Quando o coração chama!
12 Capítulo 11: O assassino manda lembranças
Notas iniciais
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— Castle? -
— Kate! – falou acariciando o rosto dela e passando a mão pelo pescoço e ombros. A detetive suspirou com o contato. A pele macia e molhada dela em contato com a dele, o deixou mias ansioso por uma aproximação maior. Se aproximaram mais quebrando a distância que os separava. As respirações ficaram pesadas e a tensão aumentou. Castle desejou que a toalha que ela usava caísse e Kate fazia o mesmo. As mãos de Rick foram instintivamente passear pelo vão dos seios dela e parou na borda da toalha, onde se prendia. Os dois respiraram pesado e...
Os dois respiraram pesado e Beckett quebrou o contato, virando o rosto quando ele passava aos mãos no rosto dela e tentou beijá-la.
— Vamos dormir, está tarde. – Engoliu seco e caminhou em direção ao quarto de hóspedes.
— Sim, claro! – ele suspirou pesado.
Castle sabia que ela estava tentando manter o controle ali, ele tentaria não forçar nada. Mas, estava sendo difícil com ela ali de toalha na frente dele, quando tudo o que ele queria era tomá-la nos braços, a beijar e se perderem na cama se amando. E para piorar ele sabia que ela queria, mas que precisava de seu tempo para organizar sua vida. Precisava de tempo para poder prender o assassino e isso era em tudo que ela conseguia pensar no momento, conhecia Kate e ela iria até o final para fazer justiça pela policial e pela sua mãe. E ele lhe daria esse tempo. O escritor caminhou atrás dela para a porta do quarto de hóspedes. Os dois ficaram lá olhando nos olhos um do outro, até que ela quebrou o silêncio.
— Castle, eu preciso achar esse assassino. Eu preciso pegá-lo. Eu quero poder voltar a minha vida sem ter que me preocupar com ele atrás de mim. Mas, as pistas parecem escorregar das minhas mãos em frente aos meus olhos. – disse com lágrimas nos olhos.
— Eu sei, Kate! E eu sei também que você vai pegá-lo. Você vai caçá-lo aonde quer que ele for e vai prendê-lo. Por que é assim que a Detetive Beckett é e sempre vai ser. A melhor detetive de Nova York. E a mais bonita também. – ele disse a fazendo sorrir.
— Obrigada! – disse o olhando com sinceridade, se olhavam intensamente. Os dois precisavam se afastar. Ela olhou para o chão quebrando o contato.
— Olha Kate, eu sei que está sendo difícil para você. Mas, eu estou aqui, eu estou aqui para você. Não importa o que aconteça. Eu sempre vou estar aqui. Mesmo se você ficar com raiva de mim e gritar comigo ou nós brigarmos, eu ainda vou estar aqui. – disse Castle.
— Obrigada, Castle. Você sempre está lá quando eu preciso e me ajuda com as suas teorias malucas de com... – Ela foi interrompida por Alexis.
— Pai, eu estava te procurando... há desculpa, eu não queria atrapalhar nada! – disse sem graça.
— Não, tudo bem. Pode me falar querida. – disse Castle paciente.
— Oi Kate! Achei que já estivesse dormindo. — disse a menina sorrindo.
— Oi querida! Não, nós chegamos agora mesmo. — Kate falou sem graça.
— Bom, eu estou precisando falar com meu pai é rapidinho, daqui a pouco eu te devolvo ele. – disse tentando arrancar algo deles.
— Há não! – disse Beckett vermelha – Tudo bem, pode falar com seu pai, eu já estava indo dormir. – disse sem graça.
— Alexis, me espere na sala, eu já estou indo. – disse Castle.
— Beckett, eu só queria dizer que se precisar de alguma coisa eu estou aqui para você e... – ele foi interrompido.
— Pai, vamos logo. Ela já sabe disso e depois você pode dizer isso a ela de novo e mais quantas vezes quiser. – disse puxando o pai pelo braço.
Rick tinha ficado embaraçado e nervoso, o que Alexis tinha para falar de tão importante? Ao chegarem na sala, a menina não deu tempo para ele se sentar e já começou.
