Quasar
21 Uma amizade
Notas iniciais
Capítulo, espero que gostem. Desculpem a demora meu tempo estava corrido.
Amanheceu e a luz do sol clareou pela janela. Dylan estava dormindo na poltrona do mesmo jeito, com as pernas esticadas e as mãos entrelaçadas, e com um moletom no rosto. Estava muito gelado por conta do ar condicionado e claro, o controle não estava ao meu alcance. Permaneci imóvel, e levei um susto com o toque do celular de Dylan. Ele acordou e atendeu com voz de sono.
— Alô? — disse ele esfregando os olhos — Mas como assim? Eu não posso ir, estou ocupado. O volume do áudio estava alto e deu para escuta quando um pessoa disse:— Não interessa, querem você aqui agora!Dylan levantou e desligou o celular. Perguntei:— Onde você vai?— Resolver algumas coisas. — disse ele pegando seu moletom e uma bolsa que estava ao lado da poltrona.— Você vai demorar?— Não sei. Ele estava chateado ainda, veio na minha direção e me deu um beijo na testa, apenas isso. Fiquei sozinha por um bom tempo. Quando deu nove horas a enfermeira entrou com uma bandeja, com bolachas, um pedaço de pão e um copo de suco, e com aquela linda e agradável cara de bom dia. — Está aqui. Coma! Peguei bandeja e comecei a comer as bolachas sem gosto, e tomei um gole do suco sem açúcar. Terminei de comer e coloquei a bandeja de lado. O médico entra no quarto e diz:— Bom dia Quasar! Tenho uma ótima notícia para você.— Preciso de uma.— Você terá alta hoje.— Sério? Nossa que coisa boa. — Você vai usar uma cinta ortopédica para não fazer esforço, e vou receitar alguns remédios para você. — Muito obrigada! Doutor.— Você está sozinha? Quer que eu avise à alguém? — Sim, por favor. Tim.— Irei, agora fique quieta e descanse.Fiquei muito feliz com a notícia, já era tempo de eu sair desse hospital. Depois de algum tempo Tim chegou.— E já estou aqui de novo. — disse sorrindo.— Eu sei o quanto gosta de mim, e não iria me deixar ao léu num hospital, sua querida amiga. Ele começou a sorrir e arrumar algumas coisas minhas que estavam num gabinete ao lado da poltrona. O médico veio me dar a alta e cumprimentar-me.— Olá, Quasar, você está de alta e sobre aquilo, não queria ser incomodo mas pense melhor. Eu dei um sorriso sem mostrar os dentes, um sorriso falso. Tim me deu um de seus braços e eu peguei uma muleta. A cada passo que eu dava o local da cirurgia doía mais e eu fazia caretas de dor.— Você está bem? — Perguntou preocupado. — Um pouco, só está doendo um pouquinho. — Quer que eu te leve de uma vez? No braço? — Não precisa se incomodar, está dando para andar.Continuei agarrada ao seu braço andando até o carro. Chegando lá, ele abriu a porta do passageiro. Eu sento com um pouco de dificuldade, ele entra em seguida e joga minha bolsa para o banco de trás. Tim dá a partida no carro e pergunta:— Para onde você vai? — Para minha casa.— Mas você vai ficar sozinha. Não quer ficar um tempo comigo? Olhei sorrindo para ele e disse:— Você é cheio de jogadas. — Só não quero que você fique sozinha.— Está bem, vamos.Ele seguiu até sua casa. Chegamos e ele teve que fazer esforço de novo, me sustentar no seu braço eu na minha muleta. Ele abriu a porta e sentou-me no sofá da sala; era uma casa belíssima, a sala tinha um sofá de 3 lugares reto, de cor bege e tinha uma poltrona igual ao sofá, a TV de plasma na parede, as paredes de cores claras, bem suave, bem clean. Ele perguntou:— Quer que eu tire seus sapatos para você não se agacha? — Eu não quero te fazer de escravo. — disse eu sorrindo.— Quê isso? Estou aqui para ajudar.Ele se agachou na minha frente, pegou o meu pé direito e tirou meu sapato. Tim alisava meus pés ao mesmo tempo que tirava os calçados, aquilo relaxava, mas estava ficando estranho. Quando ele retirou o outro puxei meus pés para perto e ele tomou um pequeno susto, levantando-se. Ele perguntou se eu não queria beber alguma coisa, respondi que uma água e ele trouxe. Ele sentou ao meu lado, olhou para mim e sorriu.