Quando menos se Espera...
3 Capítulo 3
Notas iniciais
O próximo ainda não tem data definida pra sair, porque eu ODIEI ele e acho que vou ter que reescrever.
Espero que gostem!
- Desculpa. Foi mal. É que você falando aquilo e me olhando daquele jeito, eu não…
- Cala a boca, Do Contra. Não vai começar com esse blá blá blá de novo. Vem aqui.
Abri o portão e espiei lá dentro. Conforme eu desconfiava, meus pais tinham saído para jantar e dançar. Provavelmente chegariam bem mais tarde, então eu teria um tempinho com meu namorado super delícia num lugar um pouco mais reservado. E eu ia redesenhar a linha de respeito dele hoje. Afinal, eu já estava prestes a completar 17 anos e não era mais criança.Nós nos conhecíamos desde sempre, era meu último ano na escola (e o dele também) e eu estava completamente apaixonada por ele, então isso não poderia ser errado.
Entramos no terreno da minha casa e ficamos ainda encostados no “nosso” muro, mas pelo lado de dentro, o que nos conferia mais privacidade. Da mesma maneira, escutaríamos meus pais abrindo o portão eletrônico, o que nos daria tempo para que ele saísse sem ser visto. Ele começou a falar:
- Mônica, você tem certeza do que está fazendo? Seus pais podem chegar.
- Meus pais não vão chegar tão cedo. Vamos ouvir quando eles chegarem e vai dar tempo de você sair. Você não quer ficar um pouco sozinho comigo?
-Claro que eu quero, linda. É que…
- Então pronto, DC. A gente não é mais criança.
- OK, mas não se sinta forçada a nada. Não vamos fazer nada que você não queira.
- Claro que não vamos. Eu sou a Mônica, esqueceu? – Ele riu e me empurrou de leve, de encontro ao muro, com uma mão em minha cintura e a outra no meu rosto.
Começamos a nos beijar devagar, mas logo a coisa começou a ficar quente de novo. Eu segurei os passadores de cinto da calça dele e puxei seu quadril em direção ao meu, sentindo o calor e a rigidez dele. Ele me puxava pela cintura enquanto me beijava cada vez mais intensamente. DC desceu a mão do meu rosto, passando pelo meu pescoço, a lateral do seio, cintura e parou na altura do meu quadril, onde ele apertou com a mão espalmada, me fazendo suspirar alto. A essa altura, todo o calor e umidade do meu corpo se concentravam entre minhas pernas. Ele também estava muito excitado. Eu podia sentir sua ereção pressionando minha coxa. Novamente, ele afastou as minhas pernas com uma das suas e se colocou entre elas, mas dessa vez ele deliberadamente friccionou sua dureza em mim e, mesmo sobre o tecido da calcinha (eu estava de saia), eu pude sentir o calor que vinha do corpo dele. Levantei uma de minhas pernas e a enlacei em sua cintura, apreciando o contato maior.
DC separou nossos lábios e foi beijar e morder meu pescoço e minha orelha. Quando eu gemi alto, ele acabou gemendo também e usou a mão que não estava segurando meu quadril para acariciar a minha coxa que o apertava contra meu corpo. Sua mão começou no joelho e foi subindo até alcançar a parte de baixo da minha bunda, que ele apertou com um pouco de força e puxou, encaixando-se ainda mais entre as minhas pernas. Aquilo me deixou muito excitada e eu tirei uma de minhas mãos dos cabelos de sua nuca para acariciar seu peito por baixo da camiseta. Eu pude sentir seu abdome definido e liso, sua pele quente e levemente suada. Ao contato de minha mão com seu corpo, Do Contra deu um gemido alto e longo e mordeu a ponta de minha orelha enquanto eu ouvia sua respiração ofegante.
Eu desci a mão de seu peito para o cós de sua calça, que eu comecei a acariciar colocando as pontas dos meus dedos dentro, sentindo o elástico da cueca. Ele voltou a beijar meus lábios com sofreguidão e a mão, que até então estivera pousada em meu quadril, subiu por baixo de minha blusa acariciando minha barriga e parando logo abaixo do seio. Separei nossos lábios e mordi a orelha dele. Ele suspirou e eu mordi o pescoço, beijei o maxilar, o queixo. Ele segurou de leve meu lábio inferior entre os dentes e deu um leve chupão antes de voltar a beijar a minha boca.
