Notas iniciais
Oie gente, voltei com um capítulo que ao meu ver ficou grandinho! Espero que gostem e que digam o que pensam.Espero também que amem o Tom como eu amo. E mais, no último capítulo eu acho que não foi dito tudo o que tinha que ser pela parte dele, e por isso, eu fiz um novo pela visão dele também.
A imagem do capítulo se não aparecer lá embaixo : http://2.bp.blogspot.com/-jTLmwD6P5Hg/Tb2c55XzuwI/AAAAAAAABc0/tFi4Tc5eP9U/s1600/amor_odio.png. Espero que achem a cara do Tom como eu achei.

P.D.V T. R:

“O amor não é só para os fracos, fracos são aqueles fecham os seus corações com medo amar.”

Eugenio Salvador

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Ela ainda ardia e delirava. Todos os feitiços que eu tentava funcionavam por meia, uma hora e depois a febre voltava pior e ainda mais desgastante para o corpo dela, que suava frio. Não era uma febre comum, se não teria curado no primeiro feitiço, era uma febre psicológica causada por um infeliz que ousara contra ela, e eu iria até o inferno se fosse necessário para encontrá-lo.


Eu estava nesse sofá por horas, talvez a noite inteira, porque o sol já estava nascendo e anunciando que um novo dia estava chegando. Olhando para seu rosto que continuava pálido, eu me indagava : Porque eu estava fazendo isso? Eu mal dormira a noite, na verdade eram pequenos cochilos e eu sempre acordada com um gemido ou grito anunciando que o feitiço perdera o efeito, por uma menina que era simplesmente uma desconhecida.


Sua pele gelada não aquecia por mais que eu colocasse todos as cobertas disponíveis em Hogwarts. Assim que eu chegara no meu quarto havia dado um banho nela por feitiço, a varinha não era útil apenas para feitiços complicados, coisas do cotidiano podiam ser muito bem facilitadas com ela. Por mais que eu tivesse dormido com tantas garotas que nem me dava mais o trabalho de gravar o nome, eu a respeitava e em nenhum momento eu tinha visto ela em algum momento com roupas intimas sem permissão. Mesmo que ela estivesse desmaiada e não oferecesse qualquer resistência.Após o banho, usei um feitiço fácil de conjuração e substitui sua roupa por uma blusa minha que parecia mais um vestido nela, e o pior, eu nunca havia emprestado nenhuma roupa as garotas que dormiam comigo, a primeira fora ela, e pior, a roupa ficara muito bem nela.


Por mais que eu tentasse ajudá-la, ela ainda passava muito mal. Isso já me irritava, porque se esgotaram quase todas as melhores ideias que eu tive, e eu não gostava de ficar sem elas. O menino mais brilhante de Hogwarts tinha que recorrer ao bom e velho banho frio manual mesmo, o máximo que eu podia fazer. Eu já tinha usado a magia e dado um outro banho por feitiço que claramente não funcionara. Agora era partir para a banheira com água bem fria, se ela não acordasse seria melhor. Porque eu realmente ainda não havia pensado no que dizer quando ela despertasse no meu quarto usando as minhas roupas. No que eu fui me meter? Pensei irritado comigo mesmo e com a minha ideia estúpida de ajudar uma Grifinória.


Deixei-a sozinha no quarto por alguns minutos e fui encher a banheira. Arregacei as mangas da camisa que eu usava por baixo das vestes, essas que já tinham parado do outro lado do quarto assim que eu cheguei junto a minha gravata. Parei para olhar para o espelho que ficava acima da pia e a visão era mesmo deprimente. Meu cabelo que sempre andara milimetricamente perfeito, agora estava mais que bagunçado e rebelde que nunca. Meus olhos azuis estavam mais negros que o céu quando escurece e possui aquele azul incrivelmente fechado. Eu estava ainda mais pálido e fracas olheiras começavam a aparecer. Lavei meu rosto na tentativa mal sucedida de amenizar essa péssima situação na qual eu me encontrava. Resolvi deixar tudo isso de lado e me preocupar apenas com ela, eu estava aqui mesmo. Se amanhã eu me arrepender de tudo isso, vai ser um arrependimento completo, já que vou fazer tudo ao meu alcance para deixar a garota ,que repousava em seu sono nada calmo em minha cama, da melhor forma possível.


Depois da banheira tem enchido a uma altura razoável com uma água que nem eu me atreveria a entrar nesse frio. Voltei ao quarto e a peguei no colo, por mais que parecesse, ela não era tão pesada para mim.Eu podia aguentá-la por um bom tempo antes de cansar. Foquei em seu rosto belo, sua pele gelada e pálida me preocupava ainda, estava menos pior de quando a encontrara, mas ainda sim era ruim,Coloquei-a pouco a pouco na água já fria. Ela gemia em protesto mais não acordava. O máximo que fazia era tremer e grudar suas mãos em minha camisa arrancando alguns botões ,como fizera antes em uma tentativa desesperada de pedir que eu ficasse. Resolvi tentar não molhar seus longos cabelos tão castanhos que só perdiam para ao castanho-chocolate de seus olhos, porque eles não secariam e deixá-los molhados poderia fazer mais mal a ela. O que era fisicamente impossível, pois afundei-a ate um pouco antes do ombros na água. Seu corpo apos um longo tempo pareceu se acostumar com a temperatura.


