Quantas Vezes?
29 Erros
Notas iniciais
A caminho da Mezzanine eu fiquei pensando no Diego, como sempre, mas sei lá, pra mim é tão indiferente agora, deve ser o tempo, ta friozinho e garoando lá fora, o céu esta escuro, eu adoro esse clima nunca tem isso no Rio, isso me deixa depressiva, pensativa, filosófica e com vontade de chorar, mas tudo bem. Chegamos na Mezzanine, era lindo lá, e tinha pessoas lá fora ainda, entramos pelo estacionamento e fomos direto pro camarim, os meninos aqueceram a voz, comeram alguma coisa lá, e eu fiquei conversando com a Mari, logo o show começou, Diego agitando com o Brunera como sempre, eu e a Mari fomos pro camarote, e ficamos dançando todas as músicas, a casa tava lotada finalmente, depois daquele incidente é até uma surpresa, e bom, depois desse último ACIDENTE, as fãs se fragilizaram com o Diego, afinal, tudo que vai volta.
- Bom galera, ta chovendo vamo pra casa do Dan? – Diego sugeriu.
- Vamoooooos, já é – Pedro todo alegre.
Fomos pra casa do Danilo, compramos algumas cervejas e vodkas no caminho, e eu ia fazer geloshots* pra todo mundo, compramos uns salgadinhos também, pacotes de fandangos, cheetos, e ruffles, aí sim tava bom.
- Daaaaaaaaan, cozinha pra mim – Eu disse saltitante.
- É lá garota, olha lá o que você vai fazer, pode pegar o que quiser na geladeira e nos armários.
- Ok, Mari vem me ajudar! – Caralho, eu tava animada, aliás com esse tipo de coisa eu sempre fico.
Bom vamos lá, eu peguei uns sucos no armário, tinha de morango e limão, achei uns três vidrinhos de leite de coco, e dois pacotes de gelatina, limão e laranja. A Mari pegou os copinhos de café, e eu procurei a Smirnoff no saco de bebidas, afinal a Absolut era pros drinks só.
- Mari separa os copinhos e coloca vodka até a metade. – Eu passei a vodka aberta pra ela.
- Ok, vai lá fazer a gelatina.
Comecei a fazer a gelatina, assim que ficou pronta eu despejei nos copinhos até encher e coloquei na geladeira. Logo abri os copos maiores, coloquei um pouco de leite de coco em todos, coloquei suco de morango, gelo e vodka, e fui levar pra todo mundo lá no quintal do Dan, era coberto e tinha uma piscina.
- Quem queeeeeeeeeeeeeeeeeer? – Eu disse rodando com os copos na mão.
Todos gritaram e coro e se levantaram pra ir pra cozinha pegar.
- Heey, espera, eu trago, ninguém vai entrar lá. E me dá isso – Peguei um pacote de cheetos da mão do Dave.
- Devolve! – Ele me agarrou tentando pegar o pacote.
- Não, é meu! – Eu comecei a rir.
Corri pra cozinha, fechei a porta, e continuei a fazer os Drinks com a Mari, dessa vez era ela que ia fazer um tal de submarino, já ouvi falar e é ótimo. Ela coloca um copo pequeno, em cima de um copo grande que está virado com a boca pra baixo, ela coloca tequila no copo pequeno, e coloca um copo de um litro com a boca pra baixo em cima dele, ai ela vira e copinho fica dentro do grande com a tequila virada pra baixo, ai ela colocou cerveja no copo, sal na borda e me mostrou como funcionava, a medida que você dava um gole na cerveja o copinho virava de vagar soltando um pouco de tequila, aquilo era muito bom. Levamos lá pra fora e todo mundo bebeu, já estávamos todos meio alegres, quando eu sugeri.
- Vamo brinca? – Eu levantei.
- Sim, do que? – Bruno perguntou se juntando a mim.
- Seguinte, ou eu ou a Mari deitamos ali naquela cadeira da piscina, e alguém passa sal na nossa barriga, e coloca um limão na nossa boca, ai alguém lambe o sal, toma uma dose de tequila, e pega o limão da boca.