— Pai, eu preciso te mostrar isso. Mas, primeiro eu quero que me prometa deixar a Beckett dormir, ela está cansada e precisa descansar.
— Ok, mas o que é? – disse intrigado.
A menina ligou a TV no noticiário. A jornalista falava sobre o Stalker: “Stalker o assassino que está aterrorizando a nossa cidade, perseguindo mulheres, sequestrado uma policial em frente a delegacia de polícia e matado uma mulher idêntica a ela, além de estar obcecado com a Detetive Beckett, a melhor detetive de homicídios de Nova York.” Foi assim que a mulher do noticiário a descreveu. “Agora nós queremos saber a posição da polícia nisso tudo, será que eles vão fazer alguma coisa ou só vão assistir? Alguém sabe sobre a Detetive Beckett? Bom parece que ela está com o escritor Richard Castle na casa dele. Eles não eram só amigos? Agora ela dorme lá também. Bom, parece que o Stalker está fazendo mais que matar pessoas, ele agora está unindo elas também.” Castle ficou com muita raiva, a jornalista fazia parecer que Beckett e os meninos não estavam fazendo de tudo para pegá-lo. Ele desligou a TV e ligou para os meninos. Espo e Ryan tinham assistido e ficaram com raiva também. Eles concordaram em não contar a Beckett. Se encontrariam de manhã com Gates, escondido dela e pediriam que falasse com a imprensa.
No dia seguinte, Kate levantou cedo tomou café com Castle, Alexis e Martha rapidamente e depois foram para a delegcia. Enquanto ela trabalhava, Castle e foi ao encontro dos meninos e da Capitã. Ela concordou em fazer uma declaração a imprensa. Voltaram ao trabalho e Beckett e Rick foram olhar no banco de digitais da polícia, a digital achada. Uma digital bateu, a de um homem chamado Charlie Johnson, um ex-presidiário perigoso. Ele foi condenado pelo assassinato de 2 garotas e tentativa de assassinato de uma terceira garota. Morava em Nova York atualmente e tinha um carro preto. O mesmo carro das filmagens. A placa do carro New York MWR 2613 era a mesma do assassino. Eles haviam encontrado o Stalker, só tinha um problema, não conseguiram achar fotos dele, nem uma filmagem em que aparecesse seu rosto. Então seria difícil reconhecê-lo. Kate, Castle e os meninos foram até a casa de Charlie para prendê-lo, mas ele não estava lá. Parecia que tinha fugido. Não tinha roupa no guarda-roupa. Ele fugiu para não ser pego.
Voltaram a delegacia e foram olhar as filmagens, nada. Não conseguiram achar nenhuma imagem do rosto de Charlie. Como poderiam pegá-lo se nem sabiam como ele era? De tarde Espo chegou com o policial Albert Williamson e foi com Ryan e Castle para uma sala afastada.
— Ele tem uma coisa para falar para nós.
— Bom, vocês mandaram ficar de olho em Beckett, certo?
— Sim! – disse Castle intrigado.
— Então, eu vi uma coisa esquisita nesses dias.
Ele mostrou aos garotos, fotos da detetive e do escritor e ela sozinha, em que um homem aparecia. Era o Stalker, ele estava a vigiando. Agora eles sabiam como ele era. Assim, poderiam pegá-lo. Voltaram a sala e viram Kate distraída, olhando as filmagens de novo.
— Beckett! Precisamos te mostrar algo.
— Sim, o que foi garotos?
— Bom, lembra quando você disse para tirarmos o policial de vigia sobre você?— disse Ryan com medo.
— Sim, o que tem?
— Nós não tiramos, fizemos você pensar que sim. Mas, ele te seguia de longe. – Continuou Espo.
— Era por isso que eu sempre sentia a sensação de ser seguida. E você nem me disse Castle? Eu não acredito, você mentiu para mim.
— Beckett, não é por isso que estamos falando isso. – disse Espo.
— Ele percebeu que tinha alguém te vigiando
— Ok, o que vocês querem dizer?
