Quantas Vezes?
32 Festa, realmente dancei.
Notas iniciais
Subi pro meu quarto e ia dormir um pouco antes da festa quando o Bruno entra.
- Já te disse que não gosto do Eduardo, fica longe dele. – Disse bem ignorante mesmo.
- Ah Bruno, me erra vai, não tem nada a ver, você tá com ciuminho isso sim – Eu peguei um travesseiro e coloquei no meu rosto, fazendo pouco da situação.
- Você vai insistir nisso? To te avisando pro teu bem – Ele sentou na cama.
- Olha, seguinte Bruno. Não sei onde eu tava com a cabeça quando decidi voltar pra você, acho que foi a carência. – Olhei pra ele.
- Ah, então você ta terminando comigo? – Ele olhou incrédulo.
- Sim, eu estou, agora sai por favor – NOSSA, COMO EU TAVA CHATA.
- Relaxa Manuella, o que é teu ta guardado – Ele bateu a porta com força.
Nossa quanta chatice dele, credo. As meninas chegaram no quarto depois de escutarem o barulho da porta e perguntaram o que houve e eu expliquei, elas ficaram surpresas, mas enfim isso não ia durar mesmo.
Enfim todas nós tomamos banho e fomos nos arrumar pra festa, porque era hoje! Coloquei meu biquíni lindo novo, ele era azul com detalhes, mesclando vários tons de azul, um short curto branco, e uma rasteirinha branca da melissa, aí sim tava tudo lindo. Prendi meu cabelo em um rabo alto e passei um batom vermelho pra realçar a cor dos olhos e do biquíni, tava diva.
Era sete horas ainda quando descemos pro salão de festas do lado da piscina, tinha gente dentro e fora do salão, dentro da piscina, tava fervendo aquilo lá, ainda bem que tava calor. Avistei Eduardo de longe conversando com a Feny, e me perguntei o porquê disso. Mas enfim né, fui curtir com os meninos, embora o clima com o Bruno tava tenso, e bom, com o Diego já era a ordem natural das coisas ficar um clima pesado, porém indiferente entre nós.
Dançamos muito, tocou várias músicas, mas a minha favorita era alors on dance, essa era a melhor. Eu e as meninas fizemos uma fila, e dançamos enquanto os meninos olhavam e babavam, tinha muita bebida e alguns petiscos, eu estava sóbria ainda, assim como todos os meninos.
Eduardo apareceu do meu lado, e meio que começou a dar em cima, eu não tava nem um pouco afim dele, mas dancei, não vi nada demais nisso, só o Bruno que ficou olhando com cara de poucos amigos. Depois ele sumiu e disse que tinha que resolver umas coisas, ta né, eu voltei pra rodinha da minha banda favorita.
Depois de tocar a minha música, a banda sumiu e assumiram o palco e começou a tocar EM CHOQUE, aí sim ficou tudo lindo, depois eles voltaram, dei os parabéns pra eles, e de repente o som parou, e ouve-se a vaia do público. Eduardo assumira o microfone da festa.
- Calma, calma gente! A música vai voltar, mas antes eu queria compartilhar com vocês, uma coisa sobre esses meninos lindos aqui. – E apontou pra banda cine – E a mais nova mascotinha, Manuella. – E me deu um sorriso.
Então ele soltou um áudio que por surpresa era minha voz. E então minhas pernas tremeram e congelaram, ele tinha gravado nossa conversa de tarde, mas porque ele fez isso !? Foi então que eu me dei conta de tudo que havia dito, envolvi minhas amigas no meio disso, contei sobre como nos conhecemos, de como eu odiava o Diego e de como me apaixonei por ele, falei mal da vadia da Fernanda, das compras de natal, da traição que ele me fez, sobre o que ele havia feito em ilha bela, do churrasco e do navega, contei sobre a vila Olímpia, e o pior contei sobre TUDO o que acontecera na casa do Dan. E como nota final, eu ainda disse que amava o Diego, mas que era complicado demais a nossa relação, porque ele nunca mudaria. Meu sangue fervilhou, e eu não sabia o que fazer, fiquei paralisada com TODOS OLHANDO PRA MIM, isso era apavorante. Jamilla e Mari me puxaram, e só lá dentro do hall que eu saí correndo, e as meninas foram pro quarto comigo, enquanto eu chorava, e explicava o porque de ter contado tudo pro Eduardo. É, ele realmente só queria publicidade.
- Cara, isso compromete todo mundo – Jamilla falou.
- E você acha que eu não sei disso? – Disse chorando – Eu preciso ir embora, daqui, de São Paulo, voltar pra minha casa.
- Calma! Assim também não – Mari disse tentando me acalmar.
- Como é que eu vou olhar pra cara das pessoas na rua? Me diz? – Eu deitei chorando.
Pedi pra elas me deixarem sozinha, fiquei uns 10 minutos chorando, quando alguém entrou desesperado pela porta do quarto, era o Diego.
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