Quasar

26 A gravidez


Notas iniciais
Olá minha gente, desculpe pela demora, tive vários problemas. Espero que gostem e vai ter capitulo novo essa semana sim.

Sentamos e ela se apresentou:

— Bom dia, meu nome é Sophia. Você é — disse ela com pausa — Quasar Orth, certo? — disse ela olhando para um papel.

— Sim, sou eu.

Ela fez algumas perguntas e pediu para que eu fizesse alguns exames ali mesmo na clínica. Dylan ficou me esperando e depois de fazer os exames ficamos na espera. Depois de algum tempo a médica nos chama novamente.

— Quasar, você está de 3 meses, certo? Sentiu alguma pontada? Nada?

— Não. — disse eu séria.

— Mas você sofreu um acidente quando ainda estava com semanas de gravidez. Foi uma grande sorte você não ter perdido, porque é muito comum quando se tem acidentes desse nível e estar com apenas semanas ocorrer um aborto espontâneo. Entretanto, de acordo com seus exames devemos ter muito cuidado com sua gravidez.

Dylan ficou inquieto na cadeira e perguntou:

— Por quê?

— A gravidez de Quasar é de risco, ela vem apresentando sintomas muito frequentes de enjoo, o que nos primeiros meses é normal, mas não com a frequência que ela possui, e vem apresentando fortes tonturas, coração acelerado. Se você tiver um parto normal, terá grandes chances de apresentar uma parada cardíaca por conta da força que terá que exercer, que consequentemente poderá leva-la ao óbito.

Aquela palavra "Óbito" foi o que mais me deixou apavorada, além de não querer o filho, eu ainda poderia morrer. Dylan segurou minha mão e ele estava mais assustado do que eu. A médica disse:

— Sei que essa não é uma notícia muito boa, mas tenho remédios e recomendações para fazer à você.

Ela passou uma lista de alimentos e de remédios que eu teria que tomar para controlar o coração e a diminuir os enjoos.

— Esses remédios irão te ajudar a controlar sua pressão arterial e fazer com que suas tonturas e enjoos diminuam.

Dylan pegou o papel e olhei para ele com um olhar mortífero. Levantei e cumprimentei a médica, Dylan fez o mesmo.

— Até mais Quasar. — disse ela sorrindo.

Quando saímos da clínica, olhei para ele e disse:

— E é assim que você quer que eu tenha essa criança?

— Com esses remédios e uma alimentação saudável, você e essa criança irão ficar fortes.

Comecei a sorrir e ele olhou para mim sem entender

— O que foi?

— É que, é tão engraçado você tentando ser alguém responsável, um pai responsável.

Ele parou na minha frente e disse

— Eu vou te mostrar que eu me importo com vocês dois. — disse ele colocando a mão na minha barriga.

Aquilo estava me fazendo bem, e a dúvida começava a gritar em minha mente. Seguimos para Londres e ele me deixou no jornal.

— Para onde você vai?

— Vou resolver alguns problemas.

Entrei no prédio, muito desconfiada e fui em direção à Katherine.

— Bom dia Katherine, como vai?

— Olá Quasar, bom dia! Estou bem e você?

— Estou bem. É, você sabe me dizer quem era a mulher que estava esperando Dylan ontem?

Ela olhou um pouco desconfiada e disse:

— Nunca vi ela por aqui, mas disse que precisava falar com Sr. Noer.

— Ela disse o que queria?

— Não, só que precisava falar com ele.

— Como ela era?

— Alta, magra, loira, de olhos pretos.

Resmunguei:

— Típica piranha.

— O quê? — disse Katherine.

— Ah! Nada, obrigada Katherine, tenha um bom dia.

Subi para a redação e fui para a sala de Tim, abri a porta sem bater e ele estava com Alejandro e mais dois homens conversando. Eles pararam e olharam para mim, Tim virou-se e disse:

— Diga Quasar!

— Ah! Não, depois eu falo com você. — disse eu entre a porta. — Como vai Alejandro? — balancei a cabeça.

— Olá Quasar, vou bem.

Fechei a porta um pouco envergonhada, antes que eu entrasse na redação recebo uma ligação da minha tia. Parei em frente à porta e atendi.

— Oi tia! Como a senhora está?

— Quasar — disse ela com voz alterada.

— O que houve tia?

— Seu tio, Quasar. — disse ela soluçando.

— Fala tia, a senhora está me deixando nervosa.

— Seu tio morreu. — disse ela chorando.

Paralisei, fiquei sem alguma reação. Eu não era próxima ao meu tio, mas saber que ele morreu. Olhei para os lados e as lágrimas começaram a cair sobre meu rosto.

