Notas iniciais
Ah, sei lá, eu gosto. Desculpem a demora, não tá dando mesmo pra postar.

Ultimamente eu cansei dessa vida de shows, festas e encontros inesperados, eu não sei mais o que fazer, então preciso pensar, hoje tinha um tempo de chuva se formando, legal. O que fazer em um dia de chuva? Da última vez que choveu eu acabei em uma cama com o meu pior inimigo. Os outros dormiam ainda, esse tempo é ótimo para dormir, mas voltando, mesmo que eu estivesse cansada, o que é melhor que shows, festas e encontros? Eu realmente não consigo pensar em nada melhor que isso. Os meninos só teriam show no próximo final de semana, e estavam todos de folga, acho que já sei o que fazer. Vou esperar todo mundo acordar, enquanto isso eu pesquiso algum lugar. Bom, Ilha Bela me trás boas e más lembranças, talvez o Club Med seria legal, já ouvi falar muito de lá, pena que as garotas propagandas de lá sejam uma merda, Feny que o diga. Fui pra cozinha tomar café, quando Pedro se juntou comigo.

- Bom dia – Ele sentou do meu lado.

- O que você acha do Club med? – Eu comia umas bolachas.

- Hãn? Tá, acho legal. – Ele me olhou estranho.

- Pô meu, a gente não faz mais nada a não ser shows – me senti da banda agora – festas, e outras coisas sem sentido. – Eu debrucei na mesa.

- Tá afim de ir pro Club?

- Claro, deve ser ótimo lá. Eu acho. – Sorri.

- Então, tem que ver com os meninos pra gente ir.

- Sério? Você é o melhor – Eu levantei toda feliz.

- Então, mas tem que ser logo, porque tem show no fim de semana, e tem que reservar.

- Eu ligo lá, pode deixar.

Peguei o telefone e já fiz reserva pra quatro quartos, mas só um é suíte. Enfim, ta ótimo.

- Pedro quem vai? – Eu disse pra ver se ia dar.

- Eu, você, o Danilo e a Mari, o Dave e a Jamilla, o Diego, o Bruno e só.

- Eu reservei quatro quartos então.

- Esperta você né, os casaizinhos ficam juntos e eu fico no mesmo quarto que o Diego.

- Relaxa, o de vocês é duas camas de solteiro – Eu ri.

- Pelo menos isso né. Bom a gente vai hoje a noite, umas 7:30.

- Tá ok. – Fui pro quarto arrumar minhas coisas.

Tudo agora estava tranqüilo, a banda e eu iríamos passar o meio da semana em um clube, que por sinal era ótimo, e nenhum show, chuva, e festa que nos perturbe, sem contar os encontros inesperados. Todos acordados e sabendo da novidade começaram a se aprontar pra viajem, que nem era tão longa. Ficamos na piscina boa parte do dia, e logo fomos nos aprontar pra ir, eu fui com o Bruno no carro dele, e com nós estavam o Dan e a Mari, Pedro e Diego foram no carro do Diego, junto com o Dave e a Jamilla. Durante o caminho fizemos uma parada pra ir ao banheiro, comer, essas coisas aí.

- Vamos trocar? – Mari sugeriu.

- Como assim? – Jamilla questionou.

- Bom, Jamilla, você é a mais velha das meninas e dirige, vamos no carro do Bruno as meninas,e os meninos no carro do Diego.

- Nosso carro vai em 5? – Diego dando aloca.

- É, e nem reclama. – Mari respondeu.

- Tá né.

Logo fomos então, Jamilla nos guiando e tendo conversas de meninas, e também sobre os meninos da banda, até chegar na pessoa indesejada.

- Como é ficar com o Diego? – Jamilla perguntou.

- Eu não fico mais com ele. – Seca quase nada.

- Você entendeu o que eu quis dizer. – Ela riu.

- Ai ta, não é nada demais, é como os outros. – Eu dei de ombros.

- Nada demais? O menino é o mais baladeiro da banda, tem fama de conquistador e essas coisas, e você vem dizer que não é nada de mais? – Mari fez seu questionário.

- Pois é, você ainda leva créditos por ter pego dois meninos da banda. – Jamilla riu.

- Eu e minha “sorte” – Fiz aspas. – Vocês são as sortudas aqui, nenhum do de vocês dá dor de cabeça como os dois me deram, bom o Bruno nem tanto.

- Ué, porque? – Mari perguntou.

- Bruno deu um certo trabalho no final da relação e só, mas o problema mesmo foi com a Anne que se resolveu em questão de segundos, e o Diego sempre apronta, dá bola fora, e depois vem se redimir pra fazer de novo, e daí vem sempre uma coisa que meio que nos obriga a ficar juntos,e então lavamos a roupa suja, voltamos sem sequer uma explicação sensata dos fatos, e isso me cansa, ficamos bêbados e no fim tudo acaba no zero. – Respira!

- Zero mesmo, eu que o diga aquele dia na casa do Dan. – Mari disse.

- O que aconteceu na casa do Dan que eu nem sei de nada? – Jamilla era curiosa.

