Notas iniciais
Capítulo da semana espero que gostem e favoritem se estão curtindo a história. Kisses :* e até a próxima semana.

Chegando no Museu, desci do táxi. Tinha uma escadaria frontal, do lado direito andando um pouco há um prédio de espelhos pretos. A parte da frente do museu, tem arcos românicos, com duas grandes torres bem trabalhadas, na parte de cima tem a bandeira do Reino Unido, do lado esquerdo dei umas voltinhas bem legais naquelas barricadas até entrar “fiquei tonta, mas entrei”, porque não se entra pela escadaria frontal.

Ao entrar há um grande esqueleto de um dinossauro o “Diplodocus”, mais para frente há um escadaria que leva a estátua de Charles Darwin. A zona azul, fica de acordo com o folheto do guia à esquerda na primeira entrada do lado da estátua do Diplodocus. Que coisa maravilhosa, eu fiquei encantada com tanta espécie linda que tinha lá. A primeira entrada à esquerda de novo dava para os Dinosaurs gallery (Galeria dos dinossauros), tomei um susto com aquele T-Rex de tamanho real soltando aquele “Rrrrrrouur”, confesso que sorrir bastante. Andando mais, saindo dos dinossauros e indo para a ala dos mamíferos a (Mammals Gallery), avistei uma baleia (Black night whale) também em tamanho real, o chão era azul e havia vários animais ao lado da baleia, como um hipopótamo bem engraçado, olhei no relógio e eram 10:45 da manhã. Fiquei olhando as vitrines de vidro onde tinha animais extintos e em risco de extinção.

Passei o tempo olhando e lendo as informações. Distraída, sentir uma mão em meu ombro direito, olhei pra o lado e era uma pessoa de boné preto, casaco verde e de calça jeans, tomei um susto e perguntei:

— Quem é você?

A pessoa olhando para os animais em nossa frente respondeu:

— Não chame a atenção! Apenas haja naturalmente. — disse a pessoa calmamente. — Interessante, não acha?

— Sim. — respondi desconfiada.

— O que acha desses animais?

— São muito interessantes, esse lugar é incrível. — respondi admirando o lugar. — quero ver logo a zona vermelha e ver os planetas e a história da terra.

— Gosta de estrelas?

— Gosto sim, minha mãe sempre ficava comigo admirando-as com o telescópio, antes dela morrer.

— Você senti falta dela?

— Sinto, mas por que essas pergun...

A pessoa tirou o boné e olhou para mim, eu deixei cair tudo o que estava na minha mão, até a bolsa caiu, meu coração disparou, fiquei sem ar e as lágrimas começaram a cair, comecei a tremer, era impossível, pensei “isso não é real, isso não é real”. A pessoa tentou se aproximar e pegar minha mão, mas eu me afastei com medo.

— Calma filha, mamãe está aqui!

Eu chorei muito, solucei, e disse:

— Você não é real, minha mãe está morta, ela morreu há 18 anos.

— Sou eu filha. — ela pegou minha mão e alisou seu rosto.

Chorando, me joguei em seus braços com um abraço forte. Ela retribuiu o abraço fortemente, sentir que ela também chorava e disse no meu ouvido:

— Eu sentir tanto sua falta minha filha querida.

— Eu pensei que a senhora estivesse morta, no incêndio mãe!

Ela se afastou limpando os olhos e eu também. Então ela disse:

— Agora haja como se não me conhecesse.

— Por quê?

— Eu vou explicar, vamos para a lanchonete.

Ela foi na frente e logo fui atrás, fomos para uma lanchonete que tinha subindo as escadarias da estátua de Charles Darwin ao lado esquerdo.

Sentamos numa mesa junto a parede, ela fez o máximo pra não pegar na minha mão, mas pegou. Ela sorriu um sorriso lindo, “eu acho que eu estou sonhando” pensei. Ela eufórica perguntou:

— Como está sua tia? Como está Orlando? E você? Você está tão grande e linda!

— Estamos todos bem mãe, mas... Como é que a senhora está aqui? — Fiz um gesto com as mãos de cima para baixo.

— Nossa, me empolguei tanto em ver você, que esqueci do principal. Você ainda tem o colar que lhe dei?

— Tenho, mas o que tem ele?

— Alguém tentou tira-lo de você?

Fiquei assustada, ela sabe de alguma coisa.

— Tentaram — disse eu assustada.

— Eles já sabem. — disse ela com voz de decepção. — Eu nem era pra estar me expondo, mas eu não resistir em querer ver você.

Sorri e então ela continuo.

— Não deixe que eles peguem o seu colar, não deixem que eles peguem você.

— Mas quem são eles mãe?