Isso me deixou tão instigada que decidi ousar mais, colocando meus dedos mais dentro da calça dele e o puxando para mim. Agora eu podia sentir todo o elástico da cueca e o início dos pêlos pubianos dele. A minha iniciativa o deixou muito excitado e ele tomou coragem para colocar a mão no meu seio sobre o sutiã. DC fazia movimentos circulares com essa mão e eu gemi baixo:
- Ah, DC, isso é tão bom.
- Dá pra ficar melhor. – Eu o olhei assustada, curtindo a maneira como ele estava se “libertando” comigo. – Posso? – Olhei no fundo dos olhos dele e vi que era amor e paixão que havia ali, não apenas brincadeira.
- Deve – Respondi sussurrando no ouvido dele e dando uma mordida depois.
Com a deixa, DC tirou o tecido do sutiã do caminho e segurou o bico do meu seio entre dois dedos, brincando com ele, fazendo movimentos circulares e dando puxões leves. Eu gemi alto e joguei a cabeça para trás, dando livre acesso ao meu pescoço para ser beijado, mordido, lambido e chupado à vontade. Nessa hora, o tesão falou bem mais alto que a vergonha e meus dedos escorregaram pra dentro da cueca dele, encontrando a cabeça de seu pênis, a qual eu acariciei em movimentos circulares, me aproveitando da umidade que se acumulava ali. Ele jogou a cabeça para trás e gemeu alto, depois disse:
- Ai, gata, assim você me mata! Ahh…
Aquilo pareceu me acender ainda mais, e eu fechei a mão em torno do membro, fazendo um movimento de sobe e desce por seu comprimento, como eu havia ouvido as meninas descreverem em nossas festas do pijama. Ele segurou meus cabelos com força e me deu um beijo de tirar o fôlego. Ao mesmo tempo, com a mão livre, ele começou a acariciar a parte interna da minha coxa, passando os dedos nos cantinhos do elástico da minha calcinha. Isso me fez per der o ritmo das carícias nele. Ele falou em meu ouvido:
- Devagar, isso… Aperta com um pouquinho mais de força… Assim… Nossa, meu amor, você aprende rápido. – ELE ME CHAMOU DE MEU AMOR?! Era a situação mais erótica de toda a minha vida e ele achava tempo para romance. É mesmo diferente dos outros!
Eu tentava me concentrar no ritmo, mas a mão dele brincando com o elástico da minha calcinha estava me fazendo tremer de expectativa pelo contato. Eu estava quase me derretendo toda enquanto o masturbava e ele dava conta de me beijar e me provocar. Que namorado mais gostoso o meu! Enquanto eu pensava nessas coisas, ele afastou o tecido da calcinha para o lado e tocou meu interior de leve, com a ponta dos dedos, como se estivesse me testando. Ele sentiu a umidade e o calor, inserindo um dedo em seguida. Uma onda de prazer me tomou e eu gemi, mas não perdi o ritmo que ele tinha imposto à minha mão. Ele, então, escorregou o dedo de minha entrada para meu ponto mais sensível onde fez movimentos circulares exercendo alguma pressão, fazendo o prazer se intensificar. Eu gemi, ofegante:
- Ahh, é tão bom… Por favor, não pare.
- Eu não vou parar. Eu, hmmm, gosto da sua voz assim. Ahnn, mais rápido, linda, você está me maltratando assim.
Aumentei o ritmo, no que ele me ajudou com movimentos dos quadris. Ele também aumentou o ritmo, me fazendo ofegar. Agora a boca dele já não deixava meu pescoço e minha orelha, ele ofegava e eu também. Eu sentia uma coisa enorme crescendo dentro de mim, querendo se libertar. Gemi alto e ele disse:
- Deixa vir. Deixa vir pra mim, meu amor. – Eu deixei. Uma explosão de fogos de artifício aconteceu dentro de mim e eu soltei um rosnado alto, involuntário. Fiquei meio mole, de olhos fechados, só segurando o membro dele entre meus dedos. Ele tinha parado de se mexer, aparentemente, para me observar. Ele voltou a falar. – Essa foi a expressão mais linda que eu já vi você fazer. E saber que fui eu quem a causei me faz extremamente feliz. – Fiquei vermelha e senti ele tirar seus dedos de mim, ajeitar a calcinha e levar os dedos aos lábios. – Seu gosto também é maravilhoso. Você é perfeita. – DE ONDE DEUS TIROU ESSE HOMEM PRA MIM?! Ele tinha acabado de me proporcionar o primeiro orgasmo da minha vida e ainda diz que eu é que sou perfeita!
