei por encontrar o seu olhar, que mais parecia extensão daquele azul e límpido céu, eu conhecia aqueles olhos, mas eles pareciam diferentes, eles expressavam algo diferente. O par de olhos azuis, que já havia visto, eram luxuriosos e cheios de desejo. Aqueles, que agora me fitavam, eram simplesmente... Apaixonados.

Me aconcheguei em seu peito, sentindo o seu perfume amadeirado invadir meus pulmões e relaxar meus músculos, e por mais que eu conhecesse aquele olhar e aquele perfume, eu não conseguia assimilar em minha cabeça quem era, mas eu, sinceramente, me sentia segura naqueles braços fortes.

Uma de suas mãos se soltou do meu corpo, se encaixando perfeitamente na base do meu pescoço, erguendo o meu rosto pelo queixo até que os nossos olhares se encontrassem, e seus lábios tocaram singelos os meus, e por mais que eu não reconhecesse seu olhar, nem o perfume inebriante que emanava dele, meu corpo pareceu reconhecer de imediato a textura de seus lábios, e o gosto de seu âmago, quando sua língua invadiu a minha boca com sua essência.

Era Damon... Damon, ele acariciava a minha língua com a dele, e minha mãos foram para a sua nuca, agarrando os seus cabelos ali, e puxando ele para mais perto de mim. E por mais que seu toque fosse extasiante, ele também era calmo e amável, ele transmitia amor, puro e singelo amor.

Eu pensei que meu sonho pudesse se torna para algo melhor e mais memorável, porém, quando os seus lábios se separaram dos meus, e eu abri meus olhos, nada parecia com o que era antes, as arvores estavam sombrias e assustadores, e o gramado verde se transformou em uma relva negra, o céu não era mais azul, era escuro e raios brilharam entre as nuvens, o som alto dos relâmpagos me assustava, e quando eu tentei me aproximar de Damon, para que ele me protegesse, ele não estava mais ao meu lado. Olhei ao meu redor, o procurando, ele estava com um olhar triste e desconsolado, e preso em sua cintura estavam os braços de Katherine, ela me olhava com desprezo, mas o seu sorriso, que dominava boa parte de seu rosto, era o mais irônico e sarcástico possível.

Eu tentei chama-lo, minha voz não saia pela minha garganta, mas mesmo assim ele olhou em minha direção. Antes que ele pudesse dizer, sussurra, ou gesticular qualquer coisa com a boca, Katherine virou o rosto de Damon para si, tomando os seus lábios com volúpia. De repente, eu sentir um calor descer pela minha cabeça até meus pés, e em seguida um clarão cegou meus olhos, e um trovão estrondoso me acordou do meu sonho, que se tornou pesadelo.

Quando acordei, quase caindo da cama com o barulho que um raio fez ao cair ao lado da minha janela, estava, ou melhor, esta, chovendo muito forte. Jeremy veio aqui, perguntar de estava bem, se estava com medo dos trovões, (um segredinho: eu tinha medo de trovões quando era criança, e ainda tenho), disse pra ele não se preocupar, que conseguia me controlar... e me arrependo muito disso, pois agora a cada relâmpago eu me afundo mais no colchão, daqui a pouco encosto do trado da cama. Eu gosto do frio, mas quando ele vem acompanhado de trovoadas, em nada me agrada.

E por mais que raios, relâmpagos, trovões e trovoadas me assustem, eu ainda não consigo tirar aquele sonho da minha cabeça, ele estava vivo em minha mente, em minha pele, como se Damon, tivesse passado a noite ao meu lado, me embalando como um bebe, me abrigando em seus braços. Um sorriso irônico invade minha face agora, deve ser coisa da minha cabeça...


Notas finais
E ae? o que acharam? mereço reviews? recomendações? favoritos? um abraço? kkkkk
Bom, como perceberam, essa é uma página, a mais atual, do diário de Elena, (serio, nao me diga!) Eu gostei muito de escreve-lo, acho que nao se parece em nada com as curtas partes que vemos na serie, quando Elena escreve alguma coisa... se é que vocês me entenderam.
Eu ainda não achei onde o Stefan se encaixa nessa história, e nem quando voltaremos a ter um momento delena, mas sinto que em breve, em breve...
Bom, ja enrolei vocês demais, deixem seus comentários, suas criticas, todos são sempre muito bem vindos!Leitores fantasmas não se escondam, conte-me sua opinião!
Beijooos!