— Antes de você nascer, eu trabalhava num laboratório e seu pai trabalhava comigo, juntamente com um dos nossos amigos. Nós três estávamos produzindo um projeto, que era até o momento só sonho e ideias não comprovadas. Eu e seu pai tínhamos uma paixão e dela nasceu você, porém ele não sabe disso.

— Ele não sabe? Por quê?

— Depois de 4 anos de projeto, em um cubo conseguimos as 4 dimensões.

— 4 Dimensões? Mas o cubo só tem 3.

— Pois é Quasar, o cubo possui como você sabe 3 dimensões: Altura, largura e comprimento, o único lugar que possui a 4º é o espaço, que é o Tempo. O cubo de 4 dimensões na verdade se chama tesseract. Esse cubo, Quasar, foi feito de materiais que conseguimos de um meteorito em Nova York, esse meteorito continha uma pedra em seu interior roxa, ela brilhava intensamente. Então, começamos o nosso projeto. Um dia que todos do laboratório foram para casa, eu fiquei tentando bombardear as moléculas a procura de respostas. Por incrível que pareça esse pedaço de pedra se abriu, foi uma coisa fora do normal, abriu-se um feixe de luz até o teto, parecia um portal.

— Portal?

— Sim, um portal muito poderoso e possuía um poder incrível. Para você ter ideia, papeis, cadernos, vidrarias começaram a voar e ser sugados pelo portal, as mesas começaram a balançar e andar pelo laboratório, as luzes começaram a piscar e destruir as lâmpadas, os vidros, faíscas de fogo. Eu cai em mim e percebi que o meu sonho na verdade era uma arma muito poderosa e que poderia trazer muita destruição se usada de forma errada. Seu pai havia esquecido as chaves do carro, ao entrar no laboratório, ele ficou impressionado com o poder daquele objeto e correu para olhar mais de perto, eu então me joguei por cima dele para impedi-lo. O portal permaneceu aberto por cerca de 10 minutos e eu, estava procurando uma forma de fecha-lo. Quando tentei impedir seu pai, foi quando o portal fechou. Seu pai ficou fascinado com tanto poder e disse “Christina, essa é nossa chance de mostrar que não somos loucos, podemos ficar ricos com essa joia poderosa” eu disse que não e que iria destruir o artefato. Seu pai se irou, tentou pegar o Tessseract mas corri e o peguei primeiro, ele avançou com fúria dizendo “Você está sendo burra Christina, você viu o poder desse Tesseract? Quantos exércitos de vários países, até o governo iria nos cobiçar por possuímos a arma mais poderosa quanto o Quasar já existente” recusei em dar o objeto para ele, então ele se lançou contra mim, acionei o sistema de segurança, ele olhou para cima e disse “Você não irá destruir, ele vai ser meu e eu vou ser o homem mais poderoso e rico” Richard entrou correndo e seu pai saiu com pressa. Richard me segurou e perguntou o que havia acontecido. Ele me levou para sua casa onde por dias fiquei confinada a loucura para achar uma forma do objeto cair em mãos erradas. Seu pai procurava-me por todos os lugares e eu me escondia no porão da casa de Richard, onde era o último lugar que ele poderia imaginar. Confinada à 3 dias tentando achar a solução, descobri que estava grávida de você. Passei toda a minha gravidez sem sair daquele porão e tive você no mesmo. Poucos dias depois que você nasceu, conseguir criar uma chave para abrir o portal, e a chave é o seu colar.

— Mas se ele não sabe quem sou eu, como ele descobriu sobre o colar?

— Descobri a pouco tempo que seu pai torturou até a morte o meu querido amigo Richard. Onde ele não revelou sua origem e sim o que o seu colar fazia.

Fiquei completamente pasma com a história. Ele foi capaz de matar o amigo dele por uma ambição.

Minha mãe pegou minhas mãos e eu perguntei:

— Como é que a senhora tem certeza de que ele não sabe que sou sua filha?

— Fazia 6 anos que não o via mais. Meu nome no laboratório era Christina Beckrien, eu não tinha nenhum parentesco até onde as pessoas que trabalhavam comigo sabiam. Depois desse período de tempo, pensei que seu pai havia esquecido a ambição, mas eu estava enganada, passei a receber ameaças e ser perseguida por pessoas que nunca vi na vida. Foi quando resolvi forjar minha morte dentro do laboratório provocando um incêndio e escondi o Tesseract dentro da parede do fundo do porão de Richard, trancado pelas suas digitais, onde nem eu posso abrir e só seu colar abre o Tesseract.

Eu estava cada vez mais assustada com aquela história, sem mesmo eu querer me tornei a, digamos “guardiã” de uma arma poderosa que eu nem fazia ideia que existia. Ela então concluiu:

— Filha tenha muito cuidado, não dê esse colar para ninguém e não fale sobre isso para nenhuma pessoa, você não sabe quem está do outro lado.