- Minha namorada vai fazer isso só pra mim! – Danilo protestou.
- Ok, eu faço pra todos. – Fui me deitar – Mari traz sal aí.
O primeiro foi o Bruno, todos bateram palma quando ele terminou e assim foi, Pedro, Dave, e Diego. Na vez do Diego todo mundo começou a gritar beija, beija beija, e eu bêbada, beijei, todo mundo gritou e bateu palmas, então eu desci da cadeira e sentamos no chão.
- Tá chega de brincar, vamos continuar bebendo! – Diego me puxou pra cozinha.
- Vem cá, vou ensinar a fazer um drink maneiro. – Ele me pressionou na pia.
Ele pegou água tônica, vodka, e limão, aquilo ia ficar bom eu acho, depois que ele juntou tudo e colocou gelo ele colocou um pouco de energético e me deu, tomei um gole, e realmente tava muito bom, aliás quase cai, mas tudo bem, levei pra fora e todo mundo adorou, eu pisquei pra ele, e ele me chamou lá pra dentro.
- Quer mais? – Ele levantou uma sombrancelha passando a mão pela minha cintura.
- Quero – Eu sorri.
- Vem pegar – Ele deu um gole e me puxou.
Começamos a nos beijar desesperadamente, acho que foi a saudade, mas enfim, a coisa começou a esquentar e sumimos pro quarto do Dan, ele fechou a porta a chave, e acendeu a luz, ainda me beijando me levou pra cama, e começou a beijar meu colo, aquilo me deixou louca, eu gemia baixo, um sinal pra ele continuar, ele começou a abaixar o cós da minha calça quando eu comecei a rir e o impedi.
- Não senhor Diego Cunha Silveira. – Eu me sentei rindo.
- Ah porque? – Ele fez cara de triste.
- Porque as damas primeiro. – Pisquei.
Me coloquei sobre ele, e comecei a beijá-lo, tirei sua camiseta, e desabotoei a calça, íamos esquentando cada vez mais, agora estávamos só com nossas roupas íntimas, quando ele beijou ela sobre o pano, e eu gemi um pouco alto.
- Hey, quietinha. – Ele colocou o dedo na minha boca, e eu sorri.
Ele começou a movimentar dois dedos dentro de mim,e aquilo me deixava louca cada vez que ele fazia isso mas rápido, depois ele começou a beija-lá e brincar com a língua lá, então eu implorei pra ele que ele fizesse. E ele fez. – Ele entrou devagar fazendo movimentos leves, ele estava em cima de mim, logo me coloquei em cima dele, e comecei a rebolar de modo que ele arranhava minhas costas, e gemia pedindo mais. E depois de tudo isso chegamos ao ápice quase juntos, ele deitou do meu lado e ficou rindo igual eu, ele se virou pra mim.
- Manuella, eu te amo. – Ele me beijou na testa.
- Eu também te amo Diego. – Sorri.
Acho que depois disso dormimos.
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Eu não me lembro direito do que aconteceu, mas eu acordei em uma cama diferente, com dor de cabeça, e uma ressaca do caramba, vi Danilo e Mari deitados em um colchão no chão e pulei da cama morrendo de vergonha, acontece que eu tava sem roupa, mais estranho ainda. Me vesti e corri pra cozinha, e encontrei Pedro, Diego, e Bruno conversando na cozinha, parei para escutar e peguei o finalzinho.
-Eu não lembro mas eu sei, tava lá na mesinha.
- Já jogou? – Bruno perguntou curioso.
- Claro que já né! Que pergunta.– Diego revirou os olhos.
- Bom dia meninos, tem algum remédio pra dor de cabeça? – Eu me sentei debruçando na mesa.
- Bom dia, e eu acho que tem, peraí – Bruno se levantou para pegar.
- Obrigada – Tomei e fiz cara feia aposto. – Tem o que pro café?
- Ainda nada, o Danilo nem acordou, vou lá chamar ele falando nisso. – Bruno se levantou e foi.
