Notas iniciais
Oi, gente!
Demorei um pouco mais que o previsto, mas esse capítulo está bem melhor que o anterior.
Eu estava mudando de casa, então as coisas estão meio bagunçadas por aqui ainda.
Não deixem de ler as notas finais, hein?!
Boa leitura!

DC POV

Eu estava deitado no sofá como vinha fazendo todos os dias. Não tinha mais sonhado com ela, até porque eu praticamente não tinha dormido. Como esse lance de amor era idiota! Eu teria que voltar para a escola eventualmente, antes que eu estourasse em faltas ou que alguém ligasse para os meus pais para perguntar o que estava havendo. Por isso, eu precisava bolar um plano para não encontrar com ela. Ia ser difícil, mas pelo menos nós não éramos da mesma sala. Isso facilitaria as coisas. Eu só não sabia o que mais fazer. Morávamos em um bairro relativamente pequeno, com poucos lugares para ir e poucas coisas para fazer. Isso sem mencionar que nossos amigos eram todos comuns. Eu acabaria encontrando com ela em algum momento. E isso doeria demais! Eu evitaria enquanto fosse possível. Em algum momento aquilo que eu sentia por ela iria passar. Teria que passar!

DING DONG! Maldita campainha! Quem pode estar querendo encher meu saco a essa altura do campeonato? Quando abro a porta, quase caio das pernas: ele, o causador de todos os meus problemas, Cebola.

-Pois não? – Perguntei, tentando controlar a raiva para não sair por baixo.

-O Nimbus está? – Ele perguntou com um sorrisinho descarado.

-Não. Foi levar a Maria Mello ao cinema. Tchau. – Eu ia fechando a porta, mas ele a segurou e foi entrando e dizendo:

-Que ótimo, eu vim aqui justamente para falar com você a sós. – Aquilo seria demais para o meu autocontrole!

-Eu não tenho nada para falar com você, Cebola. Você disse que ela seria sua. Agora sou eu quem não a quer mais. Faça bom proveito! Agora vaza da minha casa que eu não quero que o cheiro de cebola impregne as cortinas!

-DC, quanto ódio no coração!

-Cebola, não me provoca! – Eu estava me segurando ao máximo, mas aquilo não duraria muito.

-Eu só vim aqui porque achei que você merecia saber a verdade.

-Verdade?! Você tá de zoeira com a minha cara? Não tem verdade nenhuma nessa história além do fato de eu ser uma anta que caiu no conto da carochinha. Agora você finalmente pode contar sobre um plano seu que deu certo! Só não entendo o que a Mônica ganhou com isso…

-A história é meio longa, mas se você quiser ouvir, eu posso contá-la. Se bem que a Mô faz tudo parecer muito mais engraçado, já que ela pode dar maior riqueza de detalhes. Mas eu acho que ela poderia ganhar um Oscar. Ela soube fazer a menina virgem direitinho. Mas assim ela é, boa em tudo o que faz. E agora eu também posso dizer que sou. Nós apostamos se eu poderia fazer um plano que desse certo. E eu fiz! Ela foi muito honesta comigo, aliás. Eu mesmo fiz o plano e acabei titubeando no meio do caminho, por causa de ciúmes. Mas ela não me deixou desistir, como era de se esperar. Muito obstinada, ela. Eu só vim agradecer por você ter tornado a minha vida com ela tão mais aproveitável… — Ele falava, falava, e as imagens iam se formando na minha cabeça. Agora as coisas faziam sentido. Aquelas coisas que ele tinha dito pra ela na festa à fantasia, a mensagem. Esse idiota e ela tinham um plano pra ele se sentir menos diminuído perto dela. E eles me usaram pra isso.