— O que foi? — disse eu sorrindo.— A vida parece que leva embora o que você mais quer.Abaixei minha cabeça e disse:— Eu gosto muito de você Tim, sua amizade para mim é muito importante.Ele virou o rosto e disse:— Amigo. Eu já estava com umas pontadas no coração, e ver ele pronunciando aquela palavra me fez sentir o que ele está sentindo. Peguei na sua mão e comecei a alisar.— Você é a pessoa mais importante que eu tenho, você está comigo sempre e sempre está a disposição de ajudar, você é uma pessoa incrível, carinhoso e gentil, e o melhor de tudo isso Tim, é que você não muda. Eu te amo muito por isso.Tim me abraçou forte e sussurrou no meu ouvido:— Eu também te amo muito, Quasar.— Ai! — disse eu sorrindo discretamente.— Nossa! Desculpa, apertei demais.— Não tem problema. Esperei até anoitecer e nada de notícias de Dylan, Tim estava preparando o jantar e perguntou:— Ele não disse para onde iria? — Não, só disse que iria resolver um problema. Já eram nove da noite e Dylan não apareceu. Tim estava retirando os pratos da mesa e disse:
— Não se preocupe se ele não aparecer, você pode dormir aqui hoje, amanhã... — disse ele dando um sorrisinho.— Muito obrigada pela estadia. Os quartos da casa de Tim ficavam no andar de cima e seria um sacrifício subir elas. Eu estava com alguns curativos nas pernas e quando eu andava o ferimento na costela doía. Parei de frente as escadas e respirei bem fundo, ele parou do meu lado e disse:— Eu te levo.— Não precisa...Ele me pegou em seus braços devagar e me levou até o quarto. Era um quarto lindo, com cores neutras, uma cama com lençóis brancos, um tapete branco, o chão era de carpete bege. Ele me colocou na cama, ligou o ar condicionado e colocou o controle num criado-mudo bem perto da cama, ele disse que se eu quisesse algo era só gritar, desligou a luz e saiu. Parecia com o que minha tia fazia comigo, quando eu era pequena. Eu não queria incomoda-lo, já estava dando muito trabalho. Dormir sem fazer muita cerimônia, eu estava muito cansada e cheia de sono.Acordei no outro dia e meu celular estava apitando até dizer basta, quando olhei tinha mais de 6 ligações de Dylan e uma mensagem.Onde você está? Ele ligou de novo e eu atendi.— Oi.— Onde você está?— Você sumiu, não deu notícias e eu tenho que dar satisfações?— Quasar, onde você está? Desliguei o celular com raiva, ele some e eu que tenho que dizer onde eu estou, estou mais segura aqui do que com ele. Começo a ficar enjoada, primeira vez e não posso correr até o banheiro, então grito:— TIM! Imediatamente ele veio correndo no quarto:— O que foi? — Por favor, traz uma sacola, acho que vou vomitar.Ele correu e trouxe, bem à tempo. Vomitei tudo, parecia que não ia acabar mais, ele olhou para mim, retirou uma mecha de cabelo do meu rosto e disse:— Você está bem? — Estou... — disse eu ofegante.Ele ficou olhando para mim com aquela de: Por que você vomitou?Completei a minha frase, dizendo:— Esse remédio é forte.— Deita e descansa um pouco mais, vou preparar um suco para você não ficar fraca. Balancei a cabeça e ele me deixou sozinha. Depois de cinco minutos, Tim aparece com um copo de suco na mão e me dá. Tomei alguns goles e ele sentou na cama.— Dylan ligou pra mim.Parei de tomar o suco e olhei para ele.— E você o que você disse?— Que não sabia onde você estava.Fixei os olhos nele e comecei a sorrir.— Por que você disse isso?— Já está na hora da senhorita ficar mais com seu amigo. Comecei a sorrir, eu sabia que Dylan quando descobrisse iria ficar furioso, mas realmente eu estava afastada de Tim e ele merecia que eu ficasse um pouco mais com ele.
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