- Eu não lembro de nada, só me lembro até quando eu sugeri uma brincadeira, e depois eu não sei de nada, nem embaçado. – Eu coloquei o rosto nas minhas mãos.
- Não lembra de nadinha mesmo? –Diego perguntou insistente.
- Não, mas qualquer que seja o que aconteceu é melhor eu não saber, tenho medo do que eu possa ter feito. – Me levantei.
- Aonde vai? – Pedro perguntou.
- Escovar os dentes, sinto vodka e limão na minha boca. – Eu fui quase rastejando.
Fui pro banheiro, limpei o rosto, escovei os dentes, e penteei o cabelo, peguei o cabelo da pia e joguei no lixinho, quando eu vi um pacote de camisinha lá, foi quando eu gelei inteira.
“-Eu não lembro mas eu sei, tava lá na mesinha.
- Já jogou?.
- Claro que já né! Que pergunta. ”
- Sai chutando tudo até a cozinha, e fui direto pro Diego.
- Seu cachorro, idiota! – Derrubei ele da cadeira, e comecei a socá-lo.
- Ei ei ei, calma aí. – Ele segurou meus braços.
- Me solta seu filho da mãe! – Me livrei dele e dei um soco no nariz dele.
- Seeeeeeeeeeeeeepara aqui! – Bruno apareceu do além.
- Você vai se arrepender do que fez comigo Diego – Lhe dei outro soco.
- Solta ele! – Pedro me puxou pra longe.
- Eu te odeio Diego, eu te odeio.
- Não foi isso que você disse ontem a noite quando a gente terminou. – Ele ainda teve a coragem de sorrir.
- Infantil!
Sei que acordei todo mundo com a briga, arrumei minhas coisas, e fui embora, a pé mesmo, andei meio quarteirão quando Bruno me puxou pelo braço.
- Espera, eu te levo. – Ele me virou pra ele.
- Eu quero que ele morra Bruno, eu quero que ele morra. – Eu o abracei e comecei a chorar desesperadamente.
- Calma, calma, vai ficar tudo bem, eu acho. – Ele mexia no meu cabelo.
Voltamos e esperei o Bruno pegar a chave do carro, entrei, e ele começou a dirigir, quando no meio do caminho percebi que não estávamos indo pra minha tia.
- Pra onde a gente ta indo? – Perguntei curiosa.
- Não sei, quero ficar um tempo com você, aonde você quer ir? – Ele me olhou e sorriu.
- Ah não sei se é uma boa idéia Bruno. – Eu disse cabisbaixa.
- Sem segundas intenções, você ainda tem coragem de duvidar de mim? Olha seu estado, eu não sou tão frio. – Ele me olhou e sorriu de novo.
- Verdade, então eu quero passar no MC Donald’s e depois quero relaxar no Ibira.
- Você quem manda, vamo então. – Ele riu.
Passar uma tarde com o Bruno me fez ver que ele realmente tem outro lado, ou sei lá, vai ver ele é bipolar, vai saber, a gente ficou deitado na grama do ibira, conversando sobre outras coisas, depois comemos algodão doce, e veio o inesperado.
- Vamos sair hoje? – Ele me levantou.
- Pra onde? – Eu me animei.
- Pra algum lugar aonde você não fique bêbada. – Ele riu.
- Vamos comer comida chinesa então – Meus olhos brilharam.
Ele me levou pra casa, tomei banho, e enfim, fomos ao China Box, era muito bom lá, comemos conversamos, e ele me levou de volta pra casa, dessa vez Pedro já estava lá.
- Aonde você foi? – Ele curioso.
- Eu sai com o Bruno, aliás foi muito legal.
- Vocês ficaram? Ele quase gritou.
- Não, pra ser legal não precisa ficar. O Bruno é uma ótima pessoa.
- É, eu sei. – Pedro entrou pro quarto e eu fui junto.
Meu celular tocou e eu vi que era uma mensagem.
“Acampar amanhã? Beijos Manu”.
É, quem sabe.
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