- Agora é sua vez, gato. – Falei puxando-o pelo pescoço para um beijo. Retomei os movimentos e ele voltou a gemer e mexer os quadris, enquanto eu apertava levemente o membro entre meus dedos e, com a outra mão, percorria seu peito e suas costas por baixo da camiseta. Ele gemia e arfava em meus ouvidos. Agora eu tinha possibilidade de me dedicar totalmente a dar prazer ao meu namorado e não queria perder essa chance. Era tudo novo para mim e vê-lo entregue daquela maneira me deixava mais apaixonada e excitada. Quando percebi sua respiração mais ofegante, aumentei o ritmo e ele falou em meu ouvido:
- Linda, é melhor você parar… — Aumentei ainda mais o ritmo – Mônica, eu estou falando sério. – Apertei com um pouco mais de força. – Mô, eu vou… Sujar você. Você não precisa fazer isso. – Tomei coragem e falei no ouvido dele:
- Mas eu QUERO. Deixa vir. – E dei uma lambida do pescoço até a orelha dele. Ele jogou a cabeça para trás e fez um barulho de puro deleite, ao mesmo tempo em que eu sentia seu membro pulsar entre meus dedos e seu liquido quente escorrer pela minha mão. Ele ainda pulsou mais algumas vezes, e manteve seus olhos fechados por alguns instantes, até que o senti relaxar e abrir os olhos, encarando os meus.
- Gata, mais uma dessas e eu morro. – Um sorriso que me fez virar Maria-mole – Agora eu preciso ir… tomar um banho… — Ele estava CORANDO?! Deus, ele já é lindo naturalmente, corado, então, meu coração quase pára.
Tirei minha mão suja de dentro da calça dele e escondi atrás do corpo. Foi aí que a vergonha me assaltou de vez. Abaixei a cabeça e senti o rosto queimar. DC segurou meu queixo e o levantou, fazendo contato visual novamente e beijando meus lábios de leve, pra depois dizer:
- Não precisa ficar com vergonha, linda. A gente se ama e isso é natural. Você é linda e perfeita. Até vermelhinha desse jeito. – Ele sorriu. – Agora eu vou indo, antes que seus pais cheguem.
- Boa noite… Me avisa quando chegar em casa. Já está tarde. Pode ser perigoso. – Ele sorriu, me de um beijo em cada bochecha, um na boca e um na testa, e saiu pelo portão.
Eu entrei e casa e fui tomar um banho. Me peguei imaginando como seria um banho juntos. Corei ao pensar em ficar nua na frente de um homem. Que bobagem, não era UM homem. Era meu namorado, MEU homem. Que, aparentemente, já tinha visto várias outras mulheres nuas. Mas ele disse que eu sou perfeita. Grande coisa, ele não viu realmente nada, ele não pode afirmar isso. AH, eu precisava de uma amiga. Liguei pra Magali e pedi pra ela dormir em casa, assim poderíamos conversar. Em 20 minutos ela estava lá.
- Amiga, o que houve, porque o desespero? Deu o que fazer pra convencer meus pais a me deixarem dormir aqui. Amanhã tem aula e tal. Vamos ver o professor (ai, ai) – eu ergui uma sobrancelha – OS PROFESSORES, os amigos, a cantina, tudo mais, hehe.
- Sei, to ligada… Mas eu te chamei porque eu preciso desabafar. É sobre o DC.
- O que? Achei que o namoro de vocês estava indo de vento em popa! – Ela sentou na cama que tínhamos arrumado pra ela, já de pijama, se abraçando no travesseiro.
- E está – eu disse, deitando de bruços na minha cama, encarando a Magá. – Mas tem algumas coisas que estão me incomodando. Eu não sei bem como explicar. É que hoje nós… fomos a um novo… nível… de relacionamento. – A boca dela se abriu em um grande “O” e ela perguntou, de olhos arregalados:
- Você perdeu? É SÉRIO? Foi bom?
- Não é nada disso, Magali! – Falei, vermelha. – É que… AI, como é difícil falar essas coisas assim, na lata!
- Mônica, fala logo, que eu não estou entendendo mais nada!