As coisas aconteceram muito rápido depois disso. Quando eu vi, eu já tinha metido um direto de esquerda no meio da cara dele e ele estava no chão. E o pior é que, apesar da expressão de dor, a maldita cara de triunfo não saía do rosto dele! Ele se levantou, meio cambaleante, e foi se dirigindo para a porta. Eu fui na direção dele, mas ele correu e bateu a porta atrás de si. COVARDE! Eu não podia acreditar naquilo! E eu achava que as coisas não podiam piorar…

A traição da Mônica era a pior coisa que poderia ter acontecido comigo. E o fato de ela ser aliada daquele filho de uma puta do Cebola piorava ainda mais as coisas. Eu não me importaria mais com ela. Eu voltaria à minha vida normal. Eu sufocaria meus sentimentos. Eu não pararia minha vida por conta de uma vagabunda qualquer. E essa humilhação eu levaria para o túmulo. Eu sabia que eles jamais comentariam com ninguém, porque eles seriam esculachados pelo resto da turma. E eu também não falaria para ninguém. Eu não feriria meu orgulho assim. E ele sabia disso. Por isso veio me falar. Para me assistir sofrer em silêncio. Mas eu agiria como se nada tivesse acontecido. E um dia eu me vingaria. Ah, sem dúvidas!

MARINA POV

Depois daquela ligação do Cebola, eu só pensava em ter uma conversa muito séria com o DC. Eu não conseguia acreditar que todo aquele amor que tínhamos testemunhado tivesse acabado, simplesmente. E eu podia sentir que o Cebola tinha algo a ver com aquilo, afinal de contas, ele era o maior (pra não dizer o único) beneficiado com aquela situação. Depois eu percebi que acabei deixando-o um passo à minha frente quando o deixei perceber que eu estava desconfiada dele. Agora, muito provavelmente, seria uma corrida contra o tempo, para evitar que ele estragasse meu plano.

No dia seguinte, Magali e eu tivemos um trabalhão para levar a Mônica para a escola. Tivemos que jurar que, se víssemos o DC, a carregaríamos para o outro lado da escola. Assim que deixei a Mônica na porta da sala, vi o Nimbus passando pelo corredor e logo imaginei que isso significaria que o DC também estaria lá. Quando me virei para ir até a sala dele procurá-lo dei de cara com o Cebola. Com um baita olho roxo! Não resisti e perguntei:

-Nossa, seu castigo já chegou? Tão rápido assim? – Por um segundo ele fez uma cara que eu não consegui identificar. Em seguida, ele fez uma expressão de resignação (nem um pouco a cara dele, por sinal) e explicou:

- Só se for castigo por ser amigo demais! Fui até a casa do DC para tentar entender essa situação dele com a Mô. Apesar de correr o risco de juntar os dois novamente, eu preferi arriscar do que ver a Mônica sofrendo como está. Quando cheguei lá, comecei perguntando o que tinha acontecido. Ele me ofendeu e ofendeu a Mônica, aí acabei perdendo as estribeiras. Mas, como você sabe, a minha especialidade é a mente e não o corpo. Por isso, acabei apanhando. Mas levo esse olho roxo com orgulho por tê-lo ganhado defendendo a Mônica.

-Por que será que eu duvido? – Aquilo me cheirava tanto a plano infalível que eu não conseguia acreditar em uma palavra do que ele dizia. Eu nem duvidaria se alguém me dissesse que aquele olho roxo era maquiagem!

-Você duvida porque é neurótica, Marina. A minha fase de planos infalíveis passou, eu cresci, amadureci. Você precisa aceitar que eu não sou responsável por todos os males do mundo.

-Tá, tá, tá bom. Agora me dá licença que eu preciso falar com uma pessoa antes que o sinal toque. – Agora, mais que nunca, eu precisava achar o DC.

Fui até a sala dele e, quando cheguei na porta, eu o vi sentado, sozinho, no fundo. Isso não era novidade, porque ele sempre sentou no fundão. Mas ele parecia triste e estava com uma cara péssima, de quem não dormia nem comia direito há dias. Ele estava com a cabeça baixa, por isso não notou minha aproximação. Quando ele deu por si, eu já estava sentada na cadeira da frente, virada para ele. Ele ergueu os olhos e me falou:

-Errou de sala, garota. Suas “amigas” devem estar te esperando. – Ele deu uma entonação irônica para a palavra “amigas”. Não entendi aquilo.

-Não errei nada. Vim falar com você. O que está acontecendo?

-Não sei do que você está falando. Parece uma maluca!

-DC, vamos direto ao ponto, antes que o sinal toque. Porque você e a Mônica terminaram?

