Quantas Vezes?

33 É, vamos embora.


Notas iniciais
Aqui mais um cap, espero que gostem, e queria dizer que a fic está acabando (que triste). Não sei ao certo mas deve ter uns 3 ou 4 capítulos pro final. Mas espero que estejam gostando, estou tentando fazer um final que agrade a todos e bem bonito.

Era só o que me faltava, o assunto do dia chegou.

- Então eu não vou mudar nunca é isso mesmo que eu ouvi? – Diego disse sentando na beirada da cama.

- Ah, por favor, agora não! Se quiser tirar uma com a minha cara volta mais tarde, mas agora não. – Eu tentava dizer em meio aos soluços.

- Quem disse que eu to curtindo com a sua cara? Vim te fazer uma pergunta apenas. – Ah claro, acredito em você Diego. Mais inocente que puta no puteiro.

- E se for mesmo o que eu acho? Não muda em nada. – Me virei para encará-lo. – Além do mais você não tem que me perguntar nada, já ouviu tudo mesmo.

- Ta ta, chega. Você ta bem? – Ele me olhava fixo.

- CLAAAAARO DIEGO, to ótima! Melhor impossível! – Ri sarcástica – Seu acervo de perguntas idiotas ta grande hoje né? – Levantei e fui pro banheiro.

- Olha, Manuella. Sei que eu errei muito com você, mas eu acho que depois dessa putaria ta na hora da gente conversar direito. A gente sempre volta sem nenhuma explicação das coisas, e isso vai impedir a gente pra sempre se não tentarmos arrumar agora. — Ele estava encostado na porta do banheiro.

- E quem disse que a gente vai voltar? Quem falou em colocar as coisas no lugar? Aliás, que história é essa de pra sempre? Me poupa Diego, se eu quiser viver de palavras eu caso com um dicionário, dá licença. – Sai batida pela porta.

- Eu estou tentando ser o adulto da situação, agora se você quer bancar a criança de 5 anos, ta bom. – Ele deu de ombros.

- O QUE VOCÊ QUER, ME DIZ? – Gritei.

- Mano, você acabou de dizer que me ama, será que rola uma chance de tentar direito pelo menos UMA VEZ? – Ele alterou o tom de voz – É sempre a mesma coisa, eu é que to cansado! Você fica fazendo rodinha com a banda, eu, Bruno, Bruno, eu, e vira e mexe um amigo nosso! Isso dói sabia? Cansa! Mas eu to tentando, e você fica aí, bancando a bebezona. – Ele respirou.

- Acabou? – Ergui uma sobrancelha.

- Acho que já, porque? – Ele olhou confuso.

- Olha, faz assim, me deixa aqui, pensando em algumas coisas, e vai preparar seu discurso de desculpas, e depois que a gente voltar pra casa dos meus tios a gente tenta chegar em um acordo. – Sugeri.

- Ah, acordo? Que ótimo. – Ele saiu e bateu a porta com força.

O Diego surge pra divertir meu dia né, porque ouvir palhaçada a essas horas é o fim. De que adianta resolver tudo agora? Já já eu vou embora, as férias estão acabando, e tudo não passou de uma frescurinha de verão que todo mundo supera. É, é isso mesmo. Semana que vem eu to indo pra casa, e tudo volta a ser como era antes.

Aliás o que aconteceu lá embaixo hein? Vou lá dar uma olhada. Ah não, vou ligar pra Mari ou pra Jamilla. Ai, vou esperar. Porra, to curiosa.

Abri a porta pra sair e tcharan! Bruno.

- Eu avisei – Ele me encarava.

- É eu sei, você ta certo, fim posso passar? – Tentei ignorá-lo.

- Ahn, não. Arruma as coisas que nós vamos embora – Ele desviou o olhar.

- Mas o que aconteceu? – Eu comecei a ficar preocupada.

- Bom, é... o Diego, você sabe como ele é e tal... – Bruno tentava dar uma desculpa pro amigo.

- Ah não que ótimo! – Sai correndo pro elevador. – E nem tente me impedir – Lancei um olhar sanguinário pro Bruno.

Ah, o Diego tinha que sempre piorar as coisas, só espero que o estrago não tenha sido TÃO GRANDE assim. Bom, sei lá né, vamos ver.

