Quantas Vezes?
30 Acampar ...
Notas iniciais
Acordei feliz, hoje era sábado, não importa o que tenha acontecido com o Diego, eu estava bêbada mesmo, então é irrelevante, o que mais me irrita é ele lembrar, ele sabia o que estava fazendo aquele cachorro, se aproveitou da minha “ingenuidade” vamos dizer assim. Escovei os dentes coloquei um short boyfriend uma camiseta branca um pouco larga, meu chinelo vermelho, penteei o cabelo e fui pra cozinha, aliás, acabei de ver, tem visita pro café.
- Bom dia – Bruno sorriu tomando um gole de café.
- Bom dia Bru, que bom te ver aqui – E fui sentando.
Estranho, mas eu nem liguei, eu não sou boba e sei o que ele quer, quem sabe ele tenha, mas enfim, ficamos conversando ali eu o Pedro e ele, até que quando o Pedro saiu ele começou a falar.
- Eu achei um lugar ótimo pra gente acampar nesse fim de semana.
- É, aonde? – Eu sorri animada.
- Bom, é em um camping na zona sul, é bem fresco lá, e quase não tem muita gente nessa época do ano, mas enfim vai ser legal.
- Ok, quando a gente vai? – Eu levantei indo pra sala.
- Hoje, umas sete horas, ta bom pra você? – Ele sentou no sofá.
- Tá ótimo, e o que nós vamos levar? – Eu sentei do lado dele.
- Relaxa,só pega roupa, aliás bem pouca, e as coisas que você precisar tipo desodorante escova essas coisas, roupa de cama e comida relaxa, deixa comigo.
- Nossa, sem show hoje? – Eu perguntei.
- Yes, show só amanhã a noite. – Ele passou o braço pelo meu ombro e me puxou fazendo-me encostar nele.
Ficamos ali um tempinho falando sobre coisas inúteis quando o Diego chegou.
- Oi – Ele passou pela porta sem olhar diretamente.
- Oi – O Bruno disse, porque eu fiquei calada.
Bom eu não ligo mais pro Diego, ele teve a chance dele e se fodeu sozinho – bom, não foi sozinho, mas enfim – ta, então o Bruno foi embora e eu fui arrumar minhas coisas, Diego e Pedro estavam no quarto.
- Aonde você vai? – Pedro perguntou girando na cadeira do computador.
- Acampar, porque? – Eu sorri pra ele.
- Por nada, curiosidade, com quem? – Tom irônico né, como se ele não soubesse.
- Com o Bruno, ta feliz em saber? – Eu olhei pro Diego.
Aham, ninguém sabe que é ele que quer saber, tomei banho, coloquei outro short desfiado, uma camiseta branca mais justa, meu Nike azul e branco, prendi o cabelo com piranha deixando jogado de lado, e fiquei lá fora vendo TV até o Bruno vir me buscar.
- Vaaaaaaaaaaaaamo então? – Ele buzinou e gritou do carro.
- Vaaaamo – eu corri até lá fora.
-Tá bonita mano, a gente só vai acampar.
- Não tenho culpa – Eu ri.
- Convencida – Ele riu junto.
Partimos pro tal camping, chegando lá tinha umas cinco, seis barracas, nem tinha muita gente lá, então nós fomos um pouco pra longe delas, nem dava pra ver elas de onde nós estávamos ainda estava claro por causa do horário de verão, então começamos a armar a barraca que por sinal era grande, colocamos os colchonetes lá dentro, os travesseiros e boa. Ele colocou uma música no celular e ficamos sentados do lado de fora, do lado da barraca, comendo salgadinho e bebendo refrigerante.
- Vai ficar mais gorda do que já é. – Bruno riu.
- Cala a boca, olha o tamanho da sua pochete – Eu ri com a pochete.
- Vai se foder – Ele jogou refri em mim com os dentes, odiava quando faziam isso na escola.
- AAAAAAAAAAAAAH, seu gay. – Eu joguei de volta, com a mão mesmo.
- Aham, ta, vai nessa. – Ele levantou.
- Aonde você vai? – Eu levantei, ele se afastou e abaixou pra pegar algo.
- Fazer isto – Ele girou a o negocinho da mangueira e começou a me molhar.
- Ah Bruno, mancada hein – Eu corri até ele.
Peguei a mangueira e começamos a nos molhar, até que eu percebi que meu sutiã de zebrinha tava aparecendo por causa da blusa branca.
