Notas iniciais
Olá!!!! Como estão? Eu estou com sono ~-~!!!! Capítulo novinho em folha!!!! Minha bebê louca apareceu na história!!!! Estou super feliz!!!! E me desculpem por qualquer errinho, pois, como eu disse antes, estou com sono. Chega, vou deixar vocês lerem. Espero que vocês gostem, amores mio!!

— Laharl, eu te amo!!! E você? Você me ama?

— Mas é claro que eu te amo.

— Se você me ama, por quê me deixou morrer? Por que não me salvou? Você prometeu que iria me proteger, que iria cuidar de mim! Então, por que? POR QUE?

Dada a última palavra tudo se desfez em cinzas. Nosso mundo, nosso lar, nossas vidas e ela.

Acordei com meu rosto molhado, era só eu fechar os olhos que esse pesadelo tocava na minha dor eterna. A dor da alma não para, não some, nem ao menos diminui, ela destrói a vida, torna o mundo cinza.

Eu me levantei da cama, troquei de roupa, peguei o básico e fui realizar minha rotina. Após regar o pequeno pomar, fui patrulhar o bosque e foi então, depois de três anos, que eu a vi.

Sua pele era branca como as estrelas e seus longos cabelos eram negros como a noite, animais a rodeavam como prova de sua bondade, seu corpo apoiado em uma árvore passava a mais intensa sensação de paz. Era ela, a minha menina, a minha vida, a minha Maria.

Impulsionado pela vontade de saber se a mais bela imagem era ou não real, toquei seu delicado rosto e nesse momento seus olhos da cor da lua se abriram e todo o encanto se foi.

Aquela garota me impulsionou para trás, fazendo minhas costas baterem no chão, onde ela se jogou em cima de mim, pisando em minhas mãos, em uma posição que me impossibilitava de levantar, e dessa forma ela pressionava minha cabeça com uma das mãos e com a outra posicionou uma faca a poucos centímetros de meu pescoço.

— Ora, ora!!! Vejamos o que temos aqui. Opção 1: um ancião que veio me conceder poderes mágicos e me levar para o mundo das fadas — ela falou com uma voz cínica — Opção 2: um ladrãozinho de araque ou... Opção 3: um velho ridículo que achou que eu era uma garotinha indefesa e veio se aproveitar de mim. E... a resposta correta é... opção 3!!!

— Espera!!! Você está me entendendo mal! — tentei me defender e ela gargalhou da minha tentativa.

— Você tem dez segundos para me dar um bom motivo para não te matar. Começando agora: um, ...

— EU TE CONFUNDI COM OUTRA PESSOA!!!!

— Três. Com quem?

— Com uma pessoa muito importante para mim, uma pessoa que eu perdi.

— Oito. O tempo tá acabando — ela falou com uma voz melosa, o que fez meu desespero aumentar. Eu não esperava morrer assim.

— Mate-me logo, então.

— Dez. VOCÊ POR ACASO É IDIOTA!?! Nunca desista de sua vida!!! Sempre lute até o fim! — ela falou com seu rosto próximo do meu — Aliás, eu estava só brincando, eu não vou te matar. Surpresa!!!

Nesse momento um ódio percorreu todo o meu corpo, aquela... aquela... aquela pessoa estava se divertindo às minhas custas, e é ainda pior o fato de que eu a confundi com minha doce Maria.

— Será que você poderia sair de cima de mim? — falei irritado e logo depois ela riu "inocentemente" e se desculpou.

— Bem... Agora que resolvemos os nossos problemas, velhote, eu irei me despedir. Até nunca!!! — logo após isso ela saiu andando por entre as árvores.

"Enfim poderei voltar a minha paz", foi o que eu pensei, mas pouco tempo depois de sua partida, ela voltou.

— Oizinho!!! Quanto tempo! Como você está? — falou com uma voz falsa.

—Por que você não foi embora? — perguntei irritado, eu já não aguentava mais aturar aquela maluca.

— Bem... eu queria te perguntar uma coisinha.

— Fala logo!

— Como eu volto para cidade?

Eu não acreditei que ela estava pedindo a minha ajuda depois do que ela tinha feito, mas eu não podia recusar auxílio a alguém que precisava de mim, pois o meu maior pecado foi não ter ajudado a pessoa que eu mais amava.

Após um longo suspiro eu pedi que ela me seguisse de perto até o fim do bosque. Passamos um longo tempo em silêncio enquanto ela andava com dificuldade, aquela garota não parecia alguém que costumava andar pela mata, muito pelo contrário, parecia uma menina rica e mimada, que gosta de tirar onda de aventureira.

— Ei, por que você veio aqui? — a curiosidade me obrigou a perguntar.

— Como eu posso dizer... Eu não te conheço, você não é nada meu, sendo mais direta, não é da sua conta.