- Bom, nós bebemos demais, fizemos umas brincadeiras, e eu acordei nua na mesma cama que o Diego sem lembrar de absolutamente nada, e depois eu descobri o que tinha acontecido.

- Uaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaau, já até imagino. – Ela riu.

Jamilla e eu nunca tínhamos conversado assim, mas ela era legal, se mostrava segura de si, era bonita, e bem madura por sinal, típico de Dave, por isso que eles dão certo, são iguaizinhos, essas de os opostos se atraem é mancada, o negócio é achar sua metade da laranja, afinal os dois lados da laranja são iguais. Ficamos conversando e enfim chegamos ao Clube.

- Mano, que da hora isso aqui – Mari brilhava os olhos.

- Vocês nunca vieram aqui? – Jamilla perguntou.

- É a minha primeira vez em São Paulo, mês que vem eu parto.

- Mas já? Fica aí, morando com o Pedro. – Jamilla sugeriu.

- Não, é muita dor da cabeça esses meninos. – Eu revirei os olhos.

- Realmente, deve dar mesmo.

Descemos do carro e fomos ao encontro dos meninos.

- Bom a suíte e minha e do Bruno, eu tive a idéia eu fiz as reservas.

- Bonito né? — Dan retrucou.

- Muito bonito, tem uma cama de casal, um banheiro, vista pra piscina e tudo mais. – As meninas riram.

Fomos pros quartos e ficou decidido que todo mundo ia usar o nosso banheiro. Eu desarrumei minhas coisas para tomar banho e Bruno e Dave desceram para jantar, eu ia depois com as meninas. Parti pro banho quando alguém bateu na porta.

- O que você quer? – Era o Diego.

- Eu ia tomar banho, mas volto depois – Ele encarou.

- Isso, mais tarde. – Bati a porta e fui pro banho.

Assim que terminei coloquei um shortinho de cetim preto, minha rasteirinha vermelha, e minha regata branca e fui jantar com as meninas, e encontrei o Diego sentado na cama.

- Mas que porra hein? – Eu disse assustada.

- Agora eu posso tomar banho, finalmente, to há vinte minutos esperando.- Ele se levantou em direção ao banheiro.

- Educação mandou um beijo pra você. – Bati a porta e dei de cara com a Mari a e Jamilla no corredor.

- E aí? – Jamilla perguntou.

- E aí o que? – Eu olhei pra ela sem entender.

- Não rolou nada? – Jamilla toda curiosa.

- Que? Ta loca? Claro que não né! – Eu revirei os olhos e indo pro elevador.

Descemos e fomos jantar, conversamos sobre diversos assuntos quando eu avistei alguém no barzinho do Clube.

- Edu! – Eu gritei.

Ele deu uma olhada de longe, sem reconhecer um pouco e logo veio falar comigo.

- Manuella, quanto tempo! A gente nunca mais se falou depois do show.

As meninas faziam cara de “WTF?”

- Meninas esse é o Eduardo, conheci ele no primeiro show do cine que eu fui. – Ele sorriu e comprimentou elas.

Depois de apresentadas, a Jamilla me lançou aquele olhar, e eu dei uma risada leve, logo ela já sabia o que eu e o Edu tínhamos feito no dia do show. Quem aqui se lembra dele? Lembra? Acho que lá no primeiro ou segundo capítulo ele apareceu com o André, que ficou com a Anne. e nos colocou dentro do camarim, de certa forma ele é responsável por eu conhecer e ter me relacionado com todos dessa forma, se eu nunca tivesse brigado com eles no camarim, logo nos conheceríamos, e nos odiaríamos ainda mais, e logo acho que tudo muda. Aquele pré-conflito no dia do show foi a engrenagem pros tempos de hoje. Enfim, Edu sentou com a gente na mesa e logo as meninas disseram que precisavam subir.

- Vamo dá uma volta? – Ele sugeriu.

- Ah claro. – Levantei e fomos.

Do lado da piscina já, ele perguntou.

- O que você ta fazendo aqui?

- Ah, to com os meninos aí, resolvemos relaxar um pouco, aliás, a idéia foi minha.

- Perai? Resolvemos? Meninos? A banda ta aí? E o que você ta fazendo com eles? – Deus quanta pergunta, mas ele não sabia de nada.

- A é, é uma longa, longa história mesmo. – Eu disse ressaltando o longa.

- Eu tenho tempo – Ele sorriu e nos sentamos.

Eu desenrolei toda a novela pra ele, que por sinal ficou espantado com tudo que eu disse, e quando eu digo tudo é tudo mesmo. Edu além de promoter era jornalista, logo gostava de ouvir as pessoas, conversamos mais um pouco e ele disse que tinha que ir pro quarto dele.

- A gente se vê então – Ele me deu um beijo no rosto e saiu.

Fui pro quarto e os meninos estavam todos lá, junto com as meninas brincando de alguma coisa não identificada.

- Quero brincar também, o que é? – Eu olhei pro centro da cama curiosa.

