Quasar

16 Um amor de amigo


Notas iniciais
Capítulo da semana, beijos, espero que gostem.

A casa era simples, bem mais simples que a minha. Era uma casa de cor bege, estilo americana. Era pequena de sala conjugada com cozinha, era térrea, havia um corredor onde tinha três portas, uma levava ao banheiro e as outras aos quartos. Na sala havia uma mesa de centro, nela estava uma caixa com a foto que eu teria colocado na sala da outra casa, havia também algumas roupas e meu celular. Certamente, Dylan teria estado na antiga casa depois do ocorrido, estranho, pois pensei que as pessoas teriam levados meus pertences.

Liguei o celular e Tim deixou recado e mais de 10 ligações não atendidas, e como eu já esperava, Rebeca não respondeu as minhas mensagens, eu estava preocupada, como citei, ela não me mandava notícias à vários dias.

Josh pulou no sofá de cor marrom claro e dormiu, parecia estar muito cansado. Entrei no quarto com papel de parede de flores bem suaves, com a colcha de cor branca, deitei sobre a cama e dormi, querendo ou não ainda era cedo. Acordei com o celular tocando, era Tim. Atendi o celular com voz de sono.

— Quasar? Ainda bem que você atendeu, liguei várias vezes e nada de você responder, eu estava ficando preocupado.

— Oi Tim!

— Como você está?

— Estou bem e sua viagem?

— Voltarei amanhã!

— Tão cedo? Por quê? Não está gostando?

— Está! Mas resolvi voltar mais cedo.

— Está certo, nos falamos quando você chegar então.

— Está bem, até amanhã.

Tim desligou o celular, e então, escutei um barulho vindo da cozinha. Levantei da cama e andei até a porta devagar. Procurei algo para levar como defesa, olhei para os lados e avistei a cômoda. Os apoios da gaveta eram de metal, então, consegui retirar um e seguir para onde estava vindo o barulho.

Lentamente abri a porta do quarto, andei até a cozinha e chegando perto me virei rapidamente e acertei a pessoa com um golpe. Por sorte era Dylan abrindo a geladeira, ele gritou de dor, virou-se para mim e disse:

— Você enlouqueceu? — disse ele passando a mão no lugar da pancada.

— Eu pensei que era outra pessoa.

— E você acha que iria se defender com isso? Aliás, o que é isso?

— É o apoio da gaveta — falei um pouco envergonhada.

Ele olhou para mim e soltou uma gargalhada. Fiquei séria e disse:

— Por acaso você me deixou algo útil para eu poder me defender?

Ele parou de sorri e me abraçou bem forte, fiquei parada não fiz nada, ele beijou minha testa e disse:

— O que importa é que você está bem.

Parei e me afastei, ele perguntou:

— O que foi?

— Dylan, eu quero saber a verdade!

— Já discutimos isso Quasar!

— Eu não consigo Dylan, isso está me atormentando.

Ele se aproximou e pegou minhas mãos, olhou para os meus olhos e disse:

— Lembre-se que eu estou aqui com você. Está bem? Vamos ficar aqui hoje só por precaução.

— Passar mais um dia enfurnada numa casa com você não vai ser mais problema.

— É tão ruim passar o dia comigo?

— Só aguento porque depois você vai embora.

Ele sorriu e revirou os olhos.

— Não vai ser bem assim, mas está bom. Você que sabe.

Dylan sentou na frente do computador e ficou quase o dia inteiro trabalhando. Eram três horas da tarde, eu passei o resto da manhã e o começo da tarde lendo e Dylan no notebook. Me aproximei e perguntei:

— Você não quer alguma coisa? Está o dia inteiro nesse notebook, não se levantou para nada.

Ele parou de digitar e disse:

— Não precisa se preocupar, são problemas do jornal.

Dei uma rápida olhada e ele estava digitando um e-mail para uma Jennifer M. Carth, ele fechou o notebook e disse:

— Vamos assistir um filme? — olhando para mim, como se quisesse esconder algo.

— Mas você não está resolvendo problemas do jornal? — disse eu com tom irônico.

— Depois eu termino.

Eu fiquei desconfiada, mas ele me empurrou para a sala. Começamos a assistir um filme de comédia, ele tinha comprado pipoca e passamos o resto da tarde ali, na sala um do lado do outro.

À noite, preparei o jantar, uma pizza caseira, Dylan sentou à mesa e disse surpreso:

— Hum! Está aprendendo.

— Não é só você que sabe cozinhar. — eu disse sorrindo.

Ele comeu um pedaço e disse:

— Está médio.

— Médio?

Ele sorriu e disse:

— Está ótimo, boba.