— Ele nos mostrou fotos com o rosto do homem, é o Stalker. Olha, vê se você reconhece.
Ela pegou as fotos das mãos de Espo e deu uma olhada.
— Oh, meu Deus. Eu sei quem é ele. Ele é o entregador que me entregou o pendrive aquele dia. Vocês lembram? É ele.
— Vamos emitir um alerta atrás dele. – disse Ryan.
Dentro de pouco minutos toda a delegacia já estava mobilizada e procurando o assassino. A imprensa emitiu uma nota sobre isso e toda a cidade estava em alerta. O entregador de flores foi encontrado e assim eles começaram a interrogá-lo.
— Oi senhor?... – falou a detetive.
— James, James Smith. – disse o suspeito.
— Sim, curioso não termos uma ficha sua não? Nem um registro da sua existência, carteira de motorista, identidade ou digitais. – disse ela.
— Você tem certeza? Minha carteira foi renovada ano passado e eu tenho identidade aqui e se quiserem podem pegar as minhas digitais. Mas, eu não tenho ficha por que nunca fiz nada fora da lei. – disse o homem preocupado.
— Claro! Me dê só um minuto. – ela disse desconfiada dele.
Kate saiu da sala e pediu os meninos para procurarem por James Smith no sistema e encontraram a carteira de identidade, habilitação e digitais.
— Mas como não achamos isso antes?
— Bom, estávamos procurando por alguém do sistema que já tinha sido preso ou com problemas com a polícia e não um cidadão comum. – disse Espo.
— Tudo bem. E algo errado com ele?
— Não, aparentemente é um bom sujeito. – disse Ryan.
— Até entregar as flores aqui você quis dizer não é? Não acho que seja um bom sujeito. – disse Espo.
— Nem eu, mas não podemos detê-lo sem nada. – disse Ryan.
— Mas, eu posso perguntá-lo sobre quem pediu as flores. – disse a detetive.
Ela foi até a sala novamente.
— Sr. Smith, eu gostaria de saber quem pediu aquelas flores?
— Bom, isso é impossível. Temos pedidos por telefone também e esse foi um desses pedidos.
— Você pode me informar o nome da pessoa que pediu? Como era a voz? Alguma coisa?
— O que eu sei é que era pra entregar aqui, o pedido foi pago com boleto bancário. Ele tinha uma voz rouca e esquisita, mas só isso. Ele não falou o seu nome, só disse que era pra entregar pra senhorita Beckett na delegacia de polícia.
— E você não achou isso esquisito? – disse desconfiada.
— Claro que sim. Todo dia tem homens ligando e pedindo flores, vários até pedem pra entregar dois buquês em lugares diferentes pra pessoas diferentes. No meu serviço senhora, pouca coisa é esquisita pra mim. Eu achei que fosse seu namorado ou algo. – disse o homem.
— Sim, entendo. – a detetive já estava desanimada.
O homem estava certo, ele deveria receber pedidos muito estranhos no seu serviço. Provavelmente ele nem sabia quem era o assassino. Mas, o que era estranho era o motivo dele estar lhe seguindo.
— Então, senhor Smith. Deixe eu lhe contar uma coisa sobre mim. Eu odeio ser seguida. Eu sou uma policial com uma arma e se alguém me segue, principalmente um homem a noite eu atiro entendeu?
— Sim, senhora. – disse engolindo seco.
— Então por que diabos você estava me seguindo?
— Fazia parte do pedido, ele pediu pra lhe seguir e te mandar um recado. Era só isso senhora eu juro. – disse aflito.
— Que recado? – disse Beckett batendo na mesa e o assustando.
— Bom, eu... –
— Como eu posso acreditar em você? Acreditar que é verdade qualquer coisa que me dizer? – disse a detetive.
— Senhora, eu só sei o que ele me mandou falar, você pode acreditar ou não. O meu trabalho era te seguir, ter certeza que estava sozinha e te falar.
— E qual é o recado? O que ele queria me dizer?
— Ele disse que está vindo!
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