-AFF! Tá. Bem, ele preparou um piquenique pra mim, super fofo, depois arrumou não sei de onde uma peteca, e nós jogamos o dia todo. Nos divertimos muito. Depois ele me trouxe aqui para casa e, como das outras vezes, as coisas começaram a ficar quentes na hora da despedida. Dessa vez meus pais não estavam em casa, então entramos. – Ela arregalou os olhos, mas eu rapidamente completei – Não em casa, só no quintal. Ficamos ainda encostados no muro, mas pelo lado de dentro. Resumindo, acabamos num pega nervosíssimo, ele me masturbou e eu masturbei ele também. – Senti meu rosto queimar e imaginei a inveja de todos os tomates que pudessem me ver naquele momento.
- UHHH! Hot, hot vocês dois, hein?! E aí, foi bom? Vocês chegaram… “lá”?
- Sim, foi maravilhoso. Mas a questão não é essa.
- Então…
- É que ele é um pouco… mais experiente que eu.
- Hm… Isso não é muito difícil. E o que tem?
- Tem isso, ué! Ele é mais experiente, o que significa que ele já esteve com outras meninas além de mim. E eu só beijei o Cebola, que nem colocou a mão da minha bunda. – E fiz um bico.
- Eu posso estar enganada, mas isso está me cheirando fortemente a uma crise de ciúmes, com chantilly e cereja em cima. – E fez uma cara de quem sabe das coisas.
- EEEEU? Imagine só! Eu me garanto, baby. Não preciso sentir ciúmes de ninguém. Hunf. Até parece!
- Moniquinha, deixa eu te contar um babado fortíssimo: quem ama SENTE CIÚMES. Não faz a menor diferença se você se garante ou não. Nem se você duvida do amor do outro. É uma questão de querer a pessoa só para si. Eu sei que você gostaria de ser a primeira dele assim como ele é o seu primeiro. Mas todo mundo vem com um passado no pacote, gata. Não tem como evitar. O importante não é o que ele fez, mas o que ele faz e o que ele fará.
- Mas e se ele me achar… sei lá… insuficiente? Quer dizer, ele é lindo e gostoso e com certeza já esteve com meninas mais bonitas e mais experientes que eu.
- E, obviamente, se ele quisesse estar com elas, ele estaria. Mas não quer. Quer estar com você. Porque deve gostar mesmo de você. E ele sempre te achou bonita.
- Teve mais uma coisa hoje… ele disse que me amava…
- NOOOOOOOOOOOOOOOOOOOSSA! Mas isso é o máximo! Que lindoooo! Ai, que emoção! E você?
- Eu disse que eu também. – Fiquei vermelha e sorrindo feito boba. PAF! Uma almofada me acertou com toda a força que minha amiga conseguiu colocar (o que nem me fez cócegas). Olhei assustada pra ela, que falou, com cara de brava:
- E você aí, chorando, reclamando e cheia de nhê nhê nhê? Ah, por favor, Mônica. O Quim demorou anos pra me dizer isso! Em um mês o DC já se derreteu todo na sua mão (inclusive literalmente, hehe). Aproveita, amiga! Vai que ele é “o cara”.
- Magá, ele É “o cara”. Não tenho dúvidas quanto a isso. A única questão é quando e como. – E sorri fazendo uma cara safada. Rimos alto e eu percebi que a minha melhor amiga tinha feito exatamente o que eu achei que ela faria: me acalmou e me fez deixar o que me afligia de lado. Ela tinha razão, não tinha nada haver eu ficar encanada com o passado do Do Contra. Ele ia me ensinar tudo o que sabia e também aprenderíamos outras coisas juntos, afinal nós nos amávamos.
Resolvi olhar o celular para ver que horas eram e vi que tinha uma mensagem não lida. Com a minha crise de ciúmes eu até tinha esquecido que pedi pro DC me avisar quando chegasse em casa. Quando vi a mensagem fiquei super feliz, vermelha, rindo feito boba e com o olhar perdido, ou seja, a Magali notou imediatamente e pegou o celular para ler alto:
- “Oi, princesa! Cheguei em casa bem inteirinho pra você. Até amanhã. Sonhe comigo. Te amo! Beijos nessa boca.” AHHHHH… MÔ! Que lindo ele, né?!
- Ele é lindo, mesmo. Mas agora a gente tem que dormir, Magá, amanhã começa nosso último ano no Colégio do Limoeiro. Boa noite.
- Boa noite! Sonha com o DC.
- Eu sempre sonho. – E sonhei mesmo.
Notas finais
Foi meu primeiro lemon, então as críticas serão bem vindas.
Reviews, please.
Reviews me fazem ter arroubos de criatividade, então, quanto mais reviews, mais rápido e melhor será o próximo capítulo (chantagem mode on, hehehehe).
Beijos!
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