Ficamos por algum tempo calados e eu disse, quebrando o silêncio:

— Você lembra do táxi?

Ele parou e olhou para mim:

— Como eu iria esquecer? Você bem educada.

Comecei a sorrir.

— Desculpa. Por ter sido grossa.

— Gosto de você assim.

Fiquei sem graça, levantei e pedi para retirar o prato, ele segurou meu pulso e disse:

— Haja o que houver Quasar, saiba que eu sempre me importei com você, você vai duvidar disso, mas, apenas lembre-se que eu me importo.

Balancei a cabeça positivamente e levei os pratos até a louça.

Eu disse que já iria dormir para trabalhar bem cedo, ele balançou a cabeça e se despediu. Entrei no quarto e fiquei lembrando da frase dita por Dylan, olhei para os lados, para o teto e depois de muita dificuldade consegui dormir.

No outro dia...

Pensei que Dylan tinha ido embora, mas quando levantei que tomei banho e fui para cozinha, dei de cara com ele. Ele olhou e disse:

— Bom dia!

Eu segui para a geladeira e o respondi:

— Bom dia! Como é que vou voltar a minha rotina normal, se você está aqui? — disse eu com uma caixa de suco de laranja na mão, olhando para ele.

— É só voltar a ela me incluindo! Simples. — disse ele tomando o café.

— Ah! Então, vamos “morar” juntos? — eu disse irônica.

— É o que parece.

— Olha, vou logo avisando: nada de ficar de gracinha, nada de ficar me cantando e nada de jogar esse charme pra cima de mim — disse eu, levantando com a caixa na mão, indo em direção à geladeira.

Ele soltou um sorrisinho e disse:

— A senhora que manda.

— Ah! E mais uma coisa, como você só chega depois no jornal, dá comida pra Josh, ele está com fome!

— Por que você não faz isso?

Eu sabia que ele não gostava de gatos e fiz de propósito, aquela cena dele dando comida a Josh era uma ilusão que ele criou. Olhei para o relógio e disse:

— Nossa, estou atrasada, tchau!

Peguei minha bolsa e fui embora.

Sai na rua e sentir um pouco de medo, eu estava insegura. Peguei um táxi, “já estava na hora de comprar um carro, não é?” e fui para o jornal. Antes de entrar peguei aquele café maravilhoso e fui. Ao entrar no elevador, Tim estava lendo um livro e abriu aquele sorriso meigo que ele tem, olhou para mim, fechou o livro e me abraçou. Foi um abraço muito bom, aquela insegurança foi embora em segundos. Ele me soltou e disse:

— Sentir sua falta!

— Também sentir a sua.

— Como ficou aqui, enquanto eu estava fora?

— Ficou tranquilo, Dylan estava tomando conta.

— Dylan? — Tim falou com ar de que achou estranho a presença de Dylan no jornal em sua ausência.

Tim soltou um sorriso, mas foi não igual aos que ele realmente faz. O elevador abriu ele saiu, foi embora e disse que depois nos falávamos.

Segui para a pequena sala do jornal e Erick estava conversando com Debora. Sentei e os cumprimentei. Erick olhou para mim e me abraçou:

— O que aconteceu com você? Fazia um bom tempo que você não aparecia, liguei para você e nada, fui na sua casa e disseram que estava em reforma.

— Eu estou bem coração! — disse eu o abraçando. — Obrigada pela preocupação.

Debora também me abraçou. Sentamos todos em nossos respectivos lugares. Dylan chega e passa na sala como se não quisesse nada, eu não olhei para ele, ele passou e eu estava concentrada no computador. Quando olhei para o lado, Tim estava na porta e viu quando Dylan soltou um sorriso para mim.

(...)

No final do horário, Tim vem falar comigo.

—Quasar? — disse ele colocando uma mão em meu ombro.

— Oi Tim — o cumprimentei alegremente.

Ele olhou para mim um pouco sério e disse:

— Posso te pergunta algo?

Respondi positivamente, ele disse:

— Você está tendo algo com Dylan?

Eu fiquei parada olhando para ele.

— Você gosta dele?

— Tim... Eu — fiquei confusa, eu sabia para falar que só o queria como amigo, mas eu não queria magoa-lo.

Dylan, inconvenientemente chegou por trás de Tim e disse:

— Vamos docinho?

Tim se virou e viu que era Dylan. Dylan olhou para ele paralisado e disse:

— Tim? Nossa... Eu não sabia que era você.

Tim olhou para mim e disse:

— Não precisa responder, eu já entendi.

E saiu. Fui atrás dele, passei por Dylan e ele olhou para mim indo em direção à Tim. Puxei Tim e disse:

— Tim, por favor espera!