Por que eu ainda tentei? Aquela garota não tinha um pingo de respeito. Eu realmente estava pensando que teria sido melhor se ela tivesse me matado.

— Eu queria um pouco de paz. — eu tenho que admitir que naquele momento o meu queixo caiu.

— Oi?

— Eu respondi a sua pergunta. Satisfeito?

— Bem... sim. — aquela situação era tão estranha que as palavras tinham sumido da minha boca.

— Agora é a minha vez de perguntar. Com quem você realmente me confundiu?

Naquele momento todo o meu corpo se paralisou. Quão idiota eu fui?! Por que não esperei aquela pergunta? Era claro que ela queria algo em troca ao ter me respondido.

— E nem adianta dizer que "não é da minha conta", por que é! — ela disse com um olhar vago.

— Antes de perguntar algo importante para alguém, aprenda a olhar nos olhos das pessoas! — falei isso somente para atrasar a minha tão impossível resposta, mas era algo que não deixava de ser verdade. Ela sempre parecia olhar para o nada.

No final das contas, ela estava certa, eu agi de forma errada com ela. Eu tinha perguntado algo que realmente não estava relacionado a mim, e ela respondeu. Mas quando ela pergunta sobre o pivô de todo o mal entendido que ocorreu, eu a trato de forma grosseira.

Ela tinha tomado a dianteira em nossa caminhada, e parecia extremamente irritada, quando mandei que esperasse.

— Eu a confundi com a Maria, uma pessoa importante para mim. — foi tudo o que eu pude dizer.

— Importante como?

— Ela era minha irmãzinha. — tive que dizer isso, eu não podia, nem conseguia, falar a verdade. O que eu sinto pela Maria não pode ser resumido em palavras.

— Maria... era... hum... — ela pronunciou cada palavra com muita calma. Era insuportável ouvir ela dizer o nome da minha flor.

— Agora eu tenho o direito a duas perguntas.

— Pode mandar! — disse com tranquilidade, mas pude perceber novamente que ela não me olhava diretamente.

— Qual é o seu nome? — eu não aguentava mais não saber como me referir a ela.

— Dayla.

— O meu é Laharl.

— Eu não te perguntei nada!

Fiquei vermelho de raiva, mas eu duvidava que ela tivesse percebido. Quão tolo eu fui? Eu tinha me esquecido que estava falando com uma doida.

— Desculpa, eu gosto quando fica irritado. O seu silêncio é meio fofo. Aliás, você tem um nome bem esquisito.

— Olha quem fala. — falei, ainda um pouco corado pelo comentário anterior. Eu por acaso tinha idade para corar com o comentário de uma garotinha.

— Fala sério! Meu nome é lindo! É o lá do dia. E qual é a sua segunda pergunta? — eu parei. Os tropeços e os olhares vagos, eu tinha uma suspeita, mas não sabia se eu poderia perguntar sobre isso. Seria coincidência demais se fosse verdade.

— É de nascença ou você perdeu? — tomei coragem e perguntei.

Ela parou de andar, tinha entendido minha pergunta. A Dayla estava encolhendo os ombros como se fosse chorar, mas, para minha surpresa, ela soltou a mais estrondosa gargalhada.

— Como você percebeu? Eu sempre achei que sabia esconder a minha cegueira muito bem. Mas, respondendo a sua pergunta, é de nascença. Agora só falta você me dizer que a "sua" Maria também era cega.

— Ela era...

Depois disso ficamos em silêncio, eu não tinha ideia do que falar, mas era melhor assim. Naquela época eu pensava que a única forma de evitar a dor era não se envolver. Até que uma pessoa me ensinou que a dor não pode ser evitada, nós sempre iremos nos machucar, por isso deveríamos vencê-la.

— Chegamos. — falei quando avistei as luzes da cidade — agora é só seguir reto. Consegue andar pela cidade sozinha?

— Sim. Eu conheço a cidade como a palma da minha mão. — Dayla falou confiante.

— Que bom.

— Acho que esse é o momento de nos despedirmos. Mas antes, toma! — ela pegou um saquinho branco do bolso e colocou na minha mão — eu odeio ficar em dívida. Adeus, Laharl!!!

— Adeus, Dayla. — falei enquanto via seus cabelos se mexerem com o seu movimento, era como uma luz negra indo embora, como o fim do eclipse.

Após sua ida, sentei no chão e abri o saquinho. Estava cheio de biscoitos caseiros. Peguei um e coloquei na boca. Eram horríveis!!! Mas eu continuei comendo enquanto lágrimas passeavam pelo meu rosto. Eu já tinha sentido aquele gosto antes. Eu já tinha perdido aquele gosto antes.

Notas finais
E aí? Gostaram? Estou de braços abertos para receber suas opiniões!!!! Boa noite!!!!