Um rapaz alto se aproximou de nós, eu fiquei assustada e minha mãe disse:

— Calma ele está comigo. Diga?!

— É melhor irmos agora senhora Christina, não é aconselhável a senhora ficar exposta.

Ela levantou-se. Levantei juntamente e dei-lhe um abraço apertado. Ela afastou-se e disse:

— Lembre-se que eu te amo minha filha querida.

— Quando iremos nos ver de novo?

Ela pegou nas minhas mãos e disse:

— Eu não sei filha, não posso está me expondo.

— Eu entendo, mãe. Eu te amo — abraçando novamente.

— Também te amo filha.

Ela foi embora e eu fiquei muito emocionada, queria que aquele momento não acabasse nunca. Eu estava enxugando as lágrimas que havia caído no meu rosto, quando recebo uma ligação, era Dylan. Então atendi:

— Onde você está Quasar?

— Por que quer saber?

— Você não pode andar assim por tanto tempo, alguém pode ir atrás de você!

— Não foi você que disse que eu tinha que voltar a minha rotina normal? Então, estou na minha rotina normal. — disse eu com tom irônica.

— Está bem.

Dylan desligou o celular com uma voz de desânimo. Resolvi voltar para casa, querendo ou não Dylan estava certo. Peguei um táxi na frente do Museu e fui para casa. Desci do táxi e andei para a porta, Dylan estava sentado na sala pensativo, olhou para mim numa fração de segundos e levantou-se vindo em minha direção, beijou minha testa me abraçando forte, perguntei:

— O que é isso?

— Estava preocupado com você.

— Está certo.

Fiquei um pouco tonta e meu coração começou a acelerar, Dylan percebeu o que estava acontecendo e me segurou.

— O que você tem?

— Meu coração está muito acelerado.

Ele me sentou no sofá e disse:

— Vamos ficar em casa.

— Não, eu já estou bem, foi só uma tontura e o coração bem animado

— Você não está bem.

— Estou sim, não se preocupe.

Me levantei e disse que iria tomar banho.

No banheiro eu estava pensativa, lembrando de como foi ótimo ter visto a minha mãe, feliz pelo fato dela estar viva, e minha tontura passou, penso que foi por conta de ter visto a minha mãe. Depois que sai, Dylan pergunta se não quero jantar com ele.

— E então aceita?

— Não acha que estamos saindo muito não?

— Vamos... — falou ele pegando minha mão e me rodando.

— Está bem — disse eu sorrindo.

Seguimos para o seu carro. Seguimos para o centro onde começou a chover bastante, chegamos numa estrada que sempre passávamos para ir para o centro, onde era dos dois lados da via árvores e estava chovendo muito, onde só se dava para ver as sombras das árvores e as luzes ofuscantes dos postes. Eu estava sonolenta, mas lembrando da felicidade e comecei a sorrir observando pela janela do carro. Dylan olhou-me e disse:

— Está feliz? Gosto de te ver assim.

— Estou!

— O que aconteceu para você estar assim?

— Não sei, acordei assim.

Seu celular bipou, eu por impulso olhei, as mensagens chegavam na tela mesmo bloqueada. Então vi uma mensagem que me intrigou que dizia:

“Achou a garota e o colar? Peter já está ficando impaciente com sua busca, traga a garota assim que encontrá-la”

Fiquei perplexa, parada, sem reação. Dylan estava distraído conversando, quando parou e percebeu que algo estava errado. Ele avistou o celular em minha mão e o tomou de mim. Viu que eu tinha lido a mensagem disse:

— Quasar, eu...

— Para o carro!

— Quasar...

— Eu disse, para o carro agora!

Ele parou o carro no meio da estrada e desci, estava chovendo intensamente. Sai, olhei para os lados e segui de volta para casa para pegar minhas coisas. Como eu fui ser tão besta, como é que eu não entendi desde o começo que tinha algo errado. Como?

Dylan desceu do carro e correu atrás de mim, segurou meu braço e disse:

— Quasar, deixa eu explicar!

Virei bruscamente e gritei:

— Explicar o quê? Que você estava esse tempo todo me enganado? Brincando com os meus sentimentos? Esse tempo todo você sabia e eu idiota não percebi, esse tempo todo Dylan você sabia quem eram. Me enganei, não sei como fui tão otária de dispensar alguém como Tim. Me solta, não quero mais olhar pra você! — disse eu puxando meu braço, encharcada por causa da chuva.

— Quasar, eu gosto de você, eu não iria te entregar, no começo era parte do plano, mas eu passei a te amar, não faz isso, me escuta!

Fui embora na chuva, andando para casa. E ele ficou parado na estrada, colocando as mãos na cabeça, onde deu um soco no vidro do carro, segui com o coração despedaçado, chorando naquela estrada escura e percebendo que fiz a escolha errada.

Notas finais
Espero que estejam gostando.