— Eu já entendi, não precisa me dar satisfação de nada. Não importa com quem você esteja, mesmo que não for comigo, eu sempre vou estar com você.

Ele sorriu, um sorriso forçado e foi embora. Fiquei triste, Tim é uma ótima pessoa e realmente ele se importava comigo.

Voltei, e Dylan disse:

— Como ele está?

— Ele está bem pra sua informação. — disse eu, entrando no carro de Dylan.

Quando Dylan entra, eu parei e olhei para a janela e vi que longe Tim olhava para nós, aquilo me deixou com um aperto no coração.

No caminho, eu fiquei calada, Dylan pegou na minha mão, mas eu a puxei e fiquei com a cabeça encostada na janela do carro. Ele não deu se quer uma palavra até em casa.

Chegando em casa, Dylan pergunta:

— Por que você não contou à ele?

— Contar o quê? Dylan.

— O que está acontecendo entre a gente.

— E o que está acontecendo entre a gente? Só porque dormimos uma noite juntos você acha que estou casada com você? E porque eu estou morando com você forçadamente? — eu disse com o tom de voz alterado. — Eu não escolhi isso, eu amo Tim, mas eu não queria magoar ele. Ele é meu melhor amigo. E você...

— Eu sou o que Quasar?

Fiquei calada, olhando para ele fixamente.

— Respondi Quasar!

Comecei a sentir um arrepio, minhas pernas começaram a se contrair, respirei fundo. Dylan olhou para meus lábios que estavam secos, ele foi se aproximando como se fosse me empurrando, fui andando para trás e ele olhava para meus lábios e encostava os seus e tirava. Os arrepios começaram a se intensificar, segurei seu braço e disse:

— Não Dylan...

Ele retirou minha mão do seu braço e puxou meu cabelo para trás. Começou a beijar fortemente meu pescoço, intensificando cada vez mais os meus arrepios. Eu ficava dizendo em seu ouvido:

— Não Dylan...

E ele respondia:

— Responda o que eu sou.

E puxava cada vez mais com força meus cabelos. Nisso já estávamos no seu quarto. Era branco, parecido com o meu, com uma cama de casal com colchas grossas de cor azul claro e branco. Ele fechou a porta, retirou a blusa e veio em minha direção, chegando próximo à mim, o deitei e ele olhou torto, quando ele iria falar coloquei meu dedo em sua boca impedido uma palavra se quer. Sentei por cima dele e o beijei. Fazendo movimentos circulares e o beijando ele apertava minhas nádegas. De repente, parei, sentir que ele já estava ficando muito alegre, então, quis fazer uma parada brusca. Ele estava eufórico, olhou para mim na hora. Quando fiz movimento para sair de si, ele pegou-me violentamente encaixou-me em seu corpo como da outra vez, sentir uma queimação em todo meu corpo me fazendo ir no céu e voltar. Foi assim, arrepios, beijos intensos e muito calor envolvido. Deitamos sem fôlego, ele virou-se para mim e disse:

— Quasar, eu... — ele olhou para os lados e voltou a olhar para mim.

Coloquei meu dedo em sua boca e disse:
— Não pronuncie as palavras sem certeza.

Ele disse:

— Eu sei o que eu sinto por você, mesmo que você não acredite.

Dylan era assim, sedutor, cheio de gracinhas mas, ele demostrava algo, ele me olhava sempre com um sorriso no rosto, sorriso esse que me deixava feliz. Não quis responder, virei para o outro lado, fechei os olhos e adormeci.

Se passaram 4 meses desde a minha chegada e tudo o que aconteceu comigo, na minha aventura por Londres. Os dias que passei com Dylan na minha “volta à rotina” foram muito bons e seguros, saímos algumas vezes, parecia que nada tinha acontecido comigo, minha vida estava voltando ao normal. Eu e Dylan tínhamos uma amizade colorida, pois eu não me considerava namorada dele. Depois de algumas semanas passamos a dormir juntos, mas cada um com seu lado da cama.

Acordei cedo, sai da cama e Dylan estava dormindo. Tomei um banho e resolvi correr, estava um sol morninho, sol das seis da manhã. Comi um pedaço de bolo e um copo de suco.

Abri a porta e me espreguicei, liguei o fone e seguir correndo. Depois de correr uns três quarteirões, pressentir que estava sendo seguida, então, acelerei os passos. Corri mais rápido para conseguir dobrar a esquina, olhei para trás e não tinha ninguém fora do normal. Quando dobrei o quarteirão, uma pessoa estava parada na minha frente. Parei bruscamente levando um grande susto.

Notas finais
Espero os favoritos se gostarem e os comentários :* e até a próxima semana.