Claro que ia ter uma galera olhando pra mim, isso já era um fato que eu estava disposta a ignorar quando eu vi o Eduardo lindo de roxo. Ele me viu e tentou se levantar. Isso mesmo, tentou por que o coitado não agüentava nem com as pernas.

- Manuella, me desculpa é sério – Ele tentou se redimir.

- Hahaha, piada né? Claro que te perdôo – Ri sarcástica – Sabe o que eu acho? – Apontei pro rosto dele – Eu acho é pouco. – Comecei a rir e sai de lá.

Bom, já que o Diego cagou a viajem o que me resta é ir arrumar minhas malas. E ver o que tem pra hora que eu chegar, se pá vou tentar ir embora essa semana, tem show deles no fim de semana mesmo lá no Rio, e eu vejo eles lá e boa. Podia deixar pra ir com eles, então teria de arrumar uma desculpa bem legal pra me deixarem ir agora. Enfim, penso em algo pra depois.

As meninas foram pro quarto arrumar suas coisas e depois todas descemos juntas, os meninos já estavam lá, colocamos tudo nos carros, pagamos toda nossa conta – ainda bem que não houve danos materiais no clube por conta do show do Diego – e fomos embora.

Enfim estávamos na estrada e claro, todos cansados. Estava no carro com as meninas. Tagarelávamos um pouco sobre outras coisas evitando pensar no incidente de mais cedo, e acho que logo adormeci.

- Chegamos – Mari deu uma sacudida em mim.

- Ai, ta já vou – Eu disse resmungando.

Saímos do carro, estávamos na minha tia já, eu e o Pedro pegamos nossas coisas e se despedimos de todos, exceto eu claro do Diego. Dei uma tchauzinho de longe pra não ficar chato, até porque iríamos conversar mais tarde, e eu ainda precisava me preparar psicologicamente.

- Oi meus amores – Minha tia veio nos receber.

- Ah, oi tia – Eu sorri meio torto.

- Oi querida, oi Pedro – Ela nos abraçou – Como foi lá no clube? – Perguntou.

- Ah, foi ótimo – menti.

- É, lá é lindo mesmo, os meninos sempre vão pra lá – Ela olhou pro Pedro. – Vem vamos entrar e comer, pedi pizza pro jantar hoje.

Claro, eles iam sempre. Mas acho que eles iam ficar um bom tempo sem ir pra lá, mas eu só acho só.

Enfim depois de deixar as coisas no quarto fomos comer, eu estava morrendo de fome. Tinha quatro pizzas: Uma de quatro queijos que claro, era a minha favorita, frango com catupiry, calabresa e uma gratinada.

Comemos sem conversar muito, não havia acontecido nada de diferente por aqui, ajudei minha tia com a louça e depois fui pro quarto desarrumar minha mala e ir dormir que eu estava mega cansada.

- ÉÉÉÉÉÉÉÉ o bicho pegou Manuella. – Pedro entrou no quarto.

- Não entendi – Continuei, sem olhar para porta.

- O Diego ta todo bravinho e choroso e exige uma conversa, ele disse que agora é tudo ou nada e que ele vai desistir.

Um breve arrepio percorreu minha espinha. Como assim desistir? De mim? Que fácil. Não, mas tudo bem, eu fiz por merecer, fiquei com esse doce todo e me fodi. Palmas pra mim que sou foda demais.

- Ahn, olha. Não sei o que posso fazer. Eu converso com ele, mas não garanto nada. Ele não muda. Ele pode até já ter tentado e você vê que não dá certo nunca. Sei lá, acho que não vira mais nada. Semana que vem eu to indo embora, e vai voltar tudo ao normal a vida de vocês. – Dizia enquanto me trocava – Minha intimidade e a do Pedro era grande o suficiente pra eu fazer isso agora.

- Olha, é você que sabe. O Diego nunca teve uma atitude assim, ele já namorou e pá, mas nada parecido com você, e olha que vocês apenas ficam. – Ele deu de ombros e se deitou.

- Vamos ver isso pela manhã certo? – Amanhã seria quinta feira, que beleza.

Realmente dormi muito bem naquela noite. Acho que até sonhei, com o Diego pra variar, porque acordei sorrindo e chorando ao mesmo tempo.

Notas finais
Reviews? I need deles.