- Fiu fiu – Ele zuou quando eu percebi.
- Cala a boca, eu tenho que me trocar. – Eu me levantei e fui pra barraca.
Me enxuguei, coloquei roupas secas, e sai de novo, Bruno fez o mesmo, já estava escuro, o céu estava estrelado apesar da poluição de São Paulo, e tinha uma lua bem iluminada.
- Que noite massa hein – Bruno deitou na grama.
- Verdade, nunca vi nada assim – eu deitei do lado dele.
Começou tocar outra música, que eu adorava por sinal, era Over The Years do Nevershoutnever, eu adorava o Drew, mas enfim, ficamos em silêncio para ouvir, e cheguei mais pra perto do Bruno, nos viramos e ficamos olhando um pro outro, ele mexia no meu cabelo, e eu mexia no dele que era muito liso por sinal, ele passou o dedo pelos meus lábios e eu sorri, fazendo com que ele fizesse o mesmo, parece automático, ficamos tão perto um do outro, eu podia sentir o hálito quente dele, então demos um selinho, e então começamos a nos beijar lentamente, até que ele parou.
- Espera, eu não devia, eu disse que era sem segundas intenções, desculpa.
- E você acha que vindo de Bruno Prado eu realmente acreditei? – sorri.
- Ah, eu achei que tinha dado certo. – Ele riu – Mas no começo foi inteiramente sem segundas intenções, juro.
- Acredito, realmente. – Ri alto.
- É sério meu – Suplicante.
- Ok ok, agora me convenceu. – Revirei os olhos rindo. – Aonde paramos mesmo?
Voltamos a nos beijar e fomos pra dentro da barraca aonde continuamos, ficamos só nos beijos mesmo, esperava mais do Bruno de antes, mas foi melhor assim, ele foi, digamos, romântiquinho. Acho que dormimos então.
- Bom dia flor do dia. – Bruno disse me acordando com um beijo na testa.
- Oi, bom dia. – Confesso, não esperava esse beijinho, acho que progrediu.
- Vamos tomar café e se arrumar pra voltarmos pra casa.
- Mas já? Não quero. – Fiz bico.
- Já são onze horas mocinha, então se apronte.
Me arrumei, escovei os dentes na canequinha, e me troquei, então arrumei minhas roupas, ele arrumou as dele, então desmontamos a barraca juntos, e fomos pro carro.
- Foi legal – Eu quebrei o silêncio.
- É, foi mais do que legal pra mim, foi especial. – Ele disse sério.
- Mesmo?
- Eu ainda não esqueci de você, no começo foi um lance, mas agora.
- Virou um romance? – Eu ri tentando descontrair.
- Talvez, quem sabe? – Ele sorriu. – Podíamos tentar, só que um pouco mais sério dessa vez.
- Preciso pensar, entende?
- Perfeitamente. – Ele sorriu.
Bom chegamos no Pedro, e logo fomos pro estúdio já, para pegar a van e ir pro show, contei o que tinha rolado pra Mari, e ela ficou empolgada demais, então ficamos na VIP no show, e o depois que o Diego terminou de cantar um lance não é um romance, Bruno tomou posse do microfone.
- Bom galera, hoje vamos ter algo inédito, eu vou cantar pra vocês – a galera vibrou – bom, essa música vai pra uma pessoa especial pra mim.
- Eu disse! – Mari agitava.
- Cala a boca! – Eu ria envergonhada.
Ele começou a tocar “Desvio de Conduta” do Strike.
“Porque eu invento planos, só pra te entreter, sei que nunca fui perfeito nem vou ser, pode dizer o que for, mas vou te surpreender, no meu quarto as horas correm se eu me perder em você, nada mais restou,sei que o erro aconteceu, o que passou, passou, o meu juízo se perdeu, eu não vou mais te enganar, nem tentar te convencer, que eu não presto e nunca vou te merecer, mas eu mudo é só você querer”
- Legal, tudo a ver com vocês dois, ainda resta dúvidas de que é com você? – Mari sorria com os olhos brilhando de quase chorar.
- Pois é, ai sim fomos surpreendidos novamente. – Eu ri.
O show continuou, Diego um pouco pra baixo mas com gás ainda, aposto que ta abalado, enfim, terminou entramos na van, e então todo mundo já sabia o que havia acontecido entre eu e o Bruno, chegamos em casa, e íamos dormir no Pedro, eu o Bruno, a Mari e o Dan, queria que a Anne pudesse voltar com o Pedro nessas horas.
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