Depois de um tempo que eu considerei razoável para tentar deixá-La melhor, peguei uma toalha que estava a distancia de um braço meu da banheira, sem nunca solta-la. Ergui seu corpo e a abracei com a mesma, essa encharcou-se quase que completamente pois eu a tinha banhado de roupa e tudo. Coloquei-a na cama e novamente com um feitiço troquei sua roupa. Ajeitei seus cabelos no travesseiro, a cobri novamente e quando eu pus suas mãos para fora da coberta, ela apertou a minha. Eu jurava que tinha sido apenas um reflexo, mas não fora. Sua mão realmente segurava a minha fortemente. Eu estava cansado demais para pensar no que ela queria dizer com isso e a cama parecia ainda mais confortável do que eu sabia que ela era. Resolvi deitar o mais afastado possível dela. A cama que um dia fora enorme só para mim, hoje parecia minúscula.


Como que por magnetismo meu corpo parecia atrair o seu e suas mãos voltaram para meu peito. Eu não podia perder o foco, eu deveria e iria afastá-la de mim. O que eu estava pensando? logo eu que sempre usara as mulheres, dormir agarrado carinhosamente com uma? Que coisa estúpida de apaixonados.O que estava acontecendo com o Tom Riddle futuro Lord das Trevas que eu iria ser ? Por mais que eu tentasse retirar sua mãos de mim sem acordá-la, qualquer pequeno movimento meu fazia ela reclamar e se aproximar ainda mais com aquele cheiro inebriante de chocolate que seus cabelos pareciam exalar. Completamente sem jeito resolvi ficar parado e esperar a bendita hora que ela me largaria. O sono me dominou e a última coisa que passou pela minha mente foi aqueles olhos castanho-chocolate que me fascinavam.


Acordei com batidas impacientes na porta. Que se continuassem daquela forma iriam acordá-la. O que eu não deixaria, porque, pela primeira vez na noite, ela dormia tranquilamente. Que ser infeliz ousava me acordar, quando eu consegui dormir depois de uma noite inteira em claro?Pensei pronto para azarar um com alguma maldição.


– Tom? Cadê você ?Se perdeu foi? -Abraxás falou irritado. Aquele loiro sempre estava com esse seu incrível "bom" humor matinal e sempre ganhava as minhas mais “carinhosas” saudações de manhã.


–Tom? Não te vemos no café, tudo bem?-Cygnus por sua vez quase nunca perdia seu jeito calmo por pouca coisa, muito diferente de mim.


Retirei seus braços rapidamente, mas de maneira delicada de cima de mim. Ela acordaria em seu próprio tempo, e eu estava disposto a esperá-lo. Corri para porta e mandei-os calar a boca baixo mais bem “gentil“. Enquanto tentava ajeitar os botões que definitivamente foram arrancados da minha camisa na hora do banho e a minha calça que mais parecia alguma vestimenta não identificada de tão amarrotada que estava.


– O que foi?- Perguntei tentando dar um jeito, mas bagunçando ainda mais meu cabelo, que nessa manha parecia que não queria cooperar nem um pouco comigo, me irritando ainda mais.


– Que visual é esse Riddle?- Cygnus parecia um pouco surpreso. Pois eu que sempre andava impecável, estava com o cabelo ainda mais desarrumado que o dele. O que era fisicamente impossível.- Você nunca deixa seu cabelo bagunçado.


–Resolvi mudar um pouco, Cygnus. Porque algum problema? — Perguntei pensando na primeira desculpa que veio na minha mente.
–Por nada não. — Ele ficou quieto, mas todos aqui sabiam que eu nunca mudava, principalmente o visual.


–Parece que a noite foi boa. -Falou o loiro pálido com segundas intenções olhando para minha camisa amassada e aberta, e depois para além da abertura da porta a castanha que repousava na minha cama com as minhas roupa, diga de passagem.


–Não é nada. — Encerrei o assunto fechando a porta e consequentemente qualquer visão da castanha, indo para o corredor onde eles estavam. Eu tinha que tratar de assuntos muito mais importantes que o fato se eu dormir ou não com a Grifinória.


– Fala sério Tom nós te conhecemos e não é de hoje que você dorme com uma diferente a cada dia e que nunca consegue lembrar os nomes delas.- Disse gargalhando o loiro como se atestasse um fato. -Só não pensei que a Grifinória fosse tão fácil. Se bem que todas as mulheres são. — Ele recebeu um olhar irritado de Cygnus, que tinha irmãs , e um matador meu. Tratando logo de ficar quieto, porque com muita certeza ela amava a vida que tinha.


–Ela foi atacada de noite. — Eu expliquei sem a mínima paciência e ainda de má vontade, porque eu não devia nenhuma explicação a eles. — Quero que descubram quem estava nas masmorras conosco após a reunião e durante a minha ronda. Isso é de extrema importância. — Aquilo na minha linguagem significava um adeus e façam isso agora. Assim como chegaram, foram embora juntos e com uma inquietação em comum comigo. Eles se perguntavam a mesma coisa que eu : Porque eu me preocupava tanto com uma garota que mal conhecia?


Assim que eles foram embora. Fechei a porta e ao entrar encarei aquele rosto pálido. Mesmo que ela dormisse melhor, o medo ainda fazia parte de sua expressão. Prometi: — Eu vou encontrar quem lhe fez isso. — Eu prometi aquilo com uma certeza que poucas vezes tive, e eu sempre cumpro minhas promessas.

Notas finais
Pessoal, mais uma coisinha, peço que por favor deixem comentários para eu saber o que pensam, pode ser uma crítica construtiva, ou apenas um oi, continuo aqui. Porque eu acho que estou escrevendo sozinha e isso desmotiva. Brigada por estarem aqui comigo, beijos, A.