- Verdade ou desafio. – Mari disse meio grog.

- Ah não, vocês estão bebendo! Da última vez isso terminou mal.

- Mesmo? – Diego sorriu com sarcasmo.

- Hey, parando por aí. – Bruno deu um toque no Diego.

- Qualé? Tá com ciúmes? – Diego ria descontrolado, tava na cara que tava bêbado, ou melhor, nos olhos, seus olhos ficavam bem vermelhos quando ele chora ou bebe demais.

- Acho melhor pararmos, tem gente ficando ignorante já. – Bruno se levantou.

- Pérai, não acabou ainda. – Diego se levantou dando um esbarro proposital no Bruno.

- Tá loco Diego? – Bruno partiu pra cima.

A briga rolou solta, gritar não virou nada, Dan e Dave separaram a briga e logo Diego voltou pro quarto dele.

- Acho melhor eu ir embora. – Bruno sentou na cama.

- Nem vem, a gente veio pra se divertir, problema dele se ele é um retardado. – Eu me sentei do lado dele.

- Ok, vou ficar então. – Ele sorriu e me deu um beijo. – Aliás, aonde você tava?

- Tava com o Eduardo da casa de show, daquele primeiro show que eu fui lá no Rio. – Respondi.

- Hum, eu não gosto dele, não é gente boa. – Bruno retrucou.

- Porque? Pra mim ele parece ótimo.

- Ele só quer publicidade. – Bruno deitou na cama.

Bom esquecemos disso e logo dormimos, amanhã iríamos aproveitar bem mais do que hoje.

Acordei mais do que feliz pro dia de hoje, o Bruno já levantara, então quando eu ia me levantar, eis que a Jamilla pulou em cima de mim. Êeee!

- Bom dia flor do dia! – Ela gritou.

- Bom dia, que animação hein? – Eu disse me levantando.

- E que bafo também hein? Vai escovar os dentes depois a gente conversa.

- Se fode menina! – E fui pro banheiro me arrumar.

- Aonde você pensa que você vai assim? – Ela me olhou de cima a baixo.

- Lá fora ué. – Eu olhei pra mim.

- Vai por biquíni, ta todo mundo na piscina. – Ela me jogou meu biquíni.

- Tá, mas eu tenho que tomar café ainda. – Eu disse me vestindo.

- Tá, eu vou com você. – Ela abriu a porta, e saímos.

Tomei meu café, e fui pra piscina com todos, tava tudo muito lindo quando eu vi o Diego com a miss putinha, Fernanda.

- Mas que porra ela ta fazendo aqui? – Eu virei pra Jamilla com aquela cara.

- Sei lá, deve ter vindo fazer alguma propaganda. –Ela deu de ombros.

- Propaganda de programa pro Diego só pode ser. – Eu revirei os olhos e bufei.

- Hum, ta com ciúmes? Se liga senão o Brunão ali percebe. – Ela olhou em direção a ele.

- Verdade, vamos esquecer o Diego por um momento. – Olhei pra Jamilla e pisquei.

- Mas nada que nos impeça de brincar um pouco. – Ela segurou minha mão – Pronta? – Ela riu.

- Prontíssima – Percebi o que ela queria dizer, e corremos pra piscina, bem perto deles, molhando ambos.

- Que droga garota! Se enxerga. – Ela gritou de fora.

- Own, desculpa, mas você tava precisando, ta muito sequinha. – Jamilla riu.

- Cala a boca. – Fernanda retrucou.

- Peeeerai, deixo com vocês agora, a voz da putice. – Eu ri com essa.

- Aff, vem Diego. – Ela puxou ele e saiu e eu só observei.

Dessa vez até que o diálogo foi legal vamos assim dizer, fui lá com o Bruno e fiquei um pouco com ele, e depois com as meninas, logo depois almoçamos, e eu tive que agüentar a presença dela almoçando com a gente do lado do Diego. Pois é, não queria arrumar problemas no Clube, até porque já to banida da Vila Olímpia logo ia ficar proibida de pisar em São Paulo. Depois eu e as meninas fomos na lojinha comprar algumas coisas, eu comprei uma canga bem bonita, e um biquíni novo, hoje a noite tem festa na piscina e eu preciso trocar de biquíni. Fomos comer alguma coisinha no restaurante, e eu vi o Edu de novo.

- Heeeeeeeeey, vem cá. – Chamei ele.

- Manu! To indo. – Ele se sentou com a gente.

- Festa hoje? – Eu falei pra ele.

- Com certeza, hoje essa festa promete muita coisa. – Ele sorriu.

- Também acho. – Sorri mas logo desfiz a expressão quando o Bruno chegou.

- Oi. – Ele se sentou do meu lado.

- Oi Bruno quanto tempo. – Edu comprimentou ele.

Bruno fez cara de poucos amigos, porra eu não entendia o Bruno, qualquer que fosse o problema ele devia me falar concretamente, não ficar nas beiradas. Desse jeito eu freqüento essa balada solteira hoje se continuar assim.

Notas finais
e aí?