— Calma tia, eu, eu vou para Nova York.

Ela gritou no celular.

— NÃO!

Fiquei assustada com a reação dela, nunca imaginei que ela fosse recusar que eu voltasse.

— Mas por quê?

— Não venha, fique ai mesmo, é uma armadilha.

— Como assim uma armadilha.

— Esse monstro está fazendo isso para atrair você.

— Mas tia e a senhora? Eu não vou deixa-la sozinha. Que monstro?

— Quasar, prometa-me que você vai se esconder. Não venha, por favor. Esconda-se o máximo que puder.

Comecei a chorar. E disse:

— Tia, eu não quero deixa-la.

— Eu sei me cuidar Quasar, agora eu tenho que ir, eu te amo meu amor.

Desliguei o celular e fui para o banheiro. Erick me viu pela janela e veio atrás de mim invadindo o banheiro feminino.

— Coração espera. Por que você está chorando?

Eu soluçava, não conseguia falar aquela dor estava me consumindo. Segurei com as duas mãos na pia e continuei chorando. Erick estava começando a ficar mais histérico.

— Ai coração diz o que você tem, está começando a me deixar muito preocupado.

Olhei para ele e disse:

— Eu não estou com condições psicológicas para trabalhar hoje. — disse eu chorando.

Erick abraçou-me e disse:

— Vem comigo que te levo até um táxi.

Quando saímos do banheiro, Dylan aparece na minha frente e Tim sai da sala ao mesmo tempo. Olhei para Dylan e gritei:

— VOCÊ SABIA!

Tim olha para Dylan e para mim:

— Quasar, tenha calma, o que houve? — disse Tim se aproximando de mim.

Dylan tenta se aproximar também, mas recuei e gritei de novo chorando sem parar.

— Mataram ele e você sabia!

Eu estava inconsolável, e Tim me abraçou, colocando uma mão nas minhas costas e outra na minha cabeça.

— Vem eu vou te levar daqui.

— Quasar, me escuta... — disse Dylan.

— Deixa ela Dylan, outra hora você fala com ela. — disse Tim.

Tim me levou para sua casa. Chegando lá ele me levou até o quarto de hospedes, não reparei tanto nos detalhes. Sentei na cama e ele ao meu lado.

— Agora me conta o que aconteceu. Você não pode ficar deste jeito, você está grávida.

— Por favor não me lembra disso.

— Quasar eu não estou te reconhecendo. O que está acontecendo com você?

— Eu estou cheia Tim.

Não aguentei mais ficar calada sobre aquilo e não poder falar com ninguém sobre o assunto exceto Dylan.

— Estou cheia de pagar pelos erros das pessoas.

— Mas do que você está falando?

— Estão atrás de mim por uma coisa que minha mãe fez no passado. Essas pessoas somem e reaparecem, mataram o amigo da minha mãe e agora mataram o meu tio.

— Orlando faleceu? E por que você acusou Dylan?

— Porque ele sabe Tim, ele sabe quem são essas pessoas e o que elas querem.

Tim ficou espantado em saber que o seu melhor amigo se envolve com pessoas desagradáveis. Ele levantou, colocou uma mão na testa e deu uma volta no quarto.

— Você quer me dizer que Dylan é um criminoso? Você não está falando sério.

— Eu não queria que você soubesse dessa maneira, eu nem queria que você soubesse.

— Agora você vai me contar toda a história.

— Mas Tim...

— Agora Quasar, por favor.

Contei toda a história a Tim e ele não estava acreditando em nada.

Tim foi para o seu quarto.

— Tim, espera.

Ele não quis me escutar e se trancou. Quando já era um pouco tarde, recebo uma ligação de Dylan, mas não atendo. Logo após recebo uma mensagem que dizia:

"Eu não sabia do que eles estavam fazendo, por favor fala comigo.

Eu não sabia, Quasar"

Deixei o celular de lado e fui para o quarto de Tim.

— Tim? Abre a porta por favor. — Disse eu batendo na porta.

Peguei na maçaneta e a porta estava destrancada, abri devagar e o quarto estava escuro, Tim estava deitado de costas para a porta, andei até a cama e ele estava adormecido. Sentei na cama e comecei a alisar seus cabelos, e vi que aquele menino, tímido, gentil, ainda continua o mesmo.

Ele abriu os olhos e pegou minha mão e disse:

— Você!

— Desculpa se te incomodei.

— Não, não incomodou.

Notas finais
Um forte beijoo, não se esqueçam de favoritar e acompanhar genten!!