-Olha, Marina, eu não estou afim de falar sobre ela. Eu enjoei, ok? Enjoei tanto que não estou podendo nem ouvir falar no nome dela. Ela não foi sempre apaixonada pelo Cebola? Então, ela pode ficar com ele de prêmio de consolação. Agora, vê se me deixa em paz, ok. E avisa pro resto da patota também. Não quero mais encheção de saco por causa dessa menina. Eu fiz o que eu queria e saí fora. E ela gostou também, então não pode reclamar. Agora chega, me deixa quieto! – Aquilo me deixou furiosa!

-Qual o seu problema, hein, garoto? Depois do que você fez você ainda acha que tem o direito de ficar aí se achando, é? Até parece que você não conhece a Mônica! Se ela quisesse ficar com o Cebola, já teria ficado desde o início! Você pelo visto não vale nada, mesmo!

-EU? Pelo visto é você quem não conhece a sua amiga! Espera pra ver. Não dou uma semana pra ela assumir o namoro com o Cebola. Deve estar só dando um tempo pra não ficar “falada”.

-O Cebola, pelo visto está valendo mais a pena que você! Ele gosta tanto da Mô que foi tentar juntar vocês dois de novo, só pra vê-la feliz. E você acabou batendo nele!

-Ah, claro! Coitadinho do Cebola! Vocês vão ser sempre os grandes amigos que apóiam aqueles dois. Continuem assim! Vocês vão longe! – Eu estava me preparando para responder quando o sinal tocou. Virei as costas e saí pisando duro, sem olhar para trás. Eu estava fumegando de raiva.

É claro que eu não prestei atenção em absolutamente nada do que o professor explicou. Eu estava pensando em tudo o que tinha rolado com o DC. No intervalo, eu chamei a Magá de canto e contei a história toda. A reação dela foi a mesma que eu tive, no primeiro momento:

-Que descarado, filho da mãe! Que abusado! Não consigo acreditar nisso!

-É exatamente aí que eu quero chegar. – Depois que a raiva passou, eu comecei a perceber que tinha uma coisa estranha nessa história.

-Como assim, Má? O que você está querendo dizer com isso?

-Bom, apesar da atitude do contra, que era exatamente o que se esperaria do DC, eu pude notar que ele estava extremamente magoado com a Mônica. Porque alguém que simplesmente queria sacanear a nossa amiga seria tão agressivo com relação a ela? E a maneira como ele falava, dava a impressão de que ele achava que a Mônica estava namorando o Cebola. E eu pude notar um ciúme muitíssimo mal disfarçado. – As coisas pareciam ter se clareado ainda mais na minha mente conforme eu contei a história para a Magali.

-Não sei, Marina. Isso ta me parecendo nóia sua. Pensa bem, ele sempre foi meio descompensado. Ele sacaneou a Mô, ele bateu no Cebola. Violência não é justificável!

-Pois é, mas se ele foi o sacana da história, ele não teria motivos para bater no Cebola.

-Você está encanada em culpar o Cebola.

-E você em culpar o DC. Desculpa, Magá, mas a verdade é que o DC estava fazendo MUITO bem para a Mônica e vice-versa. E, do nada a maré da coisa mudou. O DC nunca foi o tipo de cara que sacaneia as pessoas. MUITO MENOS a Mônica!

-Eu sei. Mas às vezes nós nos enganamos com as pessoas, Má. A vida é assim. Coisas ruins acontecem com pessoas boas. E às vezes essas coisas são causadas por pessoas de quem gostamos. O DC não era tão legal quanto a gente pensava. Agora cabe a nós cuidar da Mô.

-Sei lá, Magá. Sei lá.

-Mas eu acho melhor vc não falar nada disso pra Mô, pelo menos por enquanto.

-Não vou falar. – Mas eu iria agir. Ah, sem dúvidas!

Notas finais
Oi de novo.
Obrigada por todos os comentários! Continuem comentando, porque isso ativa a minha criatividade xD
Mais uma coisa.
As meninas que tiverem algum receita de dieta bombástica, podem me mandar por msg ou por review, plz.
To planejando uma viagem e quero estar com tudo em cima pra usar um bikini bem bonito xD
HAUIAHIUAHIUAHUI desculpem, é estranho, mas considero vocês como amigas e dieta eh trabalho de amiga, certo?!
Beijos e até o próximo capítulo!